sexta-feira, 26 de abril de 2013

Sozinho, arrombou o apto, pegou o cofre, fez a mala, chamou o táxi e foi embora

Isso teria acontecido na tarde do feriado de São Jorge.  Conto o que me contaram, mas custo a acreditar

O ladrão levou o táxi até a garagem para pegar a  mala
Para entrar num apartamento de condomínios sofisticados, fazer uma limpa e levar um bom ganho não precisa nem mesmo de um canivete. Há ladrões dotados de tal talento artístico, capazes de tais peripécias que deixam velhos policiais e antigos jornalistas de queixos caídos.
Este é o suspeito
Se você cruzar com esse cara, avise à Polícia
Ele foi filmado em várias situações pelas câmeras do condomínio
Esse tipo de bandido é raro, mas existe.  E escolhe agir nas melhores famílias, justo onde o aparato de segurança é mais ostensivo.

O que aconteceu no dia de São Jorge, um feriadinho carioca que, caindo numa terça, virou feriadão, vai entrar para o registro criminal da 16ª DP como uma peça em que a vida imita a arte. E não é para menos.

Nesse caso, não importa onde exatamente aconteceu.  Por que como foi  por estas bandas, podia ser em qualquer um dos milhares de condomínios desta cidade, onde o quesito segurança faz parte obrigatória e gordurosa do orçamento,em meio ao flagrante
despreparo das empresas do ramo.

Ao contar a história de um insólito arrombamento, mais uma vez só queria que cada um dos nossos leitores tirasse bom proveito.  Assim como aconteceu num tal condomínio de seguranças empavonados, poderia ter acontecido no seu.

É a velha e surrada história do brasileiro que só tranca as portas depois de arrombadas. Nesse caso, literalmente arrombadas, no sapatinho, em plena hora da sesta, daquele cochilo que a gente só pode tirar num dia de folga e quando o tempo lá fora não tem os adornos das luzes do sol.

Numa hora dessas, em que muita gente dorme no ponto, o bandido esperto não precisa nem de companhia. Nem mesmo de trazer de casa as ferramentas necessárias.

Por instinto, intuição ou por conhecimento da área, um rapaz que tinha tudo para ser morador do dito condomínio foi entrando portaria adentro como se estivesse em companhia do vizinho.

Ninguém perguntou nada. E a firmeza dos seus passos, como se estivesse atrasado,  ajudou a atravessar o primeiro obstáculo.

Dentro do condomínio, escolheu um bloco.  Qual o seu critério, só investigação futura dirá. E pegou sozinho o elevador. Quando a porta abriu no sexto andar, viu que na entrada de um apartamento havia jornais dos últimos dias. Era sinal de que o pessoal dali devia ter ido aproveitar o feriadão do outro lado da baía, ou em Angra -  para ele não fazia a menor diferença, é claro.

Curioso, no caso do jornal O GLOBO, este tem um serviço no qual você pode pedir a suspensão temporária da entrega. Mas aquele vizinho nem pensou nisso.  E não é o único.

O bandido deparou-se com um detalhe elementar: para abrir aquela porta precisaria de ferramenta.  E ele, que estava cheio da gana, não levava nem uma chave de fenda.

"Não tem problema -  racionou rapidamente - aqui deve ter uma casa de manutenção". E no sub-solo. Como era dia de São Jorge, quem sabe, poderia não encontrar ninguém.

E teve sorte. Não havia ninguém e a porta estava aberta. Acredita?

Escolheu a ferramenta de que precisava e subiu, agora com ar de quem precisava de ajuda por ter esquecido a chave de casa.

Voltou ao sexto andar sem preocupar-se com o tempo, que corria. Lá estava o mesmo cenário. Só precisava de destreza e domínio na ciência de abrir a porta alheia sem fazer barulho.

Devia ser do ramo, pois entrou tranquilamente e ficou à vontade para vasculhar o apartamento. É possível que já dispusesse de alguma informação. Ou de muito tato, muita experiência nesse tipo de crime.

Escolheu um cofre que encontrou malocado e selecionou peças de valor, mas pequenas. Sabia que havia câmaras no prédio e que não poderia dar nenhum sinal de exagero na sua faxina.

Diz-se que havia dinheiro e jóias no cofre. É para guardar valores a sete chaves que existem.  Achando-o, teria como fartar-se. Arrancou da parede com jeito e sem chamar a atenção.

Escolheu uma mala de viagem, dessas de quem vai para a neve no Canadá.  E arrumou direitinho os objetos, encobrindo-os com algumas roupas.

Com a mesma tranquilidade, encostou a porta do apartamento e se dirigiu ao elevador como fosse uma visita que estava de volta à sua terra amada.

Desceu até o térreo e com a maior cara de pau perguntou ao porteiro se ele poderia providenciar um táxi. Este disse que só indo até lá fora, por que não tinha como ajudá-lo.

Pelo que me foi narrado, pediu que guardassem a mala enquanto foi atrás do carro.  Estava confiando "seus pertences de viagem" a alguém na portaria. E não demorou a voltar.

Orientado, desceu com o táxi até onde estava a carga. Com a ajuda do profissional do volante, pôs tudo no porta-malas, com  cuidado para não pressionar o cilindro de GNV.

Demorou a cair a ficha da segurança. As câmaras normalmente são monitoradas de uma central. Mas como ele parecia um velho conhecido, só depois alguém se deu conta de que havia comido mosca. O ladrão já estava longe, como naqueles filmes que a gente vê todos os dias na tevê.

Os moradores do condomínio ficaram sabendo do acontecido, mas muitos pareciam incrédulos. Só a presença de uma viatura da PM sugeria que boa coisa não tinha acontecido.

Como já disse pela enésima vez, não gosto de dar esse tipo de notícia. Mas como também repito pela enésima vez, é a divulgação de fatos como esse que nos leva a refletir, a tomar providências. A exigir mais profissionalismo das empresas de segurança. A entender de uma vez por todas que um bairro com a lenda de altar dos emergentes, de milionários glamorosos, entrou para a agenda dos criminosos, que entendem mais de mercado de que muitos especialistas de nível superior.

Por favor, não me leve a mal. Eu mesmo vou cobrar mais cuidado na assembléia do meu condomínio. Estamos tão vulneráveis como os moradores desse, onde um único homem, agindo com elegância e tranquilidade, fez um ganho de causar inveja a quadrilhas armadas até os dentes.

Alerta também no CORREIO DO TAXISTA

Como o bandido usou um táxi para levar a mala com o produto do seu roubo, publicamos sua foto também no CORREIO DO TAXISTA, que editamos, e enviamos para os 2.109 taxistas cadastrados na mala direta.
Veja matéria em www.correiodotaxista.com

A Aventura de pegar o ônibus

Recebi e publico na íntegra:


"Bom dia!Hoje quero relatar mais uma coisa ocorrida com nosso transporte. 
O sr já sabe sem tirar a falta de respeito desta empresa com os moradores, tipo, a nossa palavra não vale nada, eles são mal educados e acham que mandam.
Ontem, 24 venho do centro pela zona Sul e solto dp ônibus do metro na Leroy cansada, simplesmente as 20:55 passa o ônibus nº 012 numa velocidade e nem se quer teve o trabalho de olhar pro ponto e eu fazendo sinal. Até onde vamos ter que aturar essa falta de respeito?
Nôo é a primeira vez,mas não adianta ligar ou passar email pra Assap pq eles não tomam providência nenhuma . 
Quem sabe. os funcionários da Assap(que nós moradores pagamos) e os motorista não fazem um estagio com a associação do Novo Ipanema, aquilo sim que é respeito ao próximo. 
Moradora Via Bela"

22 comentários:

  1. O problema do assalto tem por trás a falta de solidariedade e humanismo que as relações entre vizinhos tinham antigamente.
    Isso é causado pelo individualismo que impera na sociedade. Hoje mal nos olhamos ou cumprimentamos no elevador no alto da pseudo suficiência que nosso ego acha que temos por ter uma psdudo boa condição nos achamos o máximo e que podemos viver sós.
    Um vizinhos próximo retiraria os jornais, todos osmoradores e funcionarios conheceriam-se mutuamente se tivessemos o minimo de real convivencia em sociedade.

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  2. Pedro, bom dia.

    Funcionários do condomínio disseram já ter visto o autor do crime antes no prédio prestando serviço. Seria muito importante se você nos ajudar a divulgar a foto do criminoso para vermos se ele já prestou serviço na casa de algum outro morador do península.

    Resumindo a história, o meliante entrou a pé no condomínio, aproveitando a saída de um morador. El passou 3 horas dentro do condomínio, foi até o subsolo, pegou duas vigas de ferro, subiu pelas escadas e demorou menos de 14 minutos para descer pela mesma escada do subsolo com a mala de viagem com o cofre dentro. Ele deixa a mala escondida atrás de uma pilastra na garagem em um ponto cego da câmera, sai a pé do condominio pela portaria principal e meia hora depois volta de taxi, a segurança falha em não registrar o taxi, o taxi desce até a garagem, ele pega a mala e sai de novo.

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    1. Quando fiquei sabendo dos detalhes, alguns moradores amigos pediram para não dar o nome do condomínio e eu atendi. Se você tiver como conseguir a foto, sará uma boa prestação de serviço do nosso CORREIO. Basta mandar para o e-mail peninsula@pedroporfirio.com ou me avisar, que vou pegar.

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    1. Esse comentário está sendo excluído por fazer uma acusação frontal sob o anonimato.

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  4. Como morador da Peninsula a 1 ano gostaria de registrar minha total insatifacão pelo servico prestado pela empresa tursan de onibus.Antes de vir morar aqui morei em outos condominios com muito menor expressão e requinte como a Peninsula,e vivenciei um servico de transporte muito mais eficiente e profissional.Como morador e trabalhando no centro sempre faco uso deste transporte e posso vivenciar diariamente os absurdos de mal tratamento que os motoristas fazem com os usuarios em sua maioria prestadores de servicos e domesticas,e`visivel a falta de paciência,quase nehuma cooperatividade e ainda e mais grave a forma como eles dirigem em alta velocidade num trecho tão pequeno de atuacão.Nào adianta narrar inumeros fatos isolados dos problemas pois acho que os mesmos são bem sabidos pelos administradores da ASSAP.Lamentàvel que este tranporte tão necessàrio a nossa comunididade seja tão mal servido num condominio que vim morar esperando por ser de um nivel melhor teria servicos bem melhores mas infelizmente etava errado.Lamentavel

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  5. Gostaria de lançar uma campanha aqui: a tolerância ZERO com os motoristas da Tursan que FALAM ao celular enquanto DIRIGEM. Já cansei de reclamar e, muitas vezes, fui hostilizado pelo motorista, enquanto os demais moradores assitiam a tudo, SEM RECLAMAR ... Precisamos reclamar TODOS !!! São nossas familias que estão correndo perigo. Vejam o que aconteceu recentemente aqui no condomínio por causa do uso do celular na direção.

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  6. minha empregada sempre chega reclamando dos motoristas da Tursan falando ao celular.Falta fiscalização. A Assape não está nem aí.

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  7. P roubar um cofre malucado, pegar ferramenta no prédio c a porta da manutenção aberta, e ter escolhido um apto de alguém q viajou, obviamente, esse imóvel foi escolhido e c dica de funcionário q tem acesso aos aptos e a chave da sala de manutenção. Esse prédio tem q fazer uma mudança em seu quadro de funcionários.

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    1. Concordo plenamente! E este cara de pau ainda tem a petulância de se olhar no espelho! Cara, com esta foto e uma boa ação policial em conjunto com o taxi que pegou este bandido facinho capturam ele, é so querer!

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  8. Condomínio das mentiras: 8%de área construída. Sobre qual denominador? Basta apenas um olhar rápido sobre a área da Peninsula e facilmente percebemos 30-40% de superfície contruida, e ainda há lançamentos a vista. Transporte de qualidade. Bem, sem comentários sobre este tema que se encontra na pauta, e todos insatisfeitos, com exceção é claro da ASSAPE. Serviços: alguém já precisou comprar um pao pela manhã? Não consegue porque o que serviria como padaria funciona com horário de shopping.

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    1. Já fiz essa conta, impossível dar 8%!!! Medi a área total e só considerei construída as áreas dos prédios (descontei piscinas, quadras, parques...). 8% é a maior lorota!

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    1. Este comentário está sendo excluído por que o anônimo insiste em falar mal de uma pessoa, não assina e nem prova.

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