sexta-feira, 8 de março de 2013

Dengue bate à porta

Água parada é a maior ameaça à formação de focos em nossos parques e áreas abertas
Inativa, a fonte armazenava na quinta a  água da chuva de terça-feira,  que pode facilitar focos de dengue
Uma fonte inativa no Green Park chamava a atenção dos moradores que iam passear com seus cães no cair da tarde desta quinta-feira, 7 de março: a parte superior da escultura formava um perigoso depósito de água da chuva. E àquela hora os mosquitos fazem a festa.
Essa não é a única fonte de dengue que pode nos trazer problemas se não for objeto de atenção diária dos serviços de conservação.  E os meses de março e abril são considerados de pico pelas autoridades sanitárias.
 "O risco de ter transmissão no estado é grande e o pico é em março e abril, então é hora de redobrar cuidado”, afirmou o superintendente de vigilância epidemiológica e ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.
Pelo menos dois óbitos em Araruama estão sendo investigados sob a suspeita de dengue.  Aqui na Península,  ouvimos comentários de que dois adolescentes foram afetados pela dengue, mas seus casos não seriam graves.
Este ano, desde janeiro até o último dia 2 de março, foram notificados 32.126 casos suspeitos de dengue no Estado do Rio. Segundo dados da Secretaria de estadual de Saúde, esse número representa 22% a mais do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 26.272 notificações. Nesse período, nenhum óbito foi registrado.
Durante todo o ano de 2012, foram notificados 184.123 casos suspeitos de dengue no estado, com 42 óbitos. Na comparação com 2011, houve aumento de 9,34% nas notificações por dengue, mas a quantidade de óbitos caiu 70% no mesmo período.
No município do Rio de Janeiro, do início do ano até o último dia 4 de março, foram registrados 6.285 casos. No mesmo período de 2012, os registros chegavam a 20.060. Em todo o ano passado, a cidade teve 135.465 casos da doença.
A mídia tem mostrado o despreparo dos órgãos públicos para o caso de uma epidemia. Algumasreportagens exibem o abandono de veículos e equipamentos destinados ao combateda dengue.
O secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, prefere transferir para a população a principal responsabilidade na prevenção.
“A população deve continuar a praticar os 10 minutos contra a dengue, buscando os focos do mosquito em sua residência e perto de sua moradia. Aos primeiros sintomas da doença, como dor de cabeça, febre, manchas vermelhas pelo corpo, deve-se procurar imediatamente um serviço de saúde. A dengue mata.”
No nosso caso, os espaços abertos precisam de atenção especial.  Segundo alguns especialistas, plantas como as bromélias, que são recipientes de água de chuva, têm uma toxina que impedem a formação de  focos de mosquitos.  O mesmo não se pode dizer dos vasos e dos recipientes de alvenaria. A atenção deve acontecer também nos vasos que temos em muitas de nossas varandas.
Sugerimos que você informe à Assape ou à administração do seu condomínio sobre recipientes de água parada, como o que fotografamos.

17 comentários:

  1. so uma pergunta? Pra que tanta bromélia, pois na trilha estao dizimando a mata nativa para colocar bromelia.

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  2. Não dá para acreditar que a Assape não esteja preocupada com essas águas paradas nos parques, isto até o dia que tivermos problemas mais sério, aí será sempre a mesma coisa, trancar a portar depois de arrombada.

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  3. Hoje ouvi pelo rádio declaração de uma autoridade da Secretaria de Saúde sobre um vírus da deng tipo 4. É bom ficar de olho mesmo.

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