segunda-feira, 15 de julho de 2013

Poucos se acham representados pela Assape

Segundo pesquisa, 66% não se consideram representados; 5% se consideram e 28% de “certa forma”, sim. Resultado é parcial

Apenas 5% dos moradores da Península se consideram plenamente representados pela Assape. Outros 28% se consideram representados “de certa forma”. Já os que não se consideram representados somam 66%.
Durante as manifestações das últimas semanas, o DATAFOLHA fez uma pesquisa junto à população com a mesma pergunta: 87% responderam que não se consideravam representados nem pelos políticos, nem pelos partidos.  Esse número causou grande impacto junto aos governantes e aos parlamentares, e a questão da  REAL REPRESENTATIVIDADE tornou-se a grande pergunta também nas entidades de classe e organizações sociais. A ausência dela é entendida pelos cientistas políticos como o prenúncio de caos e ações inconsequentes.

  Resultado dos primeiros 5 dias, com 137 respostas
Você ainda tem até o próximo dia 27 para responder à pesquisa do CORREIO DA PENÍNSULA

Este foi o resultado da pesquisa que postamos aqui no CORREIO DA PENÍNSULA no último dia 10 e que representa a soma de 137 respostas. 

Mais grave é o relacionamento distante entre os conselheiros e os moradores do seu condomínio. Apenas 10% consultam sobre que posição a tomar nas grandes decisões da Assape, enquanto segundo 89% das respostas, os que votam em nome de todos os moradores do seu condomínio expressam mais suas posições pessoais.

Num dos temas mais polêmicos, a proposta de reformulação do sistema de transportes, 80% se manifestaram a favor da extensão das linhas até o centro da cidade, enquanto 19% se manifestaram contrários.

Ao fazer esse registro, admitimos que as respostas ainda são poucas em relação ao número de moradores. Por isso, resolvemos esticar o prazo de 17 para 27 de julho, acolhendo algumas ponderações sobre este período do ano, que é de férias.

Mas a pesquisa é do conhecimento de todos. Só a nossa newsletter vai para 5664 destinatários. Além disso, demos a notícia no grupo Reais Amigos da Península, que se tornou o grande ponto de encontro dos moradores pelo Facebook e hoje reúne 588 participantes.

O sistema de recepção dos votos é prerrogativa do programa de enquetes do Blogspot, onde nosso blog está hospedado. Essa ferramenta do Google bloqueia um computador depois que este emite o voto em um tema. Até prova em contrário, tem tudo para impedir a manipulação dos resultados.

Um convite à reflexão de todos

Mesmo se estivermos diante de uma amostragem  pequena – são números de apenas 5 dias de consultas – já temos indicativos que aconselham uma reflexão de parte de todos, especialmente dos que exercem o real controle da Associação Amigos da Península.

É muito constrangedor que das 137 respostas apenas 7 indiquem a plena satisfação dos moradores. Passa-se  a sensação de que a grande maioria entende a Assape como uma administradora da área necessária, mas não como uma associação representativa, embora todos, indistintamente, tenham sido compelidos a integrar seu quadro social no mesmo momento em que assina o primeiro documento de compra do seu imóvel.

Admitamos que os idealizadores desse modelo de entidade considerem que a representação é indireta, através do Conselho em que cada condomínio tem um representante. Este, aliás, é formalmente investido da representação dos vizinhos e tem a responsabilidade de posicionar-se em sintonia com pelo menos os moradores presentes às assembléias do condomínio.

Nem sempre os moradores escolhem seus representantes

Mas não é isso que acontece.  Em alguns casos, como no Grupamento Saint Barth, onde moro, existe um conselho atuante, formado por 5 subsíndicos e dois representantes dos 5 blocos. Esse conselho se reúne toda semana e em nenhuma dessas reuniões ouviu relato formalmente das decisões do no âmbito da Assape, nem antes, nem depois. E olha que o conselheiro, funcionário da Carvalho Hosken, procura ser o mais útil e mais correto possível, ajudando em muitos casos a obter informações e resolver problemas.

Nesse caso, a eleição do representante é feita na assembléia do condomínio que escolhe o síndico, respeitando as regras sobre número de unidades possuídas. Em geral, a Carvalho Hosken, que ainda tem muitas unidades para vender e é a grande “eleitora” numa assembléia, tem adotado a política de “ficar com a maioria”.

Mas no caso do Saint Barth, desrespeitou sua própria norma. Além de usar seus “40” votos para decidir quem seria o representante, numa assembléia que contava mais 39 moradores, foi o seu funcionário quem se apresentou como candidato e logicamente venceu, mesmo sem ser morador do condomínio.

Antes, era o próprio síndico, representante de uma empresa contratada, quem aparecia como representante. Isso acontecia  até há pouco com o Mandarim, cujo síndico  profissional também acumulava a condição de representante.

Cota igual para todos também é questionada

O uso desses mecanismos que pesam nas decisões teria que se refletir no relacionamento entre a associação e os moradores triplamente vitimados: são obrigados a serem sócios, nem sempre são os que escolhem os seus representantes e têm seus dirigentes escolhidos em chapa única, de forma indireta. Na última assembléia da Assape, menos de 30 pessoas estavam presentes.

No caso da Assape, irrita muito a prática de dois pesos e duas medidas: para a definição da escolha de um representante, usa-se o sistema de um condomínio, isto é, quem tem mais propriedades tem mais votos. 

No entanto, na hora de decidir o rateio, ao contrário do que acontece com os condomínios, todos pagam a mesma cota. Paga R$ 209,00 quem tem um apartamento de dois quartos (80 m2) e paga a mesma quantia quem tem uma cobertura de 500 m2.

Um dos dois sistemas está errado.  Ou o condomínio deve cobrar igual de todas as unidades – há uma corrente do direito que defende essa posição – ou a Assape deve considerar os mesmos parâmetros para fixar o rateio dos associados. Enquanto essa incoerência persiste, o correto seria fazer a escolha  do representante dos moradores considerando o voto unitário dos presentes a uma assembléia, até por que associação não é condomínio. 

80% querem ônibus para o centro

Finalmente, nossa pesquisa trata pela segunda vez do tema mais polêmico da Península, que tem sido abordado com pouca clareza pela Assape e de forma excessivamente passional pelos partidários das duas posições.

As respostas, porém, mantém a mesma tendência da primeira pesquisa: 80% das respostas apontam preferência pela mudança no sistema de transportes no sentido de assegurar condução também para centro da cidade, com a reformulação dos ônibus que fazem os micro-itinerários.

19 comentários:

  1. No Saint Martin também tínhamos um(a) conselheiro(a) eleito(a) pelos moradores que, por decisão própria acabou renunciando.... O síndico acabou indicando um outro morador, que, infelizmente não consulta nem mantém informados os moradores....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então convoquem uma AGO para nova eleição de conselheiro.

      Excluir
    2. No Saint Martin não é só o Conselheiro que é ruim não. È toda a Administração, sem exceção nenhuma.

      Excluir
  2. Alguma coisa tem que ser feita para mudar isso aí. A pesquisa está mostrando a insatisfação da grande maioria dos moradores da Península. Essa é a oportunidade de fazer alguma coisa pra valer que restabeleça o míninmo de respeito aos moradores do contrário não teremos outra alternativa se não questionar a obrigação de sermos associados.

    ResponderExcluir
  3. Por uma questão de justiça ressalto que as críticas levantadas no presente artigo não valem para o Conselheiro do Style - Sr. Gustavo Ribeiro - que sempre demonstrou conduta irreparável e democrática junto aos moradores do seu condomínio. Exemplo mais recente foi realização da reunião da última 3a feira em que convidou o Sr. Joelcio para a apresentar o projeto de Reformulação dos Transportes na Península e este tirou as dúvidas levantadas pelos moradores e anotou as sugestões. Com certeza se todo conselheiro fizesse seu dever de casa não estaria acontecendo essa saraivada de críticas à ASSAPE.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo plenamente com a informação acima. Meus filhos têm apartamentos no Style e eu sempre compareço às assembleias. Aliás, quando presidente, o Gustavo procurou encaminhar todos os pleitos de forma democrática, apesar das reações e pressões contrárias. Completando: o problema é que um presidente da Assape ainda é uma figura muito limitada, diante do poder maior e dos conflitos de interesses, além das posturas de alguns conselheiros.

      Excluir
    2. Concordo em partes.
      Não entendi pq quis continuar sendo conselheiro mesmo depois de dizer, em diversas reuniões, que queria sair. Um rodízio é importante.

      Excluir
  4. Conselheiros e CONSELHEIRAS !

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não tenho mais saúde para ficar de madrugada excluindo comentários irresponsáveis de pessoas que acabam oferecendo pretexto para prejudicar o nosso blog. Por isso, só me resta mesmo usar o sistema de moderação. Duvido se esse comentário que estou excluindo não foi colocado por quem quer me ver em situação legal desconfortável.

      Excluir
  6. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir

Este espaço é livre para seu comentário. Saiba usá-lo evitando palavras agressivas e ataques pessoais ou inconvenientes.

Web Analytics