segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Chumbinho misterioso

Assape quer saber mais sobre o veneno espalhado, moradores confirmam, mas quem falou com o "maluco" não apareceu

Como alega não ter constatado nenhuma morte de animal recentemente, a direção da Assape quer saber mais sobre as denúncias de envenenamento de cães, gatos e  gambás para tomar alguma providência.  As notícias foram postadas originalmente por moradores  no grupo Reais Amigos da Península, do Facebook,  e reproduzidas no nosso blog.  O foco principal agora é  identificar um homem que teria assumido a autoria perante uma moradora, a quem teria ameaçado.
CLIQUE NA IMAGEM E VEJA A MANIFESTAÇÃO DE MORADORES NA ASSAPE
Até que levem ao seu conhecimento alguma informação mais detalhada, para a direção da Assape não há como tomar uma atitude, embora todos as suas áreas ligadas ao caso estejam procurando esclarecê-lo. Neste sentido, a coordenadora do Meio Ambiente, Marília Cavalcanti, e dois delegados de polícia moradores aqui, que colaboram com a associação,  estão garantindo sigilo a quem informar qualquer pista a respeito do responsável pela colocação do chumbinho nos jardins, fato que não foi comprovado pelos funcionários da Assape. Marília quer esclarecer tudo, mobilizando inclusive as autoridades policiais, pois considera que informações como essas não podem ser difundidas sem fundamento.

Faltou quem sabia do "maluco"

Moradores e seus cães, em bom número, foram até a Assape na manhã desta segunda-feira, dia 11, e reafirmaram a preocupação a respeito, mas faltou a pessoa que disse ter conhecimento de quem pôs o veneno. Eles reclamaram também a implantação do parque dos cães, previsto no projeto original do empreendimento.

Ana Carvalho, proprietária do pet shop Bicho Perfeito, do Península Mall, confirmou que pelo menos um cão - Hulk - de sua cunhada, foi envenenado e foi atendido na clínica Via Canina. Ela também disse saber da pessoa ameaçada pelo suposto exterminador. E citou uma vizinha que disse terem jogado chumbinho em sua varanda. Alguns moradores, no entanto, acreditam que a pessoa ameaçada esteja evitando aparecer, temendo represálias, devido à repercussão das informações postadas.

Ao veterinário da Assape, Rafael Kleim, sua colega Paula, da Via Canina, confirmou que tratou o cão Hulk com medicação para intoxicação com organofosforado e aldicarbe, as substâncias do chumbinho. O cão foi socorrido com sintomas de envenenamento no dia 6 de novembro.

Segundo o diretor geral da Assape, Joélcio Cândido, a divulgação da notícia teve grande repercussão, mas a associação não trabalha até o momento com nenhum fato  concreto. A seu ver, se não se confirmarem as postagens, elas acabarão tendo efeito negativo, pois geraram pânico entre os moradores.

Por enquanto, tudo são dúvidas

Para ele, nem a foto do gambá morto comprova nada.  Não seria uma foto original, mas "escaneada".  Veja  no quadro a resposta do seu ator, postada no Facebook dos Reais Amigos da Península.
"A Assape me pediu as fotos com melhor resolução e eu enviei. Errei a data. Na verdade foi no dia 4/11 às 16:53h. Guardo os arquivos originais de toda a sequência com data, hora e até segundos, caso seja necessário". Carlos Tadeshi , trocando mensagens comigo. Clique na imagem para ampliá-la.



 Mesmo assim, todos os colaboradores da  Assape, inclusive o biólgo Mário Moscatelli e o veterinário Rafael Kleim foram acionados e estavam na reunião desta segunda-feira, nos esclarecimentos ao CORREIO DA PENÍNSULA. Kleim foi conversar depois com os donos de cães que se reuniram em frente à sede, juntamente com Marília Cavalcanti.

Uma funcionária da Assape entrou em contato com o morador, que indicou ser a foto original, feita na segunda-feira, 4, (data corrigida) um dia depois da dona do "Hulk"  o levar à clínica veterinária Via Canina, na Av. das Américas, o que permite supor que os bichos teriam sido vitimados durante a semana passada, embora o veneno possa ter sido espalhado antes.

Sobre isso, Ana Carolina Tavares, pesquisadora da UFRJ e moradora da Península, fez duas observações: na maioria dos casos em que o animal é socorrido rapidamente, ele se salva (a não ser que seja muito veneno);  o chumbinho fica anos no ambiente e, se diluído em água, penetra pela pele.

A possibilidade de que o animal procure um lugar escondido para dar seu último suspiro existe. Mas no caso do chumbinho, dependendo da quantidade ingerida, ele age muito rapidamente, como disse o veterinário Rafael Kleim, que tem em seus arquivos casos fatais envolvendo a fauna da Península.

Alguns moradores que costumam percorrer as trilhas disseram que é comum sentirem cheiro de bicho morto, sem verem o corpo. Kleim acha que isso é possível, mas lembra que são várias as causas das mortes e pede que em casos assim a Assape seja informada para que os trabalhadores dos parques possam agir.

QUE TUDO SE ESCLAREÇA
O mais importante é que se esclareça tudo, preservando a segurança de quem pode confirmar as informações postadas.  Para este blog, as pessoas identificadas que fizeram os comentários no Facebook merecem crédito.
Suas informações ganharam nossas páginas por que havia um clamor a respeito de um possível risco a que estariam expostos também as crianças. Se nada for comprovado, até por conta de ameaças, valeu o alerta, que despertou a repulsa da grande maioria dos moradores e levou a Assape a tomar uma posição clara, independente de quem seja o dono do cachorro que teria sido envenenado. Na área do meio ambiente, aliás, consideramos que o trabalho da Assape é muito visível.

"Maluco" que atacava dia 6 na Jacarandás
Não faz muito, no dia 6 de novembro, um morador postou no mesmo Facebook a foto de um indivíduo agressivo que ameaçava moradores na Rua dos Jacarandás com um porrete na mão. Isso às 8 horas da manhã.

Junto com a foto, fez a pergunta: "como ele entrou aqui?" Entre os mais de 30 comentários postados, uma vizinha observou:
- Se bobear é o mesmo maluco que saiu quebrando carro e agredindo pessoas há algum tempo na Av. dos Flamboyants! Os seguranças são tão bem treinados, que para conter o tal maluco, o prenderam na guarita da entrada 2!!!!

O autor da foto, no entanto, narrou sua perplexidade: "Após passar pelo indivíduo, avisei na guarita 2 e fiquei parado aguardando alguma providência. O maluco passou normalmente pela saída de pedestres e ficou conversando com os leões da entrada da Península. Ridículo!! Mais ridículo ainda foi não ter visto nenhum segurança!!!"

No dia, pensei em dar maior publicidade ao incidente. Mas o considerei irrelevante. Não sei se estava certo, pois nossas ruas são "públicas" e estamos de certa forma até mais expostos pela ausência da polícia. Essa ausência é tão sentida que outro dia, quando uma viatura da PM entrou, logo espalharam o boato de que teria havia um arrastão na Península. Boato que mostra como a falta de informação é nociva e engendra todo tipo de fantasia e paranoia. 

2 comentários:

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