domingo, 21 de outubro de 2012

Tem cobra na trilha: o que você faria se deparasse com ela?


Nestes tempos de excesso de pudor ecológico, uma vizinha nossa tomou um baita susto ao se deparar com uma cobra de quase 2 metros na concorrida  trilha da Península.

Indignada, ela me escreveu:

"Gostaria de comunicar que ontem sexta-feira uma enorme cobra de quase 2 metros andava a solta na trilha e quase me pegou.

Um dos seguranças do Parque me informou que era venenosa, etc..(tinha a cabeça preta).

Perguntei se poderia matar e respondeu que a ordem era manter os animais vivos e soltos.

Fiquei muito assustada e perplexa já que na Trilha existem brinquedos para crianças, equipamento para ginástica e muitas pessoas inclusive idosos passeando.

E pergunto..caso alguns desses peçonhentos ataque uma pessoa se: a Assape arcará com a remoção, o tratamento e se oferece na Sede soro antiofídico etc..

Sim..porque se permite a manutenção de peçonhentos venenosos acredito que deva se responsabilizar pelas consequências.

Não somos um Jardim Zoológico e nem temos Licença para isso.

Ou temos???"

Já tinha visto cobras menores inclusive na porta do meu Condomínio.

Aguardo uma posição e espero sinceramente que esse assunto entre em debate na próxima reunião.

A vida e segurança dos moradores é mais importante que uma imagem ecológica que nos coloca em risco".

Como não concordo com devaneios com nossas vidas, penso igual a essa moradora e vou mais longe: temos que decidir se é para usar a trilha ou para deixá-la entregue às cobras (às baratas, não é o caso). 

Imaginar um convívio pacífico entre nós e as serpentes é querer demais.

No seu caso, o que você faria diante da peçonhenta?

a)  Mataria a cobra;

b) Não mataria a cobra  e chamaria os bombeiros;

c) Não mataria e a cobra a sairia correndo;

d) Não mataria a cobra e tentaria conviver com ela no mesmo espaço.

Responda em nossa pesquisa ao lado.

22 comentários:

  1. Bom dia Srº Pedro Porfírio!
    Hoje me deparei com a matéria abaixo, enviada por V. Sª!
    Como também sou morador (Atmosfera), resolvi responder para lhe informar que concordo com os itens atinentes ao Horário de Verão e Corrida ao Supermercado!
    No entanto, tomo a liberdade de discordar de V. Sª, em relação ao item "cobra na trilha", eis que a matar a cobra não seria a atitude correta!
    Ressalto que esse tipo de atitude é considerado Crime Ambiental!
    Assim, tomo a liberdade de orientar a V. Sª e os demais condôminos para que nesses casos, entrem em contato com o corpo de Bombeiros (O Grupamento de Busca e Salvamento (GBS) (http://www.1gbs.cbmerj.rj.gov.br), solicitando uma Equipe para recolher o animal!
    Segundo o Instituto Vital Brazil, Em caso de aparecimento de animais peçonhentos em sua residência, procure os órgãos públicos de saúde municipal de sua cidade: Vigilância Ambiental em Saúde ou Controle de Zoonozes. Eles realizarão captura, remoção e/ou controle destes animais, conforme a Portaria 141/2006 do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
    http://www.ivb.rj.gov.br
    Marcos André
    Enviado pelo e-mail peninsula@pedroporfirio.com

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    1. Concordo com você, a natureza faz parte do nosso condomínio, se não quer contato com ela, ande pelo asfalto.

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  2. Bom dia a todos!!
    Concordo plenamente com o Marcos André. "Não somos um Jardim Zoológico e nem temos Licença para isso".???????? Não estaríamos NÓS invadindo (sem licença) uma área de mananciais, onde os animais já habitavam há tempos?
    Matar qualquer animal é crime!!
    Ora, e se ao invés da cobra eu me deparasse com os ZILHÕES de cachorros que habitam a Península e estivessem sem/fora da coleira??? Poderia eu ter esta reação de: MATAR O CACHORRO ou a sociedade hipócrita cairia em cima porque cachorros tem sentimentos????????????
    Flávia (Smart)

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    1. Mandou muito bem! Pensei a mesma coisa! Achei um absurdo o que a moradora que se deparou com a cobra falou.

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  3. Bom dia a todos acima!
    Sou morador no Saint Barth e corro frequentemente nas trilhas e parques.
    Acho uma temeridade termos cobras soltas com crianças e idosos que talvez não consigam escapar a tempo.
    Quem sabe uma Parceria com o Instituto Butantã ou Vital Brasil ou outro poderia ajudar fornecendo soro?
    Pode ser crime ambiental sim, mas colocar em risco a segurança e vida de humanos também é.
    No exemplo de cachorros, não acredito que Pit Bulls sejam permitidos sem colheiras certo?? Se um cão atacar outro morador quem seria responsável? O dono ou o mordido? Afinal está dentro da Península por escolha própria, da forma que foi colocado acima.
    A ASSAPE é responsável ou a escolha de morar aonde existe o perigo, o de cobras soltas venenosas é do morador?
    Temos escolhas de decisões em um Condomínio como a Península?
    Devemos chamar os Bombeiros para uma varredura na Trilha?
    Porque as cobras estão lá, eu mesmo já vi algumas de pequeno porte.
    E se estamos invadindo um habitat natural como a Flavia afirma não é o caso de pararmos?
    Fecharemos a trilha?
    Muitas questões a serem respondidas.

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  4. Essa estória de cobras venenosas soltas é um perigo.
    Imagino a mídia e concorrentes imobiliários fazendo uma festa com a notícia.
    Quem mais se sentirá seguro aqui na Península??
    Desvalorização na certa...
    Sugiro parceria sim, com o Zoológico que deve saber tratar, alimentar, retirar os peçonhentos perigosos, etc.
    Realmente não dá para arriscar a própria vida e de outros por amor a uma ecologia criada artificialmente. Deveriam ter escolhido com mais cuidado o que colocar aqui nas margens.
    Eu quero segurança..ao caminhar.

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  5. Acabo de ler a noticia sobre o encontro de uma cobra na trilha.

    Como médica veterinária, muito me admira a informaçao de que as caracteristicas informadas: ter mais de 2m de tamanho e cabeça preta, possa qualificar o especime como venenoso. Muito despropositado.
    Qual o treinamento que os "seguranças" tem para determinar que a cobra seja venenosa? Para mim isso é informacao de leigo.

    Obviamente que a "trilha" é um ambiente favorável à criação de cobras e outros animais seja peçonhentos ou nao.
    Aliás as cobras, jacarés e outros animais, estão ali perfeitamente integrados ao seu habitat e muito provavelmente e ali estão muito antes do empreendimento "Condominio Peninsula". Desde a época do "paraíso".

    Anda, passeia, brinca por lá quem quiser, por sua conta e risco.

    Quanto a chamar o Corpo de Bombeiros, em um ambiente aberto como a trilha, pergunto: Será que o referido animal vai ficar aguardando até que os bombeiros cheguem???

    Acho importante sim, a comunicaçao do fato à Assape, mas é muita ingenuidade de qualquer pessoa querer achar que a responsabilidade seja da Assape ou qualquer outro orgao. Cada um escolhe onde quer morar/viver.
    Se quer morar junto à natureza exuberante e diversificada da Peninsula, cobras, lagartos, aranhas, escorpioes e até jacaré (ao lado de lagoas) sao risco que se deve assumir.
    Quer minimizar o encontro com animais na natureza, vá morar, andar, brincar, viver, em locais de absoluto concreto, e mesmo assim nao é 100% seguro que não vá encontra-los.

    É crime ambiental, invadir a área e matar estes animais principalmente porque estao em seu habitat natural.

    Claudete Massard
    Enviado através do e-mail peninsula@pedroporfirio.com

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    1. Essa foi a resposta mais completa a tudo o que eu pensei. E obviamente também foi a resposta mais inteligente, pois se trata de uma pessoa que entende do assunto.
      Fiquei horrorizado como as pessoas pensam assim. E acho que é uma questao de ignorância, pois como a Claudete falou, quem escolheu viver junto a natureza fomos nós. Nao podemos querer que os animais saiam dali, pois é o habitat natural deles. Fomos nós que invadimos. Quem nao quer se deparar com uma cobra que vá viver longe da natureza, onde só tenha asfalto, ou nao ande pela trilha. Se todos pensassem como essa moradora e nao retirassemos todos esses animais a natureza nao resistiria.

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  6. Respondendo acima:
    Se é crime ambiental invadir áreas..o que estamos fazendo aqui??

    Nossos prédios seriam ilegais??

    P.S: A cobra tinha "quase" 2 metros e não mais de.
    Alias em frente do stand da Expo China em uma das plantas tinha uns ovos de cobra tbm.
    O jardineiro mostrou..
    Estaremos criando cobras agora?

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  7. Beatriz M.T. Zacarelli Parreiras22 de outubro de 2012 04:36

    Essas cobras são muito perigosas, mas ao mesmo tempo úteis e devem ser capturadas vivas pelo Instituto Vital Brasil, onde serão bem tratadas, o veneno mortal delas será transformado em soro, que é precioso. O meu pai era engenheiro agrônomo e fazendeiro em São Paulo e sempre forneceu cobras vivas para o Instituto Butantã, em troca dessas capturas eles forneciam soro.
    A cobra em questão parece ser uma sucuri ou uma jararacuçu e é muito perigosa, uma mordida dela pode deixar a pessoa aleijada ou pode levar à morte. Elas não costumam atacar e fogem quando sentem os passos de alguém, mas se forem pegas de surpresa enquanto dormem, atacam sem piedade.
    Sugiro que não matem, mas chamem o Instituto Vital Brasil ou os Bombeiros para captura-las vivas.

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  8. Atenção ao caminhar, sôro anti-ofídico à disposição dos moradores e visitantes (de responsabilidade do Condomínio), cartazes com fotos por todo o condomínio mostrando quais cobras vivem na região, e limpeza constante das trilhas...O resto é papo furado e perda de tempo.

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  9. Marcel Oppenheimer22 de outubro de 2012 19:42

    Sá há 3 soluções:
    - Soro antiofídico na assape e nos condomínios (mas tem que ter gente treinada para isso). Se não for possível, convênio com alguma clínica/hospital por perto. Alguém sabe se o Lourenço Jorge possui o soro?
    - Quando possível, captura e remoção para alguma área remota pelos bombeiros.
    - Trazer aves de rapina, como corujas e gaviões, predadores naturais das cobras, mesmo as peçonhentas.

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  10. Não se vai conseguir que a Assape mantenha soro antiofídico, com validade (liquido: 2 anos em ambiente de 2 a 8 graus), para ficar disponível para o caso de uma eventual necessidade. No Brasil, o processo é através de hospitais credenciados para tal. Na Barra da Tijuca o único hospital que tem disponível é o Hospital Lourenço Jorge: http://www.cobrasbrasileiras.com.br/hospitais_rio-de-janeiro.html

    - Que a Assape tome providências para esclarecer os condôminos é muito importante.

    - Como sugerido pelo Otto, a distribuição de cartazes preferencialmente com fotos mostrando as espécies que habitam por aqui seria de valia. E ate cartazes informando as diferenças entre cobras venenosas e não venenosas, pois repito, ter 2 m ou quase 2 m e cabeça preta, não disse nada. Sucuri não é cobra venenosa. A jaracuçu, e venenosa, tendo a cabeça em forma triangular (característica da maioria das venenosas) e na lateral da cabeça apresenta faixas amarelas, corpo desenhado (muito bonito por sinal), cauda afila bruscamente, escamas carenadas e embricadas.

    - As cobras venenosas em geral tem: cabeça triangular, olhos muito pequenos, presença de um orifício entre olhos e narinas (fosseta loreal). Cauda afilando bruscamente. As escamas do corpo sao carenadas e sobrepostas.

    - Na internet tem muita informação disponível em sites como: Instituto Vital Brasil, Instituto Butantã, Ministério da Saúde e outros..

    Claudete Massard

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  11. Não me espanto com o relato das cobras (nunca vi) mas não me assusta pq até aranha caranguejeira eu já vi no park próximo ao ponto das estátuas. Aranha caranguejeira...não acreditei quando vi...e tenho fotos do bicho. Todo Sábado corro nas trilhas e até hoje só tinha visto capivaras e micos, porém pelo relato existem as tais cobras sim (já tinha ouvido falar e que inclusive no green park andam aparecendo muitas delas no gramado). Um local repleto de crianças e bebês. Fico triste pq tenho um bb de 1 ano e adoro passear final de semana com ele na trilha e depois desse relato fiquei com medo e temerosa de que possa acontecer algo. Sou à favor da remoção delas e de mais informações sobre os tipos nos quais temos (via assape).

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  12. no meu apartamento não tem cobra, acho que estamos invertendo as coisas. A trilha assim como seu entorno tem cobras, garças, etc. não me consta que cobras ataquem pessoas, portanto se deparar com uma, evite-a e verás que ela não vai persegui-la pelo contrario. Se escolhemos viver mais próximo da natureza, estamos sujeitos a ver uma cobra, uma paca, um pato, uma garça.... em Ipanema, Copacabana, Botafogo, dificilmente encontraremos cobras, mas também não ouviremos o canto de aves noturna, não contemplaremos o vôo das garças.......deixemos a cobra em paz.

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  13. Beatriz M.T. Zacarelli Parreiras24 de outubro de 2012 02:43

    Vocês sabiam que gansos e galinhas d'angola comem bichos peçonhentos.
    Vocês sabem que as cobras são caçadas pelos interessados no veneno delas? Tentem chamar o Instituto Vital Brasil e perguntem. Existem muitas maneiras naturais de controlar esses bichos sem violência ou agressão ao meio ambiente. Eu conheço algumas porque morei em fazenda até os meus 8 anos e o meu pai sabia como afasta-los da nossa casa e arredores. Eu passei a minha infância escutando corujas piarem à noite, sapos e rãs aos berros e tivemos uma seriema que caiu de um ninho e eu criei - ela também come os bichinhos como aranhas, escorpiões e até cobras.
    O meu irmão emprestava cobras d'água, caçadas no laço, para os amigos levarem para uma aula de ciência, com o compromisso de trazerem de volta para soltar.

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  14. Moro ha mais de 3 anos na península, ando regularmente na trilha, já vi cobra e isso não me incomoda. Quem escolheu morar na "beira do mangue" como a gente sabe que isso é perfeitamente normal. Reclamar das cobras é querer polemizar por qualquer coisa e isso, ao meu ver, é uma estratégia que só faz o autor perder a credibilidade.

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. Sei que esse assunto já está meio velho por aqui, mas aí vai meu pitaco. Já tive um amigo picado por uma Jararacuçu atrás do Novo Leblon (ou seja, isso não é um "problema" isolado). Eu estava ao lado dele e presenciei o ataque que nada mais foi que uma defesa, infelizmente esse amigo não a viu e pisou muito perto dela, ao vê-la tomou um susto e pulou de forma brusca o que assustou o bicho. Isso pode acontecer conosco nas trilhas. Ou seja, se vir uma cobra simplesmente se afaste dela que ela não fará nada.
    O procedimento em caso de picada é o levar a pessoa o mais rápido possível para o hospital, no nosso caso o Lourenço Jorge (Barra Dor NÃO adianta!!)SEM conter o sangramento e mantendo a pessoa o mais calma possível evitando o aumento dos batimentos cardíacos e consequente aumento da circulação do veneno. O soro anti ofídico não é uma injeção apenas. Ele deve ser administrado por horas até que o veneno seja neutralizado, ou seja, não adianta ter o soro na Assape. O tempo entre a picada e o atendimento faz toda diferença. Conheço um caso de uma pessoa que foi picada na vista chinesa e demorou cerca de três horas para ser atendida. As sequelas foram bastante graves e duradouras. No caso do meu amigo cheguei no hospital em menos de 15 minutos em em cerca de 30 minutos ele já estava sendo medicado, resultado, hoje ele praticamente não tem mais nenhuma sequela.
    Pontos que gostaria de enfatizar:
    1) Manter a calma e agir rápido é primordial;
    2) No Lourenço Jorge, infelizmente, o atendimento não é exatamente exemplar. Eu tive que segurar uma enfermeira pelo braço e fazer ela me levar até onde estava o soro. O primeiro que em atendeu olhou com cara de descaso e mandou esperar. Um minuto pode fazer toda diferença.
    3) As cobras que temos não são letais na maioria dos casos para uma pessoa adulta (embora isso seja possível em uma minoria dos casos). Mas a recuperação e sequelas não são muito agradáveis.

    No mais é conviver com os animais que nos cercam da melhor forma possível. Não existe forma de eliminá-los (e deixo claro que sou contra qualquer ação nesse sentido) uma vez que o entorno do sistema lagunar de Jacarepaguá é enorme e certamente eles retornarão.

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  17. Eu ja vi uma cobra na trilha na altura do San Barth... Assustador saber que tem criancas brincando por ali.

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