quarta-feira, 23 de maio de 2012

É hora de definir o nosso poder de gestão sobre o espaço da Península

Veículos de pessoas que evitam estacionamentos caros  ocupam os espaços da Península,
sem que haja base legal para impedir essa "invasão".

Embora tenha sido concebida como um sub-bairro autônomo, com responsabilidades sobre toda a sua área, a Península permanece vulnerável e não tem como exercer um controle efetivo sobre seus acessos.
Por mais de uma vez, saiu matéria na mídia apontando como ilegal a existência dos dois portões e a vigilância exercida sobre quem entra aqui. Não é por acaso que nossas ruas estão sendo usadas por pessoas que não querem pagar as altas taxas de estacionamento cobradas no complexo de escritórios que fica em frente.
Ainda há pouco, a própria ASSAPE realizou obras de implantação de 42 vagas junto ao campo de futebol, isso sem falar em outras providências destinadas a facilitar a mobilidade no trânsito interno, com a abertura de retornos custeados com o dinheiro da nossa contribuição.
Essa é uma situação ambígua que precisa ser discutida honestamente, sem hipocrisia. Se é verdade que todos os compradores de imóveis na Península o fizeram até pelo ambiente de segurança que ela sugeria, é igualmente verdade que em toda a cidade os moradores estão sendo obrigados a adotar controles de acessos como condição para suprir a deficiência do poder público em matéria de segurança e de conservação.
Muitas vezes, são os próprios moradores que reagem a esses controles, principalmente quando eles compraram seus imóveis antes das decisões sobre o fechamento de seus acessos, fato que acontece com frequência maior nos condomínios horizontais.
No caso da Península, os gastos com segurança, tanto no nível da ASSAPE como dos condomínios são hoje as rubricas mais onerosas. Isso não existia até bem pouco tempo. E o que é mais grave: os assaltos a residências, inclusive com vítimas fatais, crescem assustadoramente. Em nossa cidade, os últimos números indicam um aumento de 16% nesses meses recentes, comparados com igual período em 2011.
Há outro fator importante a ser considerado: o modo de vida concebida para a Península se alimenta de um projeto arrojado sem precedentes no Rio de Janeiro: os 92% de área verde precisam de conservação e carinho, fatalmente vulneráveis ante a impossibilidade legal de gestão autônoma do nosso sub-bairro.
Há sempre uma certa compreensão de parte das autoridades, mas isso não quer dizer nada. À falta de uma legislação que reconheça a autogestão do espaço e o direito de proteção ao seu patrimônio e às suas vidas vivemos numa espécie de informalidade.
Os governos não têm condições – e alguns não têm vontade política – de nos garantir  a qualidade de vida pela qual optamos, que inclui o domínio real de todo espaço comum que desfrutamos.
Essa preocupação, nosso CORREIO também quer colocar na agenda de todos.  Esperamos seus comentários para voltarmos  ao assunto.  Clique em COMENTÁRIOS e publique sua opinião.

7 comentários:

  1. Hoje qualquer pessoa entra com facilidade na Península.
    O que precisamos é inibir essa entrada, identificando em nossas portarias os condutores e seus veículos e monitorá-los, acompanhando cada um deles para identificar seu destino, quando verificarmos que se trata de uso abusivo do estacionamento grátis da Península.
    Ou então, deveríamos começar a cobrar o estacionamento para todos os que não identificarem que são ´moradores ou legítimos visitantes, isso é fácil de controlar.
    Se não fizermos nada, achando que não podemos, continuaremos não podendo usufruir de fato de nosso condomínio.
    Uma boa equidpe de advogados poderia nos ajudar a buscar a melhor solução.
    Att.
    Hamilton

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  2. Tenho visto com frequencia pessoas que trabalham no CO2 estacionando aqui, acho isso um absurdo pois as vagas foram feitas com verba dos moradores da Península. Alguma coisa precisa ser feita. Quando profissionais liberais veem prestar serviço a moradores não teem onde estacionar. Hoje havia carro estacionado onde o onibus para para pegar passageiros. O onibus não pode encostar para eu subir porque havia um carro no local. Isso nos causa indignação. A prefeitura não faz nada por nós e nos impede de agir para por ordem.

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