quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A hora e a vez dos ônibus de verdade


Micro-trajetos só são bons para a empresa, que fatura  por mês R$ 194.383,22 - R$ 45,99 por apartamento

Ônibus parados durante o dia: um bom negócio para a empresa
Fevereiro é o mês decisivo para a reavaliação e reformulação do  sistema de transportes na Península. Estão maduras as condições para a gente escolher entre esse arremedo de serviço, que nos custa mensalmente de R$ 194.383,22 (balancete da Assape de 09/2012 - o último conhecido), com ônibus de turismo para levar algumas pessoas exclusivamente sentadas às redondezas, ou se alcançaremos a maioridade, tal como nos grandes condomínios da Barra da Tijuca, otimizando o transporte e dando a ele efetiva utilidade.
Neste dia 2, sábado, às 10 horas da manhã, o assunto deverá ser amplamente debatido numa reunião aberta a todos os moradores da Península no Salão de Festas do Quintas (Rua dos Jacarandás, 1160).  Será uma boa oportunidade para tirar dúvidas e decidir sobre o que fazer daqui para frente.
Já falei a respeito mais de uma vez. Em novembro, foram quatro matérias, que geraram 56 comentários. Depois de nossa última postagem, em 20 de novembro, sob o título Antes que os ônibus nos separem,  houve até uma evolução: o presidente da Assape, Carlos Gustavo Ribeiro, ouviu um grupo de interessados. Levou o assunto para a reunião do Conselho do dia 12 de dezembro, mas as resistências persistiram. E ele acabou provocando uma crise, por ter conversado com aquelas pessoas.
O que entendo é que tal postura não acontece por acaso. Desde 2010 que muitos moradores pedem a racionalização do sistema de transportes, com a extensão  desses trajetos mínimos e o cumprimento das ofertas de dezenas de corretores, que garantiam esse tipo de benefício na Península, no mesmo formato dos outros grandes condomínios da Barra.
A diretoria da Assape alega que o estatuto outorgado pela Carvalho Hosken (sobre o qual falarei em outra matéria) bloqueia esse serviço "a longa distância", conforme os parágrafos 1º e 2º do seu artigo 49.
Esses parágrafos podem ser modificados em assembléia extraordinária, como qualquer um, ou até mesmo ter uma leitura diversa. Quando diz que o custeio geral é só para transporte circular, não determina que seja apenas no entorno.  Trata-se do modus operandi,  não do seu itinerário.
Ônibus de pernas curtas mais caro do que a segurança
Quem se der ao trabalho de calcular o custo-benefício com base em números reais verá que o sistema atual só interessa à empresa, que mantém parte de sua frota parada, na Av. dos Flamboyants, durante boa parte do dia.
A Assape sabe quantas pessoas recorrem a esses percursos, porque emite as carteiras destinadas a seu uso. Mas nunca informou. De fato, esses "elefantes verdes", embora destinados a todos, são usados muito pouco pelos moradores, que ainda contam, nesse micro trajeto, com os ônibus do Barra Shopping e do Via Parque. 
No entanto, o balancete de setembro revela que o pagamento desse serviço é a mais cara rubrica, superando em R$ 1.552,55 a de segurança, que foi de R$ 192.830,67. Admitindo-se que existam 4.226 apartamentos construídos, já temos um custo de R$ 45,99 por unidade.
Dentro desse enfoque, não é exagero afirmar que nosso dinheiro está sendo mal empregado na utilização de ônibus de turismo caríssimos, (alguns ficam parados boa parte do dia) em que só podem andar passageiros sentados,  para um serviço simples de "evacuação" num percurso médio de 5 Km, que poderia ser coberto por ônibus com maior capacidade de passageiros, e em pé,  como os que existem nas pistas dos aeroportos.
Se refizermos os itinerários de parte deles, atendendo ao que realmente é necessário para os MORADORES, poderemos ter a surpresa de um custo quase igual, desde que se faça uma licitação ampla.
No Parque Marapendi (ABM), que tem ônibus para várias pontos da cidade, cada unidade paga R$ 105,00 ,segundo um morador de lá que é lojista no Via Parque. No Parque das Rosas, com ônibus saindo de meia e meia hora para o Centro via Zona Sul, cada apto paga R$ 123,60, conforme informação de um morador amigo.
A cúpula da Assape, que gastou em setembro só com pessoal direto  R$ 184.608,37 (o grosso é terceirizado) costuma jogar quem não pretende usar o ônibus contra a modificação no sistema, alegando que vai pagar por um serviço que não usa.  Esquece de dizer que são muito poucos os que usam a balsa e, no entanto, ela custa por mês, com base em setembro, R$ 27.900,00.  Se dividirmos esse valor pelos usuários, poderemos concluir que seu custo-benefício não compensa. Mas ninguém questiona a balsa, nem eu: na minha família, somos 6. Nunca fizemos essa travessia, mas não queremos levar a questão para esse lado.

Alega também que menos de 600 pessoas assinaram o abaixo-assinado eletrônico em favor dos ônibus. Só não diz quantos se manifestaram contra. Na pesquisa aberta que o CORREIO DA PENÍNSULA  fez em novembro, 85% votatam a favor. A situação ganhará nova figura com o aumento dos combustíveis, que este ano deverão superar 10%. Hoje já subiram 6%. 
Enfim, está na hora de amarrarmos essa questão com toda a seriedade e honestidade. Não deixe de comparecer à reunião de sábado no Quintas, faça chuva ou faça sol.

A Agenda da reunião

Na convocação dessa reunião, a pauta inclui:
- relato dos desdobramentos das negociações com a Assape;
- apresentação da proposta de reformulação do transporte;
- situação dos abaixo-assinados nos condomínios;
- insatisfação com o trabalho da Assape
- resultado da AGE de 29/01/2013.
- próximas ações;
- assuntos gerais.
No abaixo-assinado que está circulando em algumas portarias, são apresentadas as seguintes questões:

- REESTRUTURAÇÃO GERAL DO SISTEMA, mantendo-se a mesma quantidade de ônibus, sendo agora apenas 6 executivos e os demais 4 urbanos com ar condicionado (mais barato que os executivos = redução nos custos), com capacidade de transportar o dobro de passageiros.
- LINHAS VIA PARQUE/ALVORADA: substituição dos ônibus executivos por ônibus tipo urbano com ar (ou transfer, utilizados em aeroportos). Esse modelo de ônibus é o ideal para essas linhas, pois tem capacidade de atender maior número de passageiros, principalmente nos horários de pico, e possui portas para entrada e saída, o que facilitaria ainda mais a eficiência da linha, reduzindo o tempo de embarque e desembarque, que em ônibus executivo só ocorre em uma porta. Com relação à segurança, basta fazer o embarque pela frente com o mesmo sistema de sensor de identificação para o cartão magnético da Assape. E esses ônibus ainda possuem capacidade de transportar deficientes físicos cadeirantes, o que hoje é impossível.
- LINHA QUEBRA-MAR/BARRA, ampliando o trajeto, voltando pela praia, passando nos principais shoppings, hipermercados e colégios da Barra. Entre os horários de 17h e 20h, essa linha poderá inverter o trajeto, indo pela orla e voltando pela Av das Américas, a fim de auxiliar na volta para casa de quem trabalha na Barra, facilitando a fluidez da linha que vem do centro e zona sul na Av das Américas.
- LINHA CENTRO: com dois trajetos, um VIA LINHA AMARELA, e outro VIA ZONA SUL, cruzando-se no centro da cidade, com horários passando pela ILHA DO FUNDÃO na ida e na volta. Ao passar pela Zona Sul, a linha alternaria ida e volta entre ORLA e JARDIM BOTÂNICO.

A Assembléia do absurdo

Deixamos para depois a matéria sobre a assembléia geral extraordinária que aprovou a o uso do Fundo de Reserva para cobrir inadimplência, embora os balancetes não indiquem déficit na Assape, nem exista qualquer situação de emergência. Isto porque os votos dos representantes têm valor multiplicado pelas unidades dos seus condomínios. Os associados presentes só tinham o seu próprio voto. Essa diferença estará coberta pelo Código Civil? Então para que "ASSEMBLÉIA GERAL"?

45 comentários:

  1. O transporte para o Centro é mais do que necessário! Vai dar mais liquidez e valor para os nossos imóveis.

    Excelente a ideia de um transporte urbano mais eficiente (tanto em custo quanto em capacidade).

    Bruno - Atmosfera




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  2. Estarei lá na reunião de sábado. O Porfírio colocou muito bem. Está na hora de um sistema de transportes voltado principalmente para os MORADORES.

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  3. De fato é uma pena (para nós que bancamos) a decisão a favor do uso do fundo de reserva para cobrir um deficit de uma associação cujo último balancete divulgado data de mais de um ano atrás (9 de setembro de 2011 ????). Este paraíso estava muito perfeito para ser verdade.

    Temos que estar todos presentes no próximo sábado!

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    1. Fernando. Desculpe,você foi induzido a erro pela referência ao balancete no início da minha matéria (Já corrigido). De fato, foi 09/12 e não 09/11. Se você tivesse clicado no link, teria a data correta. De qualquer forma, seu comentário tem fundamento. Não havendo déficit, nem emergência, não se poderia recorrer ao Fundo de Reserva.

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  4. A questão do peso dos votos dos conselheiros é totalmente ILEGAL e fere o princípio de igualdade de direitos num condomínio de unidades residenciais. Fere também o código civil e a lei de condomínio edilício.

    Um conselheiro poderia até representar suas unidades nas reuniões do conselho comunitário, mas em uma assembléia geral NUNCA! O próprio nome implica em generalizar as decisões, ou seja, que TODOS os moradores tenham o direito a voto e que este por conseguinte seja igualitário.

    O estatuto em questão é ilegítimo e simboliza uma forma totalmente equivocada de administração democrática, mais ainda, presume de fato um regime centralista, antidemocrático, absolutista e oligogárquico, onde um grupo reduzido de pessoas ditam as regras a serem seguidas por um todo, no "universo península" cerca de 20 certamente a mando de um líder, com seus interesses inescrupulosos, ordenando o uso de mais de um milhão de reais por mês de forma escusa e arrecadados sob uma legitimidade amplamente questionável, cujo mérito já fora julgado pela SUPREMA CôRTE BRASILEIRA como improcedente, comparando-a inclusive à prática de milícia.

    Ou a Assape começa a refletir sobre os atos de seus conselheiros e sobre a legitimidade de seu estatuto e começa a demonstrar respeito aos seus associados, trabalhando em prol das reais necessidades de seus cerca de 15 mil moradores ou haverá uma enxurrada de notificações de desassociação por parte não somente de proprietários como também de condomínios, e a península se tornará de fato um verdadeiro "logradouro público", assim como gostam de qualificar quando os convém.

    É hora dos 15 MIL moradores se imporem e assumirem as rédeas da Associação que é dos MORADORES e não dos CONSELHEIROS E INCORPORADORES.

    BASTA!

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  5. Parabéns pelo trabalho que vem fazendo Porfírio.
    É importantíssimo que os moradores passem a ficar de olho nessa caixa preta, blindada, que é a Assape.

    Falta retornarmos ao assunto do Laudêmio!!

    Forte abraço

    Paulo Vinícius - Saint Barth

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    1. Paulo Vinicius
      O laudêmio já está na pauta há algum tempo, mas esses acontecimentos mais atuais estão me pretendo. Pretendo convidar o Felipe Peixoto para uma palestra aqui. Ele que puxou a causa que levou à suspensão do laudêmio em Niterói e outros 17 municípios litorâneos fluminenses. Fico feliz com sua manifestação, porque fiz-se seu admirador e de sua integridade desde o dia em que pisei no Saint Barth.

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  6. Regina - Saint Martin30 de janeiro de 2013 22:36

    Precisamos lutar para que o sistema de transporte da Península priorize aqueles que custeiam esse serviço: nós, moradores.
    É desumano o desgaste sofrido por aquele que trabalha diariamente no Centro, e foi iludido com falsas promessas na hora da compra.
    Somente juntos conseguiremos valer o nosso direito!

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  7. Somos um condomínio ou pelo menos agimos como se fôssemos e isso significa que devemos pensar em coletividade.

    Muitos falam a respeito de colocar o sistema de transporte apenas para os usuários. Bom, então se agora é para brincar de pay per use, imagina que eu não uso as quadras, não uso os parquinhos, não tenho crianças para querer bancar Papai Noel de helicóptero, o transporte que temos aqui na Barra (e eu faço as coisas só pela Barra) não são favoráveis a mim, nem em horários e nem em trajetos, portanto, posso começar a exigir que também só pague pelo que uso e todos teremos carteirinhas para tudo: para os que usam ônibus para o centro, os que usam para a ZS, os que só usam pela Barra, os que usam a quadra de tênis, os que usam a de futebol, os que usam os parquinhos do Lagoon, os que só usam o do Green Park etc.

    Se começarmos a querer pagar apenas por aquilo que usamos, então não podem ser dois pesos e duas medidas. Por que o transporte que é algo tão importante deve ser usado em sistema pay per use e quadras de bocha devem ser divididas por todos os associados? Não dá!

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  8. A grande maioria dos Condomínios na Barra oferece transporte para o Centro e nem são luxuosos ou modernos como a Península.
    Concordo com o remanejamento das linhas e tipo de veiculo já que na verdade quem mais usa os ônibus para as linhas atuais são os inúmeros empregados enquanto os uns poucos moradores, e se quiserem ir ao Centro que peguem o municipal lá fora ou vá de carro ou táxi.
    Não acho justo sermos tratados assim...afinal pagamos a ASSAPE, não é grátis não.
    E eu pergunto porque essa descriminação com os moradores que pedem, suplicam, exigem, insistem??
    Algum acordo especial com a Cia. que nos serve? Alguma maracutaia???
    E quem é mais importante aqui..os moradores ou pessoas (diversas moram em outros locais) que decidem nosso conforto e bem estar a revelia do consenso?
    A ASSAPE existe para contribuir imagino; e portanto deve atender nossos pedidos e necessidades. Simples.
    Uma alteração nos modelos da frota, das "linhas" e o acréscimo da Linha Centro em alguns horários!
    Quero conforto e segurança.

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  9. Outro ponto: o fluxo de onibus já é grande dentro do peninsula. E por mais moderno que seja os onibus da Tursan eles fazem barulho. Gostaria de menor fluxo interno e nao mais fluxo.

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  10. Oswaldo - BEM, por todas as questôes temos que ver trocando os onibus
    se vai realmente mudar a arrecadação sendo mais positiva, ou vai trocar e continuar o mesmo valor se for continuar deixa como está, moro em frente a balsa fico triste em vêla quase todas as horas andando vazia o custo para manter vale a pena, ou e somente para mostrar que tem.
    E feito um balanço de quntas pessoas andan mensal na balsa isto e muito importante.

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  11. Luiz Fernando - Condominio Saint Martin

    Colocação pautada no que realmente nós da Peninsula precisamos . É inacreditável que nos tempos de hoje quando falamos em segurança, trânsito e qualidade de vida, ainda temos que brigar por uma causa tão óbvia . Será que os outros condomínios é que estão errados e nós da Península (ASSAPE) é que estamos certos? Será que não é muito claro que estes ônibus de viagem para esses pequenos trechos é de uma incoerência sem tamanho? Essa é a hora estarei lá sem falta.

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    1. SUA COLOCAÇÃO ESTA MUITO BEM DEFINIDA . SERÁ QUE A ABM E O PARQUE DAS ROSAS ESTÃO ERRADOS ? É CLARO QUE NÃO , AFINAL O ONIBUS PARA O CENTRO JÁ EXISTEM A ANOS E SEMPRE FUNCIONANDO MUITO BEM . EU FUI MORADORA DA AV CANAL DE MARAPENDI POR 10 ANOS , E O QUE EU MAIS GOSTAVA NO TRANSPORTE ALÉM DA QUALIDADE ERA A QUANTIDADE DE ITINERÁRIOS. VAMOS COPIAR AS COISAS BOAS E QUE REALMENTE FUNCIONAM . ESTAREI NESTA REUNIÃO COM CERTEZA .

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  12. Caro Pedro
    O nosso Eugen Berthold Friedrich Brecht mais conhecido, como Bertolt Brecht,disse "Apenas quando somos instruídos pela realidade é que podemos mudá-la"
    Vc meu amigo é um permanente instrutor de realidades.
    Do admirador da sua luta
    Alexandre Cardoso.
    Enviado via Iphone para peninsula@pedroporfirio.com

    Obs de Pedro Porfírio: apesar da dedicação total a Caxias, que procura tirar do buraco como seu novo prefeito, Alexandre Cardoso é um homem muito ligado nos meus textos, o que me deixa muito honrado.

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  13. Na minha humilde opinião (de quem não é ligado a ASSAPE nem a esse grupo), esse blog poderia ter uma abordagem um pouco mais focada.

    Depois de um tempo parado, o blog voltou em um bom momento com episodio de segurança. As discussões e pressão (apesar de um tom sensacionalista em alguns pontos) foram validas e bem vista pela maioria, inclusive por mim. Mas a partir de então, começamos a receber uma serie de reclamações, uma seguida da outra (terrenos loteados, dividas office, transporte,...).

    Essa postura pode aumentar a rejeição e falta de interesse em relação ao blog. Por mais que tenhamos temas a abordar, todos os moradores tem milhões de problemas fora da península e não querem receber um boletim diário apenas com reclamações, como se morássemos no pior condomínio do mundo e a ASSAPE fosse formada apenas por incompetentes gananciosos, o que não é verdade. Na minha visão, isso cria um clima de “grupo de oposição a ASAPE” no lugar de “grupo de suporte aos problemas dos moradores”. E oposição por oposição acaba perdendo a credibilidade e interesse com o tempo.

    Espero que essa reuniao seja utilizada para mapear argumentos fortes em relacao ao transporte. O tema nao pode ser abordado apenas de forma comparativa com outros condominios. Os argumentos precisam:

    - Mostrar com analise concreta que podemos ter onibus ao centro sem aumento de custo;
    - Linha ao centro nao aumentaria a quantidade de onibus circulando no condominio (ja estamos no limite).
    - Melhoria das linhas atuais, sem esquecer os funcionarios.

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    1. Caro Anônimo,

      Deve ser justamente porque vc não está ligado à Assape ou ao grupo que está por fora da situação.

      Em todos os condomínios está circulando uma carta de intenção com anexo para assinaturas, demonstrando a nova proposta do transporte, qual seja, custo ZERO ou o mais irrisório possível, utilizando a mesma quantidade de ônibus que temos hoje. Visando a melhoria dos trajetos e horários dos ônibus que circulam pela Barra e trazendo ônibus comuns para os trajetos mais curtos, pois por caberem mais pessoas, ficaremos livres das filas, acomodando funcionários e moradores.

      Você poderia buscar se informar em seu prédio a respeito e se achar boa a ideia, assinar.

      O Península não é um condomínio apenas de críticas, mas as críticas são voltadas hoje para a Assape que é uma associação e não um condomínio e enquanto associação deveria ouvir as necessidades e interesses dos seus ASSOCIADOS. Sem os associados a Assape não é nada.

      PROBLEMAS NO PENÍNSULA:

      1º Em vários trechos é possível observar as ruas totalmente esburacadas.

      2º Qdo chove alguns pontos ficam cheios de água, causando o maior transtorno para quem está a pé e até para os carros que se não tomarem cuidado derrapam ou molham o pedestre.

      3º Vejo várias pessoas perguntando sobre algumas obras e fechamentos de espaços, para saber o que será feito e são ignoradas.

      4º Qdo temos alguma festa pelo Península, demora dias para que tudo fique limpo. Na festa junina ficaram bandeirinhas por quase mês. Até recentemente tinha nas árvores do Green Park alguns enfeites da festa de Natal.

      5º Qdo os pais fazem a festinha dos seus filhos nos quiosques, ficam restos de salgadinhos lá por pelo menos 1 dia.

      6º Se temos pessoas sem educação que não limpam o cocô do seu cachorro é uma pena, mas se pagamos a parte para ter a limpeza, não deveríamos ver tantos cocôs espalhados, às vezes o mesmo cocô já branco e esfarelado por estar no mesmo local há dias. A firma de limpeza serve para quê? Limpar as folhas nas trilhas?

      7º Passavam motos como segurança para quem corre de manhã cedo ou desce com o seu cachorro (a partir das 05:30 já passava). Atualmente lá para 06:30/7h, quando já está claro.

      8º Nas portarias éramos abordados, hoje podemos entrar em um elefante abóbora que ninguém nos vê.

      9º Os ônibus eram circulares em mais horários e só foi diminuindo.

      10º Temos 10 ônibus e mesmo para quem só fica pela Barra eles não são suficientes. Não temos 1 ônibus que nos leve ao BarraShopping ou a alguns pontos importantes da Barra. Nem ao menos os ônibus que nos são oferecidos e permitidos a Assape tem o trabalho de buscar a opinião dos moradores para saber o que fazer para melhorá-lo.

      E eu não vou continuar pontuando, pois não tenho mais tempo, mas por aí vai.

      Se isso é um condomínio modelo, realmente as pessoas estão com os seus conceitos bem baixos.

      Os problemas dos moradores, caro Anônimo, são justamente causados pela oposição da Assape qto a eles.

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  14. rezado sr. Pedro Porfírio.

    Vamos manter acesa esta campanha pela melhoria dos transportes comunitários.
    Sobre a decisão da AGE autorizando a utilização de recursos do Fundo de Reserva para cobrir o inadimplência de um Condomínio, entendo que essa decisão é questionável, porque, para todos os efeitos legais, essa dívida inexiste, uma vez que não consta nos balancetes da ASSAPE.
    Conto com sua perseverança para motivar os associados da ASSAPE a entrarem nesta campanha, assim como iniciar um movimento para modificarmos essa forma absurda e injusta da contagem dos votos dos incorporadores. Como você bem coloca, para quê a realização de Assembléia se o resultado já está previamente definido. ENQUANTO NÃO HOUVER ESSA MODIFICAÇÃO ESTATUTÁRIA, SOMOS REFÉNS DOS INCORPORADORES NAS DECISÕES DAS ASSEMBLÉIAS DA ASSAPE, ALGUMAS ABSURDAMENTE DELETÉREAS AOS INTERESSES DOS DEMAIS CONDÔMINOS..
    atenciosamente

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  15. Caro Porfírio,

    Muito embora veja valor em diversas intervenções favoráveis ao transporte para o Centro, tenho algumas questões que gostaria de ter elucidadas, antes de dar meu eventual voto favorável.

    A insistência com que vejo essa questão colocada em pauta de discussão, solicitando votação e revotação, me faz desconfortável. Parece atitude até pouco democrática, de quem não desiste até que sua conveniência se sobreponha. Observe que eu escrevi "parece", justamente porque acredito possível, e gostaria mesmo de ler um argumento que me induzisse a impressão oposta.
    Será que, uma vez estabelecido esse serviço, será possível ter-se tantas votações quantas necessárias para que os eventualmente interessados no cancelamento deste serviço se sobreponham de novo, ou vai-se criar uma cláusula de "não-retorno", lesiva ao livre decidir da maioria?

    Alguns lembraram pagar e não usar diversas dos serviços e facilidades, tomando isso como argumento válido para impingir aos não-usuários deste serviço específico o pagamento desta fatura.
    Mas não vejo esse argumento como válido, uma vez que os serviços e taxas que todos pagamos JÁ FAZIAM PARTE DO PACOTE quando adquirimos nossos imóveis. A ninguém foi impingida uma taxa extra derivada de uma regra extra, criada depois de iniciado o jogo. Esse é um ponto que deve ser considerado.

    Apesar do que possa parecer, não tenho ainda opinião formada, muito embora tenda a discordar dessa extensão, justamente por não me ver na condição de beneficiário regular dela. Sei que poderia me beneficiar colateralmente por uma suposta valorização do imóvel, mas não me parece que essa valorização (se houver) será tão significativa assim.

    De qualquer maneira não quero com isso parecer egoísta ou insensível às indispensáveis necessidades (ou meras conveniências)alheias. Por isso acho que cada um deve votar de acordo com suas conveniências de momento (que podem até mudar no decorrer dos anos, gerando alteração consequente do voto em uma próxima eleição), posto que será justamente o somatório das conveniências de cada um que dará a medida do quanto esta nova despesa será REALMENTE reflexo de um desejo da maioria.
    Desta forma, ninguém deve se sentir minimamente insensível ao alheio, caso seu voto seja negativo.

    Finalmente gostaria de propor uma idéia para reflexão:
    E se o custeio deste serviço fosse mixto, com uma receita fixa de colaboração da ASSAPE (que todos custeamos), e um pagamento por parte do usuário, no ato do transporte (que poderia até ser debitado em conta-corrente, ou ainda acrescido ao boleto individual de cada condômino na ASSAPE)?

    Com o passar do tempo, essa parcela de colaboração fixa poderia até ser alterada, na medida que se observasse uma taxa de utilização mais (ou menos) geral. Acredito quer isso reduziria tensões e agregaria mais votos favoráveis em favor de sua causa.

    Atenciosamente,

    Júlio Curvêllo
    Lago Verde, 303

    PS> Como são ridiculamente pernósticos esses nomes em língua estrangeira que batizam nossos prédios, não?

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  16. José Roberto Pires31 de janeiro de 2013 18:16

    Na minha opinião, enquanto adotarmos uma postura divisionista na questão dos transportes, jamais avançaremos, continuando com o sistema caro, irracional e pouco eficiente que temos hoje.

    Eu, particularmente, quero opções de transporte confortável e seguro para o Centro, porque trabalho no Centro. Mas acho legítimo quem é contra ratear por todos os moradores esse tipo de serviço.

    Minha esperança é que se rompa o radicalismo, conseguindo que a Assape vire parceira dos moradores na busca de soluções racionais. Dou aqui minhas sugestões:

    (a) Ônibus para o Nova América: Tenho convicção que o trajeto Península - Nova América pode ser feito em menos tempo que o trajeto Península - Quebra Mar. E atenderia uma gama muito maior de moradadores e funcionários, pois integraria a Península com o melhor e mais eficiente sistema de transportes: o Metrô! O Metrô da Linha 2 é, de fato, cheio. Mas com os novos trens ficou bastante suportável. Especialmente para quem pode pegá-los antes das 7 hs ou depois das 9 hs na ida ou antes das 17 hs e depois das 19 hs na volta... O metrô de Del Castilho à Carioca leva 25 minutos previsíveis. E o ônibus da Península ao Nova América levaria não mais que 20 minutos (normalmente, os engarrafamentos começam depois do Nova América)... Ou seja, temos na mão uma possibilidade de chegar ao Centro em 50 minutos, PREVISÍVEIS! Acho que isso compensa o eventual desconforto do aperto do trem, não? E essa opção seria excelente também para os empregados, que poderiam usar o metrô. Ou seja, bom para todos.

    (b) Frescão para a Zona Sul a partir do ponto do 345: Negociar com a Prefeitura e com alguma empresa a colocação de uma linha Península x Ipanema (metrô), tipo os "Premium Auto Onibus". Apesar de caro, creio que há demanda, pois os ônibus pela manhã iriam para a zona sul levando moradores da Península e voltariam da zona sul trazendo funcionários do O2, CEO, Corporate e Offices. E vice-versa na volta.

    (c) Balsa para o Condado de Cascais: 2016 chega logo. E, com ele, o Metrô do Jardim Oceânico. Sonho em pegar uma balsa da Península, ir até o Jardim Oceânico e pegar o metrô para o Centro, sem me sujeitar às incertezas do trânsito. Tenho certeza que residenciais como a Península, o Le Parc e outros condomínios que margeiam a Lagoa da Tijuca teriam interesse numa linha. E comerciais, como o Village Mall, o Barrashopping, o Casashopping e os comerciais da Península também. A viabilidade de um transporte lagunar rápido e confortável tem que ser estudada desde já... Não é para esperar 2016.

    As soluções (a) e (b) resolveriam de forma racional o problema de quem trabalha no Centro e Zona Sul hoje, até que tenhamos o sonhado metrô da Barra. E a solução (c) seria a solução definitiva e ideal de transporte para a Península, a partir da inauguração do metrô da Barra.



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  17. José Roberto Pires31 de janeiro de 2013 18:23

    Perfeita a sugestão do sistema misto, feita pelo Sr. Júlio Curvello do Green Lake.

    Concordo plenamente. Com isso, pode se atender quem vai regularmente para o Centro de uma forma melhor que as empresas de fundo de quintal que prestam o serviço hoje, contratando via Assape, que é uma PJ. E, quem não vai ao Centro regularmente, não se sentiria lesado por pagar pela conveniência alheia... E poderia até usar o transporte já que, uma hora ou outra, todo mundo precisa ir ao Centro resolver alguma coisa...

    Está aí o caminho da convergência!

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  18. Este Porfirio deve estar sendo assediado pelas empresas de onibus, para fazer este sensacionalismo todo em cima de um assunto como este...Afinal, só quem ganha com isto são estas empresas que são as mesmas que fazem o trasporte público no município e estado. A grande maioria dos moradores da Peninsula tem carro, ou seja para que a nescecidade de intulhar nossas ruas com onibus, já basta o transtorno que estes veiculos geram no transito de nossa cidade. Acho que o trajeto feito já atende bem aqueles que usam o trasporte publíco quando estes usuarios são deixados nos pontos principais da Barra, vamos deixar de demagogia Sr. Porfirio.

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    1. Vizinho, os ônibus retiram carros das ruas. A utilização de transportes coletivos é bom para o meio-ambiente, poluem menos que dezenas de carros. E, pelo que li, a proposta não aumenta a frota atual, o barulho continua mas atendendo mais moradores.

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    2. Amigo Anônimo, "intulhar", "nescecidade"...Acho que te conheço, o seu nome começa com J?

      Grande Abraço,
      Agamenon

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  19. Concordo com o Anônimo acima.Bem lúcido. Parabéns

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  20. A discussão do transporte não está encerrada e não é porque não tem opção para o centro, é porque ela é ineficiente.
    Trabalho na Barra e não uso o ônibus todos os dias, porém quando preciso usar é sempre um estresse.
    A linha Américas tem um trajeto que só piorou com a instalação da linha 345 e não tem horário certo de manhã para passar. Ou seja, quem precisa do ônibus para chegar no trabalho às vezes fica na mão. Ligo para a Assape e as desculpas são sempre as mesmas: o engarrafamento lá fora. Saio e não vejo engarrafamento nenhum.
    A linha Quebra-Mar tem espaçamento de horário de praticamente 2hs. Quem vai ficar na Av. das Américas esperando este ônibus sem saber se ele já passou? Eu não fico. Quando preciso, vou andando até o Barra Shopping e pego o ônibus que o shopping oferece.
    A balsa é mal utilizada, pois o sinal para atravessar fica longe da saída da balsa e da entrada do Barra Shopping. Quem pega a balsa, sempre se arrisca atravessando fora do sinal. Ainda não sei como não aconteceu nenhum acidente.
    Não preciso de ônibus para o centro, mas não sou contra isso. Acredito sim que temos que avaliar as histórias de sucesso dos outros condomínios e adotá-las aqui.
    Infelizmente não poderei participar da reunião neste sábado, mas estou acompanhando de perto esta discussão.

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  21. Sr Pedro Porfirio,

    Acredito que este assunto tenha alguma repercussão de interesse, pois tenho conhecidos no Rio 2 que estão extremamente insatisfeitos com o valor do condominio que passa dos R$ 500,00 somente devido ao transporte e segundo informações atende a pouco mais de 12% dos moradores, as pessoas de menor poder aquisitivo que por exemplo compraram um dois quartos com condominio na ordem de 600 / 700 reais quase dobram o valor devido ao transporte, o valor de revenda esta prejudicado, o valor de aluguel igualmente ou seja para quem investiu se mostrou um "mico".
    Não posso acreditar que com todo seu conhecimento este fato tenha passado desapercebido, e se não passou não entendo a finalidade desta campanha uma vez que a exemplo do Rio 2 teremos nosso patrimonio desvalorizado.
    Se existe um serviço que pode ser pago por adesão então qual é o motivo? Seria para que os que não utilizam rateiem a utilização de poucos??
    Acho que devam ser analisadas rtodas as particularidades e não somente inflamar sem que se conheça a materia de forma completa.

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    1. Dentre todos os condomínios da Barra, o Rio 2 é um exemplo sempre citado quando o tema "ônibus comunitário" é abordado. Tanto pelos defensores quanto pelos detratores.
      Particularmente, ouço mais moradores do Rio 2 elogiando do que criticando. Entendo que seja necessário analisar outros condomínios e trazer para Península as boas praticas.
      Não é tão difícil visto que o serviço é oferecido em quase todos os empreendimentos, acho que só a Península não tem. E não tem porque não de interesse do incorporador que (ainda) manda por aqui. Aliás, já ouvi de amigos: ah, não moro na Península, nem ônibus tem! Ou seja, o incorporador perde com esta postura. E não podemos esquecer que ônibus para o Centro foi utilizado (e ainda é) utilizado pelos corretores. Lamentável.

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    2. CORRIGINDO:
      Dentre todos os condomínios da Barra, o Rio 2 é um exemplo sempre citado quando o tema "ônibus comunitário" é abordado. Tanto pelos defensores quanto pelos detratores.
      Particularmente, ouço mais moradores do Rio 2 elogiando do que criticando. Entendo que seja necessário analisar outros condomínios e trazer para Península as boas praticas.
      Não é tão difícil visto que o serviço é oferecido em quase todos os empreendimentos, acho que só a Península não tem. E não tem porque não de interesse do incorporador que (ainda) manda por aqui. Aliás, já ouvi de amigos: ah, não moro na Península, nem ônibus tem! Ou seja, o incorporador perde com esta postura. E não podemos esquecer que ônibus para o Centro foi utilizado (e ainda é) utilizado COMO ARGUMENTO DE VENDA pelos corretores. Lamentável.

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    3. Pois todos os moradores do Rio 2 que conheço ELOGIAM o sistema de onibus do condomínio (varios inclusive foram morar lá, ao inves da peninsula por causa disso). Não nos enganemos: Ou será que ainda tem morador aqui acreditando na falácia de corretores, de que "na penisnula só tem epresário", ninguém aqui usa onibus... Acorda galera !!!

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    4. Se alguem escolhe o Rio2 e nao peninsula, com certeza nao tem nada a ver com o transporte, mas sim com o fato do m2 la ser bem mais barato que aqui...

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  22. Prezado Sr Julio

    Vou lhe dar apenas um argumento para que o Sr possa elucidar seu voto: essa proposta que será apresentada na reunião de amanhã, construída por um grupo de moradores de distindos condomínios e apoiada por praticamente todos os moradores que já se informaram dela, sem o menor interesse político, financeiro ou outro senão a melhoria da qualidade de vida de todos, visa o redimensionamento da frota de modo otimizar o uso dos ônibus, com o objetivo de reduzir o custo operacional e, no máximo, manter o mesmo custo, considerando que o sistema atual é caríssimo e ineficiente se comparado aos demais condomínios da Barra que possuem o mesmo serviço em escala muito maior.

    Se esse argumento ainda é insuficiente, então vejamos:

    - um ônibus substitui cerca de 45 carros nas ruas, o que emite menos poluentes, gases estufa e ruídos;

    - o ônibus condominial oferece maior segurança para o ir e vir dos moradores e seus filhos para o trabalho, colégio, mercados, shoppings, etc;

    - com os ônibus circulando nas ruas, diminui-se o fluxo dentro do condomínio e acaba-se com a fila de ônibus estacionados na Av dos Flamboyants, diariamente, chegando a 7 dos atuais 10 fretados, ou seja, na maior parte do dia, 70% dos 200 mil pagos mensalmente são jogados no lixo;

    - se esse cálculo tivesse sido feito há pelo menos 6 meses atrás, não haveria necessidade de se lançar mão de 330 mil reais do fundo de reserva, pois provavelmente haveria verba para se transferir para a rubrica da segurança;

    - com a substituição dos ônibus de luxo por transfers (como os usados em aeroportos para levar passageiros de aeronaves aos terminais), certamente que os empregados que os utilizam nos horários de entrada e saída não permaneceriam esperando em filas enormes por tempo demasiado, nem fora, nem dentro da península, o que também prejudica os moradores;

    - tenha certeza que a imensa maioria dos moradores reprova o ponto final do 345 bem como reprova totalmente que se forme uma mini rodoviária na porta de nosso condomínio (a opinião dos moradores do meu condomínio é unânime nesse sentido);

    - um sistema de transporte eficiente diminuiria o fluxo de veículos próprios dentro da península, evitando possíveis acidentes, tráfego intenso nas cancelas dos pórticos, desgaste na pavimentação das entradas e dos logradouros internos, filas, poluição do ar, sonora, etc.

    Enfim, posso estar míope mas não consigo enxergar um ponto negativo ao redimensionamento do transporte, até porque a possibilidade de redução de custo é muito grande e o resultado irá beneficiar a todos os moradores e empregados da península.

    Por favor, reflita sobre isso...

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  23. Empresário? Milionário? Meu amigo, quem tem dinheiro mesmo ou mora na zona sul ou se for pra morar na Barra, mora em mansão. Na península no máximo tem gente muito bem de vida, e muitos enriquecidos de forma duvidosa. Fala sério...

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  24. Prezados Condôminos,

    Louvo o trabalho do Pedro Porfírio, de provocar a troca de informações e opiniões entre os moradores! Mas gostaria que, nessa questão do Transporte, o bom senso superasse o entusiasmo inicial de alguns por posições nem tão defensáveis!

    Em primeiro lugar, BUSCANDO SOMAR, alinho-me fortemente com as ponderações do condômino JÚLIO CURVELLO e tendo a concordar com o JOSÉ ROBERTO PIRES. Espero que eles estejam na reunião de amanhã, já que não poderei estar.
    Mais algumas questões:

    1. Serviços Condominiais - No nosso País, talvez devido à longa e larga cultura Patrimonialista, as pessoas não costumam distinguir bem a diferença entre interesses/confortos pessoais e necessidades coletivas; e rotulam de egoista e insensível quem não quer pagar a conta do outro. Confundem Serviços Condominiais com (desculpem ser direto!) pura Mamata. Adoramos encontrar um pai-trocínio! É entendimento consensual que Serviços Condominiais são aqueles voltados à manutenção e à preservação do Patrimônio Comum do Condomínio, incluindo serviços que precisam ser prestados porque, se não o forem, nenhum condômino poderá usufruir individualmente de bens de domínio ou necessidade comum. Exemplos: manutenção das trilhas, das quadras, do salão de ginástica e dos aparelhos, das churrasqueiras, da piscina. Se a piscina, que é um bem condominial, não for tratada e conservada pelo Condomínio, nenhum morador poderá usá-la. Não importa que só uma minoria eventualmente use. Assim, salta aos olhos que Serviço de Transporte não é um Serviço Condominial no sentido próprio. Ninguém está impedido de se deslocar e circular livremente por seus próprios meios, a pé, de bicicleta, carro próprio, táxi, ônibus circulantes, etc. Trata-se de um PLUS que pode ser oferecido, se for do interesse da maioria utilizar e dividir esses custos. Além disso, dependendo do custo, ele não não vai valorizar, mas sim desvalorizar nossos imóveis, elevando sobremaneira a taxa condominial.

    2. Demanda Consolidada - Outro equívoco comum é comparar a Península com Condomínios que já estão consolidados há uma década ou várias. Nosso Condomínio é NOVO, tem muitos aptos não vendidos e prédios ainda nem construídos. A demanda está muito longe de ser consolidada e qualquer serviço desse tipo terá que ser provisório e experimental; e estar embasado em confiável pesquisa com validade temporária.

    3. Almoço de Graça – Alguns estão alegando que a nova proposta terá custo ZERO. Ora, querem revogar uma Lei Geral da Economia que, em linguagem simples, diz: “Não existe almoço de graça.” O custo de um Serviço de Transporte e, sim, caro e não é justo que a maioria pague o almoço de alguns. Daí, a meu ver é muito oportuna a ideia de sistema misto ou participação direta dos usuários.

    Espero, Pedro, que prevaleça o bom senso e a responsabilidade na reunião de amanhã e na decisão que a qualquer momento venha ser tomada.

    Dirceu T Matos
    Smart - 602

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    1. 100% de acordo. Eu estava em duvida sobre o tema mas a forma que os defensores do onibus apresentaram o tema me fez tomar uma decisao: Meu voto eh NAO para onibus pro centro

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    2. Prezado Dirceu e "Anônimo"

      O texto de vocês demonstra o total desconhecimento da proposta idealizada pelos moradores. Ninguém está "pedindo" pra vocês pagarem o almoço de ninguém, muito pelo contrário, se estão preocupados com isso, é pq não devem ter muita condição de pagar o próprio almoço. Mas como em toda democracia, todos têm direito à opinião e à tréplica, inclusive a minoria leiga e egoísta, pois não há nenhuma proposta de ônibus para o Centro, mas de fato a otimização da rubrica do transporte que hoje passa dos 230 mil reais mensais e os moradores são menos de 5% dos usuários, justamente porque foi elaborado há mais de 5 anos, quando quase não havia moradores, mas somente empregados. Aliás, se vocês têm empregados, provavelmente eu e todos os moradores é que pagamos o almoço deles... Da próxima vez procure comparecer à reunião e tomar conhecimento das coisas para depois elaborar sua opinião. Muito fácil é dar desculpa para não ir e depois ficar criticando. Se for para criticar, que a crítica seja construtiva e inteligente ao menos. Lamentável vosso desconhecimento do assunto...

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  25. Sejamos bem francos...

    Ontem RENAN foi eleito de novo. Sabem por quê? Porque ele é a nossa Cara, ele é nosso Espelho. O Brasil está lotado de Renans, e a Península parece que tb os tem!

    Querem sempre dividir suas contas pessoais com paitrocinadores!

    Serviço de Transporte é gasto pessoal. Mesmo o Serviço Público de Transporte não é de graça. É pago. Só demagogos em época de eleição prometem transporte grátis.

    É uma escolha pessoal. Um vai de metrô, outro de táxi, outro de moto ou de bicicleta, enfim...

    Um trabalha no Centro, outro trabalha na Barra, outro em casa pela internet, outro é Aposentado. Por quê o Aposentado vai ter que pagar o transporte de quem trabalha no Centro? Ele será taxado de insensível e egoista, se não o fizer?

    O que estão querendo instituir na Península? Um (tipo de) novo Imposto sobre Serviços de Transporte? Mais um Imposto a se pagar? Já não chega o que pagamos à esfera pública federal, estadual e municipal?

    Ou será uma Doação mensal (diga-se Caridade)? Faço doações com muito boa vontade, mas para Necessitados, via instituições sérias. Há Condôminos Necessitados na Península? Não seria até humilhante considerá-los como tal?

    Oxalá todos sejam iluminados nesta assembléia das 10h e nas decisões de hoje e futuras, MAS NÃO PELO ESPIRITO DE RENAN!

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    1. Prezado Sr. A reunião de hoje não foi assembléia da Assape, foi uma reunião de moradores com o objetivo de divulgar amplamente uma proposta de REDUÇÃO e OTIMIZAÇÃO nos custos direcionados ao transporte que hoje são mais de 200 mil reais por mês. É impressionante como há pessoas que são avessas à melhorias de qualidade de vida e de uso de recursos. Procure se informar sobre o que está acontecendo. Ninguém está pedindo esmolas nem caridades. Os moradores da península não são necessitados nem mendigos, muito menos ladrões. Respeito é bom e as pessoas gostam...

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    2. vizinho Anônimo, espirito de RENAN infelizmente, é o que prevalece hje na Peninsula. Meia duzia com interesses diferentes da maioria (moradores) fazem o que querem com o seu, o meu, o nosso dinheiro. Busque conhecimento meu amigo, as coisas são um pouco diferentes d que pensas.

      abraço

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  26. Aos que consideram ônibus até o centro um absurdo, levanto aqui uma pergunta : E se fossem ônibus até o metrô ? Uma linha em direção a General Osório e outra em direção a Del Castilho intercaladas de hora em hora ? Esse tipo de serviço não atenderia também aos aposentados, senhoras, jovens ?? Lembrando que a medida que a estações mais próximas ficarem prontas, menor seria o trajeto do ônibus (leblon, gávea). Até chegar ao metrô Jardim Oceanico, que nada mais é que nossa atual linha Quebra-mar...Podemos levantar também esta questão...

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  27. Se a Península é um local apenas de pessoas bem de vida que têm carro e não precisam de ônibus, então deveriam acabar com os ônibus que temos hoje e cada um que faça o rateio para levar e buscar os seus empregados. Apesar de que agora, com a linha favelão passando na porta, nem precisariam mais dividir nada.

    Francamente! Deveriam ter pensado no nível de moradores antes de construírem prédios vendendo apartamentos a 200 mil na planta. Quem precisa ser milionário ou alta classe para morar aqui? Fizessem apenas prédios "Font Vieille".

    Não dá para acreditar que o ÚNICO condomínio da Barra, dessa dimensão, não precise de ônibus para outros lugares, quando todos os outros têm e são muito elogiados.

    Além disso, concordo parcialmente com o argumento de que quando resolvemos morar aqui já sabíamos quanto pagaríamos e por quais serviços, mas sei que muitos ouviram a promessa dos corretores indicados pelo condomínio de que ônibus para o Centro estavam chegando. Ademais, ainda que não tenhamos ônibus para outros locais, pagamos por um serviço de transporte pela Barra que é comprovadamente INEFICAZ, visto que pouquíssimos moradores utilizam e não é porque têm carro, mas porque não lhe serve.

    Eu não preciso de transporte para nenhum local, mas adoraria ter um transporte melhor pela Barra, pois poderia deixar de usar o carro para trechos banais que só me fazem gastar com estacionamento e sair muito mais cedo de casa para arrumar vaga.

    Preciso de transporte para o Barra Shopping e a balsa me deixa longe do lado que preciso ir, não funciona todos os dias, não funciona até mais tarde, quando chove também não funciona, em alguns horários é perigoso (carros e assaltos). O ônibus do Barrashopping não tem pela manhã e à noite, não tem nos finais de semana, vive lotado, passa de hora em hora e em alguns horários de 2 em 2 horas. O nosso ônibus que deixa mais perto, para no Carrefour que de perto não tem nada, ou seja, MORAMOS AO LADO DO BARRASHOPPING E NÃO TEMOS UMA CONDUÇÃO EFICIENTE PARA CHEGAR ATÉ ELE.

    As minhas filhas precisam de um ônibus para deixar próximo à Ibmec da Barra. O mais próximo é o quebra-mar que deixa na UNIMED, tendo que andar consideravelmente para chegar até a instituição e dependendo do horário é preciso sair muito cedo, pois o ônibus ainda vai para os lados do Recreio, trazendo uma demora ainda maior e isso também impede que as pessoas possam voltar à noite, pois não há como ficar parado no meio da Barra aguardando o ônibus que ninguém nunca sabe o horário que vai passar.

    Então eu preferia não ter transporte e que cada um gaste esse valor absurdo que pagamos inutilmente, para usar táxi, colocar gasolina ou pegar ônibus comum.

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  28. Eu não preciso de ônibus para o centro ou a zona sul, mas em algumas situações eles teriam quebrado um galho. Às vezes temos uma consulta médica ou exame pela zona sul em locais péssimos para estacionar ou precisamos ir a algum local mais distante resolver algum problema.

    O transporte também facilitaria a vida de idosos e jovens que não tem carro. A minha mãe mora na ABM e não mora aqui porque ela costuma ir para a zona sul almoçar, fazer exames, passear em outros ares.

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  30. Qual a administradora que cuida do dinheiro arrecadado no Península? Qual síndico profissional vocês utilizam para trabalhar na Associação?

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