segunda-feira, 21 de julho de 2014

Assalto no retorno

Via sob a ponte estaiada entra na rota dos assaltantes, que se aproveitam da escuridão


Dois moradores da Península foram bloqueados e pilhados às oito da noite
Não era tarde: oito da noite da quinta-feira, 17 de julho, e o trânsito fluía melhor à saída da Airton Senna para o retorno da Avenida Engenheiro Hermano Jordão Freire. Sob a ponte estaiada, dois homens numa moto ultrapassaram um carro que reduzira a velocidade pela curva e o bloquearam. Em segundos, desceram e cercaram o veículo, rendendo os seus dois ocupantes, moradores da Península. Com uma arma apontada para o motorista, um deles, voz agressiva, ordenou: – Passa tudo. Rápido. Os dois.

Não queriam o carro. Mas fizeram uma limpa geral, em menos de 2 minutos.  Com o bloqueio, os outros carros ficaram atrás, sem entender o que estava acontecendo. Consumava-se um assalto que, naturalmente, não deveria ter sido o primeiro desde a inauguração da ponte "Dom Eugênio Salles", no dia 24 de dezembro, véspera do natal passado.

Fazia uma temperatura agradável e, até serem abordados, os dois passageiros do veículo, que já estavam acostumados com o percurso,  conversavam tranquilamente, sem imaginar aquele tipo de assalto, com aquela audácia, como se ensaiado, através de um bloqueio de trânsito.

"Os dois caras na moto adentraram a nova via, escolheram nosso carro (ou já estávamos sendo seguidos antes da ponte, não sei), ultrapassaram-nos velozmente e, adiante, armaram uma emboscada na curva, tudo feito com muita rapidez (!). Em seguida, obrigaram-nos a parar e realizaram a pilhagem, fugindo após isso em direção às muitas saídas existentes depois do cruzamento do semáforo do Via Parque".  – descreveu o morador do Península Way, que estava como "carona" do vizinho do San Martin, acrescentando: "Este trecho da via se encontrava às escuras, pois, segundo soube, há no local frequentes furtos de cabos de energia, o que certamente facilitou este tipo de ação delituosa. Fomos obrigados a parar, diante de ameaça a mão armada e, em seguida, pilhados!".

Desde a abertura da via, muitos moradores, que festejavam o atalho, não escondiam os temores pela falta de iluminação.  Os motoqueiros assaltantes agiam com as mesmas características dos que se aproveitam dos engarrafamentos na Av. João Cabral de Melo Neto. Estavam de olho nas carteiras, eventuais objetos de valor, como laptops, e celulares. A diferença é que naquele trecho tiveram de bloquear o trânsito, fugindo em seguida, enquanto as vítimas se refaziam do ataque de surpresa. "Após nos termos refeito do susto e continuado o percurso, ao entrarmos no trecho reto da pista, já nem mais vimos sinal dos meliantes" – completou sua narrativa o nosso vizinho, que nos escreveu preocupado com os demais que usam esse novo caminho: "Espero que a divulgação dessa notícia sirva como um  alerta para todos".

Os dois fizeram o registro do assalto na 16ª DP e comunicaram à Assape.  Configurava-se a extensão da área de perigo para além da Avenida João Cabral de Melo Neto.

Tentativa com bloqueio no mesmo lugar, às 4 da tarde

Outra vizinha, moradora do Fit, passou por  situação semelhante, só que à tarde, em plena luz do dia. Retornando cedo por conta do jogo do Brasil com a Alemanha,  ela fazia o retorno quando uma moto tentou bloqueá-la na mesma curva da Av. Engenheiro Hermano Jordão Freire. Passava das quatro e havia um certo movimento. A tentativa ocorreu bem embaixo da ponte estaiada, onde a pista se estreita. Quando ela viu, um dos bandidos, que desceu da garupa, apontou a arma mandando que parasse.

Como o seu carro é blindado, partiu para cima do bloqueio e os bandidos, surpresos com a reação, só tiveram tempo de correr para o acostamento.  Foi tal a determinação da moradora que os eles sequer abriram fogo contra seu veículo. Mesmo tendo se livrado do assalto, ela e sua irmã estão aconselhando as pessoas a evitarem esse retorno, principalmente quando escurece. "Tenho percebido, quando saio do Via Parque, carros vindo em altíssima velocidade após a curva. Imagino que ou fugiam de assalto ou é uma aceleração preventiva" – disse a irmã.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Idosa atropelada e morta no Barrashopping

Roberta Sá Simões (foto) e Caroline Bragança foram  levadas  para o Barra D'Or. 
A idosa Maria de Lourdes Sá Henriques, de 68 anos, morreu na manhã desta quinta-feira, depois de ser atropelada dentro do estacionamento vip do BarraShopping. Ela foi levada para o Hospital Lourenço Jorge, que fica próximo do estabelecimento, mas a Secretaria municipal de Saúde informou que a idosa  já chegou morta à unidade. 

Outra vítima foi identificada como Roberta Sá Simões, de 37 anos, que foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Hospital Barra D'Or.  Roberta Simões era filha de Maria de Lourdes. Carolina Bragança, de 36 anos, também foi levada para o mesmo hospital com dores na cabeça, depois de receber os primeiros socorros da própria equipe médica do shopping.

 Ainda não há informações sobre o estado de saúde de ambas.  Todas foram atropeladas por um manobrista, cujo nome não foi divulgado, que trabalha para o shopping. O funcionário, que é empregado da empresa terceirizada Verzani, responsável pelo serviço, teria perdido o controle da direção de um veículo e avançado sobre o grupo.

MANOBRISTA JÁ FOI OUVIDO

Os bombeiros do Grupamento de Busca e Salvamento (GBS-Barra) também socorreram Roberta Simões, de 37 anos, que era filha de Maria de Lourdes e foi encaminhada para o Hospital Barra D’Or, e Carolina Bragança, de 36 anos, que também foi levada para a unidade, com dores na cabeça, depois de receber os primeiros socorros da própria equipe médica do shopping. A assessoria de imprensa do BarraShopping informou que está prestando toda a assistência às vitimas e suas famílias.

Segundo a polícia, o manobrista já prestou depoimento na 16ª DP (Barra da Tijuca), que ficará responsável pelas investigações. Testemunhas do acidente também serão chamadas a depor. Imagens de câmeras de segurança do local também serão recolhidas para ajudar a entender o que de fato aconteceu.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O evento é gratuito, não se avexe

A que ponto chegamos: ao publicar convite para um painel sobre "caminhos alternativos para a Barra da Tijuca e Recreio", a OAB da área fez questão de destacar no título que se trata de um EVENTO GRATUITO.

É provável que para a maioria das pessoas essa ressalva não tenha chamado atenção. Não é o meu caso. Pelos assuntos em pauta, imagino que não precisava avisar da gratuidade, até por que não consta que a Ordem dos Advogados do Brasil cobre pela participação de qualquer cidadão nos debates que promove.

No entanto, esse "chamariz" pode ter a ver com um clima de desinteresse e desconfiança de toda a cidadania, alimentado sobretudo pelo caráter folclórico e inconsequente de outras reuniões. E pela renúncia coletiva ao direito cidadão. O momento hoje está mais para que cada um resolva-se e aos problemas comuns.

Não sei onde vamos chegar, mas tenho certeza que a bom destino não é. A sociedade parece desinteressada a tal ponto que só é tocada quando alcançada por uma baita campanha de mídia em torno daquilo que está na moda, que mexe com sua vesícula  biliar.

Dessa inércia se servem os espertos, os que sabem tirar proveito de qualquer situação, em qualquer quadrante, no trato com a caixa forte da contribuição coletiva, seja no âmbito condominial, nas gestões comunitárias ou  na administração dos órgãos de Estado. 

Espertos que jogam com sutilezas e conseguem o prodígio de lançar cada cidadão contra seus próprios interesses, valendo-se de sua acomodação na superfície e nas redondezas dos fatos essenciais.

Não sei se me fiz entender. Mas que a coisa tá feia, isso tá.

Do Blog do Porfírio

Para que mude o jogo


O que será do amanhã não há cigana que possa pressentir.  Como no futebol, temos que jogar um novo jogo, olhar para frente, sem retroceder num só passo. Não podemos esquecer que o mundo dá muitas voltas. É contando com a diferença em cada volta que não perdemos a esperança, jamais.



Dos caros colegas 

(Jornal EXTRA)


Cadeiras viram leitos na emergência 
do Hospital do Andaraí


Aqui, na enfermaria da neurocirurgia, há duas camas desocupadas. Na emergência, numa sala pequena, nove pessoas estão espremidas em cadeiras. Não há macas nem material para os médicos trabalharem. Desde que cheguei aqui, eles dizem que não têm condições de me atender. Não conseguem descobrir por que estou sem sensibilidade nas pernas.

Com esse quadro, as empresas de planos de saúde faturam hoje mais do que todo o orçamento do Ministério  da Saúde (Pedro Porfírio).

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O câncer sumiu

Neste dia 10 de julho de 2014, aniversário do meu caçula, levei a última ressonância magnética para o Dr. Feliciano Azevedo, que tratou meu câncer no fígado com a tecnologia da radiologia intervencionista, e ele, depois de ver as imagens e o laudo do Dr. Antônio Eiras,  do Lab's Dor, deu por EXTINTO o meu câncer (CHC) no fígado. 

Para que você tenha uma ideia mais completa dessa vitória,  numa luta que travamos sem perder a tranquilidade jamais, fizemos o vídeo abaixo. 


Queremos agradecer de todo coração a solidariedade que recebemos de todas as formas dos nossos parceiros amigos, muitos dos quais empenharam toda a sua fé e dedicaram orações para que o dia de hoje chegasse.

Felizmente, os tempos são outros e já se pode combater essa terrível doença, desde que diagnosticada à tempo. Para isso, sugerimos a todos que procurem fazer exames preventivos e sejam mais criteriosos no seu modo de vida.

Que a nossa resistência sirva de referência aos amigos, em qualquer adversidade.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Os tigres de papel

Aos vizinhos da Península, uma opinião sobre um acontecimento que nos envolveu a todos.

Montaram um circo de ilusões e o circo pegou fogo. Mas pode deixar: outros circos montarão

Ninguém pode calar diante do circo montado depois da  hora e meia da terça-feira, 8 de julho, quando os deuses do Olimpo, que mobilizavam 200 milhões de brasileiros e outros tantos estrangeiros, caíram dos seus cavalos e revelaram que não passavam de tigres de papel, forjados por uma máfia de interesses reproduzidos em letras garrafais pela mídia que, sob patrocínios bilionários, os vendeu à massa hipnotizada como os mais reluzentes exemplares da raça brasileira.  E que, diante do apocalipse, os transformou sumariamente nos inimigos perversos dos nossos pétreos sonhos de taças e medalhas.

Todo mundo viu que esse grupo de atletas de mercado teria perdido da Costa Rica ou da Argélia, se diante de um confronto direto. Só os absolutamente míopes, os idiotas, os inocentes úteis, enfim, só as presas fáceis desse sistema de mentiras e ilusões podiam acreditar que essa turma escalada por agentes de alto poder corruptor podia chegar a algum lugar: todas as partidas anteriores compuseram uma sinfonia da mais absoluta mediocridade, da falta de vocação e até mesmo de traquejo em campo.

Os mais ladinos, como os marqueteiros das Casas Bahia, demonstraram maior conhecimento do futebol ao oferecerem um segundo aparelho de televisão por R$ 1,00 na compra de outro caso a seleção brasileira ganhasse a copa. Eles, que sabem jogar com a sofreguidão consumista de uma população doentia, sabiam que a loja poderia oferecer de graça todo o estoque de televisões do país que, se dependesse daqueles mercenários festejados e daquele sargentão decadente não corriam nenhum risco de ficar no prejuízo.

O que ninguém contava era com sete gols alemães sem nenhuma dificuldade. Essa mesma equipe teve de ir para a prorrogação para derrotar a modesta Argélia e também não fez uma campanha convincente. Esses sete gols, que poderiam ter sido dez se não fosse por ordens superiores da cúpula adversária, vão desenhar a lápide de uma sepultura a céu aberto: com a inescrupulosa mercantilização do futebol e seu domínio pela fina flor da ladroagem não há o que se esperar de jovens que já dão alguns dribles pensando na Europa, onde os clubes empresas superfaturam nas contratações para a fartura das propinas distribuídas.
Ao contrário do que dizem, não há lição a tirar do vexame do Mineirão. Não há por que essa palavra não existe mais nos dicionários de pessoas ensimesmadas, ambiciosas, individualistas, insaciáveis, que só conhecem os caminhos dos atalhos sórdidos para sustentarem suas personalidades escabrosas, sua sede de poder, qualquer poder.
O fiasco da terça trágica é pouco diante de toda a irresponsabilidade e de tanta comilança na montagem delituosa de todo o arcabouço da copa no Brasil.  Foram mais de 30 bilhões retirados dos nossos cofres públicos para construções superfaturadas de estádios que já são verdadeiros elefantes brancos. Esses valores somam mais do que os gastos das três últimas copas, o que dá uma ideia da gastança perdulária que acometeu governantes em todos os níveis – federal, estaduais e municipais.

Foram muitos "esquemas", alguns já desmascarados, como essa quadrilha dos ingressos, cujo cabeça, um inglês da copa e da cozinha da FIFA e da CBF, foi logo beneficiado por uma ordem de soltura de uma desembargadora, menos de 12 horas depois de levado à delegacia com todas as mesuras, enquanto os peixes menores permaneciam presos até o momento em que escrevo.

Quando digo que não há lição a tirar é por que, a sermos justos e honestos, neste momento, neste país, ninguém pode atirar a primeira pedra. Ninguém. Nem mesmo o povo como um todo social pode ser apontado como vítima, por que também esse povo aí entrou na dança, perdeu totalmente seu juízo crítico, acomodou-se nas almofadas de um sistema viciado em oferecer migalhas e em distorcer a própria estrutura civilizatória: hoje, cada um briga para não trabalhar, para viver às custas dos outros, trocando o esforço laboral pelo ócio dos feriadões, aceitando qualquer penduricalho como remuneração desde que pelo trabalho mínimo.

Essa copa de futebol caiu como uma luva nas mãos dos incompetentes, dos picaretas  e dos irresponsáveis, paralisando impunemente a atividade produtiva: qualquer joguinho no Maracanã acarretava um feriado extemporâneo, com prejuízos para a vida econômica consistente e favorecendo tão somente os sem escrúpulos, que chegaram a cobrar até R$ 100,00 por um vaga num estacionamento e que deslocaram para o volúvel especulativo a pecúnia disponível.

Não pense que o choque dos 7 a 1 vai mudar alguma coisa no futebol. Nem que a frustração generalizada repercutirá sobre uma sociedade fascinada pelo capitalismo selvagem e sobre uma classe política prostituída.

Daqui a pouco, não se falará mais nisso. Os atletas de mercado estarão correndo atrás do dinheiro farto numa Europa paradoxalmente falida, os cartolas e as máfias subjacentes continuarão tirando proveito da despolitização de um povo que até ontem estava propensa a se endividar por um ingresso na final, enquanto os banqueiros, os empresários corruptores e os políticos corrompidos estarão se apresentando à distinta platéia como a salvação de um país que não sabe para onde vai, por que também não sabe o que quer.

Não digo que já cansei de ver tantas trapaças e tantas farsas por que, por minha natureza quixotesca, se der uma paradinha numa hora dessas a morte me acolhe de vez.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Mulheres estão comprando imóveis cada vez mais e pesam nos financiamentos da Caixa

Ao compor renda com marido na compra ou financiando sozinha, mulher encabeça boa parte dos contratos imobiliários.












 





CRISTIANE CAMPOS
Rio - Cresce a participação das mulheres na compra de imóveis. Seja compondo renda com marido, familiares ou comprando sozinhas, elas já representam 37% dos contratos de financiamento da Caixa Econômica Federal.“Esse percentual vem se mantendo ao longo dos anos, principalmente quando falamos da mulher que compra sozinha. Agora, o que chama a atenção e que já é alvo de estudos na Caixa é a participação delas na composição de renda com o marido, pois, no passado, o homem mesmo casado só usava a renda dele no contrato”, ressalta José Domingos Martins, superintendente da Caixa no Rio.

As mulheres são responsáveis atualmente por 37% dos contratos de  financiamento
  da Caixa Econômica Federal

A tendência também é vista na CrediPronto, braço da Lopes Imobiliária. “Notamos que a participação da mulher como tomadora do financiamento imobiliário tem aumentado a cada ano. No primeiro semestre deste ano chegou a 34,8% dos nossos clientes, enquanto que em 2013 essa participação foi de 31,4%”, diz Bruno Gama, diretor da CrediPronto.
De olho nesta tendência, construtoras investem cada vez mais em ambientes destinados a elas, como salão de beleza, massagem, spa e espaço de dança, entre outros. “A mulher sempre teve poder de decisão grande na compra do imóvel. Natural que as empresas dediquem espaços só para elas. Segmentar a área de lazer já é realidade no mercado imobiliário”, comenta Fellipe Pedro, sócio da Minha Comunicação.
Nos empreendimentos da RJZ Cyrela e da Living, por exemplo, é possível encontrar opções para elas. “As áreas de lazer são pensadas para o bem estar da família como um todo, mas sem, dúvida, itens como spa, fitness e solarium fazem muito sucesso entre elas”, afirma Rogério Jonas Zylbersztajn, vice-presidente da RJZ Cyrela.
No Hype Apartments, da Fmac em Botafogo, elas contarão com espaço para massagens, além de hidromassagem. O conceito de bem-estar estará presente no Damai, da Brookfield, no Recreio. Serão opções como fitness, pilates, massagem e ioga, banhos (ofurô e banheira), duchas cromoterápicas e saunas seca e a vapor.

Pensando no dia a dia corrido das mulheres modernas, que acumulam funções, a Labes Melo vai construir no Wave Reserva um ambiente com atividades exclusivas para elas. A Leduca também contempla o público feminino com salão de beleza, academia e spa.Salão de beleza e closet para agradar
“Assim, a mulher não precisa sair do condomínio para se cuidar, não perde tempo com deslocamento”, diz Paulo Marques, sócio-diretor da Leduca.
O salão de beleza pode ser encontrado no Maui, da Calçada, no Recreio, e no Bourgogne Résidences Gourmet, da MDL, na Freguesia. Outro diferencial é a chance de ter um closet, sonho de muitas mulheres. É o caso do Bravo Residencial, que está na fase de pré-lançamento da Caetano Belloni, em Campo Grande.
“No apartamento decorado damos sugestões de como montar o closet. Teremos sauna com repouso e hidro”, conta Guilherme Belloni, gerente de Incorporação.

Principal objetivo das mulheres ao investir é comprar e reformar imóvel




SÃO PAULO – O principal objetivo das brasileiras com investimentos de longo prazo é a compra ou reforma do imóvel, apontou uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado. A resposta foi dada por 32% das mais de 2 mil mulheres contatadas.

De acordo com os dados, 26% das brasileiras não têm um objetivo específico para o investimento de longo prazo, enquanto 9% pensam na aposentadoria, mesma proporção daquelas que pensam em usar esses recursos para ter filhos ou terminar de criá-los até a faculdade.

Outros objetivos para o investimento de longo prazo apontados pelas mulheres foram comprar um automóvel (7% das respostas), fazer uma grande viagem de lazer (6%), fazer um curso (3%) e comprar uma roupa ou acessório (1%).
Os dados mostraram que as paulistanas estão mais preocupadas em comprar e reformar o imóvel, com 38% delas que deram essa resposta, contra 27% das cariocas. O motivo é mais forte entre as brasileiras com até 30 anos, sendo que 38% apontaram este motivo para investir no longo prazo.

Parceiros
Quando o assunto é poupança e investimento, a maioria das mulheres comprometidas conversa e toma decisões junto com o parceiro. Outras 44% investem separadamente, 3% deixam o assunto nas mãos deles e 2% decidem sozinhas os investimentos do casal.

As solteiras e separadas não sofrem influências de outras pessoas, sendo que 60% e 81% delas, respectivamente, escolhem individualmente como poupar e investir.

Entre as mulheres que não têm um relacionamento estável, 37% acreditam que o parceiro teria pouca ou nenhuma influência nas suas decisões de poupança e investimento.

Gasto das mulheres
A pesquisa questionou as mulheres sobre quais os gastos evitáveis e opcionais que mais consumiam seu dinheiro e 26% delas apontaram moda (roupas, sapatos e acessórios).

Em segundo lugar, estão as saídas para bares, restaurantes e danceterias, com 20% das respostas, seguidas de casa (reforma, decoração), com 17% das respostas, e beleza (cabeleireiro, salão de beleza), com 11%.

Por faixa etária, as mulheres com até 25 anos de idade possuem os itens de moda como principal gasto, com 34% delas que deram essa resposta. Já as mulheres entre 26 e 30 anos estão divididas entre moda e saídas.

As brasileiras acima de 30 anos gastam mais com produtos e serviços para a casa, que representam 24% de seus gastos evitáveis.
SÃO PAULO – O principal objetivo das brasileiras com investimentos de longo prazo é a compra ou reforma do imóvel, apontou uma pesquisa realizada pela Sophia Mind Pesquisa e Inteligência de Mercado. A resposta foi dada por 32% das mais de 2 mil mulheres contatadas.

De acordo com os dados, 26% das brasileiras não têm um objetivo específico para o investimento de longo prazo, enquanto 9% pensam na aposentadoria, mesma proporção daquelas que pensam em usar esses recursos para ter filhos ou terminar de criá-los até a faculdade.

Outros objetivos para o investimento de longo prazo apontados pelas mulheres foram comprar um automóvel (7% das respostas), fazer uma grande viagem de lazer (6%), fazer um curso (3%) e comprar uma roupa ou acessório (1%).
Os dados mostraram que as paulistanas estão mais preocupadas em comprar e reformar o imóvel, com 38% delas que deram essa resposta, contra 27% das cariocas. O motivo é mais forte entre as brasileiras com até 30 anos, sendo que 38% apontaram este motivo para investir no longo prazo.

Parceiros
Quando o assunto é poupança e investimento, a maioria das mulheres comprometidas conversa e toma decisões junto com o parceiro. Outras 44% investem separadamente, 3% deixam o assunto nas mãos deles e 2% decidem sozinhas os investimentos do casal.

As solteiras e separadas não sofrem influências de outras pessoas, sendo que 60% e 81% delas, respectivamente, escolhem individualmente como poupar e investir.

Entre as mulheres que não têm um relacionamento estável, 37% acreditam que o parceiro teria pouca ou nenhuma influência nas suas decisões de poupança e investimento.

Gasto das mulheres
A pesquisa questionou as mulheres sobre quais os gastos evitáveis e opcionais que mais consumiam seu dinheiro e 26% delas apontaram moda (roupas, sapatos e acessórios).

Em segundo lugar, estão as saídas para bares, restaurantes e danceterias, com 20% das respostas, seguidas de casa (reforma, decoração), com 17% das respostas, e beleza (cabeleireiro, salão de beleza), com 11%.

Por faixa etária, as mulheres com até 25 anos de idade possuem os itens de moda como principal gasto, com 34% delas que deram essa resposta. Já as mulheres entre 26 e 30 anos estão divididas entre moda e saídas.

As brasileiras acima de 30 anos gastam mais com produtos e serviços para a casa, que representam 24% de seus gastos evitáveis.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Números alentadores e o nosso muito obrigado a todos os parceiros e amigos


Hoje, excepcionalmente, expomos a vocês as estatísticas registradas pelo Blogspot, onde estão nossos blogs.  Esses números se referem apenas aos 3 principais no dia 27 de junho: BLOG DO PORFÍRIO,, 9.206; CORREIO DA PENÍNSULA, 7.396;CORREIO DO TAXISTA, 3044.. São realmente estimulantes e justificam todo o sacrifício que estamos fazendo neste momento delicado de nossa vida.  Um grande muito obrigado. Vejam os gráficos:

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sistema de tratamento ecológico recupera rios poluídos e cria jardins flutuantes

E se fosse possível recuperar rios poluídos gastando pouco dinheiro? Essa é a ambição dosistema de tratamento de água ecológico que pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados. Criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, a tecnologia já despoluiu o canal Paco, da cidade de Manila, nas Filipinas.
Além de melhorar a qualidade da água e aumentar a biodiversidade aquática, o sistemarevitalizou a paisagem do canal filipino, que antes era destino final de lixo e esgoto. Isso porque usa “jardins flutuantes”, que são ilhas artificiais, de aproximadamente 110 m², cobertas por plantas aquáticas capazes de filtrar poluentes.
O sistema ainda tem outra vantagem: o custo da despoluição é menor do que a metade do que gastam estações de tratamento de águas residuais convencionais, segundo a empresa. Isso é possível graças à integração e ativação do ambiente fluvial circundante.
O processo de descontaminação também dependeu de outros dois fatores: de obras de infraestrutura para evitar o despejo de resíduos no local e da instalação de um reator capaz de adicionar ar à água e introduzir no ecossistema uma bactéria que se alimenta de poluentes.
Abaixo, veja imagens de como era o canal antes da revitalização e de como ele ficou depois que a comunidade local se engajou na sua recuperação por meio do sistema de tratamento:

Este ano, o Planeta no Parque Rios e Ruas, do Planeta Sustentável, também estava empenhado em reconectar a população da cidade de São Paulo à natureza e ajudá-las a redescobrir os rios que correm debaixo do asfalto. Realizado nos dias 31/5 e 1/6, o evento teve expedição, oficina, exposição e até um mapa gigante dos “rios invisíveis” da capital paulista. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Compras compartilhadas

Uma prática que reduz muito os preços e pode dar certo aqui só com moradores na Península
Nestes exemplos, já temos os preços com os custos adicionais

Outro dia, aflito com a invasão bárbara dos mosquitos, fiquei feliz ao ver dois rapazes vendendo as conhecidas raquetes elétricas naquele sinal que cruza a Avenida das Américas, junto ao Barrashopping. Já tinha passado na Casa e Vídeo do Via Parque e não restava nenhuma. Aliás, só ficara o preço: R$ 19,00 por aquela raquete à pilha.
 Abordei o vendedor "informal" e ele pediu de cara R$ 30,00 pela que carrega na tomada. Chiei, como não podia deixar de ser. Entabulada a negociação, chegamos a R$ 20,00, desde que eu levasse duas. Não tive alternativa. As duas raquetes à pilha que tinha em casa não davam conta da mosquitada.

Lembrei-me então de um lugar onde varejistas, formais ou informais, compram produtos made in China.  Sempre ia lá,principalmente quando trabalhava no Centro.  Ultimamente, porém, tenho evitado aquela muvuca: além do trânsito a passos de cágados, estacionar por ali é uma aventura. E custa uma fortuna.

No sábado, tomei coragem e fui lá. É um aglomerado de lojas de chineses, que fica ali  junto à Praça Tiradentes, na Rua Luís de Camões e perpendiculares. Fartei-me em algumas bugigangas, que são úteis e baratas.

Lá tem uma regra. Você compra melhor no preço de atacado, que exige geralmente a compra de 6 produtos iguais. Quando leva apenas um, eles aplicam 50%. Mas tem muitas novidades inteligentes da China. Às vezes vale à pena comprar a mais para depois repassar para familiares e até dar de presente.

Na volta, tive uma ideia: por que não propor aos vizinhos da Península compras compartilhadas? Eu compraria sempre pelo preço do atacado e ratearia a gasolina, estacionamento e custos indiretos, embora de forma aleatória, até ter um critério matemático preciso.

À medida que fosse lá, ia conhecendo mais os locais em que se vende por menos.  Isto por que, dependendo da localização da loja, o mesmo produto, como a raquete, pode sair mais caro. Havia uma loja que aceitava 3 no preço de atacado, mas cobrava R$ 10,00 por unidade. Já a outra, que exigia 6, vendia por R$ 7,50.

No chute, aplicaria de 30 a 40% sobre o preço de lá. Se levasse muitos produtos, essa poderia ser uma margem tranquila; se não, o custo adicional, na prática, seria mais pesado. Mas como envolveria inicialmente pouco dinheiro na compra, não haveria o que lamentar. Afinal, vou lá de vez em quando, independente de ter outros parceiros na compra que chamaria de compartilhada.

Mas se houvesse interesse, iria procurar quem vende para aquelas lojas. Aí, teríamos ainda preços melhores. Assim como já pesquisei a existência de outros atacados, quase sempre localizados na área da Washington Luiz, Avenida Brasil  e da Baixada. Houvesse interesse, iríamos lá também. A única coisa que desejo é não ficar no prejuízo. Se empatar, já fico feliz. Se der uma margem pelo "serviço", melhor.

 Em 1976, implantamos a compra conjunta de alimentos

Na feirinha da Lauro Mulller, nós íamos comprar
frutas e legumes diretamente no CEASA.
Semanalmente, trazíamos 10 toneladas para a rua.
Em 1976, quando fui síndico do Edifício Alfa ( cuja taxa reduzi em 30% no segundo mês) e presidente da primeira Associação de Moradores de classe média do Rio de Janeiro, a ALMA, da Rua Lauro Muller (vizinha ao shopping Rio Sul)  organizei um sistema de compra conjunta de produtos hortigranjeiros, frangos e ovos. Teve tanta repercussão que foi objeto de reportagens do Jornal Nacional e dos demais.

Consegui com o amigo José Colagrossi dois caminhões da sua construtora e um grupo ia fazer as compras no CEASA toda sexta-feira à tarde. Naquela época, começavam a vender às cinco da tarde.

Quando retornávamos, ali pelas 11 da noite, mais de 100 voluntários faziam a separação dos produtos em pacotes de um quilo, usando balanças caseiras.  No grupo havia, inclusive militares reformados, que moravam no edifício 96, financiado pela carteira de crédito do Clube Militar e era conhecido como o milicão. Entre eles, três generais: um cearense, o general Cabral, mais antigo, o general Mário e um outro que não me recordo o nome.

Já pela madrugada, procedíamos o repasse, dando prioridade aos voluntários.  Os  preços saiam pela metade da feira. Além disso, fazíamos uma seresta e muita gente participava.  O projeto foi depois imitado pela Famerj, mas, um ano depois, tivemos que suspendê-lo: como acontecia numa praça, que tinha o nome do primeiro presidente da ALMA, o general Leandro Figueiredo, começou a aparecer gente de vários bairros e não tínhamos como restringir as compras.

Negociamos com a CEASA, que instalou na Lauro Muller uma feira dos próprios atacadistas de lá. E acabou virando esses sacolões, como temos aqui. Falo muito a respeito nos meus livros O PODER DA RUA, da Editora Vozes, e CONFISSÕES DE UM INCONFORMISTA, da Fábrica do Conhecimento.

Será que essa ideia cabe na Península?

Peguei alguns produtos e calculei quanto sairia para cada parceiro, já incluindo a divisão do custo. Veja pelas fotos.

Aqui em casa, há quem diga que o morador da Península não se interessaria para comprar esses produtos. Será?  Certamente não ficaríamos só neles. Já pesquisei pelo menos 10 atacados que, ao contrário, do Makro, realmente vendem mais baratos, embora outros tipos de produtos.  Veja a quadro no pé desta matéria. Já conversei com alguns vizinhos e estes até se interessaram em ir lá conhecer esse pedacinho da China no Brasil. Fica a sugestão. Gostaria de conhecer sua opinião. 
Escreva para o nosso peninsula@pedroporfirio.com




quinta-feira, 12 de junho de 2014

Apenas uma leve desaceleração

Venda de imóveis na Península reduz velocidade e preços têm queda discreta em alguns casos, mas o mercado imobiliário continua firme

Mesmo com a redução na velocidade de venda, a Península mantém  preços estáveis
Com quase mil unidades em oferta só entre revenda e estoques, sem contar os dois lançamentos recentes, a Península sofreu uma ligeira desaceleração na procura de imóveis, fazendo com que alguns tenham registrado uma discreta queda nos preços: já há casos de apartamentos prontos e de revendas em que o metro quadrado está sendo oferecido por menos de R$ 10 mil. Mas há também apostas no financiamento: com 15% do valor, a pessoa pode adquirir um pronto, parcelando o restante em 15  anos diretamente com o incorporador. Nessas ofertas, o m² gira em torno de R$ 12 mil.
Esse número de disponíveis representa quase 15% das unidades prontas. Foram as transações com unidades mais caras que sofreram a freada. Na revenda tem muitos proprietários oferecendo sem sucesso os de preços superiores a R$ 2,5 milhões, conforme anúncios nos sites das principais imobiliárias e na mídia especializada. Segundo uma corretora que trabalha aqui há muitos anos, alguns estão com dificuldades de pagar os financiamentos e se vêem obrigados a passar seus imóveis adiante. Outro profissional da área acha que a expectativa de queda futura nos preços é também motivo que leva à revenda. Em sua opinião, porém, os valores podem se estabilizarem, mas não há hipótese de que caiam.

O índice FIPE-ZAP mantém até agora a  tendência ascendente: em um ano, os imóveis da Barra registraram valorização de 8,0%. De dezembro a maio de 2014, esse índice registrou uma alta de 3,3%.  Segundo corretores, descontos superiores a 10% têm ajudado a fechar os negócios.

Sem risco de bolha

O risco de bolha no Brasil, no entanto, é descartado por especialistas do setor. Levantamento do FMI indica que os imóveis nas principais cidades do Brasil subiram nos últimos 12 meses 7,4%, contra um alta de 6,6% nos Estados Unidos, e aponta para o risco do que uma "outra alta insustentável", nas palavras de Min Zhu, seu vice- diretor gerente.

Em reportagem de O GLOBO desta quinta-feira, Otaviano Canuto, consultor sênior para os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) no Departamento de Desenvolvimento Econômico do Banco Mundial, diz que não vislumbra no Brasil formação de bolha imobiliária. Para ele, houve ajuste de preços relativos, que devem se estabilizar em patamares elevados.

— Já começa a haver uma reversão, algum declínio, mas não vejo um derrame de imóveis no mercado que vai derrubar os preços — assegura.

Canuto afirma que, na verdade, o FMI criou parâmetros para acompanhar o mercado imobiliário, a ponto de prever bolhas que antecederam crises econômicas de grandes proporções.

— Eles criaram um termômetro para estabelecer comparações, num campo em que havia dificuldade para conseguir os dados.

Diferenças nos perfis do mercado

Na mesma matéria, Carlos Langoni, diretor de Centro de Economia Mundial da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-presidente do Banco Central,  afirma que não há risco de bolha no horizonte, nem na Europa, nem nos Estados Unidos e, muito menos, no Brasil.

— No caso brasileiro, a valorização dos imóveis é muito diferente das bolhas nos Estados Unidos, na Espanha e no Japão. Nesses países, as bolhas foram consequência de juros reais (descontando a inflação) muito baixos e até negativos (menor que a inflação) por longo período de tempo. Isso é uma anomalia e não deve ser observada em uma economia equilibrada.

Já o Brasil sofre da doença “ao contrário”, com juros reais entre os maiores do mundo, diante da nossa necessidade de consolidar a estabilidade após décadas de inflação explosiva. Para Langoni, a valorização vem do déficit crônico habitacional brasileiro, da falta de estímulo à construção civil e da renda estagnada.

— A expansão da renda alimentou a demanda por novos imóveis. E a oferta respondeu com defasagem, como sempre acontece. Também apareceram nesse mercado novos atores, com os bancos privados oferecendo crédito habitacional, além da mobilidade social, com a classe média tendo acesso à casa própria — explica Langoni.

Ele chama a atenção para o fato de as altas mais fortes no mercado imobiliário brasileiro estarem concentradas nas grandes metrópoles, citando a Zona Sul do Rio e os Jardins, em São Paulo.

— No resto do país, esse avanço é menor — afirma o economista. — A situação no Brasil se encaminha para uma normalização. A oferta de imóveis está maior e o crédito, mais seletivo.

Nos Estados Unidos, os preços, segundo ele, ainda estão em recuperação. Não voltaram aos patamares de antes da crise de 2008. A Europa, que está com juros negativos — exibindo, portanto, uma das condições para formar uma bolha imobiliária —, também não preocupa Langoni. Na opinião do economista, os Estados Unidos já avisaram que vão começar a subir a taxa básica de juros no ano que vem, e a Europa deve começar esse processo em 2017.

terça-feira, 10 de junho de 2014

Síndrome da Copa

Com reservas saindo pelo "ladrão", Assape convoca assembléia para obras com dinheiro do seu fundo

A síndrome da Copa baixou ensandecida sobre a Assape sem a contrapartida das emoções que só os gramados ensejam. Um rol de gastos vai esvaziar o fundo de reserva, conforme gordurosa planilha a ser submetida a uma assembléia geral extraordinária neste dia 11 de junho, véspera do início da competição, onde o mundo inteiro se concentra em torno de uma bola. Para dar suporte a esses gastos, a AGE também deverá ratificar a cobrança do fundo.

Nunca, jamais, em tempo algum, como dirigia um conhecido personagem nacional, a Assape se mostrou tão farta na corrida para desfazer-se de seu fundo de reserva, embora a última destinação, aprovada em 29 de janeiro de 2013, não tenha dado frutos, pelo menos pelo que se pode perceber sem o uso de lupas: R$ 329 mil 157 reais e 29 centavos foram destinados a medidas de segurança, que continua sendo qualquer coisa, menos o que se enuncia.

A lista tem gastos para todos os gostos, conforme postou José Mauro na página do faceboock do Style, do qual agora é o representante no Conselho da Assape, cada  gasto com uma charmosa rubrica:

Esporte
Reforma dos alambrados das quadras e do campo de futebol - R$90.000,00;

Meio ambiente
Captação de água pluvial das quadras - R$100.000,00;

Transporte
a. Reforma do Píer do Barrashopping - R$65.000,00
b. Abrigos de pontos de ônibus - R$60.000,00

Infraestrutura
Mobiliário - R$70.000,00
Total - R$385.000,00

Segurança
Sistema de CFTV - (câmeras) R$336.641,40

Se alguém for analisar gasto por gasto concordará que essa é uma dose pra leão. No caso do sistema de CFTV, espero que tenha havido equívoco na informação, por que a implantação desse sistema teria sido o principal objetivo da transferência de R$ 329.157,29 do Fundo de Reserva para a conta corrente da Assape, conforme decisão da AGE de 29 de janeiro de 2013.

É de se estranhar que a Península banque sozinha a reforma do píer do Barra Shopping e que os abrigos de pontos de ônibus, que custarão R$ 60 mil, não sejam custeados pelos anunciantes que já vinculam sua propaganda nos mesmos. Na reforma dos alambrados do campo de futebol e algumas quadras não consta que estes estejam tão baleados a ponto de justificarem um gasto de R$ 90 mil.

Para sustentar esse festival de gastos, argumentam que eles não implicarão em cotas extras. Acontece que o Fundo de Reserva tem um limite estabelecido pela sua disponibilidade. Abaixo dele, passa a ser cobrado normalmente. Daí constar do edital também a ratificação da volta de sua cobrança.

A Assape é o único "cobrador" da área que não tem inadimplência. Ou melhor, é a única entidade arrecadadora de que ninguém pode escapar: nem o temível leão da Receita Federal tem tal índice "sucesso". Os condomínios  da Península recolhem religiosamente a ela as cotas de todos os apartamentos, mesmos daqueles que estejam atrasados. Com essa arrecadação compulsória por uma filiação igualmente compulsória a reserva do fundo acaba saindo pelo ladrão.

A AGE que vai decidir também é muito peculiar: os representantes de cada condomínio levam todos os votos dos moradores ausentes. Quem for lá como qualquer um terá apenas o seu voto. E tudo é sempre aprovado, digamos, também "compulsoriamente", conforme o desejo da DIRETORIA.

Apenas um susto

Quando a gente vê ambulâncias paradas ali, no sinal sinistro do O2, fica logo imaginando o pior.
Estava retornando da Barra quando vi três carros dos bombeiros e um particular parados ali, pouco antes do meio dia.  Dei a volta e fui conferir com a minha câmera inseparável. Um bombeiro informou que tudo aquilo foi para socorrer um rapaz que havia caído da moto.

Não vi nenhuma moto  no chão, muito menos a vítima.  Perguntei a um senhor que estava no  carro branco se a vítima morava na Península. Respondeu que não. E foi saindo como quem não quisesse informar mais nada.

O curioso é que a Polícia Militar não estava lá, provavelmente não deu as caras, mesmo. Fica o registro fotográfico. 

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A água que pode faltar

 O sufoco que atinge os paulistas com a crise no seu abastecimento de água põe as nossas barbas de molho


Na última intervenção "cirúrgica" a que fui submetido, dia 19 de maio, deparei-me no banheiro da recepção da Casa de Saúde São José com um oportuno aviso sobre a importância da água. Eu não tinha ideia do peso das descargas no consumo de água. Sabia que no México, onde há grande escassez, as descargas são "programadas" para gastarem o mínimo possível. Mas por aqui não sabia de nada.

Fotografei e agora estou postando para sua reflexão: aqui na Península a engenharia de nossos apartamentos parece desconhecer os malefícios do desperdício de água. Eu, que moro no segundo andar, cada vez que abro a torneira me deparo como uma enxurrada.

Para o seu conhecimento, eis algumas informações e sugestões de quem se dedica ao assunto:

No Brasil, onde estão 12% da água doce mundial, menos da metade dos 5 565 municípios tem abastecimento considerado satisfatório. Para não arriscar ficar sem água nos próximos três anos, a outra metade precisa investir na ampliação dos sistemas de captação ou encontrar novos mananciais. "Há um descompasso entre o crescimento urbano, com a expansão das favelas e dos bairros de periferia, e a velocidade com que se constrói infraestrutura de tratamento de água e saneamento", afirma Glauco Kimura de Freitas, coordenador do programa de água doce da ONG WWF Brasil. Se a questão do abastecimento de água se resumisse à quantidade, já seria gravíssima. Mas somam-se as dificuldades relacionadas à qualidade.

Estudos e pesquisas do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) apontam para o desperdício mundial anual de aproximadamente 1.500 km³ de água. “Para que não falte no futuro, a água deve ser consumida com consciência”, alerta Gilmar Altamiro, fundador da ONG Universidade da Água.
Sendo assim, que tal reavaliar seus hábitos?

— Mantenha a válvula de descarga do vaso sanitário sempre regulada.

— Durante o banho, desligue a ducha enquanto se ensaboa.

— Ao escovar os dentes, use um copo com água para enxaguar a boca.

— Antes de lavar a louça, panelas e talheres, remova bem os restos de comida de todas as peças. Primeiro, ensaboe tudo - mantendo a torneira fechada, claro! -, para, depois, enxaguar de uma só vez.

— Só ligue a máquina de lavar roupas quando estiver cheia. Uma lavadora com capacidade para cinco quilos, em operação completa, gasta, em média, 135 litros de água.


— Evite lavar calçadas, quintais e carros com frequência. Se for inevitável, use balde e vassoura no lugar de mangueira ou vassoura hidráulica.
Web Analytics