domingo, 24 de junho de 2012

Durma-se com esse barulho




"É quase meia noite e estou com barulho de 75 decibéis no meu apartamento. Isso não é possível!!!
Trabalho o dia inteiro e não consigo ter SOSSEGO na minha casa.
Esse barulho tem atrapalhado o meu sono.
Preciso de uma solução. Estava aguardando calmamente até agora, mas está passando, aliás já passou do limite.
Aguardo posicionamento e solução URGENTE!!!”


Dois vizinhos do décimo andar do meu bloco foram premiados com um barulho crônico ensurdecedor. Barulho de desesperar, porque é noite e dia sem parar. É provocado pelas máquinas da torre de ar refrigerado cuja obra até hoje a RJZ Cirella não terminou, para o desespero dos que acreditaram nas delícias mágicas da refrigeração a água, num único bloco do condomínio.

O casal jovem que nele mora com dois filhinhos de 2 e 4 anos pode se considerar submetido a uma tortura continuada. Por que desde o dia em que se mudou para o Saint Barth é obrigado a conviver com essa insólita sonorização, tão incômoda que pode ser ouvida em qualquer cômodo do seu belo apartamento.

Não é de hoje que a esposa escreve para o síndico, para a administração, para todo mundo que tem responsabilidade no caso. Mas ninguém resolve. É um jogo de empurra e um catálogo de desculpas. Mas solução, que é direito, nada.

Faz pouco, o seu vizinho do lado resolveu também agir. Deu-se que o bloco acaba de escolher seu novo subsíndico e seus novos representantes no Conselho. Foi para eles que recorremos, em apoio a ela.

O representante titular, Alexandre Amaro, que acaba de assumir, sabe tudo da Península. Trabalha na área de relacionamento da Carvalho Hosken e resolveu tomar a si o encaminhamento de uma solução imediata. Foi à reunião no apartamento de um das vítimas, junto com o subsíndico do bloco, o jovem advogado Frederico Lundgren, com um engenheiro da Carvalho a tiracolo.

Nós também estivemos lá e ficamos chocados com aquele barulho ensurdecer. E olha que não temos boa audição. Durante a reunião, o marido se mostrou um homem de paz, educado, averso a conflitos. Ainda bem, porque por muito menos disso, na última assembléia do condomínio, um outro morador recorreu a palavrões par exprimir sua revolta.

Após a reunião da quinta-feira, dia 21, o casal voltou a ter alguma esperança de solução. Ele quer uma resposta formal, uma solução concreta, por que se não conseguir isso que é um direito elementar só lhe restará bater às portas da Justiça.
Essa torre de arrefecimento é, aliás, o estraga prazer do bloco 3, batizado de L’Orient. E não só pelo barulho.

Mão de obra par garantir a refrigeração

Como o ar é refrigerado por uma água que desce da torre e como essa água tem de de ser limpa, já viu: com a sujeira que a acompanha, os filtros das máquinas bloqueiam sua passagem e lá se vai o ar cuja instalação custou uma fortuna aos moradores crédulos.

Alguns já compraram ferramentas e fazem o trabalho de bombeiros de duas a três vezes por semana. São obrigados a desatarraxar o filtro, limpá-lo com água, sabão e palha de aço. Depois, o recolocam no lugar para uma curta temporada. Porque não demora, o problema volta.

O pior é que tudo tem origem na obra inacabada. Ao contrário do que se esperava, a construtora não instalou o sistema de automação das máquinas, que ficam ligadas mesmo quando não precisa. Por iniciativa da antiga representante, que também era muito ativa e ligada nos problemas do bloco, a empresa Autec fez um diagnóstico e se propôs a resolvê-lo.

Com base nesse levantamento, em 20 de abril passado, a Autec fez orçamento em que cobrava quase R$ 3 mil para instalar a automação em cada unidade, com a ressalva que o serviço de bombeiro teria de ser executado por outra empresa, o que representou outra despesa.

Alguns dos apartamentos tomaram todas as providências, pagaram 80% do orçamento adiantado, mas até hoje a Autec não foi cumprir a sua parte, alegando que estava esperando que mais apartamentos concluíssem os serviços de instalação das válvulas. Uma alegação absolutamente despropositada, mas que mostra o sentimento de descompromisso de muitos prestadores de serviço.

Você dirá que gastei muito latim para falar de situações tão pontuais. Aí é que se distingue a compreensão dos direitos de todos – isto é, os DIREITOS DE TODOS SÓ EXISTEM SE RESPEITARMOS OS DIREITOS DE CADA UM.

Admita-se que essa tortura sonora infligida ao jovem casal e a seus dois filhinhos não alcance a todos. Admita-se que esse desconforto da privação do ar refrigerado em alguns apartamentos também seja algo muito localizada.

Mas se você parar para pensar verá que é hora de mudar o entendimento que nivela o grau de atenção devida aos cidadãos. Em outras palavras, os responsáveis pelo problema têm a mesma obrigação de dar solução, seja para uma multidão de vítimas, seja para um único prejudicado, porque para este o desleixo que o penaliza tem a dimensão de um drama coletivo.

E tem mais barulho

Mas não é só essa a incidência de poluição sonora. No caso citado, mais dia menos dia, alguém vai dar um jeito.

Mais grave é a barulheira produzida pela casa de show que se instalou na antiga Terra Encantada, que tem tirado o sono dos moradores dos apartamentos de frente para ela.

Vamos tratar do assunto junto as autoridades, embora uma moradora do Via Bela já tenha feito de tudo para garantir seu direito ao sossego.

Por hoje, porém, transcrevo um e-mail enviado por ela no dia 30 de maio para a Assape e para o síndico do seu condomínio. Por aí, você tem uma idéia do problema:

“Tem exatamente 4 anos que travo uma briga com os organizadores das festas que ocorrem nos finais de semana no parque Terra Encantada. Escrevi muitas vezes para a administração de meu condomínio (Via Bella) e para a ASSAPE pedindo ajuda com relação ao abusivo barulho produzido por estas festas. Muito foi feito na tentativa de, junto à Sub Prefeitura da Barra, conter este abuso. Mas na prática, a situação de desrespeito permanece igual.
Minhas reclamações até viraram matéria no jornal O Globo Barra por duas vezes! É certo que logo após a publicação das matérias eles melhoraram muito o volume do som. Mas foi só a poeira baixar para tudo voltar a ser como na verdade é: um imenso desrespeito aos moradores da Península.
Neste último sábado, novamente fui acordada pelo volume do som e tive que ligar o ar condicionado (em pleno outono!) para conseguir dormir.
Envio abaixo uma corrente de emails trocados entre mim, a Câmara Comunitária da Barra e o Sub-Prefeito Tiago Mohamed esta semana.
Gostaria de contar com a colaboração do Via Bela e da ASSAPE no sentido de pressionar a Sub-Prefeitura para que uma providência efetiva seja tomada
.

CLIQUE AQUI
E OUÇA O BARULHO NO APARTAMENTO

9 comentários:

  1. Sou morador do Via Bella também a apenas 3 meses e estou já indignado com o barulho que vem do Barra Show tmb. Estou disposto a entrar nessa briga pelo nosso sossego.

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  2. chafarizes na rua bauhineas que nunca funcionam, grama sem cortar, asfalto cheio de buracos tampados com cimento para disfarçar, estacionamento feito recentemente para atender o condominio O2 ( fora do peninsula ) e ASSAPE que nada faz ! Essa Assape NAO FAZ NADA a nao ser ARRECADAR !

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  3. Eu também sofro com esse incomodo. A solução viável seria o ajuizamento de uma ação própria de obrigação de fazer, para que seja determinada a tomarem as providencias técnicas a fim de que o barulho do som seja isolado. No caso de descumprimento, pedir que seja arbitrada uma multa diária, pelo descumprimento da determinaçao mandamental.

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  4. O problema da torre de arrefecimento da Lorient (Bloco do Saint Barth) será ainda maior quando a população restante do condominio, ou seja, os não moradores do Lorient, e melhor dizendo o restante dos desavisados, que corresponde a exatamente 270 moradores, tomarem ciência que a despesa gerada por este mau fadado equipamento tecnológico da Cyrela é rateado para todos os condomínios, como se fosse despesa comum. A conta é alta e claro tente a piorar em função de todos os aspectos envolvidos. Acredito que seja o momento oportuno dos moradores interessados, com serviço completo ou não da Cyrela de se repensar se este serviço deve continuar, pois certamente esse disparate irá para a assembléia, e exceto se eu estiver muito enganada, após a ciência de todos, a conta passará exclusivamente para rateio dos moradores do bloco, e aí amigos, vale a pena? Sou moradora do Saint Barth, do Gouverneur e embora com muito respeito aos moradores do Lorient, por uma questão de valores e ética, embora hoje em desuso, cada um deve pagar a conta que lhe corresponde.

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  5. Sou morador do Península Way há 1 ano e nunca vi nada tão absurdo quanto esse barulho avassalador que nos brinda o estabelecimento Barra Show durante todo o fim de semana. Precisamos fazer algo. Não só os que sofrem diretamente, mas todos, porque é um problema que tende a desvalorizar a região. Gostaria de saber como faço para contactar a moradora do Via Bella para me juntar a ela nessa batalha.

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