quarta-feira, 8 de maio de 2013

O caminho das pedras

Num encontro informal, a professora Eva Vider repassou conhecimento e experiência  na questão dos transportes, sua paixão

Clique na foto para ver o vídeo do encontro com  EVA VIDER
Foi numa manhã de sábado, uma brecha na agenda, tempo mais ou menos cronometrado.  Eva Vider, professora de Economia de Transportes da UFRJ, tinha alguns amigos e muito carinho pela Península.
Tomou conhecimento da longa caminhada percorrida por um grande grupo de moradores que querem reformular o sistema de transportes da Península de forma a torná-lo mais útil, de preferência sem grande impacto nos custos, que hoje já são superiores a R$ 200.000,00 mensais.

Est
Eva Vider é um das autoras do estudo
sobre transportes por fretamento
ava envolvida com a questão do sistema de fretamentos contínuos como integrante de uma plêiade de especialistas em transportes preocupados com a mobilidade urbana.

É, além de tudo, moradora do Jardim Oceânico, na Barra e tem de deslocar-se para  no Fundão diariamente. Sabe o que isso representa diante de uma pressão de trânsito cada vez estressante, com uma proporção de veículos particulares dia a dia maior, nos níveis da Zona Sul.

Sabe que o deslocamento é o grande porém de quem optou conscientemente por fugir ao tumulto de bairros charmosos, como os da Zona Sul, cada vez mais desconfortáveis: Ipanema dos nossos poetas, por exemplo, está reduzindo sua população, que caiu de 46.808 moradores em 2000 para 42.743, em 2010.

Ela não  escolheu a cadeira de transporte por acaso. É apaixonada. Ainda jovem, fez parte do grupo que ajudou o arquiteto Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná, a pensar no início dos anos 80 o Rio do Século XXI.

Tem realizado palestras inclusive fora do Rio de Janeiro. Conhece a os caminhos de nossa cidade na palma da mão. É rigorosa nos diagnósticos, mas sem perder jamais a ternura, a simpatia e a simplicidade.

Se não fosse naquele sábado, teríamos que esperar algumas semanas. E isso poderia  ser ruim. Já há algum tempo, quatro conselheiros da Assape estão debruçados sobre as várias alternativas para que a Península possa preencher uma lacuna sem produzir  efeitos colaterais incômodos.

Dois desses conselheiros - ítalo Cruz e Paulo Gianinni - poderiam trocar idéias com ela naquele sábado. Tinham o reforço de Cláudia Martins, uma das signatárias de um dos projetos de otimização do nosso sistema de transportes.

Pela própria natureza da professora Eva Vider, seria uma conversa construtiva, elucidativa, mas informal. Intimista. Com seu carisma e com seu conhecimento de causa, sua experiência de cátedra, adota como método a partilha do conhecimento de forma despojada, de igual para igual.

Sentados em torno de uma mesa do Home Office do Saint Barth, ela e os três estudiosos da Península pareciam velhos conhecidos. O tema fluía no leito de uma caudal de informações.   

A mim, responsável por aquele encontro, não cabia outra tarefa senão procurar manejar minha câmera, no que, aliás, não fui muito competente.  Postei-me contra a luz e isso deu uma tintura própria, tipo nouvelle vague,   aos personagens. Também não tive muito cuidado com o som externo. Só vi isso na hora da edição.

Editar esse vídeo não foi fácil para este profissional de 52 anos de redação.  O ideal seria simplesmente postar todo o debate "in natura".  Mas aí teríamos 92 minutos de conversas que não foram interrompidas nem para o cafezinho que trouxe de casa. Conversas que corriam soltas, produzindo informações, mas fora das exigências que gerassem constrangimento, que interrompessem seu curso. 
Penei para reduzir a 25 minutos todo aquele manancial.  Aí falou o jornalista: era preciso cortar o tempo sem cortar a essência fértil da conversa solta. 
Creio que temos neste vídeo as linhas mestras da confluência entre o saber da professora especialista e o conhecimento na ponta da língua de quem está queimando a mufa para oferecer um projeto racional, pra ninguém botar defeito.

O grupo do Conselho ainda tem algum tempo para concluir seu trabalho. Os moradores da Península estão em boas mãos, nessa matéria.  É esperar que toda a lucidez emanada de estudos criteriosos encontre eco no Conselho,na Assape,  supere resistências e cristalize-se como mais uma razão pra gente viver prazerosamente neste oásis verde e bucólico.

O CORREIO DA PENÍNSULA, que já soprou a primeira vela - e a primeira vela a gente nunca esquece - vai assim cumprindo sua finalidade de blog proativo, integrado no processo de amadurecimento e aperfeiçoamento do convívio entre todos, fazendo da informação uma ferramenta de grande alcance na aproximação e defesa doas interesses comuns, segundo o nosso lema original: o vizinho é o seu amigo mais próximo.

10 comentários:

  1. Muito boa matéria! Parabéns a todos.

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  2. Tambpem gostei muito e achei a professora Eva muito simpática e sabe do que estava falando.

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  3. Porfírio, mais uma vez, agradecemos as informações transmitidas. Como nossa ansiedade em relação ao estudo que vem sendo realizado é bem grande, pois acreditamos na seriedade do grupo envolvido, continue nos enviando notícias sobre o andamento desse assunto. obg

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    1. Regina, participe do grupo REAIS AMIGOS DO PENÍNSULA no facebook. Lá os moradores trocam uma série de informações que são de interesse de todos, sobre os mais variados assuntos, dentre os quais, transportes, segurança, península mall, últimas notícias do condomínio etc.

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  8. Comentário excluído por ser PROVOCATIVO e de baixo nível

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