quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Futebol na Península: a sexta é DELAS

As mulheres estão prontas para bater um bolão já na noite do dia 3, com muitas adesões e muita alegria. A primeira pelada a gente nunca esquece

A Península não poderia ficar indiferente à charmosa onda que invade os gramados de todo o mundo: a partir desta sexta-feira, 3 de janeiro, o ano novo terá como sua primeira grande novidade a ocupação do campo de futebol pelas mulheres, boas de bola ou não,  que já marcaram encontro pela página do grupo dos Reais Amigos e vão dar o ar de sua graça das sete e meia às dez da noite.

A iniciativa é da bióloga Jamile de Almeida Marques da Silva, ou simplesmente Mile Marques, moradora do San Martin, para quem essa cancha não tem mistério: ela já participou algumas vezes das peladas de quarta-feira com a rapaziada. "Sempre joguei futebol e me ocorreu a ideia de criar um horário só para as mulheres, já que atualmente só existem grupos masculinos e infantis organizados. O futebol se tornou um lazer muito comum entre as mulheres. O post no Reais Amigos revelou que muitas moradoras também se interessam pelo esporte e por isso é importante um horário exclusivo para mulheres".

De fato, desde que ela postou sua ideia no faceboock na sexta-feira, 27 de dezembro, começaram a chover adesões, o que permite prever uma noite de gala com a afluência inclusive de uma numerosa torcida, como não acontece nos horários masculinos. Maridos, pais e amigos serão bem-vindos, porém nos seus devidos lugares, como observou Mile Marques:  
"Os maridos não jogam por ser futebol feminino, mas como o objetivo do futebol feminino da Península é apenas diversão, os maridos são bem-vindos como goleiros, no apito e na divulgação".
Pode-se dizer que o jogo já começou na internet com um  bate-papo que concentrou as atenções de muitas moradoras, algumas, aliás, já estão concentradas desde a manhã do réveillon para a estreia de sexta. Uma delas, Emanuela Fonseca, que calça 36 e está procurando uma chuteira emprestada, admite adaptar-se: "caso não consiga uma 36, eu pego uma 39 e encho de jornais" - comentou, bem humorada, ao saber que Mile tem dois pares nesse número para emprestar.
Cláudia Mônica abraçou a ideia, mas foi logo abrindo o jogo: "aceitam uma perna de pau no time?" E foi mais longe: "quem quiser levar uma cervejinha para depois do jogo será bem vinda!"
A brasiliense Gizza Machado, que gosta de um violão, adorou a idéia da pelada feminina e advogada Amanda Kilian, como não poderia deixar de ser, pôs sua dúvida na mesa: "Posso chamar mais meninas?"

Lecy Gonçalves preferiu dizer que iria apenas assistir, mas Jaqueline Almeida informou que se não tiver coletes, que serão cedidos pela Assape como nas outras peladas de moradores, ela poderia levar. E Mariana Montes disse que pode não chegar exatamente às 19h30m: "mas depois que meu pimpolho dormir eu corro para o campo!"

Com essas atletas concentradas e dispostas a ocupar seu espaço no futebol da Península, nossas sextas-feiras certamente serão mais alegres e os homens terão muito o que aprender. Jamile está otimista: "O objetivo é diversão. Todo mundo é bem vinda. Jogar bem ou não é só um detalhe".

Bate bola com Mile, atleta desde pequena

Mile Marques, destaque no time feminino da UFRJ
CORREIO DA PENÍNSULA -  Como surgiu a ideia dessa pelada de mulheres?

MILE - Sempre joguei futebol e me ocorreu a ideia de criar um horário só para as mulheres, já que atualmente só existem grupos masculinos e infantis organizados. 

CORREIO DA PENÍNSULA - Então, cocê já jogava antes?

MILE - Sim, jogo desde pequena. Nas escolas em que estudei, na universidade e com amigas.

CORREIO DA PENÍNSULA - Conhece mais algumas atletas?

MILE - Sim, o futebol se tornou um lazer muito comum entre as mulheres. O post no "Reais Amigos" revelou que muitas moradoras também se interessam pelo esporte e por isso é importante um horário exclusivo para mulheres.

CORREIO DA PENÍNSULA - Os maridos já jogam? Estão dando apoio?

MILE - Os maridos não jogam por ser futebol feminino, mas como o objetivo do futebol feminino da Península é apenas diversão, os maridos são bem-vindos no gol, no apito e na divulgação.

CORREIO DA PENÍNSULA - Estão tratando da organização, incluindo juiz e goleiros?

MILE - Não é comum utilizar juízes e goleiros nas peladas de futebol feminino. Mulheres são geralmente mais calmas, o jogo é mais tranquilo e sem polêmicas. Não precisamos de goleiros e juízes especificamente, mas seria ótimo se os maridos se voluntariassem para estas funções.

CORREIO DA PENÍNSULA  - A Assape vai fornecer coletes e bola?

MILE - Sim, a ASSAPE fornecerá colete e bola e divulgará o horário do futebol feminino adulto nas próximas edições da revista.

CORREIO DA PENÍNSULA - O que uma moradora deve fazer para participar?

MILE - Basta entrar em contato comigo para fins de orientação.Tel.: 99857-9166 / 98371-3421; Email.: jamileufrj@gmail.com

CORREIO DA PENÍNSULA - Pode convidar amigas de outros condomínios?

MILE - Sim, claro. Podemos convidar pessoas externas, basta informar o nome completo e o CPF para que eu possa comunicar à ASSAPE.

9 comentários:

  1. Minha mulher também está muito empolgada. Não sabia que esse futebol ia mexer com a rotina dela. Estarei lá na torcida.

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  2. Que legal! Estamos todas muito animadas, vai ser ótimo \o/

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