sábado, 12 de janeiro de 2013

Criminosos assaltavam a pé, segundo delegada

24 horas depois, constatei pessoalmente com minha câmera as facilidades para assaltos no entorno da Península

Preitos não acharam a bala, mas viram que foi de baixo calibre
A delegada Renata Araújo não tem dúvida: nossa vizinha Rita de Cássia Pimenta foi baleada por assaltantes que tentaram tomar seu carro na Rua João Cabral de Melo Neto, que dá acesso à Península.
Além do depoimento de testemunhas que viram a ação dos bandidos, a policial da Divisão de Homicídios analisou o tipo de bala que causou a morte de Rita de Cássia:
— Pelo laudo da perícia, pode-se constatar que o autor do disparo usou uma arma de baixa energia cinética (baixo calibre). O projétil não foi encontrado, mas pelo relato das testemunhas, o que aconteceu não é uma característica de uma execução — disse Renata.


A convicção também se deu pelo testemunho de parentes e de colegas da vítima na Petrobrás, onde, segundo Renata, a vítima exercia uma função secundária. As testemunhas são pessoas que vinham num carro atrás e contaram ter visto dois homens bem vestidos a pé. Um deles chegou do lado da porta do motorista e o outro ficou dando cobertura na parte de trás do veículo. Ao perceber a tentativa de assalto, a vítima acelerou o carro, e foi atingida por um tiro na cabeça.
A informação oficial coincide com o que nosso parceiro Luiz Anésio postou no CORREIO DA PENÍNSULA, entre os mais de 100 comentários jpublicados na matéria do nosso blog:
“Recebi por e-mail um texto que foi extraído de uma comunidade do Condomínio Atmosfera no Facebook:
CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA MAIOR
Uma outra moradora da Península estava no seu carro ao lado do carro da moradora assassinada já na entrada da João Cabral de Mello Neto (perto do sinal) quando dois homens saíram armados do mato e tentaram assaltá-la. Ela teria tentado fugir quando foi baleada. Ela seguiu dirigindo em direção ao nosso condomínio até perder os sentidos e bater com o carro no meio fio, logo depois dos pontos de ônibus, já perto do Edifício FIT. A vizinha que viu tudo chamou a segurança da Península para socorrer a vítima. Os homens estavam a pé fazendo tocaia no meio do mato do meio das árvores das trilhas do lado de fora de nosso condomínio”.
O depoimento das testemunhas cuja identidade está sendo preservada é uma peça importante. Não há câmeras de segurança no local onde Rita foi abordada e nem mesmo no ponto onde conseguiu chegar, dirigindo ferida, até bater no meio fio. As câmeras do condomínio próximas de onde a vítima foi morta estão a uma distância em que não foi possível captar imagens dos momentos em que ela foi baleada.


Tudo a ver com assaltos

video


Para fazer minha própria avaliação da ocorrência trágica, peguei minha câmera e percorri por mais de uma vez toda a área do entorno, fazendo algumas imagens.

Não foi difícil constatar que o ambiente favorece a ações rápidas de assaltantes de automóveis. A surpresa, para mim, é que, segundo as testemunhas, os que tentaram levar o veículo da nossa vizinha estavam a pé e num local em que não é comum os carros pararem.

Quando fui tomar as imagens, preocupei-me em definir a partir de que ponto é possível contar com seguranças na Península, pelo menos para dar uma olhada.

Ao contrário do que vi muitas vezes durante o dia, até porque chuviscava, os seguranças das duas entradas não saíam de suas cabines.

Apenas na cancela de moradores da Entrada 1 havia uma pessoa informando aos motoristas que podiam entrar direto, já que o mecanismo estava quebrado. Informava, mas não perguntava nada. Tanto podia entrar um morador como um estranho. Na saída do primeiro portal, havia também uma cancela quebrada e nenhum controle.

Em ambas as entradas, os veículos de visitantes faziam apenas uma parada necessária para que as cancelas fossem acionadas de dentro da cabine.  Não havia ninguém anotando placa. Também não pude constatar se as entradas eram filmadas por uma câmera da segurança.

Oportunidade para uma grande reflexão

Estou lendo e relendo os depoimentos postados no blog e os e-mails que me foram enviados. A primeira impressão que tive foi de que o assunto segurança jamais foi tratado com seriedade junto aos moradores.

Comete-se o erro de restringir a alguns pouquíssimos membros de uma comissão as informações a respeito. O depoimento de uma moradora do Aquarela (que foi assaltada segunda-feira perto da maternidade Leila Diniz) mostrou que sequer existe entrosamento entre os encarregados de segurança dos condomínios e a empresa que trabalha para a Assape.

Há de fato muita coisa nebulosa que precisa ser esclarecida com total transparência. Quando fui membro do Conselho em 2009, representando o Style, fiquei perplexo com o jogo de interesses em relação aos serviços terceirizados, especialmente os mais onerosos, como segurança e transportes.

Lembro que o vice-presidente de então queria mudar tudo o que encontrara, isto é, queria que novas empresas fossem escolhidas por comissões formadas por moradores, com a sua supervisão.

No caso das empresas de segurança houve muitas divergências. Se não me engano, foram tais os conflitos que a empresa antiga acabou continuando.

Para a escolha, não se pedia um plano estratégico, mas propostas de indicações pontuais e muita coisa que não seria levado à prática.

O melhor negócio da cidade

De fato, são raríssimas as empresas realmente preparadas para prestação de serviços de segurança em nossos condomínios.  Muitas delas são criadas por delegados ou oficiais da PM, com “laranjas” (às vezes às próprias esposas) para responderem formalmente pelas empresas. Em alguns casos, há também políticos associados.

Só as empresas de seguranças legalizadas têm mais de 120 mil homens no Estado do Rio, o dobro do efetivo da Polícia Militar.  Seu pessoal não tem o devido treinamento especializado. A Polícia Federal concede uma Carteira Nacional de Vigilante para o indivíduo trabalhar no ramo, exigindo tão somente cópia dos certificados de conclusão de curso de formação, extensão ou reciclagem, para fins de atualização dos seus dados.

Assim mesmo, devido a diferenças salariais, essas empresas têm muito mais “porteiros” do que “seguranças”. E são precariamente fiscalizadas, quando são. Isso quer dizer que elas podem cobrar por um número de funcionários, mas, na prática,  operarem com pessoal mais reduzido. E ninguém tem como checar, principalmente em  grandes espaços.

Os lucros das empresas de segurança são excepcionais e seu faturamento aumenta na proporção do ambiente de insegurança, o descaso flagrante das autoridades policiais.

Já está virando uma prática repetida a segurança pública abandonar à própria sorte exatamente quem é mais visado, porque as pessoas que já pagam pesados impostos não se incomodam em recorrer à proteção de particulares que, hoje, não se restringem a condomínios fechados.  Ruas inteiras de todos os bairros da cidade, seja na Gávea, Jacarepaguá, Barra, Bangu ou Campo Grande, contratam pessoas para fazerem o serviço que o Estado não faz.

Poderia falar muito mais a respeito. Por hoje, vou ficando por aqui.

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21 comentários:

  1. Como podem descartar a hipótese de assassinato por seu ex-marido ou parceiro??! Ainda mais no caso da bala literalmente perdida e do celular desaparecido.

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  2. O anônimo acima pode ter um pouco de razão, mas pelo que li no GLOBO ela vivia bem com o marido, não era ex-marido. Eu já tinha lido a versão que apareceu no "face" de um grupo do Atmosfera e nesse blog. Agora vi o filme da entrada e achei que realmente é fácil tomar o carro de alguém e fugir rapidinho, com possibilidade de fazer retorno. Acho que é bom a gente continuar falando sobre a nossa segurança. E é bom ter uma cabine da PM ou gente da nossa segurança olhando.

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  3. Pedro, pelo que você acaba de nos recordar, a verdade por detrás das empresas de segurança, o interesse de gestores que de forma alguma querem deixar de estar à frente de sua negociação, certamente para assegurarem-se pessoalmente de que estamos contratando a melhor segurança pelo custo mais razoável, sem dúvidas, vejo que estamos entrando no cerne da questão da nossa participação efetiva nas decisões da ASSAPE. Mas não percamos de vista as ações de melhoria que podemos promover cobrando mais da atual gestão assim como de nossas autoridades e nossos vizinhos, como Barrashoping, etc., para mantermos calçadas mais limpas, iluminadas e vigiadas. E temos que derrubar esse bosque que pode esconder estes elementos e instalar ali uma pracinha em homenagem a Rita de Cássia.

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    1. Ótima idéia.
      Já temos uma área enorme preservada aqui dentro da Península, que será para sempre.
      Vamos dar segurança para nossos funcionários e jovens que gostam de caminhar e pedalar (sempre vejo alguns).
      Amo a natureza também.Por isso, sugiro um misto de vegetação nativa (baixa) com um paisagismo clean.
      Achei ótima a idéia da pracinha e, colocaria ali um ponto de segurança para os moradores que utilizam as balsas.
      Abs

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    2. Ótima idéia.
      Já temos uma área enorme preservada aqui dentro da Península, que será para sempre.
      Vamos dar segurança para nossos funcionários e jovens que gostam de caminhar e pedalar (sempre vejo alguns).
      Amo a natureza também.Por isso, sugiro um misto de vegetação nativa (baixa) com um paisagismo clean.
      Achei ótima a idéia da pracinha e, colocaria ali um ponto de segurança para os moradores que utilizam as balsas.
      Abs

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  4. Muito triste o que ocorreu com nossa vizinha e vem acontecendo em outros locais.
    O que tem que ser feito para melhorar a nossa segurança é dar ao redor da Península uma limpeza geral.
    Acabar com todo matagal em torno dos shoppings ( Barrashopping , Casashoppimg, Via Parque) e das grandes lojas existentes.
    Fazer calçadas que além de dar segurança vai aumentar o fluxo de pedestres ao redor, deixando de ser um lugar tão deserto.
    Colocar em cada cruzamento e retorno policiais em moto, como há constantemente na Av.das Américas.E, cabines permanentes.
    Temos que dar movimento ao redor de nosso bairro, não podemos ficar isolados.Já fui assaltada e abordada por 3 vezes.Os covardes somente agiram em locais de pouquíssimo movimento
    E, finalmente, rever o acesso ao nosso Condominio Península.Como aumentar a fiscalização efetiva de quem entra e a instalação de câmeras.
    Como pertencemos a esta pequena sociedade e, de certa forma temos uma atitude compulsória para custear tudo isto, sou a favor de nos organizarmos de alguma forma, para debatermos o assunto e cobrar da nossa Associação (atraves de seus diretores)uma postura mais ativa junto aos órgãos responsáveis.

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    1. Lúcia ,também sou moradora da Península e acho, que já passou da hora de tomarmos providência, para que urgente/ sejas feito alguma coisa para nossa proteção. Não temos segurança nem dentro e fora do condomínio, principal/. Tínhamos que ter cabines co policiais no entorno do condomínio, ter iluminação suficiente e policiais na entrada, na rua que estão acontecendo os crimes. Pagamos muito caro e podemos exigir isso. Vejo crianças a noite andando de bicicletas e os pais achando que os filhos estão total/ seguros aqui dentro. Ledo engano, para sequestrar uma criança aqui é muito fácil.Precisamos agir antes que mais crimes sejam cometidos e não seja um de nós a proxima vítima.

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    2. Ana, concordo também com você.Vai haver uma reunião 4a.feira que vem para conversarmos sobre isto tudo.É muito importante a nossa participação.Vai ser divulgado o local e hora.Abs

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  5. Ouvi hoje pela manhã, que houve uma tentativa de assalto na Barra. Procurei na internet alguma notícia. Mãe e filha baleadas próximo ao Hospital Leila Diniz. Estão internadas no Lourenço Jorge. A situação está piorando....

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  6. http://oglobo.globo.com/rio/mae-filha-sao-baleadas-em-tentativa-de-assalto-na-barra-da-tijuca-7277480

    Mais um assalto. Na esquina da Leroy

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  7. Pessoal, ontem mais um caso próximo a Península confiram no globo online. Duas vítimas baleadas no sinal próximo do BarraShopping. Em 5 dias 3 ocorrências de assalto a mão armada. Hj fui na Rua e constatei um carro da pm atrás dia O2 junto com um carro da segurança da Peninsula. A pergunta é: até quando a pm ficará lá. Moradora Style.

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  8. Sem querer desmerecer a filosofia que deveria balizar a prática do "INDULTO DE NATAL", devo, no entanto, observar que 1.500 detentos, liberados por este mecanismo, não retornaram aos seus locais de detenção após o prazo de retorno estabelecido.
    Parece-me pouco provável que tenham mudado de "profissão", e certamente compõe uma parcela desta equação que resulta no aumento de delitos, às vezes violentos, que ora observamos.
    Quanto à idéia de desmatar a área de entorno para torná-la mais segura ou prestar homenagem à vítima, devo discordar totalmente. E justamente a presença (cada vez mais incomum) desse verde, desta cobertura vegetal, que faz o diferencial de nosso espaço de convivência. Vamos deixar o sofá em paz, e agir nas frentes que representam os verdadeiros culpados. Falta Justiça Social, para prevenir a marginalização de largos extratos de nossa excludente sociedade, e falta policiamento (em quantidade e qualidade)para coibir a ação daqueles que, mesmo em uma sociedade modelar optariam pelo crime como meio de interação social. Enquanto a elite brasileira (que tem aqui na Península diversos de seus capatazes) não provê a Justiça Social, que venha o policiamento do Estado, ou soluções paliativas como acréscimo de iluminação e extensão do perímetro de atuação de nossa segurança privada .

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  9. Tantas coisas erradas e tantas vitimas inocentes.
    Políticos corruptos.Governantes omissos.
    Código Penal (reformado!) defasado.
    Leis brandas.Regalias e benefícios para marginais quando não há a mínima reintegração a sociedade.É como nosso vizinho disse: pouco provável que um bandido indultado tenha mudado de profissão.
    E, nós temos que fazer o papel do Estado em termos de segurança e benfeitorias.
    Minha sugestão é: Entrar com uma ação contra o Estado, tendo em vista o que tem acontecido nos arredores, suspender o pagamento do IPTU (depositando em juízo) e, pleitear que ele cumpra o seu papel.
    Abs

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  10. Não é muita coincidência inauguração do Village ($$$$$) Mall e aumento da criminalidade????

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  11. Prezados vizinhos,
    Acabei escutar no jornal das 19:00h (Globo) que a Rioluz declarou que a luz no local, onde mãe e filha foram baleadas, é SUFICIENTE.

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    1. O problema não é a iluminação é o deserto dos locais. Nesse cruzamento e frenter a TOK STOK, qq um se esconde no matagal e qd parmos no sinal ele atacam. Precisamos de uma segurança efetiva, constante e não desse cala boca que estão fazendo agora por causa dos crimes e daqui a pouco acaba o policiamneto. Precisamos marcar uma reunião e exigir um esquema de segurança constante.

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    2. Lucia Regina13 de janeiro de 2013 01:02
      Ana, concordo também com você.Vai haver uma reunião 4a.feira que vem para conversarmos sobre isto tudo.É muito importante a nossa participação.Vai ser divulgado o local e hora.Abs

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  12. o local onde nossa vizinha foi baleada não foi onde foi postada a filmagem, mas sim no semaforo em frente a tok e stok, onde tem um cruzamento. depois ela conseguiu guiar o veiculo, mesmo baleada.

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  13. Por favor, precisamos marcar uma reunião com urgencia para exigirmos uma segurança eficiente e constante, para que possamos ter a segurança que temos direito pelo que pagamos.A bandidagem já sabe que aqui é terra de ningúem e que podem agir sem problema nenhum.É bom que isso aconteça logo, ára que não seja um de nós a próxima vítima

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    1. Ana Maria, quarta-feira próxima haverá uma reunião, coordenada pelo Pedro. Fique atenta e tente comparecer, será importante a sua participação. Atte Fernando Bello - Aquara

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  14. Caros Moradores, acabei de receber um convite para uma reunião aberta a todos os moradores junto com a equipe da ASSAPE , sobre o tema de Segurança , dia 16/01 as 19:30 hs , no stand do Barra Experience. Acho que é a grande oportunidade dos moradores questionarem os aspectos de Segurança de nossa Peninsula. Vamos todos , divulguem a seus vizinhos, é muito importante.

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