sábado, 20 de abril de 2013

Uma despesa que não tem como fugir


Quem se omite também vai pagar pelas taxas de condomínios aprovadas  por quem comparece à assembléia

Como você poderá conferir, escrevi a última coluna sobre maus prenúncios de aumentos elevados nos custos acessórios de nossas moradias – nos condomínios e na taxa “associativa compulsória” da Assape.

Como você poderá conferir, igualmente, a grande maioria dos 38 comentários postados nessa matéria voltou a tratar dessa guerra psicológica entre prós e contras a reformulação do sistema de transportes.

Por tal fenômeno, parece-me difícil propor reflexões sobre qualquer outro assunto que não seja ligado a essa queda de braço.  Como se aqueles que gostam de opinar, mesmo no anonimato, só tivessem essa preocupação. Como se tudo na Península se resumisse a um conflito que já foi afetado por uma carga pesada de impulsos subjetivos, pelo gosto de medir forças num nível de agressividade assustador.

Mesmo assim, como sou antes de tudo um morador, alguém que faz contas para honrar seus compromissos, que não tem por que procurar mostrar o que não é, considero que a racionalização de despesas que dependem de um bom gerenciamento, de rigorosa parcimônia,  e que são absolutamente obrigatórias, é um tema igualmente pertinente para a maioria dos que vivem aqui.

Uma omissão difícil de explicar

Pode até ser que essa preocupação não esteja em sua agenda.  No caso dos custos com condomínios, em qualquer parte das grandes cidades, o desinteresse de muita gente se reflete na baixa frequência às assembléias que aprovam os orçamentos e elegem os síndicos.

É como se fosse uma fatalidade cultural, uma questão de hábito. Em pouquíssimas vezes na minha vida tive oportunidade de registrar um comparecimento expressivo, deixando que algumas decisões do interesse de todos sejam tomadas por um pequeno grupo que se posiciona conforme sua proximidade com a administração ou sua visão pessoal. E por quem detém procurações, ou é proprietário de muitas unidades.

Essa omissão diante de decisões que terão peso concreto na economia de cada um é algo que não entendo, nem mesmo da parte de quem tem bastante ao ponto de preferir pagar mais a aborrecer-se ou expor-se na discussão sobre gastos de cujo rateio participará. Para alguns, aliás, ir defender seu bolso numa reunião de vizinhos é demonstrar que não tem condição de morar nesse ou naquele condomínio.

“Classe A” muda hábitos para gastar menos

Curiosamente, uma reportagem publicada em O GLOBO desta sexta-feira, 19 de abril, me levou a procurar entender mais a alma dos moradores da Península. Com o título de Inflação faz até classe A mudar de hábitos, a reportagem de página inteira mostra que algumas pessoas  decidiram reduzir certas despesas e assumem essa atitude com a maior tranquilidade, indiferentes às más línguas e a comentários maledicentes de vizinhos competitivos.  

A foto principal é de uma professora de piano que trocou o Werner por um salão menor. Diz a reportagem assinada por Clarice Spitz  eManuela Andreoni:

A professora de piano Olga de Lena, que mora no Jardim Botânico, eliminou supérfluos. Antes pagava R$ 50 para fazer a mão e o pé numa grande rede de salões de beleza. Quando uma ex-manicure abriu um salão perto de sua casa, migrou. Hoje paga a metade. Não estava mais disposta a pagar o dobro para, nas suas palavras, lhe servirem “coca-cola zero em uma bandejinha”.

— Tem uns macetes, você mesma pode levar a tinta para o cabelo. Aí paga só pela mão de obra. Porque eles botam uns 300% em cima — afirma.

Antes de decidir citar essa reportagem  no nosso CORREIO DA PENÍNSULA vacilei um pouco. Por comentários postados em nossas matérias, tive medo de ser mal interpretado. Falar em reduzir despesa aqui pode parecer uma ideia fora de propósito.

E os exemplos citados podem não soar bem entre alguns anônimos que logo poderão postar comentários como aqueles que apontam como “deslocados” os vizinhos que pleiteiam a extensão das linhas dos ônibus de modo a poderem utilizá-los, já que os micro-itinerários atuais são muito pouco usados pelos moradores.

Para que eu próprio não me enrede em tal polêmica pelo menos hoje, volto às decisões previstas e à importância da participação dos moradores nas suas assembleias.  No nosso condomínio, o Saint Barth, será  dia 29. No Green Lake/Garden, também nessa mesma data; já no Atmosfera,  foi agendada para o mesmo dia da AGO da Assape, 25. E nos outros? Não fiquei sabendo, que pena. Em alguns, até já houve assembléia.

Com toda certeza, estarei na assembléia do nosso condomínio. E quero desde já fazer  um apelo aos demais condôminos para que compareçam. Por que se é possível trocar de salão para reduzir despesas,  nessa rubrica do nosso orçamento não tem escapatória.  Qualquer aumento a mais vai direto para o bolso de cada um.

7 comentários:

  1. FORA BOLSA TRANSPORTE! FORA INFLACIONAR DESPESAS DO CONDOMÍNIO!

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    1. ihhhh a tal bolsa transporte traumatizou......kkkkkkkkkkkkkkkk

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  2. Nossa eu também sou contra a essa tal bolsa transporte. Hoje pagamos 205 mil por um transporte que vai até o via parque e um outro que de 2 em 2 horas vai ao quebra mar. Com esses 205 mil e algumas cabeças pensantes daria para fazer rotas e horarios bem melhores !!! Essa bolsa transporte que existe hoje na peninsula para enriquecer a TURSAN é realmente um absurdo !!!

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    1. caro anônimo de 20 abril 17:14, acho que voce não entendeu bem o espírito da coisa!!!!rsrssrs

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