quinta-feira, 30 de maio de 2013

Peço a palavra: esta é a hora e a vez de dar um basta à vizinhança mal resolvida

Todo esse bate-boca sobre os ônibus emana de um deprimente estado   espírito intolerante e preso a mesquinharias

Pelos comentários postados cada vez que divulgamos uma notícia em relação à proposta para a reformulação do sistema de transportes, chegamos à dramática conclusão de que ainda temos de percorrer uma longa caminhada até um entendimento consensual – ou próximo – do convívio entre nós, habitantes desta península de aparência prazerosa.

Não me proponho  aqui a julgar quem quer que seja.  Posturas gratuitamente agressivas emanam muito mais de uma carga exógena que se incorpora inconscientemente ao psiquismo de cada um, em face de um ambiente competitivo eivado de impulsos primitivos, do que dos próprios temas objetos da polêmica.

O ser humano hoje é pressionado por um vírus beligerante que se instala em seus recônditos como condimento ofídico imperceptível e incontrolável. A intolerância e sentimentos congênitos de vaidade e inveja, de competição extremada, produzem atos mordazes de efeitos ilusoriamente compensadores, numa sequência típica da barbárie hodierna.

A questão da divergência no caso dos ônibus é exacerbada por elementos subjetivos inerentes às pessoas de uma época em que já não contam preceitos éticos e freios naturais dos tempos em que o catecismo cristão e filtros ideológicos moldavam  personalidades orgulhosas de atos generosos, dos bons modos, do respeito mútuo, da gentil serenidade, do despojamento altruísta, enfim, de idéias grandiosas sobre a vida, o convívio e o relacionamento.

Fatores mal processados de uma modernidade materialista e pragmática são potencializados pelo alto poder corrosivo das máquinas massificadoras e azeitadas para  os incontidos sonhos de consumo, a idolatria do sucesso pessoal como práxis, a necessidade paranóica de parecer mais e maior, o exibicionismo que enruste desejos não resolvidos e conflitos superpostos no âmbito das relações familiares mais íntimas.

O ser humano urbano que recebe milhões de informações alucinógenas e faz o que pode e o que não pode no saciar dos seus instintos já não se pode dizer senhor dos seus atos.

Uma comunidade heterogênea como a Península  não é imune a essas distorções de natureza cosmopolita. Pelo contrário: vivencia-se aqui uma concentração explosiva de idiossincrasias antagônicas aproximadas acidentalmente por motivações diferentes.

Se fizermos uma pesquisa e deixarmos que cada um responda espontaneamente por que optou por esta nova concepção de bairro, uma "cidade"  de população superior a 3.283 dos 5.565 municípios brasileiros teremos uma surpreendente variedade de respostas.


Obras de arte são fontes
de paz e convívio com
expressões  tocantes.
Poucos entenderam o elo potencial que os espaços comuns ensejam. Poucos se tocaram pelas mensagens transcendentes das obras de arte espalhadas pelo caminho, consagrando sentimentos belos de escultores barrocos e de outras tendências.

Pelo contrário, continuamos sendo aviltados pelo modo de vida em que a proximidade física é o maior  gerador de distâncias, em que é raro o cumprimento cordial até mesmo dentro de um elevador cubicular.   

Sofremos em dose dupla das mesmas psicoses da vida em vizinhança, perdidos nessa dualidade que, se não produzem atritos ostensivos intramuros, também não constroem relações consistentes, além da pelada do futebol e do convívio fortuito na academia e na piscina de cada condomínio.

Resgatar a vizinhança dos tempos das cadeiras em cada porta é totalmente inviável. No entanto, o seu contrário não precisa ser permeado de tanta insensatez, de tanta hostilidade e de tanta competitividade amargosa.  

Quem mora na Península mora num bairro novo, a Barra da Tijuca, novidade de 5 décadas, que ainda não se resolve conforme os sonhos dos sociólogos e urbanistas, que imaginam fatias autônomas e auto-suficientes no mosaico citadino.

Apesar do comércio pujante e de algumas atividades de serviços, somos ainda um bairro-dormitório e mal concebido no quesito deslocamento. Sob influência de interesses espúrios, não contamos com modais condizentes com a concentração populacional, quando seria de se supor que o metrô, barcas e outros equipamentos de melhor desempenho seriam implantados com maior urgência e maiores facilidades nos traçados destinados erradamente aos veículos rodoviários.

Essa contingência nos imprime um caráter vulcânico. Com uma população em crescimento muito superior ao de outros bairros, continuamos tendo na distância aos destinos laborais e escolares o nosso maior imbróglio.

Por um vício decorrente dos elementos citados antes, consideramos a posse e uso ostensivo de nossos automóveis como um troféu de alto efeito orgástico. E aceitamos por inércia primária fazer deles mais do que meio de transportes: são símbolos de poder que exibimos com o garbo de uma condecoração.

É essa deformação congênita e cultural que nos leva a distorcer o grande achado da moradia neste recanto.  A Barra da Tijuca hoje já tem 7 carros para cada 10 habitantes e é bem provável que esse índice seja maior ainda dentro da Península.

Poste-se às nossas entradas e você verá que de cada 10 automóveis, 7 transportam apenas o seu piloto, provocando todo tipo de danos à urbe, tanto em relação a uma locomoção que se faz compulsoriamente a baixas velocidades, como na nociva poluição do meio ambiente.

Na prática, esse senhor de um belo automóvel desfruta-o como um falso brilhante.  Além do estresse dos engarrafamentos, tem de enfrentar a falta de vagas e os preços abusivos cobrados nos estacionamentos.

Mesmo quem trabalha ou estuda perto não se pode considerar livre da maratona. Está cada dia mais complicado sair da Península em certos horários, principalmente no cair da tarde, querendo pegar o retorno para as Américas.

E esse é o tipo de dolo que não acomete só ao teimoso que precisa chegar o quanto antes a seu destino. A falta de lucidez no exercício do deslocamento tem efeito dominó, cada um engrossando o caos e a desordem urbana.

Dispor alguns ônibus fretados em alguns horários para o deslocamento de alguns moradores está longe de ser um remédio para a Península, a Barra da Tijuca e a cidade.  Mas tem um conteúdo altamente positivo na revisão dos hábitos e das concepções de uma cidadania que precisa se encontrar nos denominadores comuns.

Olhar longe, livre dos impulsos mesquinhos de auto-afirmação, sem os ranços amargos de uma queda de braço, é a melhor condição para entender esse quesito num universo em que a vida em condomínio tem exigências basilares para o gozo de benefícios diversos, fruídos em partes por segmentos diferentes que se alternam de forma compensatória.

Essa polêmica sobre transportes é de fato, como diriam os mais lúcidos, apenas a ponta de um iceberg num contexto de vizinhança não resolvida. Não pode ser um divisor de águas, nem tem os poderes do pomo da discórdia.

É, sim, a grande oportunidade de mostrar e serenar ânimos e impulsos ocultos, que estarão agressivamente presentes em toda e qualquer pugna, por pequena e pontual que seja.

É claro que não pretendo uma fraternidade de vizinhos -  cada qual com seu cada qual -  mas como seria melhor para todos se tivéssemos a sabedoria salomônica  de compor  com tranquilidade as necessidades e os desejos de cada um.



31 comentários:

  1. Fátima Cristina31 de maio de 2013 07:56

    Eu também lamento que meus vizinhos ainda tenham atitudes agressivas quando não concordam com uma coisa. Esse movimento pelos ônibus para o centro mostra que muitos moradores não entendam que uma mão lava a outra.

    ResponderExcluir
  2. Sou fã de carteirinha do Pedro Porfírio, me envolvo com sua escrita escorreita e inteligente. Não moro a Península. Moro no Rio 2, cuja concepção de bairro se assemelha à Península. Sou favorável a qual quer movimento que enseje a melhoria de vida da comunidade. Sou contrário a qualquer movimento, seja ele social ou político que tente desenvolver um espírito de comunidade, ligada à ideia, de um socialismo preguiçoso, onde a receita é de poucos e as despesas socializadas (todos pagam). Os ônibus alugados para atender uma necessidade, não só ecológica, retirando das ruas, uma quantidade enorme de veículos poluidores, como permitindo que, em horários de rush, poucos veículos transportem muitas pessoas.
    Só não concordo que pessoas que não os utilizem e nunca venham a utilizá-los tenham de pagar para os queridos vizinhos. Devemos incentivar a livre iniciativa, o arregaçar as mangas e não o bolsa família.
    Cada usuário pagando, um justo valor pelo conforto de ter um ônibus exclusivo, parabéns! A Península como o Rio 2 estão dentro do contexto da cidade. Seus moradores, além de pagarem IPTU, CEDAE, BOMBEIROS, IR e tantas outras taxas e contribuições, ainda tem de pagar ASSAPE e Amorio2. Por que essas associações não buscam junto ao poder público alguma compensação por essa dupla carga que os moradores desses bairros tem? Essa compensação daria para pagar o transporte coletivo que tanto se discute.

    Waldomiro Motta

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Waldomiro, perfeita a sua colocação sobre socialismo preguiçoso! Em um local onde moram pessoas com poder aquisitivo muito acima da média, não há necessidade do transporte ser socializado... Eu e minha família raramente vamos ao centro ou à zona Sul, por que então pagarmos o transporte para os que vão para lá?
      Rogério Cipriani

      Excluir
  3. Concordo com a manifestação do Porfírio sobre os residentes da Península, sobre a falta de educação e de civilidade que se observa, não só na ausência de gestos tão simples quanto configuradores de boa educação como o cumprimento aos vizinhos, o pedir licença, o obrigado, o respeito às normas em benefício do bem estar coletivo, o desapego ao egoísmo que faz com que cada um se considere mais importante que o todo; deixar o cocô de seus cães na relva onde mais tarde seus filhos estarão nela rolando, quando existem saquinhos para o recolhimento; trafegar com seus veículos em velocidade superior ao permitido somente para mostrar a velocidade de seus carrões; enfim, são tantos atos de incivilidade que nos entristecem, porquanto aqui poderia ser, sim, o paraíso que certamente muitos idealizamos quando decidimos morar na Península. "Bairro de bacanas" é como alguns dizem. Gostaria que fosse o "Bairro de educados", pois ter muito dinheiro não é sinônimo de "bacana" ou de "educação". Não é pecado ser rico. O pecado consiste em ser mal educado, ao lamentável pensamento de que por ter dinheiro pode tudo. Concordo com o posicionamento do Sr Waldomiro Motta, porquanto sou de opinião que nesse caso do transporte de longa distância tão somente os seus usuários é que devem suportar o ônus financeiro desse "conforto". Sou contra a socialização do ônus do conforto, por entender que os moradores da Península não precisam de "bolsa família". Isto nada tem a ver com os equipamentos coletivos de um Condomínio, a exemplo de piscinas, academia, cinema, pois isto já pré-existia no empreendimento ao qual cada um aderiu. Pode não usar por vontade própria, mas se quiser usar ali estará disponível, sem pagar mais por isso, salvo a taxa condominial legitimamente aprovada em Assembleia Geral de condôminos. Enfim, os que são contra, devem ter o direito de democraticamente defender essa posição, sem correr o risco de ser agredido por defensores da outra posição. O debate saudável, ainda que de contrários, faz parte do saudável exercício de democracia. Enfim, é como penso.

    Valdir Andrade

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Vizinho, a peninsula não é um condomínio, é um sub bairro da Barra, nada mais. A utilização desse "nome" é com fins comerciais. Cobrança de taxa por associação obrigatória está em descacordo a constituição federal ("livre associação"). Portanto, não há "equipamentos coletivos de um Condomínio" onde não há condomínio.

      Excluir
    2. Concordo plenamente!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

      Excluir
  4. Estou de pleno acordo com as palavras de Pedro Porfirio. Falta tolerância e solidariedade a muitos moradores da Península. Sou totalmente a favor do ônibus para o Centro e Zona Sul,apesar de, no momento, não precisar. Não sabemos o dia de amanhã.

    ResponderExcluir
  5. Porfírio,
    Parabéns mais uma vez por suas colocações, mas como coloquei no comentário da última reportagem. É muito fácil criticar se escondendo atrás de perfis de anonimos.

    ResponderExcluir
  6. Estou de pleno acordo com as palavras de Pedro Porfirio. Falta tolerância e solidariedade a muitos moradores da Península. Sou totalmente a favor do ônibus para o Centro e Zona Sul,apesar de, no momento, não precisar. Não sabemos o dia de amanhã.

    ResponderExcluir
  7. Estou de acordo com o Pedro Porfírio.
    Falta muita civilidade a alguns moradores da Península.

    Agora... A ASSAPE já poderia ter esfriado os ânimos quanto a esta questão a muito tempo se ao invés de solicitar uma linha quentão a prefeitura, tivesse solicitado uma linha de frescão nos moldes das existentes (empresa redentor) na Barra partindo de uma das portarias da Península.
    Acho que falta bom senso e objetividade. Perdeu-se muito tempo

    ResponderExcluir
  8. É claro que não pretendo uma fraternidade de vizinhos - cada qual com seu cada qual - mas como seria melhor para todos se tivéssemos a sabedoria salomônica de compor com tranquilidade as necessidades e os desejos de cada um.

    Muito sábio, acrescento o "VALOR DO BEM COMUM", hoje serve só para o outro, mais existe o amanhã e ai tudo pode se reverter.......

    ResponderExcluir
  9. Parabéns pela excelência de suas colocações!

    ResponderExcluir
  10. Parabéns Porfirio! Existe um grupo reduzido de vizinhos que demonstra uma das piores características do ser humano, a soberba.

    ResponderExcluir
  11. Acredito que a mudança na Península venha acontecer com a participação de novos integrantes junto ao conselho. Muitos conselheiros estão a tempo por não aparecerem novas pessoas que se interessem.

    Participe, candidate-se, crie sua chapa e passe a fazer parte atuante da comunidade que vivemos. Novos olhos são novas ideias e novas ações. Isso sem contar no desenvolvimento pessoal e profissional.

    ResponderExcluir
  12. Essas Pessoas que hoje atacam algo tão comum em diversos condomínios da região; amanhã, após a implantação, verão quão útil e necessário é o transporte público. Mas com certeza não terão a humildade de reconhecer e vir a público pedir desculpas por suas intransigências de pessoas mesquinhas, que é do contra simplesmente para contrariar. Pois é certo que eles não possuem helicópteros: e transitar de carro pelo Rio de Janeiro dia de semana é praticamente impossível.

    ResponderExcluir
  13. Grande Pedro Porfirio !!!. Não poderia ser mais objetivo oportuno sua matéria. Há algum tempo, por ocasião da tal reunião do ônibus, ficou de se apresentar um estudo com experiência de alguns ônibus fazerem a linha para o centro. Nunca soube de qualquer resultado ou decisão à respeito daquela reunião.Falta respeito,tolerância,solidariedade e principalmente bom censo a muitos moradores da Península. Sou a favor do ônibus para o Centro e Zona Sul,apesar de, no momento, não precisar. Não sabemos o dia de amanh

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caro Péricles,boa tarde!

      Dê uma olhada na matéria anterior que o Porfírio escreveu. O grupo mencionado por vc apresentou o resultado do estudo para reestruturação do Transporte na Península, viabilizando ônibus para Centro e Zona Sul e melhorias nos transportes na Barra com um aumento máximo de R$ 36,89 na cota da ASSAPE, em uma reunião realizada em 27/05. Ressalta-se que esse estudo será ainda analisado pelo conselho e poderá sofrer emendas....

      Excluir
  14. Realmente o POVO mal educado ! Vou dar apenas 3 exemplos recentes !

    1) Agridem convidados importantes representado o estado em palestra de segurança
    2) Agridem os conselheiros de sua própria associação, onde foram eleitos
    por maioria de seus próprios condomínios.
    3) Agridem um senhor de quase 90 anos, por ele descordar da necessidade de usar ônibus !

    Agora pare e reflita o perfil de quem agride mais na Península !

    ResponderExcluir


  15. Realmente o POVO mal educado ! Vou dar apenas 3 exemplos recentes !

    1) Agridem convidados importantes representado o estado em palestra de segurança
    2) Agridem os conselheiros de sua própria associação, onde foram eleitos
    por maioria de seus próprios condomínios.
    3) Agridem um senhor de quase 90 anos, por ele discordar da necessidade de usar ônibus !

    Agora pare e reflita o perfil de quem agride mais na Península !

    ResponderExcluir
  16. Meu caro PEDRO PORFÍRIO,

    Admiro muitíssimo você e louvo o relevante papel que vem desempenhando na nossa comunidade. Já manifestei-lhe isso algumas vezes, desde que o incentivei a candidatar-se a cargo público, lembra-se?

    Concordo com tudo que você disse sobre convivência e solidariedade, é uma lição de sabedoria.
    Mas peço-lhe que releia com atenção o segundo comentário (31/05), do morador Waldomiro Motta, que também presta um grande serviço a todos com suas muito bem medidas considerações.

    POR FAVOR, não considere a sua posição sobre o transporte na Península como um divisor de águas entre os egoistas e os solidários, porque isso não condiz com sua idade e com sua sabedoria.
    Não gosto de rótulos, mas você involuntariamente enveredou por um caminho que poderia realmente ser chamado de Socialismo Preguiçoso.

    Você sabe que as Leis, as Convenções e os Contratos praticamente só existem para proteger os mais fracos. Os mais fortes obviamente não precisariam delas, porque eles sempre conseguem impor sua vontade, seja com o poder do convencimento, com a força, a violência, levando de roldão, seja lá como for.

    Lembre-se de que em sociedades os mais fracos são normalmente as minorias. Portanto, Leis, etc. existem principalmente para proteger as minorias. Felizmente, nós temos na Península uma Convenção que, conforme já demonstrou parecer jurídico recentemente divulgado, além de proteger a Incorporadora (curioso, porque ela é forte!), protege também, talvez acidentalmente, as minorias que, no caso, não desejam utilizar o transporte e não gostariam de ser vítimas da tal bolsa-transporte. Apenas isso! Simples assim!

    Já que, conforme você e outros acreditam, a GRANDE MAIORIA deseja esse transporte para o Centro e Zona Sul, nada mais óbvio, racional e solidário que eles se cotizem e custeiem esse transporte de forma coletiva, o que seguramente representará um grande ganho econômico-financeiro para essas famílias. Não há nenhum empecilho legal ou de bom senso a isso. Mãos à obra, façam isso logo!

    O que escapa ao bom senso e ao nível de sabedoria que você já adquiriu é pretender impor esse custo às minorias que não desejam utilizar o transporte. Você sabe que há uma grande diferença entre ser solidário e ser bonzinho. Ser bonzinho é uma péssima atitude social, injusta e deseducadora. Desembarque dessa, meu caro, porque sua história não merece isso!

    POR FAVOR, pense nisso e respeite os direitos das minorias! Você é um Democrata, estou certo disso ou não teria apoiado você o tempo todo! Perdoe-me a sinceridade!


    Dirceu Teixeira de Matos

    ResponderExcluir
  17. A colocação do Sr Dirceu é lúcida e de extremo bom senso, a convenção foi elaborada corrigindo alguns enganos feitos no Rio 2 - onibus ponto a ponto, de forma a não onerar o custeio da Associação, desta forma acredito que as soluções podem ser alcançadas entre os que gostariam de "ratear" estas despesas e não impor aos que não se interessam ou não concordam com esta inclusão de serviço.

    ResponderExcluir
  18. Eis talvez uma boa questão para as minorias e para todos os moradores destas terras peninsulares : e quem poderia nos garantir hoje que pagamos um preço justo pelo transporte que temos aí? Se a maioria que o utiliza são empregados ou funcionários, então por que cada patrão não banca o transporte dos seus ? Dos operários, dos empregados do Mall, etc? Cada um que se vire, afinal, não estamos todos aqui podendo ?

    ResponderExcluir
  19. Caro Pedro, esta luta é muito difícil, muitas batalhas até chegarmos próximos de um consenso. Creio que a minoria jamais será convencida diante de teorias, por mais convincentes que possam ser. O que é preciso é que o grupo disposto a convencer os demais não se deixe iludir por falsas promessas. Porque esta proposta que saiu da ASSAPE foi de lascar. Precisamos sair do quadrado e buscar propostas que partam de A a Z e com custos cotados pelo grupo, para não acabar sendo engrupido, seja por más intenções ou por simples incompetência ou desinteresse mesmo de mudar o que aí está. Sou mais pelas duas últimas, incompetência e desinteresse.

    ResponderExcluir

Este espaço é livre para seu comentário. Saiba usá-lo evitando palavras agressivas e ataques pessoais ou inconvenientes.

Web Analytics