quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A hora de separar o lixo reciclável

Lei estadual  que obriga condomínios a separarem recicláveis já está valendo. Vamos colaborar com o meio ambiente?
Na Península, a Assape espalhou coletoras de lixo seletivo, mas elas só recolhem
 nos parques, quando a maior parte dele está nos condomínios.

Camilla Maia ( O GLOBO - Caderno MORAR BEM)

RIO - É lei. Desde o dia 11 de junho, todos os prédios com mais de três pavimentos do estado estão obrigados a fazer a coleta seletiva, separando papel, plástico, vidro e metal em compartimentos diferentes. Iniciativa louvável em prol do meio ambiente que, no entanto, tem poucas chances de dar resultados concretos.

Sem definir multas ou punições para os condomínios que não cumprirem a legislação, nem determinar qualquer tipo de mudança na maneira como a coleta é feita em cada município, a nova lei corre o sério risco de não pegar.

— O síndico não pode obrigar os moradores a separarem o lixo. Se não houver uma conscientização da população e um posicionamento do executivo mostrando que a coleta seletiva é realidade, a lei pode cair no vazio — acredita Alexandre Corrêa, diretor de Assuntos Condominiais do Sindicato da Habitação, o Secovi-Rio.

Aqui no Rio, por exemplo, a Comlurb recolhe apenas 1,9% do lixo considerado reciclável e que chega a 1.991 toneladas por dia. Se cumprir sua meta, a empresa deve chegar a 5% até o fim deste ano. E a 25% apenas em 2016.

Autor da lei, o deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha  defende que ao legislativo estadual só cabe dar diretrizes gerais para que cada município se adeque:

— O que eu quero é despertar as prefeituras e a sociedade para um assunto que não é novo. A coleta seletiva já é discutida há pelo menos dez anos. Há, inclusive, muitos condomínios que já separam seu lixo e doam para instituições e cooperativas ou até vendem, revertendo esses recursos para os funcionários.

Tomar para si a responsabilidade de dar uma destinação final ao lixo pode ser realmente uma solução para os condomínios que cumprirem a lei aqui no Rio, já que o tipo de coleta seletiva feito pela Comlurb leva em conta apenas a diferença entre o chamado lixo molhado, ou orgânico — aquele formado por restos de comida, folhas, sementes —, e o lixo seco, composto justamente pelos materiais considerados recicláveis como papel, vidro, plástico, metal, pet. Ou seja, o condomínio pode até separar os tipos de recicláveis, mas o caminhão da Comlurb vai juntar todo esse material novamente.

16 comentários:

  1. Acho que a Assape poderia realizar palestras para os condomínios neste sentido.

    ResponderExcluir
  2. O Condomínio Aquarela separa desde sempre o lixo limpo do perecível. Pena que o caminhão da comlurb junta tudo. Solução: Multar a Prefeitura!!!

    ResponderExcluir
  3. também acho boa idéia multar a prefeitura, assim eles criam orgão p/ incentivar um novo mão de obra e cursos, gerando assim um novo trabalho de conscientização p/ o futuro da nova geração.

    ResponderExcluir

Este espaço é livre para seu comentário. Saiba usá-lo evitando palavras agressivas e ataques pessoais ou inconvenientes.

Web Analytics