terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quarta: a segurança na hora da verdade


Vamos todos à reunião convocada pela Assape. Será a hora de botarmos os pingos nos "is" numa boa

Alvíssaras!
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A Assape convocou reunião para tratar EXCLUSIVAMENTE de segurança, por mera coincidência, para a mesma quarta-feira, dia 16, em que alguns moradores estavam agendando um encontro com finalidade semelhante.
Não há dúvida: todos nós temos o dever de ir à reunião da Assape, no confortável auditório do stand de venda da RJZ Cyrela, o "Barra Experience", ali ao lado da segunda entrada. Anote e não falte. Como postou um vizinho no CORREIO DA PENÍNSULA "é a grande oportunidade dos moradores questionarem os aspectos de Segurança de nossa Península. Vamos todos, divulguem a seus vizinhos, é muito importante".
Questionar, sim, sem essa de confronto, sem bate-boca, com toda a tranquilidade, numa participação COLABORATIVA, porque nesta questão tão delicada não existem "eles e nós". Estamos todos no mesmo barco, ou melhor, na mesma "Península" e se há um item pétreo neste ambiente de belezas mil esse é o da nossa segurança.
Temos algumas horas para elaborar nossas propostas e sugestões. Vamos torcer para que a diretoria da Assape abra espaço para ouvir a quem tem contribuição a oferecer, e que cada um trate de não repetir o que o outro já ponderou, tornando a reunião o máximo PRODUTIVA possível.
Aqui não cabe divagar porque só agora, depois da tragédia da outra quarta-feira, depois de outros sustos quase fatais, os moradores estão sendo chamados para uma reunião aberta.
Não é hora de apegar-se ao retrovisor.  Ruim será, sim, se esse encontro for só para OUVIRMOS. Aí, ao invés de esperanças, teremos a sensação de frustrante manipulação.  
Da mesma forma que sugerimos aos moradores o coração aberto, desejamos que também a diretoria da Assape e a "Comissão de Segurança" reconheçam que é preciso uma mudança radical em tudo que diz respeito à segurança. Porque não é de hoje que temos a sensação de uma grande lacuna nesse quesito.
Nos comentários postados no CORREIO DA PENÍNSULA, a moradora Íngrid, do Aquarela, registrou sua perplexidade ao constatar a falta de comunicação entre a segurança do seu condomínio e a da Assape (Ela, que estava com o marido, foi assaltada na segunda-feira e perdeu carro).  É como se uma empresa desconhecesse a existência da outra, numa aquarela desbotada: somando o que pagamos em cada condomínio e à Assape, temos um orçamento de segurança superior ao de muitas cidades. É natural que desejemos ver isso traduzido em atos concretos.
Mas é preciso deixar claro, como ponderaram no nosso blog outros moradores, que não podemos abrir mão em hipótese alguma da responsabilidade do poder público.  Vale aqui repetir a mesma comparação: o que nossa comunidade contribui em impostos não é pouca coisa, não.
Segurança pública, porém, não é só fazer circular eventualmente algumas viaturas ou estacioná-las por alguns dias nas proximidades, como forma  acalmar os ânimos dos moradores indignados.
Também não é ficar cantando regras para os moradores, como se o policiamento existisse e o problema fosse apenas nossa desatenção. O policiamento é inexistente porque o próprio 31º BPM atua com menos de metade do efetivo necessário, como me disse em off um oficial.
E aí entra outra questão, de natureza geral, mas que acabou sobrando para os cidadãos de bairros como a Barra e o Recreio: no momento, o governo do Estado só tem olhos para as chamadas UPPs (unidades de polícia pacificadora nas favelas) para onde está enviando todos os novos efetivos, totalizando  já 7 mil policiais militares.
Não é isso que vamos discutir na quarta-feira, claro. Mas podemos exigir atos mais inteligentes da segurança pública. Será que as blitz com fechamento de faixas da rua resolvem? Pelo que sei, quando tem uma barreira, a bandidagem fica sabendo na hora. Existe até "twitter" na internet avisando a quem está devendo para não passar pela barreira.
Resultado: acabam parando principalmente os cidadãos corretos, atravancam o trânsito e raramente pegam um bandido.
No nosso caso, que é o que vamos discutir, é preciso planejar a partir do  conhecimento das áreas mais vulneráveis e do uso que os meliantes fazem de duas situações inversas: aquele monte de sinais nas costas do Barra Shopping e o campo aberto na Rua João Cabral de Melo Neto, com os vários retornos e variadas rotas de evacuação com um veículo roubado.
Nessa reunião da diretoria da Assape com a major Fabiana Silva, iniciativa que merece nossos aplausos, além do caráter tutelar da oficial, duas coisas me deixaram preocupado: não estava lá ninguém da Polícia Civil, para onde vamos quando somos assaltados, e não se falou no policiamento a cavalo e de moto.
Observe nas vias as alternativas de fuga com o carro roubado
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Tive o cuidado de baixar a foto da área mais vulnerável feita pelo Google. Estou publicando aqui para pedir que raciocinem analisando exatamente as manchas de nossa vulnerabilidade.
Finalmente, gostaria de sugerir que todos os síndicos participem dessa reunião para que possamos compor um tripé de uma estrutura de segurança entrosada e otimizada: Assape, condomínios e polícia militar.
Tem muito mais para aprofundar, mas isso espero que seja um desdobramento natural da reunião, que envolva mais moradores na comissão de segurança, pois afinal, essa é uma colaboração voluntária. E quanto maior a comissão, melhor para dividir as tarefas.
Até quarta, amigos.

13 comentários:

  1. Já disse que a Assape deveria custear uma cabine da PM.

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  2. Eu realmente espero que todo mundo tenha direito de falar. A Assape está precisando ouvir muito e isso será bom para que se saiba tudo sobre a nossa (falta) de segurança. Acho importante também saber como ligar a segurança da Assape com as dos condomínios.

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  3. Eu também sou favorável a uma cabine da PM. Blitz nao resolve, só complica o trânsito. Outra ação importante é destinar uma parte dos canteiros para calçadas. Acho perigoso demais a situaçao de matagal no entorno. Já experimentei sair do via parque a pé depois do perder o onibus da Peninsula e foi assustador! Sem calçada e iluminaçao! Também testei ir pro trabalho de bike, já que meu escritorio é na av. das Américas. Impossível! A volta é perigosíssima. Voltei apavorada, pq aquela calçada "fake" de pedrinhas trava a roda. Pela trilha escuridão total. Estarei presente na reunião para ouvir e participar.
    Abs

    Priscila - FIT

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  4. Paulo Arantes Aguiar15 de janeiro de 2013 14:42

    Também vou à reunião, mas antes quero pedir a atenção da Assape para a facilidade dos caros como entram aqui. Um amigo meu disse que não teve nenhum problema para entrar. Disse no interfone que vinha para o Mandarim e mais não perguntaram. É preciso ter atenção também para os acessos.

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  5. Porfirio voce cita em seu texto "comissao de seguranca" porem em meados de setembro foram extintas todas as comissoes da Assape, passando só a ter um COORDENADOR SETORIAL que este deve fazer parte dos CONSELHEIROS COMUNITARIOS portanto hoje ainda estamos nas mãos dos conselheiros que insisto em falar que devem ser BEM ESCOLHIDOS em cada condominio só assim teremos retorno das reunioes, teremos confiança de que estamos sendo bem representados. É um cargo sem remuneração e voluntário, porém de grande importancia para todos nós da Peninsula, pois cada conselheiro vota conforme o numero de apartamentos do seu condominio numa Assembleia. Teremos em março uma nova posse de conselheiros comunitarios, portanto estamos em tempo para eleger um Conselheiro Comunitario que possa nos representar em cada condominio e a partir de Março termos uma nova vida ! ps: não estou criticando os atuais conselheiros, pois eu mesma fui conselheira por 2 anos e conheço varios e sei que são dedicados porém tambem sei, que muitos conselheiros não frequentam mais reunioes (talvez por motivos paticulares que nao vem em questão) e podem sim dar lugar a outros que possam ajudar NESTE NOVO MOMENTO ! lembrando que os COORDENADORES meio ambiente, transportes, seguranca, cultura, eventos, infra-estrutura SERAO ELEITOS ENTRE OS CONSELHEIROS.

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    1. ESQUECI DE MENCIONAR COORDENADOR DE ESPORTESs E COORDENADOR DE COMUNICAÇAO SOCIAL (REVISTA PENINSULA ENTRE OUTROS MEIOS DE COMUNICACAO). ALESSANDRA SEBA

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  6. Alessandra
    Obrigado pelos esclarecimentos. Não entendi essa mudança. Segurança, por exemplo, é algo muito sensível para ficar na mão de um único voluntário. Também sobrecarregar o Conselho não é racional. Não sei se seria o caso, mas esse assunto poderia entrar na discussão de amanhã ou nós já começarmos a pensar na Assembleia da Assape, em abril, e nas assembleias dos nossos condomínios, no mesmo mês, provavelmente.

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  7. Achei realmente MUITA coincidência essa reunião marcada para a mesma data. Ok, vamos então de bom grado participar colaborativamente e questionando o que tem de ser questionado. Mas que tem "olheiro" da ASSAPE no blog, ah isso tem. E é bom para que aibam o que acontece no mundo real.

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  8. Pedro, por favor, não deixe passar : ok, já avisaram que o assunto é segurança. Então não deixem de falar da cerquinha. Cercado também é segurança, mas no nosso caso o que pretendem colocar ali não são cavalinhos, nem árvores frutíferas, mas muita FALTA DE RESPEITO com a SEGURANÇA, com os princípios do projeto da Península, e com as pessoas ENGANADAS E TRAÍDAS sim. Pela falta de transparência, para ser educado e compreensivo com quem não está preocupado com outra coisa que .... Cada um pense o que achar melhor para concluir.

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  9. Tb fui assaltada no início de dezembro por dois elementos em moto, quebraram o vidro do carro, e levaram minha bolsa, assim que cheguei na delegacia na Barrinha, haviam mais 4 ocorrências naquele mesmo horário, era de manhã por volta das 7:45, isso aconteceu perto do Forum, saindo da Peninsula para ir ao SENAC Marapendi, ao lado do Barra Shopping. E eles continuam agindo. Está inseguro demais aqui!!! Infelizmente não poderei ir à reunião, mas uma única viatura no entorno é pouco, e já soube de outro caso semelhante ao meu, em frente ao O2.

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