quarta-feira, 30 de julho de 2014

Cartões clonados

Podem ter copiado cartão de morador da Península no posto de gasolina atrás do Barra shopping

Um susto levou um vizinho a nos escrever para alertar aos demais sobre a possibilidade de  clonagem de cartões de crédito em um posto de combustíveis próximo.  Morador da Península, Carlos teve sorte: os bandidos que clonaram o seu cartão tentaram usá-los em compras vultosas, o que acionou o sistema de segurança do Banco Santander.

Era domingo, dia 20, finalzinho da tarde, quando tentavam finalizar uma compra de R$ 9.300,00 com um cartão clonado, justo na hora em que ele e a esposa estavam a caminho de um evento religioso:

"Domingo, 20/07, às 17h04, recebi uma ligação da Segurança do Santander Cartões.
Por estar ao volante, minha esposa atendeu e informou que eu ligaria quando parasse o carro.
Às 18h05, por SMS, o banco comunicou-me a compra (despesa) de R$ 9.300,00 pelo meu cartão.
Ao ligar, entre 18h07 e 18h21, fui informado da tentativa dessa compra, que não fora autorizada e que o cartão fora bloqueado.
Perguntaram-me se eu reconhecia a transação, informei que não e, ainda, que no momento dela, encontrava-me a caminho de um batizado. Solicitei novo cartão, confirmado, às 18h32, por SMS".

Na segunda-feira, em contato com a sua gerente, ficou sabendo que houve tentativas de uso do cartão, no dia anterior, em quatro compras e num saque em caixa eletrônico, somando cerca de R$ 27.000,00. Em todas elas, felizmente, o sistema de segurança do banco evitou sua consumação.

Carlos teve ainda mais sorte para identificar onde poderia ter ocorrido a clonagem. É que até aquele domingo, ele estava de posse do cartão há apenas 8 dias e só o havia utilizado em dois lugares, nos dias 15 e 17 de julho, em um restaurante e no posto de gasolina Ipiranga, que fica atrás do Barrashopping. "Ao comunicar ao meu filho, disse-me ele que também desconfiava do mesmo posto, pois, após ter reabastecido nele, teve várias despesas, em seu cartão, não reconhecidas por ele".

Com a convicção de que foi no posto que clonaram seu cartão, o nosso vizinho decidiu  fazer um alerta: "por precaução, desejo alertá-los para as compras com cartão no Posto Ipiranga Ventura, atrás do Barra Shopping, próximo ao Fórum. Sabemos que minúsculos equipamentos eletrônicos podem ser introduzidos nessas máquinas de cartões para cloná-los, sem que possamos identificá-los".

Frentistas presos em outro posto por clonagem de cartões


Por coincidência, em março passado, policiais da Delegacia da Gávea (15ª DP) prenderam oito integrantes de uma quadrilha de estelionatários que arrecadavam R$ 2.500 com golpes em um posto de gasolina Ipiranga na praça Santos Dumont, na Gávea.

Segundo as investigações, o bando cometeu o crime durante dois meses. Frentistas estornavam cartões automáticos de débito e repassavam os valores aos líderes do bando, Marcelo Maximino Ferreira, de 31 anos, e Alex Ramos de Lima, de 34, que foram autuados em flagrante por organização criminosa e formação de quadrilha.

Além dos dois cabeças, foram presos os frentistas Thiago da Silva Mota, 25 anos, Rodrigo Toledo, 32 anos, Francisco de Assis da Silva Cunha, 32 anos, Jairo Diego Fonseca da Siciliana, 33 anos, Luís Antônio da Conceição Santos, 35 anos, e Orlando de Souza Filho, 32 anos. Todos vão responder por estelionato e formação de quadrilha.

No momento da prisão, os suspeitos estavam com R$ 6 mil, cartões, máquinas de débito e boletos fraudulentos.

Fique de olho no seu cartão. Clonagens acontecem mais onde maior é a rotatividade


O uso criminoso do cartão de crédito é um fenômeno comum: normalmente envolve pequenas quantias, evitando os sistemas de controle e segurança dos bancos. Esse tipo de crime tem sido destacado em vários sites de segurança, como o Monitor das Fraudes.

Não existe um esquema único e por isso não se pode dar uma descrição exata do "modus operandi". A base desta fraude é dispor de um cartão clonado ou do número do cartão de crédito de uma vítima e de quantos mais outros dados sobre esta pessoa seja possível (RG, CPF, endereço, telefones, dados pessoais e possivelmente até um xerox do cartão e/ou do RG).

Na internet está em franco crescimento o número de fraudes do tipo "phishing" envolvendo cartões de crédito e suas senhas, que são roubadas por sites ou programas maliciosos (trojans) e depois usadas para fazer pagamentos que serão debitados no cartão.

Em muitos casos os golpistas obtêm os dados da vítima graças à colaboração de algum funcionário desonesto de um estabelecimento comercial que, na ocasião de uma compra legítima, faz uma cópia dos dados do cliente.

 Parecendo um rádio, o cartão era passado na 
fenda ao lado direito e o dados estocados no
 "rádio", que na realidade  não funcionava
 como tal. empregado cúmplice dos golpistas
 não desperta suspeita por ter um rádio 
pendurado na cintura.
É bem conhecida a existência de máquinas que clonam os dados dos cartões de crédito simplesmente passando o cartão, como se fosse uma maquina eletrônica de autenticação do pagamento (os ditos "chupa-cabras", ou "skimmers" em inglês). Esta é uma das modalidades de clonagem mais na moda hoje em dia.

Aconselha-se a sempre ficar com os olhos no cartão e ver como e onde o mesmo é utilizado. A clonagem de cartões é um fenômeno em crescimento no mundo inteiro e muitas vezes uma maior atenção por parte do titular do cartão seria suficiente a evitar problemas futuros.

Se alguém ligar se dizendo funcionário da administradora do Cartão de Crédito peça para deixar o nome e ligue para ele de volta usando o número oficial da administradora que você pode encontrar no verso do próprio cartão.

Existem organizações  criminosas, tanto nacionais quanto internacionais, que vendem cartões de crédito clonados e, em alguns casos, até cartões de créditos falsificados completamente (ou seja não clonados de verdadeiros, e vendidos em lotes até com design sob medida) mas que podem funcionar e passar os controles.

Um truque relatado por várias pessoas, e usado por golpistas e seus cúmplices, consiste em passar o terminal para digitar a senha do cartão de débito sem ter digitado o valor a ser pago. Desta maneira a vítima, sem perceber, irá digitar e deixar visível a própria senha (pois será digitada no lugar do valor, que é visível). Depois disso é só clonar o cartão com um chupa cabra, dizer que deu erro a operação e repetir tudo, desta vez de forma correta, para efetivar o pagamento.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Números que falam por si





CLIQUE NOS GRÁFICOS PARA VÊ-LOS MAIOR

Segundo o sistema de controle do Blogspot, onde está hospedado, o CORREIO DA PENÍNSULA está batendo seus números em visualizações de página. Nesta segunda-feira, dia 28, teve 12.291 visualizações, totalizando 230.263 nos últimos 30 dias. O nosso muito obrigado à confiança cada vez maior dos vizinhos da Península. Veja do seu lado direito a relação das dez matérias mais lidas.

domingo, 27 de julho de 2014

E os nossos filhos, como ficam?

À falta de atrativos na imensidão dos espaços, os meninos da Península seguem a tendência do lazer virtual

Numa certo dia de maio recebi uma mensagem de um adolescente pelo faceboock. Ele pedia apoio a um antigo pleito do seu grupo – um espaço para a prática do skate, como existe em outros condomínios. Marcamos encontro para uma terça-feira, ao cair da tarde, num dos nossos parques. Na segunda, ele me escreveu, suspendendo a conversa. Passou o outono, o inverno chegou e, por alguma razão que a própria razão desconhece, o garoto nunca mais me contatou.
 
Mesmo assim, guardei o texto de sua mensagem, que me parecia de alguém muito consciente dos seus desejos justos e das dificuldades e incompreensões que ele e seus parceiros sofriam. Fiquei observando a Península como se eu fosse da sua idade, até por que, por todas essas décadas e tantas procelas sempre achei uma balela essa falácia de "conflitos de gerações".  

Vi que, independente da falta de espaço para dezenas de meninos que curtem o skate, tinha razão quando indaguei, ao escrever em março, no dia do meu aniversário de 71 anos, sobre "os meninos da Península":

Será que os que projetaram a Península consideraram o enorme contingente infanto-juvenil e estudaram de alguma forma suas expectativas?

Não serão ostensivamente adultos os equipamentos disponibilizados em nossos condomínios, como as piscinas e os SPAs? Desde que cheguei aqui venho questionando a falta de um clube não exclusivamente esportivo na Península.

A "fuga para dentro de casa"

Nestas noites frias de julho, em plenas férias escolares, quando a televisão já vende o peixe do Dia dos Pais, voltei a me tomar de indagações sobre o cotidiano de nossos filhos. Somos um bairro "fechado" do tamanho do Leblon (diz-se e repete-se isso a toda hora) e, no entanto, andando por essas avenidas maravilhosamente ricas em árvores e obras de arte, tenho uma impressão pessimista: não vejo atrativos que agreguem os jovens, além das quadras de futebol e tênis. Estou errado?

O fenômeno maior é a "fuga para dentro de casa" ante os atrativos eletrônicos irresistíveis. Os games estão subindo às cabeças dos nossos meninos e meninas, produzindo uma relação cerebral sedentária que dispensa exercícios físicos e encurta distâncias numa roda viva imperceptível, além de cultivar uma relação humana robotizada entre estranhos, sem o carinho epidérmico e sem os apelos do olfato.

À primeira vista, os pais gostam de ter os filhos à mão. Antes o computador do que essas ruas ameaçadas por uma violência crescente e mal enfrentada por políticas de segurança confusas e ilusionistas. Afinal, filhos "caseiros" estão menos expostos à sedução das drogas e ao consumo de bebidas alcoólicas.

Renunciando à capacidade de pensar

Mas essa mudança de hábitos na adolescência poderá ter implicações na sua relação com a realidade futura, com o mundo insano e competitivo em que vai batalhar sua sobrevivência. Os jogos eletrônicos chegam a cada um pelo simples ato de baixá-los. O relacionamento pelas redes sociais está bombando.  Podemos nos envolver no descuido com parceiros de todas as latitudes, segundo a linguagem sumária da aproximação virtual, do caráter presumido, da intuição de superfície.

A minha geração era artesanal: gostava de "fabricar" seus brinquedos, desenvolvendo uma relação afetiva com eles.  As seguintes foram recebendo produtos acabados, mas por muito tempo brincávamos exclusivamente com quem víamos e ouvíamos. Se lágrimas derramássemos era olho no olho. Nossos namoros e nossos entrelaçamentos sentimentais eram fundados em empatias palpáveis.

Hoje, não. O faceboock e outras ferramentas como os smartphones tornaram-se cada vez mais influentes e determinantes.  Esse poder tem implicações profundas.  Estudo do University College de Londres, divulgado em 2010, concluiu que os jovens estão perdendo a capacidade de raciocinar por causa da internet.

Segundo os pesquisadores, a revolução digital estaria remodelando o funcionamento do cérebro de crianças e adolescentes, tornando-as mais hábeis para executar tarefas múltiplas, mas prejudicando o cultivo do raciocínio próprio. A descoberta corrobora a ideia de que a internet e os aparelhinhos eletrônicos não estão apenas mudando o comportamento das pessoas, mas também a maneira como elas pensam, aponta David Nicholas, coordenador da pesquisa.

Vinte por cento dos jovens marcam encontros com desconhecidos pela Internet, segundo pesquisa do G1 de 2008; os pais ficam sabendo em apenas 7% dos casos. Os jovens admitem que o interesse rola mesmo, mas todos vêem um relacionamento virtual com reservas.

De ano para ano a internet como elo magnético e forma de distração descomprometida, mais apaixonante, vai povoando todos os cérebros, como poder tirânico sobre aqueles ainda em formação.

Nossos filhos, os meninos da Península, cercados de verde e espaços "neutros" por todos os lados, parecem destinados a acompanhar as tendências dos criados na civilização encaixotada e engarrafada dos grandes centros urbanos. Refugiam-se nos games e nos "faces" com tal furor que até mesmo as relações filiais são assim condicionadas.


Isso me preocupa. Estou errado?

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Assalto no retorno

Via sob a ponte estaiada entra na rota dos assaltantes, que se aproveitam da escuridão


Dois moradores da Península foram bloqueados e pilhados às oito da noite
Não era tarde: oito da noite da quinta-feira, 17 de julho, e o trânsito fluía melhor à saída da Airton Senna para o retorno da Avenida Engenheiro Hermano Jordão Freire. Sob a ponte estaiada, dois homens numa moto ultrapassaram um carro que reduzira a velocidade pela curva e o bloquearam. Em segundos, desceram e cercaram o veículo, rendendo os seus dois ocupantes, moradores da Península. Com uma arma apontada para o motorista, um deles, voz agressiva, ordenou: – Passa tudo. Rápido. Os dois.

Não queriam o carro. Mas fizeram uma limpa geral, em menos de 2 minutos.  Com o bloqueio, os outros carros ficaram atrás, sem entender o que estava acontecendo. Consumava-se um assalto que, naturalmente, não deveria ter sido o primeiro desde a inauguração da ponte "Dom Eugênio Salles", no dia 24 de dezembro, véspera do natal passado.

Fazia uma temperatura agradável e, até serem abordados, os dois passageiros do veículo, que já estavam acostumados com o percurso,  conversavam tranquilamente, sem imaginar aquele tipo de assalto, com aquela audácia, como se ensaiado, através de um bloqueio de trânsito.

"Os dois caras na moto adentraram a nova via, escolheram nosso carro (ou já estávamos sendo seguidos antes da ponte, não sei), ultrapassaram-nos velozmente e, adiante, armaram uma emboscada na curva, tudo feito com muita rapidez (!). Em seguida, obrigaram-nos a parar e realizaram a pilhagem, fugindo após isso em direção às muitas saídas existentes depois do cruzamento do semáforo do Via Parque".  – descreveu o morador do Península Way, que estava como "carona" do vizinho do San Martin, acrescentando: "Este trecho da via se encontrava às escuras, pois, segundo soube, há no local frequentes furtos de cabos de energia, o que certamente facilitou este tipo de ação delituosa. Fomos obrigados a parar, diante de ameaça a mão armada e, em seguida, pilhados!".

Desde a abertura da via, muitos moradores, que festejavam o atalho, não escondiam os temores pela falta de iluminação.  Os motoqueiros assaltantes agiam com as mesmas características dos que se aproveitam dos engarrafamentos na Av. João Cabral de Melo Neto. Estavam de olho nas carteiras, eventuais objetos de valor, como laptops, e celulares. A diferença é que naquele trecho tiveram de bloquear o trânsito, fugindo em seguida, enquanto as vítimas se refaziam do ataque de surpresa. "Após nos termos refeito do susto e continuado o percurso, ao entrarmos no trecho reto da pista, já nem mais vimos sinal dos meliantes" – completou sua narrativa o nosso vizinho, que nos escreveu preocupado com os demais que usam esse novo caminho: "Espero que a divulgação dessa notícia sirva como um  alerta para todos".

Os dois fizeram o registro do assalto na 16ª DP e comunicaram à Assape.  Configurava-se a extensão da área de perigo para além da Avenida João Cabral de Melo Neto.

Tentativa com bloqueio no mesmo lugar, às 4 da tarde

Outra vizinha, moradora do Fit, passou por  situação semelhante, só que à tarde, em plena luz do dia. Retornando cedo por conta do jogo do Brasil com a Alemanha,  ela fazia o retorno quando uma moto tentou bloqueá-la na mesma curva da Av. Engenheiro Hermano Jordão Freire. Passava das quatro e havia um certo movimento. A tentativa ocorreu bem embaixo da ponte estaiada, onde a pista se estreita. Quando ela viu, um dos bandidos, que desceu da garupa, apontou a arma mandando que parasse.

Como o seu carro é blindado, partiu para cima do bloqueio e os bandidos, surpresos com a reação, só tiveram tempo de correr para o acostamento.  Foi tal a determinação da moradora que os eles sequer abriram fogo contra seu veículo. Mesmo tendo se livrado do assalto, ela e sua irmã estão aconselhando as pessoas a evitarem esse retorno, principalmente quando escurece. "Tenho percebido, quando saio do Via Parque, carros vindo em altíssima velocidade após a curva. Imagino que ou fugiam de assalto ou é uma aceleração preventiva" – disse a irmã.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Idosa atropelada e morta no Barrashopping

Roberta Sá Simões (foto) e Caroline Bragança foram  levadas  para o Barra D'Or. 
A idosa Maria de Lourdes Sá Henriques, de 68 anos, morreu na manhã desta quinta-feira, depois de ser atropelada dentro do estacionamento vip do BarraShopping. Ela foi levada para o Hospital Lourenço Jorge, que fica próximo do estabelecimento, mas a Secretaria municipal de Saúde informou que a idosa  já chegou morta à unidade. 

Outra vítima foi identificada como Roberta Sá Simões, de 37 anos, que foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Barra D'Or.  Roberta Simões era filha de Maria de Lourdes. Carolina Bragança, de 36 anos, também foi levada para o mesmo hospital com dores na cabeça, depois de receber os primeiros socorros da própria equipe médica do shopping.

 Ainda não há informações sobre o estado de saúde de ambas.  Todas foram atropeladas por um manobrista, cujo nome não foi divulgado, que trabalha para o shopping. O funcionário, que é empregado da empresa terceirizada Verzani, responsável pelo serviço, teria perdido o controle da direção de um veículo e avançado sobre o grupo.

MANOBRISTA JÁ FOI OUVIDO

Os bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS-Barra) também socorreram Roberta Simões, de 37 anos, que era filha de Maria de Lourdes e foi encaminhada para o Hospital Barra D’Or, e Carolina Bragança, de 36 anos, que também foi levada para a unidade, com dores na cabeça, depois de receber os primeiros socorros da própria equipe médica do shopping. A assessoria de imprensa do BarraShopping informou que está prestando toda a assistência às vitimas e suas famílias.

Segundo a polícia, o manobrista já prestou depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), que ficará responsável pelas investigações. Testemunhas do acidente também serão chamadas a depor. Imagens de câmeras de segurança do local também serão recolhidas para ajudar a entender o que de fato aconteceu.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O evento é gratuito, não se avexe

A que ponto chegamos: ao publicar convite para um painel sobre "caminhos alternativos para a Barra da Tijuca e Recreio", a OAB da área fez questão de destacar no título que se trata de um EVENTO GRATUITO.

É provável que para a maioria das pessoas essa ressalva não tenha chamado atenção. Não é o meu caso. Pelos assuntos em pauta, imagino que não precisava avisar da gratuidade, até por que não consta que a Ordem dos Advogados do Brasil cobre pela participação de qualquer cidadão nos debates que promove.

No entanto, esse "chamariz" pode ter a ver com um clima de desinteresse e desconfiança de toda a cidadania, alimentado sobretudo pelo caráter folclórico e inconsequente de outras reuniões. E pela renúncia coletiva ao direito cidadão. O momento hoje está mais para que cada um resolva-se e aos problemas comuns.

Não sei onde vamos chegar, mas tenho certeza que a bom destino não é. A sociedade parece desinteressada a tal ponto que só é tocada quando alcançada por uma baita campanha de mídia em torno daquilo que está na moda, que mexe com sua vesícula  biliar.

Dessa inércia se servem os espertos, os que sabem tirar proveito de qualquer situação, em qualquer quadrante, no trato com a caixa forte da contribuição coletiva, seja no âmbito condominial, nas gestões comunitárias ou  na administração dos órgãos de Estado. 

Espertos que jogam com sutilezas e conseguem o prodígio de lançar cada cidadão contra seus próprios interesses, valendo-se de sua acomodação na superfície e nas redondezas dos fatos essenciais.

Não sei se me fiz entender. Mas que a coisa tá feia, isso tá.

Do Blog do Porfírio

Para que mude o jogo


O que será do amanhã não há cigana que possa pressentir.  Como no futebol, temos que jogar um novo jogo, olhar para frente, sem retroceder num só passo. Não podemos esquecer que o mundo dá muitas voltas. É contando com a diferença em cada volta que não perdemos a esperança, jamais.



Dos caros colegas 

(Jornal EXTRA)


Cadeiras viram leitos na emergência 
do Hospital do Andaraí


Aqui, na enfermaria da neurocirurgia, há duas camas desocupadas. Na emergência, numa sala pequena, nove pessoas estão espremidas em cadeiras. Não há macas nem material para os médicos trabalharem. Desde que cheguei aqui, eles dizem que não têm condições de me atender. Não conseguem descobrir por que estou sem sensibilidade nas pernas.

Com esse quadro, as empresas de planos de saúde faturam hoje mais do que todo o orçamento do Ministério  da Saúde (Pedro Porfírio).

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O câncer sumiu

Neste dia 10 de julho de 2014, aniversário do meu caçula, levei a última ressonância magnética para o Dr. Feliciano Azevedo, que tratou meu câncer no fígado com a tecnologia da radiologia intervencionista, e ele, depois de ver as imagens e o laudo do Dr. Antônio Eiras,  do Lab's Dor, deu por EXTINTO o meu câncer (CHC) no fígado. 

Para que você tenha uma ideia mais completa dessa vitória,  numa luta que travamos sem perder a tranquilidade jamais, fizemos o vídeo abaixo. 


Queremos agradecer de todo coração a solidariedade que recebemos de todas as formas dos nossos parceiros amigos, muitos dos quais empenharam toda a sua fé e dedicaram orações para que o dia de hoje chegasse.

Felizmente, os tempos são outros e já se pode combater essa terrível doença, desde que diagnosticada à tempo. Para isso, sugerimos a todos que procurem fazer exames preventivos e sejam mais criteriosos no seu modo de vida.

Que a nossa resistência sirva de referência aos amigos, em qualquer adversidade.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os tigres de papel

Aos vizinhos da Península, uma opinião sobre um acontecimento que nos envolveu a todos.

Montaram um circo de ilusões e o circo pegou fogo. Mas pode deixar: outros circos montarão

Ninguém pode calar diante do circo montado depois da  hora e meia da terça-feira, 8 de julho, quando os deuses do Olimpo, que mobilizavam 200 milhões de brasileiros e outros tantos estrangeiros, caíram dos seus cavalos e revelaram que não passavam de tigres de papel, forjados por uma máfia de interesses reproduzidos em letras garrafais pela mídia que, sob patrocínios bilionários, os vendeu à massa hipnotizada como os mais reluzentes exemplares da raça brasileira.  E que, diante do apocalipse, os transformou sumariamente nos inimigos perversos dos nossos pétreos sonhos de taças e medalhas.

Todo mundo viu que esse grupo de atletas de mercado teria perdido da Costa Rica ou da Argélia, se diante de um confronto direto. Só os absolutamente míopes, os idiotas, os inocentes úteis, enfim, só as presas fáceis desse sistema de mentiras e ilusões podiam acreditar que essa turma escalada por agentes de alto poder corruptor podia chegar a algum lugar: todas as partidas anteriores compuseram uma sinfonia da mais absoluta mediocridade, da falta de vocação e até mesmo de traquejo em campo.

Os mais ladinos, como os marqueteiros das Casas Bahia, demonstraram maior conhecimento do futebol ao oferecerem um segundo aparelho de televisão por R$ 1,00 na compra de outro caso a seleção brasileira ganhasse a copa. Eles, que sabem jogar com a sofreguidão consumista de uma população doentia, sabiam que a loja poderia oferecer de graça todo o estoque de televisões do país que, se dependesse daqueles mercenários festejados e daquele sargentão decadente não corriam nenhum risco de ficar no prejuízo.

O que ninguém contava era com sete gols alemães sem nenhuma dificuldade. Essa mesma equipe teve de ir para a prorrogação para derrotar a modesta Argélia e também não fez uma campanha convincente. Esses sete gols, que poderiam ter sido dez se não fosse por ordens superiores da cúpula adversária, vão desenhar a lápide de uma sepultura a céu aberto: com a inescrupulosa mercantilização do futebol e seu domínio pela fina flor da ladroagem não há o que se esperar de jovens que já dão alguns dribles pensando na Europa, onde os clubes empresas superfaturam nas contratações para a fartura das propinas distribuídas.
Ao contrário do que dizem, não há lição a tirar do vexame do Mineirão. Não há por que essa palavra não existe mais nos dicionários de pessoas ensimesmadas, ambiciosas, individualistas, insaciáveis, que só conhecem os caminhos dos atalhos sórdidos para sustentarem suas personalidades escabrosas, sua sede de poder, qualquer poder.
O fiasco da terça trágica é pouco diante de toda a irresponsabilidade e de tanta comilança na montagem delituosa de todo o arcabouço da copa no Brasil.  Foram mais de 30 bilhões retirados dos nossos cofres públicos para construções superfaturadas de estádios que já são verdadeiros elefantes brancos. Esses valores somam mais do que os gastos das três últimas copas, o que dá uma ideia da gastança perdulária que acometeu governantes em todos os níveis – federal, estaduais e municipais.

Foram muitos "esquemas", alguns já desmascarados, como essa quadrilha dos ingressos, cujo cabeça, um inglês da copa e da cozinha da FIFA e da CBF, foi logo beneficiado por uma ordem de soltura de uma desembargadora, menos de 12 horas depois de levado à delegacia com todas as mesuras, enquanto os peixes menores permaneciam presos até o momento em que escrevo.

Quando digo que não há lição a tirar é por que, a sermos justos e honestos, neste momento, neste país, ninguém pode atirar a primeira pedra. Ninguém. Nem mesmo o povo como um todo social pode ser apontado como vítima, por que também esse povo aí entrou na dança, perdeu totalmente seu juízo crítico, acomodou-se nas almofadas de um sistema viciado em oferecer migalhas e em distorcer a própria estrutura civilizatória: hoje, cada um briga para não trabalhar, para viver às custas dos outros, trocando o esforço laboral pelo ócio dos feriadões, aceitando qualquer penduricalho como remuneração desde que pelo trabalho mínimo.

Essa copa de futebol caiu como uma luva nas mãos dos incompetentes, dos picaretas  e dos irresponsáveis, paralisando impunemente a atividade produtiva: qualquer joguinho no Maracanã acarretava um feriado extemporâneo, com prejuízos para a vida econômica consistente e favorecendo tão somente os sem escrúpulos, que chegaram a cobrar até R$ 100,00 por um vaga num estacionamento e que deslocaram para o volúvel especulativo a pecúnia disponível.

Não pense que o choque dos 7 a 1 vai mudar alguma coisa no futebol. Nem que a frustração generalizada repercutirá sobre uma sociedade fascinada pelo capitalismo selvagem e sobre uma classe política prostituída.

Daqui a pouco, não se falará mais nisso. Os atletas de mercado estarão correndo atrás do dinheiro farto numa Europa paradoxalmente falida, os cartolas e as máfias subjacentes continuarão tirando proveito da despolitização de um povo que até ontem estava propensa a se endividar por um ingresso na final, enquanto os banqueiros, os empresários corruptores e os políticos corrompidos estarão se apresentando à distinta platéia como a salvação de um país que não sabe para onde vai, por que também não sabe o que quer.

Não digo que já cansei de ver tantas trapaças e tantas farsas por que, por minha natureza quixotesca, se der uma paradinha numa hora dessas a morte me acolhe de vez.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mulheres estão comprando imóveis cada vez mais e pesam nos financiamentos da Caixa

Ao compor renda com marido na compra ou financiando sozinha, mulher encabeça boa parte dos contratos imobiliários.












 





CRISTIANE CAMPOS
Rio - Cresce a participação das mulheres na compra de imóveis. Seja compondo renda com marido, familiares ou comprando sozinhas, elas já representam 37% dos contratos de financiamento da Caixa Econômica Federal.“Esse percentual vem se mantendo ao longo dos anos, principalmente quando falamos da mulher que compra sozinha. Agora, o que chama a atenção e que já é alvo de estudos na Caixa é a participação delas na composição de renda com o marido, pois, no passado, o homem mesmo casado só usava a renda dele no contrato”, ressalta José Domingos Martins, superintendente da Caixa no Rio.

As mulheres são responsáveis atualmente por 37% dos contratos de  financiamento
  da Caixa Econômica Federal

A tendência também é vista na CrediPronto, braço da Lopes Imobiliária. “Notamos que a participação da mulher como tomadora do financiamento imobiliário tem aumentado a cada ano. No primeiro semestre deste ano chegou a 34,8% dos nossos clientes, enquanto que em 2013 essa participação foi de 31,4%”, diz Bruno Gama, diretor da CrediPronto.
De olho nesta tendência, construtoras investem cada vez mais em ambientes destinados a elas, como salão de beleza, massagem, spa e espaço de dança, entre outros. “A mulher sempre teve poder de decisão grande na compra do imóvel. Natural que as empresas dediquem espaços só para elas. Segmentar a área de lazer já é realidade no mercado imobiliário”, comenta Fellipe Pedro, sócio da Minha Comunicação.
Nos empreendimentos da RJZ Cyrela e da Living, por exemplo, é possível encontrar opções para elas. “As áreas de lazer são pensadas para o bem estar da família como um todo, mas sem, dúvida, itens como spa, fitness e solarium fazem muito sucesso entre elas”, afirma Rogério Jonas Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela.
No Hype Apartments, da Fmac em Botafogo, elas contarão com espaço para massagens, além de hidromassagem. O conceito de bem-estar estará presente no Damai, da Brookfield, no Recreio. Serão opções como fitness, pilates, massagem e ioga, banhos (ofurô e banheira), duchas cromoterápicas e saunas seca e a vapor.

Pensando no dia a dia corrido das mulheres modernas, que acumulam funções, a Labes Melo vai construir no Wave Reserva um ambiente com atividades exclusivas para elas. A Leduca também contempla o público feminino com salão de beleza, academia e spa.Salão de beleza e closet para agradar
“Assim, a mulher não precisa sair do condomínio para se cuidar, não perde tempo com deslocamento”, diz Paulo Marques, sócio-diretor da Leduca.
O salão de beleza pode ser encontrado no Maui, da Calçada, no Recreio, e no Bourgogne Résidences Gourmet, da MDL, na Freguesia. Outro diferencial é a chance de ter um closet, sonho de muitas mulheres. É o caso do Bravo Residencial, que está na fase de pré-lançamento da Caetano Belloni, em Campo Grande.
“No apartamento decorado damos sugestões de como montar o closet. Teremos sauna com repouso e hidro”, conta Guilherme Belloni, gerente de Incorporação.

Principal objetivo das mulheres ao investir é comprar e reformar imóvel




SÃO PAULO – O principal objetivo das brasileiras com investimentos de longo prazo é a compra ou reforma do imóvel, apontou uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado. A resposta foi dada por 32% das mais de 2 mil mulheres contatadas.

De acordo com os dados, 26% das brasileiras não têm um objetivo específico para o investimento de longo prazo, enquanto 9% pensam na aposentadoria, mesma proporção daquelas que pensam em usar esses recursos para ter filhos ou terminar de criá-los até a faculdade.

Outros objetivos para o investimento de longo prazo apontados pelas mulheres foram comprar um automóvel (7% das respostas), fazer uma grande viagem de lazer (6%), fazer um curso (3%) e comprar uma roupa ou acessório (1%).
Os dados mostraram que as paulistanas estão mais preocupadas em comprar e reformar o imóvel, com 38% delas que deram essa resposta, contra 27% das cariocas. O motivo é mais forte entre as brasileiras com até 30 anos, sendo que 38% apontaram este motivo para investir no longo prazo.

Parceiros
Quando o assunto é poupança e investimento, a maioria das mulheres comprometidas conversa e toma decisões junto com o parceiro. Outras 44% investem separadamente, 3% deixam o assunto nas mãos deles e 2% decidem sozinhas os investimentos do casal.

As solteiras e separadas não sofrem influências de outras pessoas, sendo que 60% e 81% delas, respectivamente, escolhem individualmente como poupar e investir.

Entre as mulheres que não têm um relacionamento estável, 37% acreditam que o parceiro teria pouca ou nenhuma influência nas suas decisões de poupança e investimento.

Gasto das mulheres
A pesquisa questionou as mulheres sobre quais os gastos evitáveis e opcionais que mais consumiam seu dinheiro e 26% delas apontaram moda (roupas, sapatos e acessórios).

Em segundo lugar, estão as saídas para bares, restaurantes e danceterias, com 20% das respostas, seguidas de casa (reforma, decoração), com 17% das respostas, e beleza (cabeleireiro, salão de beleza), com 11%.

Por faixa etária, as mulheres com até 25 anos de idade possuem os itens de moda como principal gasto, com 34% delas que deram essa resposta. Já as mulheres entre 26 e 30 anos estão divididas entre moda e saídas.

As brasileiras acima de 30 anos gastam mais com produtos e serviços para a casa, que representam 24% de seus gastos evitáveis.
SÃO PAULO – O principal objetivo das brasileiras com investimentos de longo prazo é a compra ou reforma do imóvel, apontou uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado. A resposta foi dada por 32% das mais de 2 mil mulheres contatadas.

De acordo com os dados, 26% das brasileiras não têm um objetivo específico para o investimento de longo prazo, enquanto 9% pensam na aposentadoria, mesma proporção daquelas que pensam em usar esses recursos para ter filhos ou terminar de criá-los até a faculdade.

Outros objetivos para o investimento de longo prazo apontados pelas mulheres foram comprar um automóvel (7% das respostas), fazer uma grande viagem de lazer (6%), fazer um curso (3%) e comprar uma roupa ou acessório (1%).
Os dados mostraram que as paulistanas estão mais preocupadas em comprar e reformar o imóvel, com 38% delas que deram essa resposta, contra 27% das cariocas. O motivo é mais forte entre as brasileiras com até 30 anos, sendo que 38% apontaram este motivo para investir no longo prazo.

Parceiros
Quando o assunto é poupança e investimento, a maioria das mulheres comprometidas conversa e toma decisões junto com o parceiro. Outras 44% investem separadamente, 3% deixam o assunto nas mãos deles e 2% decidem sozinhas os investimentos do casal.

As solteiras e separadas não sofrem influências de outras pessoas, sendo que 60% e 81% delas, respectivamente, escolhem individualmente como poupar e investir.

Entre as mulheres que não têm um relacionamento estável, 37% acreditam que o parceiro teria pouca ou nenhuma influência nas suas decisões de poupança e investimento.

Gasto das mulheres
A pesquisa questionou as mulheres sobre quais os gastos evitáveis e opcionais que mais consumiam seu dinheiro e 26% delas apontaram moda (roupas, sapatos e acessórios).

Em segundo lugar, estão as saídas para bares, restaurantes e danceterias, com 20% das respostas, seguidas de casa (reforma, decoração), com 17% das respostas, e beleza (cabeleireiro, salão de beleza), com 11%.

Por faixa etária, as mulheres com até 25 anos de idade possuem os itens de moda como principal gasto, com 34% delas que deram essa resposta. Já as mulheres entre 26 e 30 anos estão divididas entre moda e saídas.

As brasileiras acima de 30 anos gastam mais com produtos e serviços para a casa, que representam 24% de seus gastos evitáveis.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Números alentadores e o nosso muito obrigado a todos os parceiros e amigos


Hoje, excepcionalmente, expomos a vocês as estatísticas registradas pelo Blogspot, onde estão nossos blogs.  Esses números se referem apenas aos 3 principais no dia 27 de junho: BLOG DO PORFÍRIO,, 9.206; CORREIO DA PENÍNSULA, 7.396;CORREIO DO TAXISTA, 3044.. São realmente estimulantes e justificam todo o sacrifício que estamos fazendo neste momento delicado de nossa vida.  Um grande muito obrigado. Vejam os gráficos:

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sistema de tratamento ecológico recupera rios poluídos e cria jardins flutuantes

E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição dosistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.
Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistemarevitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.
O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:

Este ano, o Planeta no Parque Rios e Ruas, do Planeta Sustentável, também estava empenhado em reconectar a população da cidade de São Paulo à natureza e ajudá-las a redescobrir os rios que correm debaixo do asfalto. Realizado nos dias 31/5 e 1/6, o evento teve expedição, oficina, exposição e até um mapa gigante dos “rios invisíveis” da capital paulista. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Compras compartilhadas

Uma prática que reduz muito os preços e pode dar certo aqui só com moradores na Península
Nestes exemplos, já temos os preços com os custos adicionais

Outro dia, aflito com a invasão bárbara dos mosquitos, fiquei feliz ao ver dois rapazes vendendo as conhecidas raquetes elétricas naquele sinal que cruza a Avenida das Américas, junto ao Barrashopping. Já tinha passado na Casa e Vídeo do Via Parque e não restava nenhuma. Aliás, só ficara o preço: R$ 19,00 por aquela raquete à pilha.
 Abordei o vendedor "informal" e ele pediu de cara R$ 30,00 pela que carrega na tomada. Chiei, como não podia deixar de ser. Entabulada a negociação, chegamos a R$ 20,00, desde que eu levasse duas. Não tive alternativa. As duas raquetes à pilha que tinha em casa não davam conta da mosquitada.

Lembrei-me então de um lugar onde varejistas, formais ou informais, compram produtos made in China.  Sempre ia lá,principalmente quando trabalhava no Centro.  Ultimamente, porém, tenho evitado aquela muvuca: além do trânsito a passos de cágados, estacionar por ali é uma aventura. E custa uma fortuna.

No sábado, tomei coragem e fui lá. É um aglomerado de lojas de chineses, que fica ali  junto à Praça Tiradentes, na Rua Luís de Camões e perpendiculares. Fartei-me em algumas bugigangas, que são úteis e baratas.

Lá tem uma regra. Você compra melhor no preço de atacado, que exige geralmente a compra de 6 produtos iguais. Quando leva apenas um, eles aplicam 50%. Mas tem muitas novidades inteligentes da China. Às vezes vale à pena comprar a mais para depois repassar para familiares e até dar de presente.

Na volta, tive uma ideia: por que não propor aos vizinhos da Península compras compartilhadas? Eu compraria sempre pelo preço do atacado e ratearia a gasolina, estacionamento e custos indiretos, embora de forma aleatória, até ter um critério matemático preciso.

À medida que fosse lá, ia conhecendo mais os locais em que se vende por menos.  Isto por que, dependendo da localização da loja, o mesmo produto, como a raquete, pode sair mais caro. Havia uma loja que aceitava 3 no preço de atacado, mas cobrava R$ 10,00 por unidade. Já a outra, que exigia 6, vendia por R$ 7,50.

No chute, aplicaria de 30 a 40% sobre o preço de lá. Se levasse muitos produtos, essa poderia ser uma margem tranquila; se não, o custo adicional, na prática, seria mais pesado. Mas como envolveria inicialmente pouco dinheiro na compra, não haveria o que lamentar. Afinal, vou lá de vez em quando, independente de ter outros parceiros na compra que chamaria de compartilhada.

Mas se houvesse interesse, iria procurar quem vende para aquelas lojas. Aí, teríamos ainda preços melhores. Assim como já pesquisei a existência de outros atacados, quase sempre localizados na área da Washington Luiz, Avenida Brasil  e da Baixada. Houvesse interesse, iríamos lá também. A única coisa que desejo é não ficar no prejuízo. Se empatar, já fico feliz. Se der uma margem pelo "serviço", melhor.

 Em 1976, implantamos a compra conjunta de alimentos

Na feirinha da Lauro Mulller, nós íamos comprar
frutas e legumes diretamente no CEASA.
Semanalmente, trazíamos 10 toneladas para a rua.
Em 1976, quando fui síndico do Edifício Alfa ( cuja taxa reduzi em 30% no segundo mês) e presidente da primeira Associação de Moradores de classe média do Rio de Janeiro, a ALMA, da Rua Lauro Muller (vizinha ao shopping Rio Sul)  organizei um sistema de compra conjunta de produtos hortigranjeiros, frangos e ovos. Teve tanta repercussão que foi objeto de reportagens do Jornal Nacional e dos demais.

Consegui com o amigo José Colagrossi dois caminhões da sua construtora e um grupo ia fazer as compras no CEASA toda sexta-feira à tarde. Naquela época, começavam a vender às cinco da tarde.

Quando retornávamos, ali pelas 11 da noite, mais de 100 voluntários faziam a separação dos produtos em pacotes de um quilo, usando balanças caseiras.  No grupo havia, inclusive militares reformados, que moravam no edifício 96, financiado pela carteira de crédito do Clube Militar e era conhecido como o milicão. Entre eles, três generais: um cearense, o general Cabral, mais antigo, o general Mário e um outro que não me recordo o nome.

Já pela madrugada, procedíamos o repasse, dando prioridade aos voluntários.  Os  preços saiam pela metade da feira. Além disso, fazíamos uma seresta e muita gente participava.  O projeto foi depois imitado pela Famerj, mas, um ano depois, tivemos que suspendê-lo: como acontecia numa praça, que tinha o nome do primeiro presidente da ALMA, o general Leandro Figueiredo, começou a aparecer gente de vários bairros e não tínhamos como restringir as compras.

Negociamos com a CEASA, que instalou na Lauro Muller uma feira dos próprios atacadistas de lá. E acabou virando esses sacolões, como temos aqui. Falo muito a respeito nos meus livros O PODER DA RUA, da Editora Vozes, e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA, da Fábrica do Conhecimento.

Será que essa ideia cabe na Península?

Peguei alguns produtos e calculei quanto sairia para cada parceiro, já incluindo a divisão do custo. Veja pelas fotos.

Aqui em casa, há quem diga que o morador da Península não se interessaria para comprar esses produtos. Será?  Certamente não ficaríamos só neles. Já pesquisei pelo menos 10 atacados que, ao contrário, do Makro, realmente vendem mais baratos, embora outros tipos de produtos.  Veja a quadro no pé desta matéria. Já conversei com alguns vizinhos e estes até se interessaram em ir lá conhecer esse pedacinho da China no Brasil. Fica a sugestão. Gostaria de conhecer sua opinião. 
Escreva para o nosso peninsula@pedroporfirio.com




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