terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Trocando em miúdos


Veja por que não há alquimia nenhuma em otimizar os transportes com custos racionalizados

Com toda a minha vivência, afirmo sinceramente: esses ônibus como estão é dinheiro perdido.  A proposta que está sendo apresentada é de otimizar o seu uso. Não haveria aumento da frota, mas sim um redimensionamento dos trajetos.


Pelo trajeto que faz e o tempo parado, temos os ônibus mais caros  da cidade 

 Importante seria a mudança do tipo de ônibus que faz os micro-trajetos: no lugar desses 10 luxuosos, que ficam boa parte do tempo parados ms Flamboyants,  seriam empregados 4, semelhantes àqueles que são usados em aeroportos, com maior capacidade, duas ou três portas ( que agilizariam embarque e desembarque) e passageiros também em pé.

Os outros 6 fariam percursos maiores. Hoje 9 em cada 10 usuários são empregados. Isto quer dizer que não há fluxos e contra-fluxos simultâneos. Pela manhã, a grande demanda é vindo para cá.  À tarde e à noite, o inverso. Se equilibrássemos a demanda,  teríamos: enquanto o empregado vem, o morador vai e vice versa. O custo atual por ônibus sai por R$ 20.000,00 mensais. A soma de quilômetros efetivamente rodados é irrisória para esse custo.  

Com esse mesmo valor, os mesmos ônibus poderiam fazer  um percurso de maior utilidade. Pois se presume claramente  que os mesmos seriam mais demandados pelos moradores.  
Se há resistência para os ônibus até o centro, por que não fazer duas linhas - uma para o metrô de Del Castilho e outra para o metrô de Ipanema? Isso na pior das hipóteses. Pois há outros aspectos: como ponderou um cidadão chamado Pedro Sérgio, que não é nem daqui, em cálculo simples, para cada viagem de ônibus de ida e volta até ao centro ou Zona Sul, teríamos menos 46 carros na rua.  Isso  faria um grande bem à toda cidade. 

Eu, já aposentado e minha mulher, que acaba de cumprir 31 de trabalho e conquistar sua aposentadoria, não faríamos uso desses ônibus regularmente, a menos que apareça novo serviço.  Mas o utilizaríamos nos locais onde o preço do estacionamento e o risco de multas são estressantes.

Só quem ganha, e não é pouco, com esse modelo estéril atual é a empresa cujos ônibus quase não rodam. Daí o grande interesse por nossos contratos. No modelo atual, tenho a nítida impressão do domínio da incompetência, falta de racionalidade e desperdício,  males que sempre evitei e que, por evitá-los, por ser rigoroso e criativo nas despesas,  estou chegando aos 70 anos administrando com austeridade nossa remuneração, sem dívidas e em condições de garantir nossos compromissos familiares (apesar do custo elevado com o plano de saúde, que é a nossa maior rubrica - somos 6).

É preciso efetivamente refazer a leitura dos procedimentos na Península. A Assape, infelizmente, ainda age autoritariamente, como se fosse a antiga SCAP, (um braço do empreendedor, que nomeava o administrador da Península): não assimilou o contraditório como elemento produtor da luz, ainda não entendeu que é representativa de todos os moradores e precisa ser mais flexível segundo  a dinâmica das demandas mutantes.

É por isso que me envolvo de forma tão apaixonada em cada causa que abraço aqui.

9 comentários:

  1. Sou moradora do Aquarela. Minha filha utiliza, quando consegue, os ônibus da Península.

    Fica horas no ponto esperando algum chegar. Quando chega ela não consegue entrar porque está cheio de funcionários... Aí ela chega atrasada, ou tem que chegar com uma hora de antecedência no local.

    Isso realmente está sendo um absurdo! Tem vezes que ela necessita pagar um táxi porque nem o segundo ônibus que aparece ela consegue entrar.
    Isso tem que acabar, afinal, também pago mensalmente pelo transporte e nada...

    Até o ônibus do Barrashopping está ficando cheio, pois é uma condução que nos deixa mais próximo dos pontos de ônibus da cidade e não necessita da carteirinha... Então enche, novamente, de funcionários, onde um dia minha filha ficou entalada e não conseguia sair...

    Abraços,
    Beth Fagundes

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    Respostas
    1. É o que vai acontecer se colocarem os pretendidos ônibus para o Centro nos moldes como está sendo divulgado.
      Com certeza há necessidade de um estudo técnico realizado por especialistas em transportes.Do jeito que está sendo proposto muita gente que é a favor não conseguirá utilizar.

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  2. Também concordo que uma rota para o metrô Ipanema, outra para o metrô Del Castilho em horários especificos, além da continuidade de um Circular Alvorada a cada trinta minutos atenderia a grande maioria dos Moradores e funcionários. Não esquecendo o ato de sustentabilidade ao meio ambiente.

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