terça-feira, 23 de setembro de 2014

1 milhão de visualizações


Publicado a partir de abril de 2012, o nosso CORREIO DA PENÍNSULA atinge a marca de 1 milhão de visualizações neste 23 de setembro de 2012.

Durante esses 2 anos e 5 meses o nosso blog se consolidou como o veículo de todos os moradores da Península, pautando suas edições pela mais absoluta independência, irradiando todas as notícias com  responsabilidade e liberdade. 

Em muitos momentos, já teve piques de acessos superiores a 10 mil visualizações diárias e hoje tem em seu cadastro quase 6 mil moradores, que recebem a newsletter com informações sintetizadas sobre o conteúdo do blog.
Ao atingir o marco de 1 milhão de visualizações, queremos agradecer o apoio que temos recebido de todos os moradores, mesmo quando nossa saúde dificulta a produção de material. Como você sabe, a equipe do CORREIO DA PENÍNSULA é a equipe  do EU SOZINHO.
Isto porque não temos a característica de um veículo comercial, o que nos permite oferecer espaço para anúncios a custo zero, desde que aprovados pelos nossos critérios. A ele nos dedicamos, como a outros blogs, como expressão de nossa visão do mundo, cristalizada pelos 71 anos de idade e 53 anos de redação. 

Como retirantes nordestinos, queremos festejar esse acontecimento com um vídeo de Luiz Gonzaga e a poética de Patativa do Assaré.
CLIQUE NA FOTO PARA OUVIR A BELA TOADA QUE TOCA A TODO NORDESTINO

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um quase assalto na cancela

Às quatro da tarde, na portaria 2, moradora passou por um susto. Os bandidos vieram de dentro.


Na fuga, o carro passou por cima do
canteiro e danificou a roda.
Uma tentativa de assalto do lado de dentro da cancela da Portaria 2. Era pouco mais de 4 de uma tarde já primaveril desta segunda-feira, dia 22 de setembro, quando uma moradora do Smart foi surpreendida por dois assaltantes, numa moto, do lado de dentro da saída. Isso aconteceu porque o sensor do seu C-3 prata não funcionou e ela teve de buzinar, parada, para pedir a liberação da cancela.

Numa fração de segundos, uma moto encostou a seu lado, pela saída de visitantes, e o motoqueiro da garupa abriu a jaqueta e exibiu a arma na cintura, indicando o assalto. Nesse instante, liberaram a cancela e a moradora disparou em direção ao Via Parque, sendo seguida pelos assaltantes, cujas características pôde descrever: dois homens negros, um deles um pouco gordo, o outro magro, os dois de capacete, um de casaco marrom claro, o que mostrou a arma, o outro de camisa preta. 
"A sorte é que o sinal próximo ao CEO estava aberto. Fui com o pé no acelerador até chegar ao acesso à Ayrton Senna, quando havia um grande engarrafamento.  Como os carros se embolaram, os bandidos optaram por afastar-se". 

Na correria, a moradora ainda subiu com o carro num canteiro, mas felizmente pôde continuar o percurso.  Só lhe ocorreu na hora ligar para o marido, em meio ao nervosismo de quem se sentia abalada por uma tentativa de assalto em condições provavelmente inéditas: os ladrões saíram de dentro da Península e a abordaram junto à cancela pelo lado de dentro, expostos aos olhares dos vigilantes que, também surpreendidos, não esboçaram qualquer reação: provavelmente nem perceberam a ação dos bandidos.

sábado, 20 de setembro de 2014

ônibus na no mergulhão e deixa 30 feridos



Cerca de 30 pessoas ficaram feridas em acidente envolvendo dois ônibus do BRT em mergulhão na Barra da Tijuca, na noite neste sábado. Um dos veículos, pertencente à linha 863 (Barrashopping - Rio das Pedras) seguia pela Avenida Ayrton Senna, para pegar a Avenida das Américas, quando perdeu o controle e despencou na saída do mergulhão que dá acesso à Avenida das Américas, no sentido Recreio, atingindo o outro ônibus (888-A, Alvorada - Joatinga), que passava na pista de baixo. O motorista do ônibus que caiu, Élder Deniz de Oliveira, está em estado grave, segundo os bombeiros, com traumas de face e de tórax. O ônibus que despencou tinha pelo menos dois passageiros: Caroline de Oliveira, de 14 anos, e o padastro.
De acordo com Áurea Veras, cunhada de Caroline, a adolescente bateu a cabeça e feriu o joelho. No momento do acidente, ela esperava pela cunhada no Terminal Alvorada quando, por volta das 19h30m, recebeu uma ligação da jovem.
- Ela repetia que o ônibus tinha batido. Me desesperei. Falei com ela há pouco e está muito nervosa ainda. Vai ser difícil fazê-la voltar a usar ônibus - disse Áurea Veras.
Passageiros foram encaminhados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, no mesmo bairro. Não havia registro de mortos até por volta das 22h. No momento do acidente no Mergulhão Billy Blanco, na altura da Cidade das Artes, chovia no local. O acidente interdita a via, na pista sentido Recreio dos Bandeirantes. A Polícia Militar e agentes da Cet-Rio estão no local.

Em nota, o Consórcio BRT informou que vai colaborar com as investigações e vai aguardar a conclusão da perícia sobre as causas do acidente. As empresas operadoras prestarão assistência às vítimas, segundo a mensagem.
PUBLICIDADE
O motorista encontra retenções na região. A Avenida das Américas tem retenções na alça de acesso para avenida Ayrton Senna, sentido Linha Amarela. Houve, ainda, por volta das 21h, uma colisão entre moto e carro na Avenida das Américas, sentido Recreio, na altura do Bahiense. No trecho, há uma faixa ocupada. Quem usa Avenida Ayrton Senna, sentido Recreio, tem a opção de pegar a Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Na Avenida Lúcio Costa, o fluxo segue intenso, mas sem retenções, nos dois sentidos.


Read more: http://oglobo.globo.com/rio/motorista-de-onibus-que-caiu-de-viaduto-na-barra-esta-em-estado-grave-14001078#ixzz3DuUeQ4MW

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Destino incerto


 Ninguém sabe para onde
 levar a sujeira de lagoa 
vizinha a Parque Olímpico



Vinicius Konchinski
Do UOL, no Rio de Janeiro





O atraso das obras de dragagem e limpeza das lagoas vizinhas ao Parque Olímpico da Rio-2016 criou um impasse. Devido à demora no início dos trabalhos, a área para onde seria levado o lodo que será retirado do fundo das lagos já não está mais à disposição do projeto. Por isso, até que um novo local seja encontrado, a dragagem não pode começar. E o pior é que o cronograma para o serviço já está apertado.
A limpeza das lagoas é um dos compromissos assumidos pelo governo do Rio para que a capital do Estado fosse escolhida sede da Olimpíada de 2016. Um grupo de empresas foi contratado para fazer o serviço e, oficialmente, iniciou seus trabalhos no local no começo de junho deste ano.
Quando o governo anunciou o início das obras, informou que a dragagem e despoluição do complexo lagunar levariam 24 meses, ou seja, estariam prontas cerca de dois meses antes da Rio-2016. O que ninguém contava, no entanto, é que a demora no lançamento do projeto implicasse num problema até agora sem solução.
Inicialmente, a lama das lagoas seria levada para um terreno onde, hoje, está sendo construído o campo de golfe da Olimpíada. Acontece que a obra do campo de golfe já está 60% concluída. Nesta fase do projeto de construção do campo, o terreno já não pode mais receber a lama das lagoas.
A própria SEA (Secretaria Estadual de Meio Ambiente) já admitiu o impasse. Até o secretário Carlos Portinho disse recentemente, em audiência pública, que "o problema não é fácil de se resolver".
Segundo SEA, um novo lugar para descarte da lama ainda está sendo avaliado. O órgão ressaltou que essa análise ainda não comprometeu o planejamento do projeto.
"O trabalho não afetou o cronograma das obras, que já previam a limpeza dos manguezais, a batimetria [medição de profundidade] e sondagem das lagoas do complexo. Isso é pré-requisito para o serviço de dragagem que está previsto para ser iniciado em novembro", declarou a secretaria.

Atraso acumulado
Vale ressaltar que o cronograma seguido pela SEA atualmente já é diferente do inicialmente planejado pelo próprio órgão. A obra de limpeza das lagoas poderia ter começado pelo menos um ano antes caso as empresas contratadas pelo governo não fossem suspeitas de fraudar a licitação do projeto.
Em junho de 2013, o governo finalizou a concorrência para a escolha das empresas para o trabalho. O consórcio Complexo Lagunar (formado pela Queiroz Galvão, OAS e Andrade Gutierrez) venceu. Comprometeu-se a realizar os serviços por R$ 673 mil, valor 0,07% menor do que o preço máximo estabelecido na licitação.
Uma semana antes do resultado da licitação ter sido divulgado, a revista "Época" já havia publicado um anúncio cifrado dando a entender que o consórcio venceria a concorrência. Segundo a revista, o consórcio já saberia que sairia vencedor pois havia feito um acordo com seus concorrentes, que acabaram vencendo uma licitação para outra obra estadual.
Isso fez com que o governo suspendesse a licitação. Por meses, a SEA brigou na Justiça pelo direito de iniciar uma nova concorrência para procurar outras empresas para o trabalho dragagem e limpeza das lagoas perto do Parque Olímpico.
Em fevereiro deste ano, o governo desistiu da batalha judicial. Preocupado com os atrasos no projeto, resolveu voltar atrás e contratar o consórcio Complexo Lagunar mesmo suspeitando do grupo. Por tudo isso, a limpeza e dragagem das lagoas já começaram consideravelmente atrasadas.
MP pressiona
Poderiam ainda estar mais atrasadas caso o governo não buscasse um acordo com o MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) para levar adiante a obra. Em maio, promotores do Gaema (Grupo de Atenção Especializada em Meio Ambiente) viram falhas no projeto de limpeza das lagoas.
Recomendaram à própria SEA a suspensão das licenças ambientais e a interrupção de qualquer trabalho no local. A SEA informou que está trabalhando num TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) para que o projeto atenda aos pedidos do MP. Isso deve ser assinado em 30 dias.

Lagoa sob suspeita

15/09/2014 14h56 - Atualizado em 15/09/2014 15h15

MPF pede suspensão de obras das lagoas da Barra e de Jacarepaguá

Procuradores dizem que não há estudos ambientais sobre os locais.
Projeto do governo do estado é orçado em R$ 660 milhões.

Do G1 Rio

Autoridades estaduais tem prazo de 30 dias para responder notificação do MPF (Foto: Reprodução/TV Globo)
O
Ministério Público Federal pediu a suspensão das obras de recuperação das lagoas de Jacarepaguá e Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, por falta de estudos ambientais. O projeto do governo do estado é orçado em R$ 660 milhões e abrange áreas como Camorim, Tijuca, Marapendi e Canal da Joatinga.


O MPF pede ainda que as licenças ambientais já concedidas seham anuladas e lembra que as autoridades estaduais tem prazo de 30 dias para responder a recomendação do Ministério Público Federal.


De acordo com os procuradores Sergio Gardenghi e Ana Cristina Bandeiras Lins as obras precisam constar o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima). De acordo com eles, são necessárias também as avaliações de órgãos federais como o Ibama, ICMBio, Marinha do Brasil e Secretaria de Patrimônio da União (SPU).
Licitação teve suspeitas de fraude
Em julho de 2013, a licitação para as obras de revitalização das lagoas da Barra e de Jacarepaguá foram canceladas. Havia suspeitas de fraude na licitação. A recuperação faz parte do caderno das obrigações olímpicas do Rio 2016.
A bacia da Barra e de Jacarepaguá tem 15 quilômetros de extensão e é formada pelo canal da Joatinga e pelas lagoas da Tijuca, Camorim, Jacarepaguá e Marapendi. Segundo os especialistas, o aumento da poluição é provocado pela ocupação desordenada que transformou a região em depósito de esgoto.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Seu dinheiro de volta


Receita abre nesta segunda a consulta ao 4º lote de restituições

Lote também contemplará devoluções residuais de 2008 a 2013, totalizando R$ 2,4 bilhões

A Receita Federal abre nesta segunda-feira, às 9 horas, a consulta ao quarto lote de restituições do Imposto de Renda de 2014. Serão contemplados cerca de 2 milhões de contribuintes, que receberão mais de R$ 2,2 bilhões. O pagamento será realizado no dia 15 de setembro por meio de depósito em conta corrente.

Segundo o governo, o lote contemplará ainda restituições residuais de 2008 a 2013 (de contribuintes que estavam presos na malha fina e agora regularizaram a situação).

Com esse montante, o valor total das devoluções será de R$ 2,4 bilhões. Segundo o Fisco, R$ 168 milhões referem-se a contribuintes idosos, com deficiência ou doença grave.

Ao todo, serão sete lotes de devoluções do IR 2014, com o último pagamento em 15 de dezembro. Para saber se teve a declaração liberada, basta acessar a página da Receita ou ligar para o Receita Fone 146 e informar o número do CPF. A restituição ficará disponível no banco durante um ano.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte deverá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a central de atendimento pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) ou 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos).

Malha fina. Por meio do sistema e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento do Fisco. Caso haja erros ou pendências, o contribuinte poderá fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

O Fisco também oferece aplicativos para tablets e smartphones, para os sistemas operacionais Android e iOS, que facilitam a consulta às declarações.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Cobrança do IPTU atrasado

sábado, 30 de agosto de 2014

Adeus às danças

Fechamento da escola de alto nível no Open Mall gera clima de amargura entre muitos moradores da Península

Os altos custos do Open Mall fizeram mais uma vítima: a Ecòle de Danse encerrou suas atividades, após 15 meses. "Não foi apenas a academia que fechou! Fecharam as portas de sonhos, projetos, de uma linda apresentação de final de ano que as crianças já estavam ensaiando" – escreveu no "Reais Amigos da Península"  Rafinha Horsth, mãe de uma menina que praticava "aulas de danças diariamente, com excelente trabalho, com investimento nos alunos em festivais".
Último dia. Suzana Pequeno e Esther Soares 
comas pequenas alunas que foram se  despedir.
A notícia, objeto de uma emocionada carta de despedida de sua proprietária, Esther Soares, causou grande frustração entre dezenas de moradores que frequentavam ou tinham filhos na escola, mas pegou em cheio também seus colaboradores.  "Trabalhar ali era um prazer. Aliás, era impossível não se envolver e não se apaixonar: éramos uma família! Coordenação, funcionários, pais e alunos... Todos juntos, trabalhando e torcendo pelo êxito coletivo" postou Suzana Pequena, professora de teatro.

Na terça-feira, dia 26 de agosto, em carta emocionada, Esther comunicou oficialmente aos pais, alunos e professores o encerramento das atividades, apesar de sua luta para  chegar a um acordo que a mantivesse, nem que fosse em parte das 6 salas que usava.

"Como medida desesperadora fiz uma proposta ao empreendedor, à devolução de parte do espaço físico que objetivava a diminuição dos custos fixos que estavam muito acima da receita, apesar do constante e progressivo crescimento de alunos. Esta era a única saída para continuação, no entanto à proposta não foi aceita, justificada em decorrência da inviabilidade de futura locação, já que fiz inúmeras modificações no projeto original para adequação da escola de dança" – esclareceu em sua carta.

Fazia tempo que Esther tentava manter a escola de danças através de negociações com a Carvalho Hosken. No entanto, além dos custos de R$ 16.000,00 com aluguel (que a proprietária do shopping admitia suspender até o final do ano) e dos R$ 20.000,00 com condomínio, outras despesas também crescentes inviabilizavam a escola, apesar do aumento do número de alunos.
"Saibam de coração que meu maior prejuízo não foi os investimentos financeiros aplicados, mas sem dúvida nenhuma, a dissolução de um sonho de construir uma escola de ótima qualidade e estrutura capaz de transformar vidas e pessoas através da arte e, o convívio diário com tantas pessoas que muito me ensinam e motivam; alunos, responsáveis, pais, professores, recepcionistas, limpeza, instrutoras de pilates, todos sem nenhuma exceção".
A Ecòle de Danse não é a primeira a fechar no Open Mall, em seus dois anos de existência. No segundo andar há várias lojas fechadas, entre elas o Club Circus, proposta também de alto nível, cujo fechamento deixou muitas crianças desapontadas. Mesmo na praça de alimentação há um restaurante anunciando a transferência do ponto nos classificados de O GLOBO.

Nos comentários do grupo Reais Amigos da Península no Facebook há um clima de amargura, traduzido por Mônica Curto: "Indignação, revolta é de fato o sentimento que estamos sentindo. Minha filha assim como a da Rafinha Horsth esta arrasada ... A proposta da École era de fato um trabalho sério, dedicado, com profissionais capazes e ousados , tanto assim que elas respondiam a altura com talentos peculiares, esforços diários ; incansáveis !! De fato um sonho frustado, para os(as) alunos, mães , profissionais, e sem dúvida para nossa amiga Esther Glaucia Mendonça Soares. Muito triste".

Já entre os lojistas, ao lado da solidariedade a preocupação:

"Todos estamos tristes e chocados. Falo como moradora, admiradora da pessoa que é a Esther, e por ser dona do Spoleto Península que anda sofrendo como todos os outros e além dos custos altos nos faltam mais mobília, pois perco clientes diariamente por conta dessa questão que todos no térreo reclamamos a quase 1 ano" – comentou Verbena Coelho.

"Sei bem o que está acontecendo no Mall, sou proprietária do Mundo Verde, e infelizmente não consigo enxergar uma luz no fundo do túnel para essa situação......quando decidimos nos reunir para uma solução junto a administração (METHA ) e Carvalho Hosken, alguns proprietários nem compareceram e outros reclamam e na hora, tiram o corpo fora!!" desabafou Tânia Martorello.  

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Queijo suíço

Estão roubando fios e luminárias da ponte estaiada, enquanto assaltam a pé no sinal do Via Parque

Enquanto moradores da Península informavam de uma tentativa de assalto às sete da noite da quarta-feira no novo sinal do Via Parque, os jornais O GLOBO e EXTRA publicavam reportagem sobre a ação de ladrões que estão levando cabos de cobre e luminárias da ponte estaiada da Ayrton Senna em plena luz do dia, transformando suas muretas de concreto em algo parecido com um queijo suíço, com descreve o repórter Gustavo Goulart.

Sinal novo do Via Parque. Agora, assaltos também a pé.
Numa troca de e-mails, um morador que é usuário de um transporte de grupo para a cidade relatou que dois bandidos agiam a pé no sinal próximo ao CEO, mas tiveram de fugir quando o motorista de um dos carros abordados reagiu e teve a ajuda do operador da CET-Rio. Armado, um dos bandidos ainda tentou entrar no veículo que transporta o grupo, mas acabou fugindo ante os alarmes de outros motoristas que viam tudo e gritavam "pega ladrão".

No relato, o morador descreve, citando o condutor da van: "a tentativa de assalto a mão armada foi às 19:00hs de quarta-feira no sinal novo do Via Parque em frente ao CEO, depois que ele nos deixou em casa. O motorista do carro que eles tentaram roubar reagiu junto com o guarda da CET Rio que fica no sinal. Então eles fugiram, sendo o que estava armado ainda tentou entrar na van, mas como estava trancada e alguns motoristas e o guarda da CET Rio começaram a gritar "pega ladrão", ele correu em direção ao Cemitério da Península (Península 2), e o outro correu em direção ao Via Parque".

O comum é os bandidos estarem em motos, mas desta vez o ambiente parecia tão favorável que os dois assaltantes estavam a pé e, provavelmente, esperavam render alguém no engarrafamento e pegar a esquerda, onde às vezes o trânsito flui melhor. Os moradores que trocaram e-mails imaginam que existam câmeras de seguranças próximas, de onde esperam que haja alguma forma de mostrar as cenas do assalto frustrado. É provável, porém, que os bandidos tenham observado antes as condições para agirem naquele momento, diante de outros motoristas. Eles sumiram a pé e naõ deixaram rastros.

Roubos de cabos na ponte estaiada

Por mais de uma vez moradores da Península (e de outros bairros) foram assaltados no retorno da ponte estaiada em direção ao Via Parque. Esses crimes não tiveram repercussão na mídia. No entanto, a sucessão de roubos de fios, cabos de cobre e luminárias ali chamou a atenção dos jornais O GLOBO e EXTRA, que documentaram a abertura de fendas no concreto para alcançar a fiação, o que só pode ser feito por algum tempo, com riscos e uso de ferramentas.

A reportagem narra o depoimento de um cidadão que passa sempre pela ponte:
Um analista financeiro, que pediu para não ter seu nome divulgado, conta que passa diariamente pela ponte estaiada e já flagrou o furto de luminárias e de fiação por duas vezes este mês. Ele disse ter tentado alertar as autoridades, mas que não foi ouvido.
— Tenho percebido que vêm acontecendo furtos de luminárias e de fiação ao longo de todo o viaduto. No dia 4 deste mês, por volta das 8h30m, vi do ônibus em que viajava dois rapazes tentando furtar as luminárias. Depois, aconteceu de novo no dia 6, na mesma hora. Liguei para o BRT e me disseram que não era responsabilidade deles. Liguei para a prefeitura e também não deram solução. Será que somente eu percebo o que está acontecendo? É o nosso imposto que paga a manutenção e a construção dessas obras — reclamou.
Publicada hoje em O GLOBO, a matéria descreve:
"Em seus 900 metros de extensão, pelo menos 50 luminárias e muitas lâmpadas de LED especiais foram furtadas. E uma quantidade de fiação, ainda não calculada, foi levada por bandidos. As lâmpadas de LED instaladas na ponte iluminam os postes com filtros que permitem alterar as cores em datas especiais.
 ATÉ PORTA FOI FURTADA
Ontem à tarde, por exemplo, numa rápida passagem pelo lugar, foi possível encontrar inúmeros disjuntores ligados a pedaços de fios de cobre da grossura de uma caneta, espalhados próximo aos buracos abertos na parte externa da mureta. A porta de uma cabine de trabalho, na base de um dos postes, também foi levada. Vários equipamentos de metal, instalados junto às luminárias, foram arrombados. No espaço existente na parte externa da mureta, há vários objetos usados no furto, como um pedaço de serra e um pedregulho".
Mesmos os assaltos a veículos registrados na 16ª DP não levaram as autoridades a tomar nenhuma providência na área e hoje 1 em cada 3 moradores da Península prefere ir dar a volta no mergulhão bem à frente a correr riscos ali, principalmente depois que escurece.

No entanto, como agora  são cabos e luminárias da ponte estaiada que estão sendo objetos da cobiça e como isso mereceu matéria com chamada de primeira página de O GLOBO as autoridades finalmente devem acordar para a mina a céu aberto que está sendo explorada pelos chamados amigos do alheio desde a sua inauguração, na véspera do natal passado.

domingo, 10 de agosto de 2014

Cancelas decorativas

Portaria falha dá acessos com facilidade e não pode se incluir como item de segurança da Península

Jovem morador do Saint Barth trocou de carro e ficou surpreso ao dirigir-se à portaria 1 da Península, indo direto para a entrada dos moradores, como fazia por hábito há mais de 2 anos. Ao parar diante da cancela, a mesma se abriu por iniciativa de um funcionário que faz esse movimento por controle remoto. Entrou com a pulga atrás da orelha: o seu carro novo não tinha ainda a "tag" e ele esperava ser questionado.  Depois, fez o mesmo por vários dias, em portarias diferentes. A mesma facilidade. Viu então que não fazia diferença ter ou não esse "dispositivo de segurança" – bastava posicionar-se no acesso destinado aos moradores. 
Esse fato dá uma noção do caráter decorativo dos controles de acesso à Península, onde um "moderno" sistema foi implantado desde abril e vem operando precariamente. Para muitos, a emenda saiu pior do que o soneto. O morador nunca sabe quando a cancela se abre por leitura do "tag".  Mas depara-se diariamente com entradas ou saídas escancaradas por conta de defeitos nos equipamentos.

Essa mudança não foi barata. Ao contratar os serviços da Embratecc, a Assape concordou em pagar mais de R$ 240 mil. Optou por um sistema que tornaria o acesso rápido, mas esqueceu que isso faria a segurança mais vulnerável. No anterior, embora também registrasse falhas, o morador acionava um controle remoto em que havia um "botão de pânico", pelo qual poderia indicar ao pessoal da segurança algo errado. Se estivesse em companhia de um sequestrador, como aconteceu em julho, poderia avisar sem que ele percebesse.

As falhas no sistema são ainda mais graves. Durante a Copa do Mundo, um morador do Fit passou por um susto que até hoje povoa sua memória.  Dono de um Corola 2011, foi seguido por outro desde a Cidade de Deus, às 13 horas, o que o obrigou à alta velocidade na via alternativa à Avenida Airton Sena. Graças à sua perícia como motorista, conseguiu chegar à Península, mesmo com o carro perseguidor quase colado.

Na portaria da Portaria 1, embora também não tivesse instalado ainda o "tag" , entrou em velocidade e manobrou para acessar o seu condomínio, o primeiro, bem junto à portaria. O carro perseguidor entrou junto, mas desistiu de acompanhá-lo até o estacionamento do Fit. Pegou o retorno e foi embora.

O morador fez contato imediatamente com os seguranças e com a Assape. Sabia da existência de câmeras ali e imaginou que poderia ter a placa dos marginais.  Ficou sabendo, depois, que o carro foi fotografado, mas a placa não apareceu devido à baixa resolução da câmera.  Na falta dessa informação, a 16ª DP, onde foi registrar o ato criminoso, considerou quase impossível localizar o carro dos bandidos que entraram na Península.

Pior sorte teve um morador do Quintas. Ele foi abordado no estacionamento do hortifruti da Av. das Américas, também a uma da tarde, e teve que levar o bandido em sua companhia até o apartamento dentro da Península, onde tudo aconteceu sem que ninguém percebesse, conforme comunicado da sua administração, com anuência das vítimas:

"No desenrolar desse terrível fato, o assaltante, munido de arma de fogo, coagiu o morador a dirigir seu carro e trazê-lo até o seu apartamento. Recolheu todos os bens de valor financeiro que desejou levar consigo. Após o término do roubo, trancou a esposa do morador em um dos cômodos e obrigou o morador a levá-lo de carro até um determinado local, sendo que este ainda passou mais de uma hora em poder do assaltante. Somente após, liberou-o desse tormento".

E mais: "Resolvemos levar este fato ao conhecimento de todos, com a anuência das vítimas, no intuito de chamar a atenção para a falsa sensação de segurança que os moradores de Condomínios fechados possuem.

De nossa parte, verificamos que os controles de segurança para acesso a garagem por moradores geram comodidade, mas não efetividade".

Embora o assalto tenha acontecido no dia 5 de julho não há notícias novas de identificação e prisão do assaltante, que burlou duas barreiras de segurança.

Se essas facilidades de acesso acontecem, não se pode jogar toda a responsabilidade sobre a Assape e a empresa de segurança. Isto por que ainda há resistências aos controles e, segundo fontes da associação, dois funcionários de segurança já foram parar na delegacia por tentar barrar pessoas que queriam entrar sem identificar-se alegando que nossas ruas são logradouros públicos.

A Assape informa que já está trocando as câmeras da portaria e de outros pontos com os recursos de mais de R$ 300 mil do Fundo de Reserva liberados pela assembléia extraordinária do dia 10 de junho passado.  Mas não indicou como foi gasta a quantia do mesmo valor e com a mesma finalidade, aprovada numa outra AGO, em janeiro de 2013.

Outro elemento preocupante é a deliberada falta de entrosamento entre a portaria da Península e as dos condomínios. Se alguém informa que vai para o Saint Barth, por exemplo, não é feita nenhuma comunicação com o mesmo, ao menos para checar se o visitante foi para lá. Provavelmente devido ao fato de que cada condomínio contrata sua empresa e que cada uma delas tem seu modo de agir, o que se nota é o desprezo pelo entrosamento, providência elementar. 
Vale dar uma refletida sobre esses fatos.

sábado, 9 de agosto de 2014

Hoje é dia de festa

 BLOG DO PORFÍRIO comemora 1 milhão de visualizações; Correio da Península soma 785 mil e o do Taxista, 423 mil
         



Pouco antes das 3 horas da manhã deste sábado, 9 de agosto de 2014, o BLOG DO PORFÍRIO ultrapassou a 1 milhão de visualizações. No ar há 5 anos, em substituição às colunas que publicávamos na TRIBUNA DA IMPRENSA, teve maior incremento a partir de fevereiro deste ano e hoje a média diária de visualizações gira em torno de 10 mil.  Esse aumento de acessos se deve a uma maior frequência nas postagens. Até alguns meses, havia uma relação entre o envio da newsletter, enviada a 9 e 900 destinatários e os acessos. Hoje, pelo que constatamos, já não há mais essa dependência. As pessoas passaram a acessar ao blog por hábito, embora também exista uma parcela levada a ele pelo Google.

Esse crescimento nos impõe maior responsabilidade. Imaginamos um espaço independente, comprometido tão somente com a defesa dos interesses do povo brasileiro, dos seres humanos de todo o mundo e, sobretudo, com a verdade.

Acreditamos que estamos dando o melhor de nós com a disposição de estar presente na vida dos brasileiros, com nossa experiência de quem entrou na primeira redação – da legendária ÚLTIMA HORA – ainda de calças curtas: a carteira de trabalho foi assinada como repórter em fevereiro de 1961, antes mesmo dos 18 anos, completados em março.

Aos 71 anos, depois de passar por um primeiro desafio sério na saúde,  temos a esperança de continuar oferecendo nossas informações e, principalmente, nossas opiniões. Pelo amadurecimento natural, escrevemos cada palavra com a mais pura das intenções. Nem sempre acertamos, mas dispomos nossos textos com a preocupação de continuar merecendo sempre a confiança de cada parceiro, com todo o respeito que os cidadãos merecem.

Além desse blog, editamos outros, segmentados e temáticos,  entre os quais  se destacam o CORREIO DA PENÍNSULA (785.213  visualizações em 2 anos e 4 meses) e o CORREIO DO TAXISTA (423.271 visualizações em um ano e 9 meses).

Fica aqui o nosso muito obrigado pelo carinho e o apoio que sempre nos estimularam.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Cartões clonados

Podem ter copiado cartão de morador da Península no posto de gasolina atrás do Barra shopping

Um susto levou um vizinho a nos escrever para alertar aos demais sobre a possibilidade de  clonagem de cartões de crédito em um posto de combustíveis próximo.  Morador da Península, Carlos teve sorte: os bandidos que clonaram o seu cartão tentaram usá-los em compras vultosas, o que acionou o sistema de segurança do Banco Santander.

Era domingo, dia 20, finalzinho da tarde, quando tentavam finalizar uma compra de R$ 9.300,00 com um cartão clonado, justo na hora em que ele e a esposa estavam a caminho de um evento religioso:

"Domingo, 20/07, às 17h04, recebi uma ligação da Segurança do Santander Cartões.
Por estar ao volante, minha esposa atendeu e informou que eu ligaria quando parasse o carro.
Às 18h05, por SMS, o banco comunicou-me a compra (despesa) de R$ 9.300,00 pelo meu cartão.
Ao ligar, entre 18h07 e 18h21, fui informado da tentativa dessa compra, que não fora autorizada e que o cartão fora bloqueado.
Perguntaram-me se eu reconhecia a transação, informei que não e, ainda, que no momento dela, encontrava-me a caminho de um batizado. Solicitei novo cartão, confirmado, às 18h32, por SMS".

Na segunda-feira, em contato com a sua gerente, ficou sabendo que houve tentativas de uso do cartão, no dia anterior, em quatro compras e num saque em caixa eletrônico, somando cerca de R$ 27.000,00. Em todas elas, felizmente, o sistema de segurança do banco evitou sua consumação.

Carlos teve ainda mais sorte para identificar onde poderia ter ocorrido a clonagem. É que até aquele domingo, ele estava de posse do cartão há apenas 8 dias e só o havia utilizado em dois lugares, nos dias 15 e 17 de julho, em um restaurante e no posto de gasolina Ipiranga, que fica atrás do Barrashopping. "Ao comunicar ao meu filho, disse-me ele que também desconfiava do mesmo posto, pois, após ter reabastecido nele, teve várias despesas, em seu cartão, não reconhecidas por ele".

Com a convicção de que foi no posto que clonaram seu cartão, o nosso vizinho decidiu  fazer um alerta: "por precaução, desejo alertá-los para as compras com cartão no Posto Ipiranga Ventura, atrás do Barra Shopping, próximo ao Fórum. Sabemos que minúsculos equipamentos eletrônicos podem ser introduzidos nessas máquinas de cartões para cloná-los, sem que possamos identificá-los".

Frentistas presos em outro posto por clonagem de cartões


Por coincidência, em março passado, policiais da Delegacia da Gávea (15ª DP) prenderam oito integrantes de uma quadrilha de estelionatários que arrecadavam R$ 2.500 com golpes em um posto de gasolina Ipiranga na praça Santos Dumont, na Gávea.

Segundo as investigações, o bando cometeu o crime durante dois meses. Frentistas estornavam cartões automáticos de débito e repassavam os valores aos líderes do bando, Marcelo Maximino Ferreira, de 31 anos, e Alex Ramos de Lima, de 34, que foram autuados em flagrante por organização criminosa e formação de quadrilha.

Além dos dois cabeças, foram presos os frentistas Thiago da Silva Mota, 25 anos, Rodrigo Toledo, 32 anos, Francisco de Assis da Silva Cunha, 32 anos, Jairo Diego Fonseca da Siciliana, 33 anos, Luís Antônio da Conceição Santos, 35 anos, e Orlando de Souza Filho, 32 anos. Todos vão responder por estelionato e formação de quadrilha.

No momento da prisão, os suspeitos estavam com R$ 6 mil, cartões, máquinas de débito e boletos fraudulentos.

Fique de olho no seu cartão. Clonagens acontecem mais onde maior é a rotatividade


O uso criminoso do cartão de crédito é um fenômeno comum: normalmente envolve pequenas quantias, evitando os sistemas de controle e segurança dos bancos. Esse tipo de crime tem sido destacado em vários sites de segurança, como o Monitor das Fraudes.

Não existe um esquema único e por isso não se pode dar uma descrição exata do "modus operandi". A base desta fraude é dispor de um cartão clonado ou do número do cartão de crédito de uma vítima e de quantos mais outros dados sobre esta pessoa seja possível (RG, CPF, endereço, telefones, dados pessoais e possivelmente até um xerox do cartão e/ou do RG).

Na internet está em franco crescimento o número de fraudes do tipo "phishing" envolvendo cartões de crédito e suas senhas, que são roubadas por sites ou programas maliciosos (trojans) e depois usadas para fazer pagamentos que serão debitados no cartão.

Em muitos casos os golpistas obtêm os dados da vítima graças à colaboração de algum funcionário desonesto de um estabelecimento comercial que, na ocasião de uma compra legítima, faz uma cópia dos dados do cliente.

 Parecendo um rádio, o cartão era passado na 
fenda ao lado direito e o dados estocados no
 "rádio", que na realidade  não funcionava
 como tal. empregado cúmplice dos golpistas
 não desperta suspeita por ter um rádio 
pendurado na cintura.
É bem conhecida a existência de máquinas que clonam os dados dos cartões de crédito simplesmente passando o cartão, como se fosse uma maquina eletrônica de autenticação do pagamento (os ditos "chupa-cabras", ou "skimmers" em inglês). Esta é uma das modalidades de clonagem mais na moda hoje em dia.

Aconselha-se a sempre ficar com os olhos no cartão e ver como e onde o mesmo é utilizado. A clonagem de cartões é um fenômeno em crescimento no mundo inteiro e muitas vezes uma maior atenção por parte do titular do cartão seria suficiente a evitar problemas futuros.

Se alguém ligar se dizendo funcionário da administradora do Cartão de Crédito peça para deixar o nome e ligue para ele de volta usando o número oficial da administradora que você pode encontrar no verso do próprio cartão.

Existem organizações  criminosas, tanto nacionais quanto internacionais, que vendem cartões de crédito clonados e, em alguns casos, até cartões de créditos falsificados completamente (ou seja não clonados de verdadeiros, e vendidos em lotes até com design sob medida) mas que podem funcionar e passar os controles.

Um truque relatado por várias pessoas, e usado por golpistas e seus cúmplices, consiste em passar o terminal para digitar a senha do cartão de débito sem ter digitado o valor a ser pago. Desta maneira a vítima, sem perceber, irá digitar e deixar visível a própria senha (pois será digitada no lugar do valor, que é visível). Depois disso é só clonar o cartão com um chupa cabra, dizer que deu erro a operação e repetir tudo, desta vez de forma correta, para efetivar o pagamento.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Números que falam por si





CLIQUE NOS GRÁFICOS PARA VÊ-LOS MAIOR

Segundo o sistema de controle do Blogspot, onde está hospedado, o CORREIO DA PENÍNSULA está batendo seus números em visualizações de página. Nesta segunda-feira, dia 28, teve 12.291 visualizações, totalizando 230.263 nos últimos 30 dias. O nosso muito obrigado à confiança cada vez maior dos vizinhos da Península. Veja do seu lado direito a relação das dez matérias mais lidas.

domingo, 27 de julho de 2014

E os nossos filhos, como ficam?

À falta de atrativos na imensidão dos espaços, os meninos da Península seguem a tendência do lazer virtual

Numa certo dia de maio recebi uma mensagem de um adolescente pelo faceboock. Ele pedia apoio a um antigo pleito do seu grupo – um espaço para a prática do skate, como existe em outros condomínios. Marcamos encontro para uma terça-feira, ao cair da tarde, num dos nossos parques. Na segunda, ele me escreveu, suspendendo a conversa. Passou o outono, o inverno chegou e, por alguma razão que a própria razão desconhece, o garoto nunca mais me contatou.
 
Mesmo assim, guardei o texto de sua mensagem, que me parecia de alguém muito consciente dos seus desejos justos e das dificuldades e incompreensões que ele e seus parceiros sofriam. Fiquei observando a Península como se eu fosse da sua idade, até por que, por todas essas décadas e tantas procelas sempre achei uma balela essa falácia de "conflitos de gerações".  

Vi que, independente da falta de espaço para dezenas de meninos que curtem o skate, tinha razão quando indaguei, ao escrever em março, no dia do meu aniversário de 71 anos, sobre "os meninos da Península":

Será que os que projetaram a Península consideraram o enorme contingente infanto-juvenil e estudaram de alguma forma suas expectativas?

Não serão ostensivamente adultos os equipamentos disponibilizados em nossos condomínios, como as piscinas e os SPAs? Desde que cheguei aqui venho questionando a falta de um clube não exclusivamente esportivo na Península.

A "fuga para dentro de casa"

Nestas noites frias de julho, em plenas férias escolares, quando a televisão já vende o peixe do Dia dos Pais, voltei a me tomar de indagações sobre o cotidiano de nossos filhos. Somos um bairro "fechado" do tamanho do Leblon (diz-se e repete-se isso a toda hora) e, no entanto, andando por essas avenidas maravilhosamente ricas em árvores e obras de arte, tenho uma impressão pessimista: não vejo atrativos que agreguem os jovens, além das quadras de futebol e tênis. Estou errado?

O fenômeno maior é a "fuga para dentro de casa" ante os atrativos eletrônicos irresistíveis. Os games estão subindo às cabeças dos nossos meninos e meninas, produzindo uma relação cerebral sedentária que dispensa exercícios físicos e encurta distâncias numa roda viva imperceptível, além de cultivar uma relação humana robotizada entre estranhos, sem o carinho epidérmico e sem os apelos do olfato.

À primeira vista, os pais gostam de ter os filhos à mão. Antes o computador do que essas ruas ameaçadas por uma violência crescente e mal enfrentada por políticas de segurança confusas e ilusionistas. Afinal, filhos "caseiros" estão menos expostos à sedução das drogas e ao consumo de bebidas alcoólicas.

Renunciando à capacidade de pensar

Mas essa mudança de hábitos na adolescência poderá ter implicações na sua relação com a realidade futura, com o mundo insano e competitivo em que vai batalhar sua sobrevivência. Os jogos eletrônicos chegam a cada um pelo simples ato de baixá-los. O relacionamento pelas redes sociais está bombando.  Podemos nos envolver no descuido com parceiros de todas as latitudes, segundo a linguagem sumária da aproximação virtual, do caráter presumido, da intuição de superfície.

A minha geração era artesanal: gostava de "fabricar" seus brinquedos, desenvolvendo uma relação afetiva com eles.  As seguintes foram recebendo produtos acabados, mas por muito tempo brincávamos exclusivamente com quem víamos e ouvíamos. Se lágrimas derramássemos era olho no olho. Nossos namoros e nossos entrelaçamentos sentimentais eram fundados em empatias palpáveis.

Hoje, não. O faceboock e outras ferramentas como os smartphones tornaram-se cada vez mais influentes e determinantes.  Esse poder tem implicações profundas.  Estudo do University College de Londres, divulgado em 2010, concluiu que os jovens estão perdendo a capacidade de raciocinar por causa da internet.

Segundo os pesquisadores, a revolução digital estaria remodelando o funcionamento do cérebro de crianças e adolescentes, tornando-as mais hábeis para executar tarefas múltiplas, mas prejudicando o cultivo do raciocínio próprio. A descoberta corrobora a ideia de que a internet e os aparelhinhos eletrônicos não estão apenas mudando o comportamento das pessoas, mas também a maneira como elas pensam, aponta David Nicholas, coordenador da pesquisa.

Vinte por cento dos jovens marcam encontros com desconhecidos pela Internet, segundo pesquisa do G1 de 2008; os pais ficam sabendo em apenas 7% dos casos. Os jovens admitem que o interesse rola mesmo, mas todos vêem um relacionamento virtual com reservas.

De ano para ano a internet como elo magnético e forma de distração descomprometida, mais apaixonante, vai povoando todos os cérebros, como poder tirânico sobre aqueles ainda em formação.

Nossos filhos, os meninos da Península, cercados de verde e espaços "neutros" por todos os lados, parecem destinados a acompanhar as tendências dos criados na civilização encaixotada e engarrafada dos grandes centros urbanos. Refugiam-se nos games e nos "faces" com tal furor que até mesmo as relações filiais são assim condicionadas.


Isso me preocupa. Estou errado?
Web Analytics