quarta-feira, 22 de maio de 2013

Assaltos levam a Deli a mudar seu horário

Com empregados assaltados no caminho da Península, outros pediram demissão e a solução de emergência foi abrir mais tarde


Assaltos a funcionários vão levar a Península Deli a mudar os seus horários a partir desta quinta-feira. Ao invés do tradicional horário das seis, a direção vai retardar a abertura em uma hora. Por enquanto, não se cogita de mudança no horário de fechamento, que é ás 11 da noite.

André foi assaltado nesse trecho escuro, próximo ao antigo Barra Show
A medida foi adotada diante da decisão de alguns empregados de pedirem demissão, apavorados com a insegurança no trajeto entre a Ayrton Senna e a Península, já que, como a padaria tem de abrir às seis da manhã, eles fazem o deslocamento a partir das 5 horas, em meio a escuridão num bom trecho da rua Nelson Mufarrej. Esse trajeto tem de ser percorrido a pé, por que a Assape só habilita duas pessoas da mesma loja para usar o ônibus.

O ambiente de nervosismo passou a acometer os empregados no sábado, um dia depois da abertura, quando o funcionário André Marlon foi rendido as 5h10 da manhã pouco antes de chegar ao Barra Show, num trecho que é totalmente escuro, como o CORREIO já documentou e denunciou.

Ele vinha em companhia de uma moça, que também trabalha na Península, quando dois bandidos armados pararam uma moto e exigiram tudo o que levavam. Nesse momento, estava muito escuro e quem passou de carro nem notou o assalto.

Os bandidos seguiram em direção à João Cabral de Mello Neto e André, que trabalha como atendente de padaria, seguiu assim mesmo para a Deli, onde chegou bastante nervoso.

Horas mais tarde, duas empregadas que também fazem esse percurso no mesmo horário decidiram pedir as contas, alegando que se sentiam inteiramente inseguras e achavam que poderiam ser as próximas vítimas.

Isso levou a direção da Deli a tentar encontrar uma saída,  mas ficou sabendo que a Assape é bastante rigorosa no uso dos ônibus.  Na verdade, a Deli ocupa um espaço equivalente a 5 lojas, paga um condomínio do shopping bem maior,  e isso poderia pesar.

Mas a Assape não faz diferença na cobrança da contribuição associativa. Todos pagam a mesma coisa, independente do tamanho de sua unidade.

De imediato, como tem cerca de 20 empregados que têm que estar a postos antes da abertura, decidiu mudar o horário de funcionamento, o que prejudicará muitos moradores, inclusive alunos, que saem de casa cedo e costumam tomar o café da manha antes das sete.

O próprio gerente, Silvano Braz, fez o transporte de alguns empregados em seu carro nestes três primeiros duas da semana para que a padaria abrisse às seis. Mas essa pareceu uma solução muito precária.

Em relação à Assape, mesmo que quisesse facilitar o transporte dos funcionários da padaria, isso teria de implicar na mudança de horário dos ônibus. Segundo o site Peninsulanet, esses transportes começam a atender a partir das seis da manhã.

Enquanto isso, a Prefeitura não dá notícia sobre a iluminação num bom trecho da Rua Nelson Mufarrej, que passa em frente à extinta terra encantada. Mas já apareceram alguns postes, o que presume a possibilidade de restauração da iluminação.

Escuro também em condomínio

Numa grande condomínio, a luz desliga quando ainda está escuro
Essa não é uma situação exclusiva daquela rua. Em todo o espaço de lazer de um grande condomínio de 5 blocos, que dá  também para a Avenida dos Jacarandás, a luz é desligada automaticamente às cinco da manhã. Embora a síndica profissional tenha recebido e-mails com foto da escuridão, não tomou nenhuma providência.

Um morador, que é engenheiro, é que se prontificou a providenciar um eletricista de sua firma para resolver o problema, que também tem deixado seus vizinhos preocupados. Pelo que ficamos sabendo, o problema é que o desligamento foi programado para o horário de verão e a síndica, que não é moradora, não tomou conhecimento do risco, diante da possibilidade de ladrões entrarem por algum trecho da Jacarandás e aproveitar o escuro do toda o parque interno para chegar por trás até às portarias dos blocos, de acesso aos elevadores.

Canteiro desativado atrai dengue

O canteiro desativado pode virar criadouro de mosdquitos
Moradora no bloco 4 do Saint Martin, a nossa vizinha Talita Lopes Romano está preocupada com o canteiro desativado, que fica em frente ao condomínio e foi usado na obra do Península Open Mall.

De sua varanda, dá para ver o clima de abandono, com caixas d’água transformadas em recipientes  da chuva, o que significa potenciais criadores do mosquito da dengue.

Ela já enviou  as fotos, “pedindo a ajuda de todos”, já que esta é uma época de chuvas e  mudanças bruscas de temperatura.

Fica um apelo para que a Assape tome providência junto a quem usou o canteiro e não teve a preocupação de deixá-lo a salvo de riscos num período em que o mosquito da dengue é mais ativo.

30 comentários:

  1. Esta área a tempos deveria ser aberta a urbanizada.
    Poderia existir ali uma área gramada com mais vagas de estacionamento (nos moldes do existente ao lado da Assape), pois hoje esta acontecendo o que sempre prevíamos. Moradores estacionando irregularmente para aquela passadinha rápida no Shopping. Ninguém quer se dar ao trabalho de utilizar o estacionamento do Peninsula Mall.

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    1. Excelente a sua sugestão! É importante que a ASSAPE tome providências urgentes para retirar esse canteiro de obras desativado dali. Ter esse local abandonado é ruim para todos, não só pelo risco da Dengue, mas também pelos riscos à segurança de ter um local desses em nosso condomínio! Realmente essa área poderia ser urbanizada e gramada. Isso traria benefícios a todos!

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    2. Quando comprei o apartamento no bloco 4 do Saint Martin, o corretor tinha me informado que essa área seria um pequeno parque. Só espero que não inventem de levantarem mais um prédio, já que eles (Carvalho Hosken + Construtoras priorizam o lucro).

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    3. Será um parque. Mas uma dúvida, alguma empresa no mundo não visa o lucro? Essr papinho é cansativo....

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    4. fiquei sabendo que será uma unidade do parque shangai lá da penha!! U, U, U, QUe beleza!!!

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  2. Claudia Mattos P Martins22 de maio de 2013 12:26

    Porfírio, é complicado essa situação da Delli e do Peninsula Mall porque hoje a ASSAPE não pode dar mais do que duas carteiras por unidade, conforme estipulado no Regimento Interno ( esse foi, inclusive o motivo das desfiliação do Way office), que solicitou 100 ou 120 carteiras extras.

    E isso até se justifica porque uma das variáveis para o custo de um contrato de Transporte é o número de viagens (o número de km rodados) e , embora sejam viagens pequenas, hoje , para atender 120 funcionários ( só da Delli) seriam necessárias + 3 viagens de ida + 3 viagens de volta e , dependendo do horário, poderia gerar a necessidade de contratação de mais ônibus.

    Em um momento em que cada centavo é contado para garantir o Projeto de reestruturação dos Transportes e viabilizar o transporte para o Centro e Zona Sul para os moradores, não se pode pensar na ideia de carteiras extras para não moradores, na minha opinião. (Não podemos fazer "caridade" quando não temos o mínimo para atender a nossa família.) ou seja, acho que não podemos dar uma vantagem para não moradores quando mal temos orçamento para garantir os ônibus para o Centro para os moradores.

    Contudo, o problema existe, os assaltos estão aí e uma solução terá que ser encontrada.

    Em um dos projetos que foi enviado à ASSAPE foi proposta a possibilidade de que os empreendimentos comerciais pudessem adquirir carteiras extras PAGAS para o Transporte dentro da Barra da Tijuca. Um valor razoável, algo próximo ao preço de custo, isso na minha opinião. Com certeza isso seria mais barato para os donos dos empreendimentos comerciais ( mais barato do que, eventualmente, contratar eles, sozinhos , um ônibus).

    Bom, só pensando alto e dividindo a minha opinião com os demais moradores...

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    1. CARIDADE????XÃO TRABALHADORES;

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    2. SÃO TRABALHADORES (corrigindo)

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    3. Errado. A saída do Way Office não tem nada ver com carteirinhas, o buraco é beem mais embaixo.
      E o Regimento Interno fala em 2 carteirinhas para todo mundo:
      art 18
      "A. Para acesso ao transporte, os titulares terão direito a 2 (duas) carteiras individuais de usuário de transporte para cada unidade residencial; Parágrafo Primeiro – Necessidades adicionais deverão ser justificadas junto à Associação que poderá fornecer carteiras suplementares mediante análise de critérios pré estabelecidos pela ASSAPE oportunamente;"

      Nem menciona comercial. E na prática, todas as solicitações de carteirinhas são atendidas, nem eles sabem quantas cada apartamento. NEm aceitam devolução de funcionário q saiu.
      O Joelcio "criou" isso para brecar os comerciais mas libera geral para os residenciais.

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  3. Sou moradora do FIT e conversando com uma vizinha minha, fiquei sabendo que já houve assaltos dentro do próprio Península, não se restringindo apenas na área externa do nosso condomínio. Não sei se essas alegações são verdadeiras ou não, já que não conversei diretamente com as pessoas que sofreram os assaltos, mas acredito eu que não teriam o porque de mentirem sobre isso, principalmente porque alguns trechos são bem escuros, falta policiamento no local e a entrada de pessoas é de certa forma liberada, já que o Península não é um condomínio fechado.

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    1. verdadeiras. tanto em apartamentos (um saiu numa coluna do extra em 2010, passaram a limpa em joias, coisas pequenas de valor, o dono estava viajando) quanto na rua (trilhas,...). São "abafados" para não desvalorizar o empreendimento.

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    2. Acho engraçado ...... Vcs reclamam tanto do condomínio, por que não se mudam????

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  4. "... a Assape é bastante rigorasa no uso dos ônibus."

    Porfírio, não entendi essa frase... Pois alguns meses atrás meu marido estava no Via Parque esperando o ônibus pra voltar pra casa, eis que quando chegou, uma senhora entrou e o motorista pediu pra ver a carteirinha, a tal senhora (em tom debochado) perguntou: "Qual delas?! Eu tenho três..." e mostrou as 3 carteirinhas!!!!

    E mais, uma vizinha me contou que quando trocou de empregada, ela recolheu a carteirinha da antiga para devolver na Assape, o funcionário disse que não precisava... Ele nem se deu ao trabalho de inutilizar a carteira antiga!

    É preciso sim que a expedição de carteiras seja rigorosa, mas o recolhimento e baixa daqueles que não são mais funcionários, e até mesmo, moradores é IMPRESCINDÍVEL!!!

    Deveriam investir em um sistema informatizado, onde todos possam ser cadastrados, e que avise quando alguém já possua carteirinha e não emita outra sem dar "baixa" na antiga, evitando que diaristas, por exemplo, tenham uma carteirinha pra cada residência que ela preste serviço...

    Já me disseram que em outros condomínios, a cada 4 ou 6 meses, os moradores e funcionários devem ser recadastrados na associação, recebendo um selo(que muda de cor a cada temporada) para poderem utilizar os ônibus, ou seja, mesmo tendo a carteirinha, mas se o selo não for atualizado, não vale...

    Quantas e quantas carteirinhas existem espalhadas por aí nas mãos de pessoas que não trabalham ou não moram mais aqui????!!! E o pior, será que não foram repassadas pra outras pessoas?! É, pois o motorista não confere a foto com o rosto da pessoa, apenas certifica-se que quem entra traz nas mãos uma carteirinha...

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  6. Pão quente todo mundo quer. Ter alguém para limpar seus banheiros também. Mas pagar um condomínio mais caro para disponibilizar o acesso de TODOS os trabalhadores ao local de trabalho, quase ninguém.

    Isso é um absurdo! É o cúmulo da exploração! Nenhum ser humano deveria ser submetido a esse tipo de tratamento. Quem aqui trabalha em algum lugar inacessível ao transporte público e acha normal andar 30/40min por uma estrada sem calçada nem semáforo? Duvido que alguém ache normal algum parente descer no ponto do Via Parque e vir andando até o Península. Então por que seria normal para uma outra pessoa?

    Além disso, nós moradores que dependemos dos ônibus sabemos o transtorno que é passar horas num ônibus para chegar na Barra e depois ainda esperar outro ônibus para entrar no condomínio. Para os trabalhadores é ainda pior. Provavelmente eles vêm de mais longe e ainda enfrentam os piores horários para pegar os ônibus do condomínio - que passam diversas vezes lotados a partir das 16h. Se não bastasse o trânsito da cidade e a demora do transporte público eles ainda enfrentam a superlotação dos ônibus do condomínio. Ficam 15, 20, 30min lá embaixo esperando para conseguir SAIR do condomínio.

    Os trabalhadores da deli, do shopping e de todos os prédios deveriam pedir demissão em massa, isso sim. Aí quem sabe os moradores pensariam em tratá-los com dignidade.

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    1. Excelente seu comentário. Parabéns

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  7. Pessoal ! Não quero ser o dono da verdade . Mas quem é o responsável pelo Open Mall ? Isto é questão de gerenciamento . O. rresponsável procura a Assape e busca uma solução pontual. Pode até ser o de usar um ônibus para os horários específicos como já foi dito

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  8. Bom dia Pedro,
    realmente um absurdo o acontecido com os funcionários da Deli. Como não podemos inibir a violência, é ainda mais absurdo que os funcionários não tenham direito ao uso dos ônibus do condomínio. Dessa forma, todos saem perdendo.
    Agora, "aproveitando" o fato dos funcionários estarem pedindo demissão: será que não seria uma boa a Deli ao invés de contratar mais funcionários, tentar organizar a situação com os ainda contratados? Com tantos funcionários a padaria-mercado fica confusa o tempo inteiro, uma correria pra lá e pra cá, parece sempre estar cheia.
    Quem sabe com uma folha de pagamento menor, os preços dos produtos se tornam mais realistas. Do jeito que está não dá vontade nem de comprar um pão.
    abraço
    Pedro Saieg

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    1. Cara vc é sem noção.

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    2. Insisto na questão da Gestão. Toda empresa tem como responsabilidade em 1o lugar garantir a segurança não só no trabalho como no trajeto e na saúde. Isto é lei !
      O que está acontecendo é que o responsável não está procurando resolver o problema e com isso esta situação fica sem solução e aberta aos condôminos da Península. É apenas uma questão de ATITUDE.
      Resolver fica fácil quando se tem vontade se não, fica como está : uma situação exposta e ridícula, mostrando a total falta de cuidado com os funcionários sem ninguém assumir nenhuma responsabilidade.
      Eu me preocupo muito quando vejo esta situação mas não tenho a competência de resolver. Posso apenas escrever para levantar a questão e chamar para tomar uma ATITUDE os patrões envolvidos e os responsáveis pelo OPEN MALL

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  9. Esse problema dos funcionários do peninsula mall é muito simples de resolver. Basta a Assape INTERMEDIAR um acordo entre os lojistas e a Tursan, de modo que a Tursan forneça aquele microonibus que fica boa parte do dia parado para ser usado na entrada e saída dos funcionários. Os lojistas pagariam à Assape por carteiras de cor diferenciada para seus funcionários, que seriam permitidas utilizar apenas nessa linha do peninsula mall, repassado o valor à Tursan. Com um pouco de competência e boa negociação, a Assape poderia negociar a cessão desse ônibus em um intervalo específico, de modo que esse valor pago pudesse ser incorporado ao caixa da Assape para custear a melhoria do transporte aos moradores.

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    1. Excelente sugestão! Simples, objetiva e resolve o problema! Parabéns!

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  10. Sr.Pedro,
    Continuo só lamentando, infelizmente somos impotentes para resolver os casos de violência na cidade.
    Só temos uma segurança: Deus

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  11. Deus? Não esqueça o livre arbítrio. Se Deus protegesse alguém aqui na Terra, nem deixava nascer, ainda mais no Rio de Janeiro. Ou na África. Se não podemos fazer nada, imagine se Deus vai se preocupar com nossas mazelas. Se ele existe, deve estar preocupado com outras coisa, ou muito arrependido. Esse negócio de colocar tudo nas mãos de Deus é como cruzar os braços e se resignar. Lamentar não resolve nada, Dna. Maria Luisa.

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