sexta-feira, 1 de junho de 2012

Saint Barth ratifica saída de síndico e vai escolher nova forma de gestão

Moradores do Saint Barth ratificaram a saída do síndico atual por unanimidade
Em assembléia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira, 31 de junho, os condôminos do Saint Barth presentes decidiram por unanimidade ratificar a saída do síndico indicado pela Facilites (RJZ Cyrela), elegendo uma comissão que terá 45 dias para apresentar novas alternativas de gestão a uma nova assembléia extraordinária.

Com representantes de dois moradores por bloco, essa comissão deverá oferecer parecer sobre as três possibilidades aventadas: 1) contratação de uma nova empresa para ser síndica; 2) contração de um síndico profissional e 3) escolha de um síndico entre os moradores.
Nos dois primeiros casos, serão feitas consideradas propostas de honorários dos profissionais. No terceiro, o que acontece em geral, como na quase totalidade dos condomínios da Península, é a dispensa de pagamento da taxa condominial.

Pareceu claro que a escolha de uma nova empresa para a função de síndica implicará em mudança da empresa administradora: os condôminos entendem que pelo modelo de gestão terceirizada síndico e administradora são como irmãos siameses.

Já na hipótese do síndico profissional pessoa física e do síndico morador, haverá independência em relação às funções de cada um.

Na mesma noite, a Assembléia Geral Ordinária decidiu não discutir a proposta de reajuste de 11,7% na taxa de condomínio, que todos consideram exorbitante. Até definição do novo modelo de gestão, não haverá reajuste.

Um estudo sobre segurança apresentado em reunião anterior pela sra. Renata Mina já apontava para o enxugamento dos custos, com a limitação das atividades terceirizadas e a otimização dos serviços. Ela será uma das integrantes da Comissão e seu estudo detalhado poderá ser uma preciosa contribuição ao enxugamento dos custos e melhoria da qualidade dos serviços.

Os moradores do Saint Barth pagam as taxas condominiais mais caras da Península, na faixa de R$ 6,26 por metro quadrado, fora a conta d’água, que é individualizada. A proposta de reajuste elevaria esse custo para R$ 6,99 o metro quadrado. Há apartamentos que pagam por mês em torno de R$ 3.000,00 (somando a água).
Condomínio ganha liminar contra corte de água

As duas assembléias ocorreram num clima de maior tranquilidade, em face de decisão da juíza Patrícia Rodrigues Whately, da 45ª Vara Cível, que concedeu antecipação de tutela parcial na ação contra a CEDAE movida pelo condomínio, que está negociando com a concessionária uma dívida superior a R$ 2 milhões. Em sua decisão, a magistrada proibiu o corte do fornecimento de água, que considerou um bem essencial.

Essa dívida resulta do não pagamento das contas a partir de novembro, em face do entendimento da administração de erro de medição do hidrômetro. Essas contas chegaram a ser superior a R$ 600 mil por mês, na cobrança de fevereiro. Com a instalação de um novo hidrômetro, em 10 de abril, o consumo caiu a um terço, comprovando a tese sustentada pelo advogado do condomínio. Em sua decisão liminar, a juíza estabeleceu como parâmetro o consumo próximo do apontado pela última conta, que registra essa queda significativa.

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