terça-feira, 16 de dezembro de 2014

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

As alvíssaras do meu terceiro turno

Nesta crônica de mim mesmo o relato de uma odisseia emblemática. Por ora, tudo bem até o ano que vem

Os nódulos que apareceram na ressonância (acima) sofrem combate (abaixo)

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Passadas 18 horas dos 90 minutos cravados em que a equipe do professor Feliciano Azevedo deu combate à nova investida dos tumores malignos alojados em meu fígado, já em casa e ligado em todas as expressões da vida – do condomínio domiciliar ao grande cenário nacional –, debruço-me em mais essa crônica de mim mesmo para dizer, no seu introito, que a "boca de urna" desse terceiro turno saiu melhor do que as expectativas, apesar das margens de erros. O veredicto, porém, só na alvorada do ano vindouro, quando submeter-me à prova dos nove daquele tubo barulhento em que enfiamos o corpo até o pescoço.  


 Retomo a parábola oncológica por alguns impulsos: o primeiro, as centenas de mensagens por todos os meios fluentes através da web, todas de arrepiar a pele sensível e irrigar o coração bucólico; algumas marcantes por sinalizadores comoventes.

À minha catarse de terça-feira, seguiram-se fartas manifestações de energia positiva, entre as quais destacaria as de dois homens públicos de minha geração, Cristovam Buarque, que faz 71 anos em 24 de fevereiro, e Roberto Amaral, que completa 75 agora em 24 de dezembro, passageiros dos mesmos sonhos, entre trancos e barrancos.

"Caro Pedro Porfírio, neste terceiro turno estarei votando com o mesmo fervor do primeiro e segundo,
Por sua vitória.
Abraço
Cristovam"

"Porfírio
Você é o que posso chamar de UM Homem. Um grande homem. Eu me orgulho de você. Voltaremos à Praça do Ferreira.
Até lá.
Roberto Amaral"

Segundo, a compreensão da natureza humana cada dia mais aguda, sem essa do Gabriel Garcia Marques dizer que a sabedoria só nos chega quando já não serve para nada. Ao invés, minha crônica – a exposição em relevo indiscreto do meu cérebro nervoso – é um fragmento letivo sobre uma possibilidade que a todos toca por instintos conscientes e inconscientes.

Terceiro, ao exibir uma situação tão íntima, como já ressaltei outro dia,  procuro desmitificar traumas atávicos e colaborar na distensão sobre o existencial de cada um, distante do sensacionalismo que dá sortida audiência a programas televisivos, mas explícito numa proposição audaciosa em nosso pequeno círculo. É a oferta de um espelho a muitos que se imaginam fora de qualquer foco mortífero imediato e que nem sempre estão preparados para os caprichos pérfidos do destino.

O que está me acontecendo é o mais incisivo conflito do ser ou não ser, aceitar ou não aceitar, acreditar ou não acreditar, pressionado por um turbilhão de alto teor explosivo. Situação análoga jamais experimentei, mesmo nos idos tenebrosos em que ofereci minha juventude aos carrascos.

Que paradoxo. Quando tinha uma vida longa pela frente, gozava fervorosamente no supor da cruz reservada precocemente aos intimoratos d'antão.  Já nestes dias senis, ao contrário, não quero nem ouvir falar em fechar os olhos. Antes, quero tê-los cada vez mais arregalados, na suposição da minha multiplicadora capacidade de repasse do conhecimento com valores agregados.

Foi o que me veio à cabeça ao sair de casa às 13 horas desta terça-feira, 2, iniciando uma longa marcha pelas ruas empanturradas da Barra da Tijuca, passando sob o populoso morro da Rocinha, em direção à Casa de Saúde São José, obra da congregação das irmãs de Santa Catarina, que em 1923 se instalaram por ali, na fronteira de Botafogo com Humaitá.

Já era a terceira vez que ia ao simpático hospital, se é que se pode ter como simpático um mero nosocômio de discretas, mas prevalecentes saliências mercantis. O ramo hoje está no ápice da pirâmide negocial e atrai grandes investidores, como o Banco Pactual, que controla a pomposa rede D'Or.

Passei a lidar como protagonista no enfrentamento de um CHC - Carcinoma Hepatocelular – ainda no seu estágio precoce, com 3,8 cm. Na primeira quimioembolização, ele diminuiu para 1 cm: na ablação, praticamente sumiu. No entanto, recompôs suas forças malignas e reapareceu sob forma de pequenos nódulos próximos ao local onde havia sofrido os ataques anteriores.

Foi por isso que voltei à sala de hemodinâmica da citada Casa de Saúde São José, escoltado pela equipe do professor cinquentão Feliciano Azevedo, pioneiro na introdução dessa técnica no Rio de Janeiro.  

Por motivos incorporados à civilização brasileira a nova quimioembolização, realizada com anestesia local e sedação, começou com atraso de duas horas. Essa maravilha do mundo moderno é algo tão recente que não há tais ainda raros especialistas cadastrados na Sul América, plano de saúde do Sindicato dos Jornalistas para o qual contribuo há quase 20 anos. 

quimioembolização consiste na introdução de um cateter na virilha que alcança o tumor através de partículas com medicações quimioterápicas no interior do vaso sanguíneo afetado em alta concentração. Por sua ação direta, usa apenas 10% da carga de uma quimioterapia tradicional, evitando terríveis efeitos colaterais, pois não atinge as células saudáveis. As medicações concentram-se no tumor e entram no interior de suas células, enquanto as partículas obstruem sua nutrição sanguínea, resultando na morte das células tumorais. Num rápido passar dos temos, o tumor regride.

Não é o único procedimento da radiologia intervencionista. No segundo, em maio passado, submeti-me a uma ablação por radiofrequência, com uma corrente elétrica transmitida por uma agulha que provoca aquecimento e uma lesão térmica no tumor.

Sabendo dessas virtudes de cor e salteado tinha por mim que o acompanhamento por ressonância magnética seria mamão com açúcar. Já havia descoberto um aparelho "de amplo espaço" que recebia minha barriga protuberante sem sufocar e estes exames estavam no preço, cobertos pelo tal plano. Daí a minha insatisfação com a volta aos holofotes do hospital, como se começando tudo outra vez.

No entanto, fora do atraso e da má vontade dos técnicos de enfermagem que atenderam na noite de anteontem para ontem, posso dizer que psicologicamente essa reentre foi compensadora.  O organismo nunca reagiu tão bem, configurando uma "boca de urna favorável" e presumindo um resultado positivo na hora da checagem por imagens.

O conjunto das mensagens é confortante porque consolida a idéia de que uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa, isto é, trocando em miúdos, que opções políticas e afeto podem ocupar regiões autônomas em nossos cérebros.

Resta saber se continuarei me mortificando diante do noticiário sepulcral no âmbito geral ou se recorrerei a um equipamento de anti-espanto de longo alcance, nessa eternizada prática generalizada de dar tempo ao tempo, mesmo esse tempo cinza que manhã não faz. 

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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

O terceiro turno do meu figado


Ao contrário do que me foi dado a crer no final do último outono, aquele tumor insólito que atacou meu fígado com ares de exterminador não foi para o espaço.  Os dois procedimentos no âmbito da radiologia intervencionista produziram a sensação de vitória, conforme a ressonância magnética de junho, mas, como essas facções golpistas que não aceitam perder, ocupou espaços adjacentes e voltou a exigir um novo combate.
Hoje, ao cair da tarde, estarei sendo submetido a um novo procedimento de quimioembolização pelas mãos do professor Feliciano Azevedo e de sua equipe. Nesse terceiro turno, vou à luta com as mesmas expectativas positivas, mas um tanto indignado, para não dizer atormentado.

É que o resultado da última ressonância feita no 9 de outubro primaveril revelou um adversário teimoso e provavelmente muito mais poderoso do que detectam os diagnósticos.

Caramba, logo comigo – protesto.

Diz-se que essa nova intervenção é mais pela necessidade de inibir. Os oncologistas juram que não enfrento uma metástase e todos dizem, como soe acontecer, que venceremos esse terceiro turno com a mesma tranquilidade dos turnos pretéritos.

Será?

Como se sabe, a história não se repete a não ser como farsa, tal a sentença do barbudo alemão. Em assim sendo, o homem que entrará na agulha hoje já não será o mesmo serelepe da primeira vez, no ocaso da primavera passada, nem o cheio de si do segundo turno, no auge do último outono.

Nem podia ser. Tanto que ao saber da necessidade de baixar hospital outra vez, há 5 semanas, o desapontamento reduziu minha faina de escriba implacável.  Tudo de desagradável povoou o imaginário de uma cabeça quente e produziu uma sensação de combate desigual.

Mesmo assim, no mergulho diuturno das profundezas das informações, vou aproveitando cada dia de vida com um peso maior e um sentimento mais consistente.

Diz-me um lobo que passarei por essa procela como atravessei galhardamente a tantas outras. O outro, porém, contesta na sua ode pessimista. Qual prevalecerá?

Viver é tudo que qualquer ser humano deseja, um viver infindo, apesar das palavras axiomáticas dos existencialistas, tão bem refletidas por Simone de Beauvoir, em Todos os Homens são Mortais.

E não é só pelos que ainda precisam da gente. É um instinto natural que mobiliza a cada um. Não vai ser agora, que a população brasileira dá mais um passo na sua longevidade que vamos aceitar qualquer trama sorrateira do destino.

Não vamos, mesmo.

Por isso, hoje, quando entrar na máquina e o professor Feliciano introduzir o cateter pela virilha em busca dos nódulos recalcitrantes, espero apaixonadamente por uma vitória transcendente neste terceiro turno do meu fígado contra o tumor maligno.

E que logo, logo o mais gostoso dos sorrisos desponte de minha fronte ainda juvenil, apesar do adorno dos cabelos prateados.

Assim, espero que nesse verão todos estejamos fruindo do amor à vida em torno das luzes dessas noites natalinas tão enigmáticas, mas sempre cintilantes entre alegrias e esperanças. 

domingo, 30 de novembro de 2014

Perigo na Avenida das Américas

Reportagem em O GLOBO deste domingo mostra que os pegas na Barra já reúnem mais de 600 pessoas, assustando os moradores


ALESANDRO LO-BIANCO 

0 GLOBO





RIO —Após a arrancada, bastaram 15 segundos para um Camaro turbinado atingir 200km/h e ganhar, na última terça-feira, um “pega” entre os números 9.500 e 10.560 da Avenida das Américas, um dos três pontos usados por um grupo que faz disputas ilegais na Barra. Adeptos das corridas clandestinas revelaram ao GLOBO que 600 motoristas e pilotos de motos participam de “pegas” no bairro.

Entre os corredores, há estudantes, médicos, advogados, empresários, um tenente da Marinha e até um juiz federal. Todos dispostos a investir até R$ 200 mil para turbinar um carro e infringir a lei. Eles admitem que as corridas oferecem risco de acidentes graves, como aconteceu com o empresário de 64 anos que morreu há duas semanas, ao ter seu automóvel atingido por dois veículos que faziam um “pega” na Avenida das Américas.

Nada parece, no entanto, intimidar o grupo, que reclama da falta de um espaço adequado para as suas disputas. Os motoristas dizem que, com a desativação do Autódromo de Jacarepaguá, em 2012, ficaram sem uma pista para suas corridas e foram para as ruas. Neste domingo será realizada a manifestação “Queremos autódromo”, em frente à Arena da Barra, com a participação de motoristas que fazem “pega”.

— Nossa luta é pela reconstrução de um novo autódromo, seja lá onde for, mesmo fora da cidade. Falta vontade política — diz o advogado Wagner Soares, da Associação de Motociclistas Amadores e Profissionais do Rio (Amapro), que participará do ato, mas condena os “pegas”.

Ferrari, Porsche e BMW

Assustados com as corridas disputadas em alta velocidade na porta de casa, moradores do Condomínio Novo Leblon e do Residencial Riserva Uno enviaram um ofício a autoridades, no início do mês, pedindo uma solução para o problema. Segundo eles, os “pegas” acontecem até três vezes por semana. Um morador conta que, após as 21h, um grande grupo se reúne na Avenida das Américas, na altura do número 7.000, para disputar as corridas clandestinas.

— Não sabemos mais o que fazer. São motos e carros produzindo muito barulho. Não nos deixam dormir até as 5h — diz um aposentado de 72 anos.

O GLOBO esteve terça-feira no local apontado pelo aposentado e encontrou cerca de 50 jovens participando de um “pega” ou assistindo à corrida. Alguns corredores aceitaram falar, desde que não identificados.

— Muita gente gosta de sair do trabalho e ir tomar uma cerveja — disse um dos motoristas. — Eu não bebo. Somos apaixonados por carros e velocidade, como outros são apaixonados por tênis. Sabemos que estamos cometendo um crime, mas vamos continuar na rua enquanto não houver uma solução.

Ele comprou uma Ferrari por R$ 300 mil e gastou mais R$ 200 mil para turbiná-la com um motor de mil cavalos. Além do veículo italiano, há quem dirija Porsches, Subarus, Camaros, Mercedes e BMWs. No entanto, para não chamar a atenção da polícia, já há corredor usando veículos comuns — mas com motores similares aos de máquinas que podem chegar a 300km/h. É o caso de uma engenheira de produção de 36 anos. Ela trabalha numa multinacional e esconde sob o capô do seu Voyage 76 um motor de 400 cavalos:
— Quando o autódromo fechou, comecei a participar dos “pegas”, porque o que me dá prazer é correr.

A Confederação Brasileira de Automobilismo diz que é contra os “pegas”, mas acusa o poder público de não ter construído um novo circuito logo após o fechamento do Autódromo de Jacarepaguá, demolido para dar lugar ao Parque Olímpico. O projeto de uma nova pista em Deodoro está parado por causa de um processo na Justiça.

O comando do 31º BPM (Barra) informou que “realiza todas as semanas operações de trânsito que envolvem orientação, fiscalização e repressão no eixo Avenida das Américas e Avenida Ayrton Senna, sempre planejadas a partir de coleta de dados junto aos moradores atendidos.” Ninguém foi preso até agora por fazer “pegas”.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, o motorista que participa de corridas clandestinas deve ser punido com detenção de 6 meses a três anos, além de multa e suspensão da carteira.

domingo, 2 de novembro de 2014

Com as barbas de molho

Crise de água no Sudeste pode sobrar pra gente. A Light já admite insuficiência de energia em 2015

Não é de hoje que venho alertando sobre alguns flancos vulneráveis em nossa Península. Assusta-me ver que alguns prédios tão modernos nada dispõem para prevenir consequências de apagões e até mesmo para fazer um reaproveitamento efetivo das águas das chuvas. O que mais me preocupa é a inexistência de geradores de emergência que religuem os elevadores no caso de apagão.

 E não sou o único preocupado. Segundo o Blogspot,  a reportagem de maior número de acessos até hoje no CORREIO é a GERADOR, NÃO DÁ PRÁ NÃO TER, publicada em 26 de fevereiro de 2014, hoje com 106.792 visualizações. A segunda colocada - Fui assaltada, por favor me ajude - teve 70.481 visualizações. A terceira - Pra gente ler e refletir, teve 47.998.
CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA MAIOR
Alguns condomínios até estão vendo alternativas para a implantação dos geradores, mas ainda persiste em pelo menos em um grupo a opinião de que foi mais urgente gastar R$ 600 mil com a troca de 15 equipamentos da academia, que tem 5 anos, do que dar prioridade à medida, até por que há quem afirme que os apagões só acontecem aqui muito raramente.

Os dados sobre a crise hídrica no Sudeste, que não é apenas de São Paulo, começam a vir à tona agora, depois das eleições.  O governador Geraldo Alckmin, que tem a responsabilidade de dar resposta para a falta d'água no Estado mais rico do país, não quer nem saber de diferenças políticas. Aceitou a oferta de colaboração da presidente Dilma Rousseff e mandou fazer (ou desengavetar) projetos para minimizar a crise, em meio ao agravamento da situação dos reservatórios.

Só que o projeto dele pode nos afetar, pois envolve a bacia do Rio Paraíba e o sistema de produção de energia elétrica no Estado do Rio.

Alckmin cobrou que a ANA (Agência Nacional das Águas) acione o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para priorizar o abastecimento humano na bacia hidrográfica à qual pertence a represa paulista de Jaguari.

Segundo Alckmin, a ANA deve frear a utilização de um volume de 160 m³/s de água do Paraíba do Sul na usina hidrelétrica de Santa Cecília, unidade da Light em Barra do Piraí (RJ).

— Quando se verifica a retirada em Santa Cecília, são 160 m³/s. Para a Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgotos - do Rio de Janeiro - para abastecimento humano) são 45 m³/s.

O governador Luiz Fernando Pezão reagiu na sexta-feira contra a proposta do governador Alckmin, que tenta desviar para o sistema Cantareira águas da bacia do rio Paraíba do Sul para remedir a crise da água em SP. "É claro que isso nos preocupa. O que prejudica o Paraíba prejudica o Rio", afirmou ao  ameaçar levar a disputa a Brasília. "São Paulo não pode tomar decisões unilaterais. Ele sabe disso", afirmou.

A crise da água não se resume num conflito com São Paulo. No Estado do Rio já temos péssimas notícias e o reconhecimento da Light de que haverá insuficiência de energia no Estado em 2015, conforme reportagem do jornal O DIA, sob o título "Seca do Paraíba do Sul pode causar apagões no Estado".

Além do desabastecimento na maioria das 37 cidades que captam água diretamente do manancial nos estados do Rio, de São Paulo e Minas Gerais, o colapso do sistema afeta em cheio a geração de energia elétrica e pode causar surtos de doenças provocadas pelo consumo de água de poços artesianos contaminados, alternativa que virou febre, como na Baixada Fluminense e na Zona Oeste.

A estiagem que castiga a Bacia do Rio Paraíba do Sul, responsável pelo abastecimento de 14 milhões de pessoas, tende a se agravar. Mas já deixou a Represa do Funil, em Itatiaia, no Sul Fluminense, operando com 10% de sua capacidade de geração de energia — o segundo pior índice desde que entrou em atividade, em 1969. 

Além do desabastecimento na maioria das 37 cidades que captam água diretamente do manancial nos estados do Rio, de São Paulo e Minas Gerais, o colapso do sistema afeta em cheio a geração de energia elétrica e pode causar surtos de doenças provocadas pelo consumo de água de poços artesianos contaminados, alternativa que virou febre, como na Baixada Fluminense e na Zona Oeste.

Em abril, relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico já havia adiantado que a bacia corre o risco de praticamente secar até o final do ano, caso não chova o suficiente, alcançando o negativo recorde de 1,8% de sua capacidade. Hoje, está na casa de 5%. David Zylbersztajn, do conselho de administração da Light e sócio-diretor da DZ Negócios com Energia, já admitiu que o sistema elétrico brasileiro não terá energia suficiente em 2015.  

As notícias ruins cruzam no espaço e eu já pus minhas barbas de molho. Isso, no entanto, não resolve. Já que a Assape não está nem aí para esse espectro que nos ronda, sugiro que cada um debate em seu condomínio como se preparar para o pior, se os apagões repetirem 2001. Lembra?

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Assaltos no sinal do Barra Shopping


Quarta-feira passada, recebi mensagem da produtora Carolina Lomelino Guimarães com o seguinte teor: 

"Pedro. Boa Noite. Sou produtora da TV Globo e estamos fazendo uma matéria sobre a violência no entorno da Península.Cheguei ao seu site pois estou precisando do contato de moradores e síndicos".

Preocupado com uma repercussão negativa de uma matéria dessas num grande veículo de massas (não é o caso do CORREIO DA PENÍNSULA). sugeri que ela procurasse a Assape, fornecendo seu telefone. Vi que uma moradora já havia postado a a respeito no "Reais Amigos", propondo que os vizinhos colaborassem.

Hoje vi a matéria e observei que ELA FICOU NA MEDIDA CERTA, pois fez referência especificamente ao sinal do Barra Shopping. Clique na foto e veja  o que saiu no RJ-TV do meio dia, hoje.


domingo, 12 de outubro de 2014

Bancos apertam crédito imobiliário

Negócios desfeitos: no país, cresce o número de devoluções de imóveis comprados na planta

Na maior parte dos distratos, clientes não conseguem obter crédito bancário para a quitação

por


O número de rescisões de contratos de imóveis comprados na planta cresceu 40% no país, no segundo trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2013. O dado foi obtido a partir do balanço das 14 empresas do setor listadas na Bolsa de Valores. Em alguns casos, o aumento no volume de distratos chegou a 60%. Segundo as construtoras, o cenário macroeconômico desfavorável pesou: os bancos estariam mais rígidos na concessão de crédito na entrega das chaves. Mas, para alguns especialistas, a responsabilidade é das próprias construtoras, que, para vender suas unidades, seriam rigorosas de menos.

O distrato costuma ocorrer na entrega do imóvel, quando ele está pronto para ser habitado. Nessa negociação, normalmente o cliente paga à construtora de 20% a 30% do valor do negócio durante a obra. E faz a quitação quando a construção é finalizada, através de financiamento bancário. Mas, se o comprador não consegue o crédito no banco, muitas vezes, desiste da compra.

REVENDA SENDO FEITA RAPIDAMENTE

Vice-presidente da Associação dos Dirigentes das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Claudio Hermolin afirma que calhou de, num momento em que o mercado imobiliário apresenta uma grande demanda por financiamento, os bancos estarem mais seletivos na análise de crédito:

— Após o boom de 2007, tivemos a paralisação do mercado no segundo semestre de 2008 e em todo 2009, mas retomamos o ritmo em 2010 e 2011. Assim, muitas unidades que foram vendidas naquela época estão sendo entregues agora. Os bancos certamente não confirmarão que estão mais restritivos, pois isso seria antipropaganda, mas na prática é isso que estamos sentindo.

A mineira MRV Engenharia, que atua principalmente no mercado de imóveis econômicos, registrou alta de 24,6% no número de negócios desfeitos no primeiro semestre de 2014, ante o mesmo período de 2013. Foram 6.134 imóveis devolvidos, num total de R$ 740,2 milhões. O presidente da MRV, Rafael Menin, confirma que esse percentual está acima da média histórica, mas garante que isso não é problema, já que a revenda está acontecendo rapidamente:

— Existem no Brasil dois mercados: o de imóveis econômicos, que está aquecido e saudável, e o de média/alta renda, com vendas um pouco mais paradas. Mas as empresas deste segundo segmento têm trabalhado com um percentual de pagamento maior na fase de obras e menor após a entrega das chaves, quer dizer, fazendo uma venda mais conservadora, com menor chance de distratos. Porque, apesar da inadimplência baixíssima, os bancos ficaram mais restritivos do ano passado para cá.

CONSTRUTORAS POUCO RIGOROSAS

Para o presidente do Comitê de Habitação da OAB/SP, Marcelo Tapai, em geral, as construtoras são responsáveis, já que não fazem uma análise de risco de crédito do cliente minuciosa para saber se ele terá renda para financiar o saldo devedor, que ficará maior.
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— O principal motivo da desistência está na incapacidade financeira do cliente de levar o negócio adiante, em virtude da correção que o preço do imóvel sofre ao longo do tempo. Mas tal incapacidade deveria ser observada pelas construtoras no momento da compra. Afinal, o saldo devedor, durante toda a construção, é corrigido pelo INCC — alerta o especialista em direito imobiliário.

O designer gráfico Renato Nogueira teve seu financiamento negado pela Caixa na hora da entrega das chaves de um imóvel de R$ 158 mil, no município de Cajamar (SP), que havia adquirido num empreendimento da Brookfield.

— Comprei o imóvel há cerca de dois anos, faltando seis meses para a entrega. Já tinha pago R$ 37 mil. Com a recusa do financiamento, tive que desistir da compra — conta Nogueira, que está questionando na Justiça a multa cobrada, de cerca de 70% do montante pago.

A Brookfield Incorporações, que registrou aumento de 63,7% no número de rescisões entre os primeiros semestres de 2013 e de 2014 (de 1.254 a 2.053), está em processo de fechamento de capital e optou por não falar sobre negócios. Quanto ao processo de Nogueira, a empresa diz que “(...) foi informado com clareza ao cliente, por ocasião da compra, todos os termos e condições da aquisição da unidade, em especial no que se refere ao distrato e à participação da imobiliária e dos corretores”.

CRÉDITO PASSOU A SER ANALISADO, DIZ ADEMI

O vice-presidente da Ademi, Claudio Hermolin, afirma que, hoje, diferentemente do passado, as construtoras fazem a análise de risco de crédito na venda de imóvel.
— Se você ia a um estande de vendas em 2009, 2010, era comum que sequer pedissem comprovação de renda. Bastava o interessado informar seus rendimentos. Mas, agora, as construtoras já incluíram uma análise de risco de crédito. É claro que é uma análise preventiva, já que a vida financeira do cliente pode mudar muito em três anos, mas se hoje o cliente já demonstra que não vai ter capacidade financeira para assumir tal dívida dali a três anos, ele é reprovado — diz Hermolin, que está à frente da construtora e incorporadora PDG no Rio de Janeiro.

No balanço da PDG do segundo trimestre de 2014, não é informado o total de negócios desfeitos. Diz apenas que “a maior parte dos distratos, 83%, continua ocorrendo por perfil de crédito e renda, e não por desistência do cliente". Segundo Hermolin, como a PDG está recuando em diversas praças do país — a construtora já atuou em 57 cidades e hoje está em pouco mais de 20 — o número de rescisões é alto e esse dado não é informado, pois “seria distorcido".

O analista de sistemas Denis Polastri comprou, em abril de 2012, um imóvel da construtora MBigucci, em São Paulo, no valor de R$ 325 mil, com previsão de entrega em fevereiro de 2016. Cinco meses depois, já tendo pago R$ 32,5 mil, ele e a mulher se separaram, e ele procurou a construtora para fazer o distrato. No documento de baixa do contrato, diz Polastri, constava que o valor da devolução a que tinha direito era de R$ 848:

— Fui buscar informações e entrei na Justiça. O juiz já deu a sentença, determinando que a construtora me devolva 90% do que paguei, corrigido, mas a empresa entrou com recurso e ainda estamos nesta pendenga judicial.

A MBigucci informa que “(...) quando ocorre (o distrato), efetua a devolução dos valores pagos, conforme entendimento jurisprudencial".

O advogado Marcelo Tapai lembra que, mesmo que o contrato preveja devolução ínfima dos valores em caso de rescisão, os direitos do comprador são amparados pelo Código de Defesa do Consumidor e há um montante a ser devolvido:

— O consumidor tem o direito de desistir do negócio e receber de volta um percentual em torno de 90% de tudo o que pagou, corrigido monetariamente e pago em única parcela.

sábado, 4 de outubro de 2014

Fogo devasta matas logo ali

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Estas imagens feitas às 6 e 40 da tarde deste sábado mostram que um incêndio de proporções assustadoras está devastando as matas por trás do Rio das Pedras.

Às 7 da noite, o fogo continuava se alastrando, formando uma faixa larga, sem qualquer sinal de que os bombeiros já estivessem no local.

Não é a primeira vez que aquela área é atingida pelas chamas que se espalham rapidamente.  E não se sabe de nada em caráter preventivo.


Aliás, esse tipo de comportamento omisso não é privilégio da favela. Aqui entre nós, onde já houve incêndios, não se sabe de qualquer medida nesse sentido.

(Para ver as imagens maiores clique no modo You tube)

sábado, 27 de setembro de 2014

Motoqueiros não chegaram a abordar moradora na Portaria 2, sustenta a Assape

Relógio das câmeras estava adiantado e o rastreamento não viu nem carro, nem moto, na primeira busca
               
                IMAGENS CEDIDAS PELA ASSAPE


Os motoqueiros que passaram pela cancela junto com o C3 prata da moradora do Smart na tarde do dia 22 não chegaram a  abordá-la.  É o que sustenta a Assape, com base em algumas imagens pinçadas das câmeras da Portaria 2. Essas imagens foram mostradas ao CORREIO DA PENÍNSULA pelo diretor-adjunto, Eduardo Brito, depois de encontradas registrando um adiantamento em seu relógio de quase duas horas.

O vídeo que vimos havia sido extraído depois de uma demorada busca e repassado para um arquivo menor. Um dia após o incidente, a Assape não havia achado imagem nenhuma, porque fizera o rastreamento na faixa de 4 a 5 da tarde, conforme relato da moradora, publicado aqui. O diretor-adjunto chegou a nos informar da busca infrutífera.

Passamos a informação para a moradora e seu marido e estes se mostraram indignados e ofendidos. Efetivamente ela passara pela cancela por volta das 4 e 15 da tarde e esta comentou por e-mail

"Na boa, eu não vou me desgastar com isso, meu intuito era alertar os moradores, acho o fim da picada falarem que eu nem passei por lá. Isto mostra o quão efetiva é a câmera de segurança".

Já à noite, o diretor-adjunto comunicou ter encontrado as imagens, mas com registro das 18h03m.  Disse que isso aconteceu porque o relógio do sistema de monitoração estava adiantado.

Fomos até a Assape no dia 24 e vimos dois arquivos. Num deles, o motoqueiro da frente olhava fixamente para a sua direita, onde devia estar passando o carro conduzido pela moradora. Não prestamos atenção no indicativo da hora e não podemos fazer qualquer suposição se as imagens fora editadas, suprimindo algum lance.

Pedimos que aquela sequência nos fosse enviada, especialmente a foto em que o motoqueiro olha para a direta e está mais próximo da passagem de moradores.  Recebemos duas fotos, em que não há sinais de abordagem.

Cobramos a tal foto com o motoqueiro olhando para a direita, mas o diretor-adjunto da Assape disse que foi aconselhado a pedir orientação ao Jurídico, a fim de evitar problema pela identificação dos motoqueiros. No caso de não serem assaltantes, eles poderiam entrar com processo contra a Assape.

Das duas fotos disponibilizadas, que publicamos aqui, uma mostra a placa traseira da moto, quando acionavam a catraca de visitantes, mas a resolução é baixa e não permite identificá-la. A outra, 13 segundos depois, mostra a moto a uns 20 metros do carro. Na primeira, ambos estavam parados diante de cancelas ainda fechadas.

Ainda bastante chocada, a moradora que denunciou o que teria sofrido uma tentativa de assalto não quis mais se manifestar. E a Assape mantém a posição de que a possível abordagem em que um dos motoqueiros teria mostrado a arma não aparece nas imagens, portanto, não existiu.

Relógio das câmeras estava adiantado. Pode?

Independente do fato em si, não dá para entender como o relógio das câmeras estava adiantado quase duas horas. Mostra um desleixo por parte de quem cuida desse monitoramento ou uma baixa qualidade dos equipamentos.  Por outro lado, também não se entende que quase 6 meses depois de instaladas as novas cancelas, a um custo de R$ 250.000,00, elas continuem falhando rotineiramente.

Depois da quase tentativa de assalto, estivemos duas vezes em horários diferentes na Portaria 2. Em ambas as oportunidades, encontramos cancelas com problemas operacionais. 

Alguns moradores já se habituaram a conviver com a abertura manual das cancelas através de um botão na cabine da Segurança, já que elas quase nunca funcionam.

Nesse caso, é admissível considerar que qualquer informação passada pelo sistema de segurança das portarias não é confiável.


E parece claro que se depender dessas cancelas e dessas câmeras nossa segurança é meramente decorativa.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Cai veto ao fechamento de varandas

Prefeito tem 120 dias para regulamentar a Lei, mas ainda pode recorrer à Justiça
 A Câmara do Rio derrubou, nesta terça-feira, o veto do prefeito Eduardo Paes ao projeto de lei que permite o fechamento de varandas através da instalação de um sistema retrátil de vidros. Com a promulgação da nova regra pela Casa, será possível que moradores de todos os bairros do Rio, com exceção da Zona Sul, regularizem sua situação, mediante um pagamento de até R$ 300 por metro quadrado. O texto final da lei foi ratificado por 33 votos a quatro.
A assessoria de imprensa do prefeito informou que será feita uma nova análise, para se saber se cabe ou não uma ação de inconstitucionalidade contra a nova regra por parte da Procuradoria Geral do Município. Se não houver reação contrária, o Executivo tem 120 dias para regulamentar a lei, estabelecendo, por exemplo, de quanto será a cobrança em cada bairro.

O projeto de lei é bastante antigo: foi apresentado em 2005 pelo vereador Carlo Caiado (DEM), assim que se elegeu pela primeira vez. Ficou esquecido durante muito tempo, mas este ano voltou a ser discutido e acabou inclusive recebendo a assinatura de outros 14 vereadores como autores, além das comissões de Justiça e Redação, Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, e de Assuntos Urbanos. Apesar do veto de Paes, o texto foi assinado até pelo líder do governo na Casa, Guaraná (PMDB), que conseguiu a inclusão de uma emenda que cita a cobrança da taxa que pode chegar a R$ 300 por metro quadrado.

PEDIDOS DE MORADORES

O vereador Carlo Caiado disse não acreditar que a prefeitura vá entrar com ação contra lei e adiantou que vem recebendo muitos pedidos de moradores da Zona Sul, que querem que a região seja incluída na lei:

— Vamos ver como serão os primeiros meses após a validade da lei, mas o fato é que todo mundo quer se regularizar. E podemos voltar a discutir o tema para poder incluir a Zona Sul. Quando elaborei o texto inicialmente, a minha ideia era ter algo voltado somente para o Recreio e a Barra, mas o fechamento de varandas é algo que está presente na cidade inteira.

Na Zona Sul, houve reações de associações de moradores, o que provocou a retirada da região do texto. A lei também é alvo de críticas de arquitetos.

Caiado afirmou que a lei tem como objetivo criar um padrão para o fechamento. O texto estabelece que os serviços terão que ser feitos por empresas ou profissionais registrados no Conselho Regional de Arquitetura e Agronomia (Crea) e que a modificação não poderá resultar em aumento da área real do imóvel. O fechamento da varanda também precisará ser aprovado pelo condomínio.
Fonte: O GLOBO

terça-feira, 23 de setembro de 2014

1 milhão de visualizações


Publicado a partir de abril de 2012, o nosso CORREIO DA PENÍNSULA atinge a marca de 1 milhão de visualizações neste 23 de setembro de 2012.

Durante esses 2 anos e 5 meses o nosso blog se consolidou como o veículo de todos os moradores da Península, pautando suas edições pela mais absoluta independência, irradiando todas as notícias com  responsabilidade e liberdade. 

Em muitos momentos, já teve piques de acessos superiores a 10 mil visualizações diárias e hoje tem em seu cadastro quase 6 mil moradores, que recebem a newsletter com informações sintetizadas sobre o conteúdo do blog.
Ao atingir o marco de 1 milhão de visualizações, queremos agradecer o apoio que temos recebido de todos os moradores, mesmo quando nossa saúde dificulta a produção de material. Como você sabe, a equipe do CORREIO DA PENÍNSULA é a equipe  do EU SOZINHO.
Isto porque não temos a característica de um veículo comercial, o que nos permite oferecer espaço para anúncios a custo zero, desde que aprovados pelos nossos critérios. A ele nos dedicamos, como a outros blogs, como expressão de nossa visão do mundo, cristalizada pelos 71 anos de idade e 53 anos de redação. 

Como retirantes nordestinos, queremos festejar esse acontecimento com um vídeo de Luiz Gonzaga e a poética de Patativa do Assaré.
CLIQUE NA FOTO PARA OUVIR A BELA TOADA QUE TOCA A TODO NORDESTINO

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Um quase assalto na cancela

Às quatro da tarde, na portaria 2, moradora passou por um susto. Os bandidos vieram de dentro.


Na fuga, o carro passou por cima do
canteiro e danificou a roda.
Uma tentativa de assalto do lado de dentro da cancela da Portaria 2. Era pouco mais de 4 de uma tarde já primaveril desta segunda-feira, dia 22 de setembro, quando uma moradora do Smart foi surpreendida por dois assaltantes, numa moto, do lado de dentro da saída. Isso aconteceu porque o sensor do seu C-3 prata não funcionou e ela teve de buzinar, parada, para pedir a liberação da cancela.

Numa fração de segundos, uma moto encostou a seu lado, pela saída de visitantes, e o motoqueiro da garupa abriu a jaqueta e exibiu a arma na cintura, indicando o assalto. Nesse instante, liberaram a cancela e a moradora disparou em direção ao Via Parque, sendo seguida pelos assaltantes, cujas características pôde descrever: dois homens negros, um deles um pouco gordo, o outro magro, os dois de capacete, um de casaco marrom claro, o que mostrou a arma, o outro de camisa preta. 
"A sorte é que o sinal próximo ao CEO estava aberto. Fui com o pé no acelerador até chegar ao acesso à Ayrton Senna, quando havia um grande engarrafamento.  Como os carros se embolaram, os bandidos optaram por afastar-se". 

Na correria, a moradora ainda subiu com o carro num canteiro, mas felizmente pôde continuar o percurso.  Só lhe ocorreu na hora ligar para o marido, em meio ao nervosismo de quem se sentia abalada por uma tentativa de assalto em condições provavelmente inéditas: os ladrões saíram de dentro da Península e a abordaram junto à cancela pelo lado de dentro, expostos aos olhares dos vigilantes que, também surpreendidos, não esboçaram qualquer reação: provavelmente nem perceberam a ação dos bandidos.

sábado, 20 de setembro de 2014

ônibus na no mergulhão e deixa 30 feridos



Cerca de 30 pessoas ficaram feridas em acidente envolvendo dois ônibus do BRT em mergulhão na Barra da Tijuca, na noite neste sábado. Um dos veículos, pertencente à linha 863 (Barrashopping - Rio das Pedras) seguia pela Avenida Ayrton Senna, para pegar a Avenida das Américas, quando perdeu o controle e despencou na saída do mergulhão que dá acesso à Avenida das Américas, no sentido Recreio, atingindo o outro ônibus (888-A, Alvorada - Joatinga), que passava na pista de baixo. O motorista do ônibus que caiu, Élder Deniz de Oliveira, está em estado grave, segundo os bombeiros, com traumas de face e de tórax. O ônibus que despencou tinha pelo menos dois passageiros: Caroline de Oliveira, de 14 anos, e o padastro.
De acordo com Áurea Veras, cunhada de Caroline, a adolescente bateu a cabeça e feriu o joelho. No momento do acidente, ela esperava pela cunhada no Terminal Alvorada quando, por volta das 19h30m, recebeu uma ligação da jovem.
- Ela repetia que o ônibus tinha batido. Me desesperei. Falei com ela há pouco e está muito nervosa ainda. Vai ser difícil fazê-la voltar a usar ônibus - disse Áurea Veras.
Passageiros foram encaminhados para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, no mesmo bairro. Não havia registro de mortos até por volta das 22h. No momento do acidente no Mergulhão Billy Blanco, na altura da Cidade das Artes, chovia no local. O acidente interdita a via, na pista sentido Recreio dos Bandeirantes. A Polícia Militar e agentes da Cet-Rio estão no local.

Em nota, o Consórcio BRT informou que vai colaborar com as investigações e vai aguardar a conclusão da perícia sobre as causas do acidente. As empresas operadoras prestarão assistência às vítimas, segundo a mensagem.
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O motorista encontra retenções na região. A Avenida das Américas tem retenções na alça de acesso para avenida Ayrton Senna, sentido Linha Amarela. Houve, ainda, por volta das 21h, uma colisão entre moto e carro na Avenida das Américas, sentido Recreio, na altura do Bahiense. No trecho, há uma faixa ocupada. Quem usa Avenida Ayrton Senna, sentido Recreio, tem a opção de pegar a Avenida Embaixador Abelardo Bueno. Na Avenida Lúcio Costa, o fluxo segue intenso, mas sem retenções, nos dois sentidos.


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