segunda-feira, 20 de maio de 2013

Primeiros socorros enquanto é tempo


Morador sugere à Assape treinamento de empregados para agirem em casos como presos em elevadores

O que acontece quando um elevador pára com pessoas dentro? Haverá alguém preparado na equipe do condomínio para providenciar imediatamente seu resgate. Certo?
CLIQUE   FOTO E VEJA O VÍDEO DO  CORREIO DA PENÍNSULADDD
Em junho passado, um jovem ficou preso quase duas horas num elevador 
do Sainth Barth, fato rotineiro  em todos os condomínios
Não. Errado.  Na quase totalidade dos 54 edifícios de até 15 andares que compõem os 25 condomínios da Península não há qualquer tipo de treinamento para que um empregado possa fazer qualquer coisa, além de pedir socorro à empresa de manutenção, geralmente a fabricante dos elevadores.

E só para essa providência elementar uma pessoa pode ficar presa por no mínimo meia hora.  Meia hora, diga-se, na melhor das hipóteses.

Foi impactado pelo que passou uma moradora  no Via Privilege que o nosso vizinho Elizio Moreira da Fonseca escreveu à Assape, com cópia para a síndica do seu condomínio, sugerindo a imediata realização de um curso para primeiros socorros nos moldes das brigadas contra incêndio.

Em sua mensagem, ele enfatizou: “tenho assistido o despreparo dos diversos funcionários no que se refere a primeiros socorros, sejam eles das formas que se apresentarem”.

E relata: “Esta semana mesmo, uma moradora se viu refém de socorro por meia hora, 30 minutos, presa em um dos elevadores, até que fosse providenciada a presença de um técnico da empresa instaladora e responsável pela manutenção daquele aparelho de transporte”.

“Não sei se estou sendo precipitado no meu julgamento quanto à ação dos funcionários do prédio, se eles estão limitados a só executar a ação de chamar à empresa responsável, ou algo mais poderá ser feito para resolver o problema que aqui cito” - pondera.

E ao sugerir que a Assape organize o treinamento dos empregados dos diversos condomínios,  algo quase emergencial, ao nosso ver, ele lembra que com isso teríamos pessoas em condições de prestar primeiros socorros em várias situações, além da crônica deficiência dos elevadores: “uma queda, um princípio de incêndio, um mal súbito e outros”.

Elevadores – um problema crônico

Segundo nossas estimativas, devemos existir em torno de 500 elevadores nos prédios residenciais da Península,  todos com gabarito de até 15 andares (a cobertura geralmente é duplex).

Pelos parâmetros de que dispomos, o custo mensal de manutenção desses equipamentos pode chegar a perto de R$ 1 milhão, somando todos os 25 condomínios.

Em geral, a manutenção é feita pelo próprio fabricante.  No Saint Barth,  condomínio de 5 blocos  e 27  elevadores, o custo mensal da manutenção previsto para 2013 é de R$ 36.190,00 (R$ 1.340,00 por equipamento). Já no Style, de 6 elevadores, a previsão é de R$ 4.774,00 ( R$  795,00 por elevador). Nesta caso, a administração fugiu do fabricante e trabalha com uma empresa dedicada exclusivamente à manutenção.

No primeiro, o atendimento é considerado péssimo, pela longa demora no  socorro e solução  (já teve elevador parado por 20 dias) e pela frequência de problemas. Numa emergência, em junho de 2012, durante a noite, a empresa levou mais de uma hora para providenciar socorro a um jovem preso no bloco 3.

Com esses valores, qualquer condomínio deveria exigir um profissional “residente”.  No entanto, apesar de cobrar o dobro por equipamento do Style,  a firma credenciada do Saint Barth, com sua a precária  manutenção, deixa os moradores em constantes sobressaltos.

O mais grave: ao contrário do que acenavam os corretores, os  elevadores dos prédios da Península, em sua maioria, não têm geradores de emergência, nem são dotados de tecnologia que permite abrir a as portas automaticamente no andar seguinte, em caso de pane.

A sugestão apresentada pelo  vizinho do Via Privilege é o mínimo que se pode imaginar dentro dos chamados padrões diferenciados da Península. Mas, com certeza, a deficiência do sistema de elevadores em todos os condomínios tem de entrar nas agendas comuns, antes que uma pessoa seja sacrificada em seu interior.

Síndica esclarece os limites da legislação sobre elevador

A título de colaboração, a sra. Graciete Bentes Figueira, síndica do VIA PRIVILÈGE,  nos enviou hoje, dia 5 de junho, a legislação sobre os casos de pessoas presas em elevadores.

Por oportuno, a transcrevemos  na íntegra:


ELEVADOR A Lei Municipal nº 2.743, de 7 de janeiro de 1999, determina, de forma taxativa, a proibição da intervenção de empregados do condomínio nos elevadores. Somente os técnicos da instaladora ou o Corpo de Bombeiros poderão remover pessoas presas no interior do elevador. De acordo com a legislação específica, o condomínio não pode atribuir a seus funcionários, ainda que treinados, a incumbência de retirada de pessoas em caso de pane nos elevadores, podendo vir a responder pela infração administrativa, assim como por qualquer prejuízo causado a terceiros.
veja o art. que fala sobre pessoas presas no elevador.Art. 53 - A Conservadora deverá instruir os porteiros ou zeladores dos prédios quanto as precauções e providências básicas a serem tomadas em caso de defeito ou paralisação do Aparelho de Transporte.
§1º - O proprietário ou quem o represente deverá desligar o Aparelho de Transporte que apresentar defeito, aguardando o comparecimento do mecânico da Conservadora.
§2º - Somente os mecânicos da Instaladora ou Conservadora ou o Corpo de Bombeiros poderão remover pessoas presas no interior do Aparelho de Transporte.
Assape começa a agir sobre carros abandonados

Numa reação positiva à nossa matéria sobre carros abandonados, produzida a partir de uma postagem do vizinho Fernando Bello na página do grupo Reais Amigos da Península, a Assape divulgou circular solicitando aos proprietários de veículos abandonados que providenciem sua retirada das nossas ruas.

Não é fixado prazo, mas a Assape informa que chamará o reboque no caso do não atendimento, medida que terá apoio de todos os moradores.

Funcionários da Assape fotofgrafaram seis acarrs abandonados na rua
O surpreendente no comunicado da Assape foi o número de veículos fotografados por  seus funcionários, muito maior do que dispúnhamos.  A falta de um prazo na circular poderá ser corrigida a tempo, evitando até mesmo um desgaste desnecessário na hora do reboque.

Imaginamos que a entidade também tenha entrado em contato com o condomínio onde foi flagrada a lavagem de lixeiras na calçada. Mas seria igualmente salutar que  fizesse uma circular a todos os síndicos sobre a inconveniência desse procedimento, que poderia ensejar uma multa municipal se o mesmo acontecesse fora dos limites da Península.

13 comentários:

  1. O que mais me impressionou nessa reportagem foi a diferença do custo de manutenção entre o Style e o Saint Barth, praticamente o dobro, será que são contratos de serviços diferentes ou será que o síndico do Style correu atrás de outras cotações de preços e o Saint Barth não fez o mesmo?

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  2. Beatriz Marandino20 de maio de 2013 19:24

    Boa tarde.Sou moradora do SAINT MARTIN bloco 2.Tambem temos muitos problemas referentes aos elevadores.O social da minha coluna frequentemente está parado e já ficou por mais de 3 meses com defeito e sem peças para reposição e desligado.Tb já aconteceu de pessoas ficarem presas e nenhum funcionário conseguiu resolver o problema.Tivemos que aguardar a empresa ATLAS, se não me falha a memória. Foi dito tb que a demora chega a 30 minutos ou até mais e pelo menos em meu condomínio, nenhum elevador tem ventilador dentro.Imaginem esses 30 minutos dentro de um cubículo, sem ventilação, com crianças,bebês ou idosos!!
    Beatriz Marandino.

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  3. Muito interessante a revelação casual e oportuna das diferenças de valores entre contratos de manutenção. Claro que podem ser muitas as cláusulas que fazem a diferença, mas 100% ? Acho que uma consulta entre os moradores dos diferentes condomínios com poderia ser muito útil para os questionamentos ou negociações futuras de contratos. Se na primeira descoberta se descobre 100% de diferença, imaginem uma consulta mais ampla ? Com relação aos carros abandonados, de fato, como comentei um tempo atrás, já ultrapassavam bem a dezena. Fiesta, Monza, Opala, etc. Ótima iniciativa da ASSAPE de lançar esta campanha de recolhimento ou reboque. Creio que seria oportuno afixar um aviso nos próprios carros abandonados. Alguns acredito nem sejam daqui, mas de quem encontrou aqui um lugar seguro, ao visitar um amigo, etc.

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  4. Fernando, excelente a sua ideia de fazer um comparativo entre os valores dos contratos dos vários condomínios. Vou procurar no balancete do meu condomínio e enviar para o e-mail do Porfírio. Aliás, caro Porfírio, fica aqui a sugestão para uma futura matéria - comparativo do valor dos contratos: manutenção, segurança, limpeza e etc.

    E Porfírio, parabéns pelo blog . Em pouco mais de um ano de existência, já está virando um "serviço de utilidade pública dos moradores do Península" . Continue com esse seu belíssimo e corajoso trabalho!!!

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    1. Ferei o mesmo e enviarei ao Porfirio. Poderíamos ter uma boa base de consulta. Sobretudo porque estamos numa concentração de prédios relativamente novos.

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  5. PREZADO PEDRO,

    Permita-me dizer que a afirmação de que nenhum dos condomínios da Península tem funcionários preparados para agir em casos de situações de emergência ocorridos no próprio condomínio não tem fundamento. Aqui no BERNINI os 4 (quatro) SUPERVISORES OPERACIONAIS (temos 1 em cada turno) já fizeram o curso de Segurança no Trabalho oferecido pela CÂMARA COMUNITÁRIA DA BARRA, visando cumprir a legislação pertinente a este tema, que estabelece que Condomínios com até 100 funcionários tenham, em cada turno, pelo menos 1 (hum) funcionário certificado com este curso. Com 100 ou mais funcionários a obrigatoriedade sobe para um percentual bem maior, pois é necessário ter uma CIPA, devidamente registrada no MTE.

    Além destes funcionários nenhum outro está autorizado a liberar pessoas presas em elevadores, pois isso exige cuidados especiais, a fim de não agravar mais ainda a situação, pois se algum acidente venha a ocorrer durante esta ação a responsabilidade civil será do Condomínio e do Síndico, que além de responder solidariamente nesta esfera, poderá ter que responder criminalmente de forma culposa, no mínimo.

    Entretanto, na próxima reunião do Conselho irei abordar este assunto para conhecimento dos demais Conselheiros e também para que avaliemos a possibilidade de criar uma Brigada de Bombeiros Civis para atuar em qualquer Condomínio da Península, com custo absorvido pela ASSAPE, o que certamente iria reduzir bastante o custo para todos os Condomínios membros.

    Peço que avalie a possibilidade de postar essa matéria no seu Blog, para conhecimento dos demais moradores, por se tratar de matéria de interesse coletivo.

    Um forte abraço,

    SILVIO IZOTON
    Síndico Geral e Conselheiro Comunitário
    RESIDENCIAL BERNINI

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    1. Silvio
      Falei da QUASE TOTALIDADE e não de NENHUM CONDOMÍNIO. Faço a ressalva de gostaria de aproveitar para elogiar o sistema de segurança do BERNINI, onde estive dia 15 passado em visita a um amigo. O controle de acesso pelas digitais, se funciona mesmo, é perfeito. Não precisa a gente andar com cartão magnético.

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