sábado, 30 de junho de 2012

Uma noite para não esquecer jamais

Clique na foto e veja o res gate do jovem Gleibe

Porque eu moro num condomínio que tem gerador para a adega, mas não tem para emergências nos  elevadores.

Gleibe é um empresário que tem duas grandes paixões: pregar o Evangelho e a família. Na noite de sexta-feira, às vésperas de uma viagem, pediu ao filho mais velho que fosse comprar um lanche, pensando principalmente na sua esposa, Selma.

Na volta, o rapaz, que também se chama Gleibe e mora no primeiro andar, preferiu o elevador. Assim que as portas se fecharam, faltou luz. Era nove da noite da sexta-feira, 29 de junho, com uma temperatura amena que denotava o uso moderado de energia elétrica.

Sem perder a tranquilidade, ele se perguntou: "faltou luz por que? Por que faltou?"

Na quinta-feira, de meio dia às quatro da tarde, foi um caos nas colunas 1 e 2 do Bloco 3 do Saint Barth. Além da falta de luz, desde cedo começou a jorrar água do apto 301, ainda não ocupado, inundando a escada.  Quem quisesse usá-la, além da escuridão, porque nem as luzes de emergência funcionaram, tinha que usar galocha do terceiro andar para baixo.

Esses episódios podem revelar problemas muito mais graves. Geralmente, falta luz quando há sobrecarga do uso de ar refrigerado ou quando uma chuva forte provoca a queda da fiação.

No entanto, nem na quinta, nem na sexta aconteceu qualquer coisa extraordinária.  A luz se foi por outras razões e essas razões precisam ser explicadas imediatamente, antes que gerem uma sensação de insegurança generalizada.

Alguns moradores já temem erros no projeto de dimensionamento da carga elétrica tanto da Península, como um todo, como nos condomínios.  Há um crescimento de ocupação dos apartamentos construídos, mas estima-se que 18% deles ainda estejam sem uso.

Será que foi projetada uma sub-estação com capacidade para a demanda final?

Esses dois blackouts já seriam sintoma de saturação?

Tudo é possível

Durante o caos elétrico de sexta, comecei a ligar para os telefones internos do Saint Barth para avisar do rapaz preso no elevador, mas ninguém atendia.

Só me restou apelar para o grito: pus uma caixa de som que tem bateria na varanda do meu prédio de frente para os outros quatro e passei a informar da existência de pessoas presas em elevadores, enquanto lamentava a ausência do síndico profissional e de seus assessores.

Quem apareceu para acionar a firma de elevadores foi o supervisor de segurança, Daniel, que já havia cumprido seu horário. Ninguém mais. E os mecânicos da Atlas só chegaram ao bloco 3, às 10h20m da noite – quase uma hora e meia depois que faltou luz.

Aí outra revelação do descalabro: a bateria que permite ao mecânico fazer o elevador descer e abrir também estava descarregada.

O mais que se conseguiu foi abrir a porta externa (a interna o rapaz abriu na força para entrar ar) e subir um pouco o elevador. Com muito esforço dos mecânicos,  o elevador abriu um buraco de 80 centímetros.  Como é alto e fazendo uso de uma cadeira, Gleibe pôde finalmente ser resgatado às 10h45m da noite.

O elevador, porém, ficou parado, mesmo depois que a luz voltou. Na manhã de sábado, quando a recepcionista escalada também faltou, uma outra de ronda informou às 8h15m que o elevador social da coluna 1 do bloco 3 não estava funcionando.

Não era a único. Como sequela do apagão, outros três  também  tiveram pane.  Acionada, a Atlas-Schindler chegou com atraso de 3 horas. Às sete e meia da noite do sábado, o elevador do Bloco 3 permanecia parado.

Detalhe: o custo mensal  da manutenção dos 33 elevadores é de R$ 33. 051,86 – ou seja, R$ 1000,00 para cada elevador. Isso sem incluir as peças.

Gerador só para a adega

Enquanto o San Martin foi entregue com um gerador para cada bloco e um para as áreas comuns, no Saint Barth a RJZ Cyrela só entregou um único gerador, que se destina basicamente à adega, beneficiando também os acessos às portarias e à central de TV.

Pelo que ficamos sabendo, há geradores na quase totalidade dos condomínios, alguns colocados pelos próprios moradores. No Via Bela, com 246 apartamentos, um único gerador está programado para acionar os seus 8 elevadores na emergência.

No Saint Barth, tem-se a sensação de obra inacabada.  Nem mesmo o botão de pânico nos elevadores existe em funcionamento.  Segundo o mecânico da Atlas, Jansen de Oliveira, esse seria “um opcional” que garante a descida automática do elevador até o piso mais baixo, onde abriria a porta automaticamente, no caso de falta de luz.

A noite do dia 29 de junho é para nunca ser esquecida, pois é uma grande lição e oferece mais um retrato sem retoque da burla de que foram vítimas aos compradores de um dos metros quadrados mais caros da Península.

Enquanto isso acontece, lamentavelmente, alguns que se dizem contras os erros da atual administração só parecem preocupados em introduzir uma certa empresa, vinculada a outro interesse, mesmo que com isso esteja apenas trocando SEIS POR MEIA DÚZIA.

Ainda sobre o barulho

No dia que fizemos o comentário sobre o barulho, Gilmar Leite,  síndico do Gauguin, um dos mais ativos e zelosos da Península, havia oficializado à Assape, reclamando do desconforto provocado pela obra sem controles do shopping. Eis o seu texto:

"Joelcio, bom dia!

O condomínio Gauguin, como é do seu conhecimento, reúne 90 apartamentos, com uma contribuição mensal para a ASSAPE de cerca de 15 mil reais. Destes, 60 (sessenta) são voltados para a obra de construção do shopping.
Conforme pode-se depreender nos e-mails abaixo, desde o início da aludida construção, há um desconforto geral provocado pelo barulho, além da poeira e todos os demais inconvenientes que esse tipo de serviço provoca (barulho, interdição de ruas, carros na contramão, poeira, etc).
Atualmente, a obra está adiantada, entretanto o barulho ainda traz desconforto para o condomínio, particularmente pelo uso de equipamentos em horários salvaguardados pela Lei do Silêncio.
Ainda há a preocupação na instalação de equipamentos na cobertura, sem proteção acústica, tais como compressores, aparelhos de ar condicionado, num futuro próximo e que vão tirar o sossego dos 90 moradores do Gauguin e adjacências
Além disso, há a questão dos cavaletes que o condomínio foi obrigado a retirar da frente do condomínio para evitar o estacionamento irregular. Entretanto, observa-se seu emprego em outras áreas da Península, conforme citado mais claramente no e-mail abaixo, caracterizando um tratamento desigual para áreas submetidas às regras de uma mesma Associação.
Enfim, o condomínio solicita que a ASSAPE tome as devidas providências para que tais problemas sejam solucionados. Solicita também, que as providências sejam encaminhadas ao condomínio para que todos os moradores do Gauguin sejam informados. Cumpre lembrar que esse retorno ao condomínio nem sempre ocorreu nos e-mails enviados anteriormente a essa Associação.

Atenciosamente,
Gilmar Leite
Síndico."


15 comentários:

  1. Essa Assape so serve para arrecadar. Nao temos onibus para o centro ou zona sul, nossas ruas estao todas esburacadas e algumas ate mesmo afundadando, os chafarizes em sua maioria estao quebrados, o2 ( conjunto de escritorios fora da peninsula) usam as nossas vagas gratuitamente, professores gananciosos se apoderam de nossas quadras cobrando valores abusivos como se eles fossem donos das mesmas, palavroes e gritos vindo da quadra de futebol que determinados momentos parece os banho de sol de alguns presidios, menores dirigindo veiculos automotores tais como quadriciculos e scooters, segurancas que fingem que trabalham e deixam qualquer um entrar ( voce pode tentar, entre pela cancela de visitantes e diga que voce veio ver um apartamento, vai entrar facil facil) , caes andando sem colera pelos parques onde facilmente vemos fezes que seus donos nao limpam e muito muito mais. Ate quando vamos tolerar passivamente esta Assape?

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    1. Solicito ao autor do comentário acima que se identifique, a fim de que evitemos a proliferação de "cartas anônimas", indepdendente do seu conteúdo.

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    2. Marcelo Souza, GardenWay ( Peninsula Way ). Tenho inumeras reclamacoes no site da Assape, mas todas elas sao ignoradas ou mal respondidas. O que desejo é uma Peninsula melhor para todos e nao a politicagem que cada vez mais vejo por aqui.

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  2. Marcelo Souza, assino embaixo!! (Anna Beatriz França - Mandarim)

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  3. Compreendo o problema relatado pelo Síndico do Gauguin e me solidarizo com os vizinhos daquele prédio. Barulho além do permitido pela lei ou simplesmente pela boa educação incomoda e desespera. No entanto, gostaria de saber quais as providências que ele, na qualidade de Síndico, toma para coibir a absoluta falta de respeito que ocorre em algumas das festas realizadas no Gauguin que varam a madrugada com som alto incomodando os moradores dos prédios vizinhos, tal como correu neste último sábado dia 30 de junho.

    Jorge Caminha
    Peninsula Paradiso

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  4. Aparecida Brandão
    Quintas da Península // Bl.3 // Apt.502
    Senhores, o que está faltando é administração profissional na Assape. O que vemos por aqui, desde 2008, é pura politicagem e agraciamento de determinados grupos. Infelizmente, nossas solicitações como moradores, não são nem ouvidas e nem atendidas.
    De verdade, gostaria que tivéssemos um caminho a tomar para pressionar a Assape a ouvir nossas solicitações.

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    1. Querida amiga
      Entendo sua preocupação mas conhecendo voce e voce me conhecendo também, venho discordar do exposto acima. Voce sabe que sou conselheira do Quintas e toda vez que a pedidos e reclamações, as mesmas são levadas ao conhecimento da ASSAPE que por sinal tem um administrador profissional em sua gerencia. Posso garantir que não há agraciamentos de grupos nesta associação. Se houvesse, já teria me retirado. Por favor, reclamações podem ser enviadas para que eu possa encaminhar a quem de direito, lembrando sempre que a Peninsula é dos moradores. Já foi sinalizado também em nossa revista que haverá a ASSAPE intinerante que começará pelos condomínios em ordem de instalação, com a finalidade de ouvir mais de perto aos moradores. Abraços, Emilia - Conselheira do Quintas

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  5. Concordo com tudo que foi dito, e deixo aqui a pergunta: para quem serve a Assape? À nós, moradores, ou à Carvalho Hosken? Vocês já foram bem atendidos pela Assape em alguma solicitação?

    Vocês têm idéia de quanto se paga de folha salarial à Assape? Tem gente ganhando salário de DEPUTADO!!! E inclusive moram aqui na Península, o que vai de contra o próprio estatuto! Para que temos que pagar salários à diretores, adjuntos, suplentes, milhões de atendentes que nos atendem muito mal, como se fizessem favor..?

    Tantos cargos numa simples associação de moradores, para quê? Para que termos um presidente em uma associação de moradores? Ou será que devo me reportar como Excelentíssimo Senhor Presidente???

    A inversão de valores é vergonhosa, parece que nós moradores "damos trabalho" à eles quando eles deveriam trabalhar para nós. Sinto-me literalmente sendo extorquido mensalmente pela Assape, pois não vejo nenhum retorno dessa associação para a melhoria da qualidade de vida dos moradores.

    Mas afinal de contas, essa associação é legítima? Será que podem botar uma cancela na entrada da península e cobrar mensalidade por isso? O STF já disse que não, que é ilegal!!!

    Vamos acordar!!! Até quando vamos ser subservientes à esse abuso ??????

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  6. Cara, eu acho é bem feito!!! todo mundo reclama e ninguém faz nada, e tem neguinho que é sindico ausente do condomínio e é a favor da assape, no apagão da sexta tinha gente presa nos 3 elevadores de outro condomínio aqui no Península, desde as 7h da noite. Eu cheguei as 9h e chamei os bombeiros porque estavam esperando o pessoal do elevador, ahhh o sindico? fazendo viagens internacionais e as pessoas são à favor, graças a deus que vou sair dessa porcaria. Desculpem o desabafo.

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    1. Solicito ao autor do comentário acima que se identifique, a fim de que evitemos a proliferação de "cartas anônimas", indepdendente do seu conteúdo

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  7. Edio Gomes Quintas da Península3 de julho de 2012 01:01

    Nem tanto, nem tão pouco.
    A Península tem muita coisa boa mas é óbvio que também tem muita coisa a melhorar. Porém, a coisa mais fácil do mundo é escrever uma meia dúzia de linhas reclamando de tudo e de todos. Quer saber o que pode ser feito? Participar! Inscreva-se em uma comissão, reúna os amigos, fale com seu Conselheiro(a). Um grupo de moradores insatisfeitos com a falta de transporte para o Centro se reuniu e contratou uma empresa de transporte. Portanto, ao invés de ficar simplesmente reclamando pela Internet AJA pois no limite pode inclusive ser criada uma candidatura alternativa a Presidencia da Assossiação. Ted Turner (fundador e dono da CNN) tem em cima de sua mesa um objeto com os seguintes dizeres: "Lead, follow or get out of the way".

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    1. De qualquer forma, fico muito feliz porque esse espaço está sendo usado para a manifestação lvre dos moradores. Aqui, não há "moderadores" e o primeiro passo para a participação é o da expressão do sentimento, não importa qual seja. Não se pode querer que todos ajam da mesma forma. Já pelo ato de opinar, de criticar, temos uma contribuição. A estrutura da Assape, como o voto em assembléia concentrado nas mãos do representante, é inibidora. Fiquei surpreso na última assembléia, com 3o pessoas presentes, que o meu "representante" era o síndico PROFISSIONAL que nunca foi escolhido para nos representar. Ele, que aliás nem compareceu, ela titular de 329 votos - menos o meu. O que se pode pedir a um simples morador, se ele sabe de antemão que não terá chances de contrariar essa "maioria aritificial e cartorial"?

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  8. Creio que seja a hora de questionarmos judicialmente a legitimidade e legalidade da Assape, aproveitando a decisão do juiz negativa da representatividade, e, paralelamente, convocarmos o maior número possível de moradores, aproveitando a grandiosa presença da última reunião sobre o laudêmio, a fim de alavancarmos uma nova associação de moradores, dessa vez, legítima e legal.

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