domingo, 19 de janeiro de 2014

Motos que ameaçam a boa vizinhança

Moradores reclamam e Assape pede PM para coibir "atos irresponsáveis ante omissão dos pais"



"Hoje presenciei uma (cena) preocupante. Rua dos Jacarandás, direção da portaria, 23:44hrs. Cruzei com três motocicletas em alta velocidade fazendo um "racha", provavelmente dirigidas por menores de idade, sem capacete".

O relato consta de uma mensagem enviada por um morador do Aquarela à Assape no último dia 15 de janeiro. No seu texto, ele expressa sua indignação diante da insegurança provocada por jovens motoqueiros, objetos de outras denúncias, que se transformaram num desafio para todos, inclusive para seus pais.

Por conta das manifestações que tem recebido, o diretor geral da Assape se dirigiu por ofício ao comando do 31º BPM, dia 17,  pedindo a realização de operações "com o intuito de flagrar menores conduzindo veículos de cilindrada superior a 49 CC".

No ofício ao BPM, Joélcio Cândido afirma: "temos presenciado atos irresponsáveis desses jovens e a omissão dos seus pais em proibi-los de trafegar com tais veículos em vias públicas de grande movimentação de veículos".

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A iniciativa da Assape foi aplaudida por vários moradores. Flávia Giacinto postou foto e o link da associação na página do Grupo Real Amigos da Península, comentando: "finalmente temos um bom posicionamento da Assape".

Não é a primeira vez que esse assunto entra no debate do grupo, cada vez mais numeroso. Um texto postado por Pietro Del Nero em 9 de janeiro desencadeou uma discussão rancorosa, com ofensas pessoais e muita grosseria em 169 comentários.  Pietro postou a foto de um quadriciclo na calçada do Open Mall e escreveu:    


"Não são apenas os jovens que desrespeitam as leis, um ótimo exemplo são esses maiores de idade, com no máximo 50 anos que pararam um veículo motorizado em cima da calçada do shopping mall logo em frente a uma placa de proibido estacionar. Estou indignado com a falta de respeito desses cidadãos no nosso condomínio de luxo".

O que fazer diante dessa situação desconfortável? A Assape, que deve ter recebido muitas reclamações, fez o ofício e publicou em seu site. A postagem de Flávia Giacinto também suscitou controvérsias, por conta dessa atitude atípica da direção da Assape,  que não teve a mesma reação em relação à sucessão de assaltos no entorno e ainda informou a uma moradora que não havia sido formalmente comunicada dos mesmos; portanto, não havia o que fazer.

Há quem esteja pagando para ver se o 31º Batalhão fará mesmo essa operação, porque o trânsito aqui é de responsabilidade da Guarda Municipal. Tanto que ela tem sido chamada algumas vezes para multar carros estacionados onde há placas de proibição. Além disso, embora seja um problema antigo, não se tem conhecimento de qualquer discussão no âmbito do Conselho de Representantes dos condomínios. Os conselheiros bem que poderiam dar o primeiro passo para evitar que se chegue a uma ação policial extrema.

Um morador, porém, foi mais incisivo: Saulo Machado Loureiro criticou: "é sempre assim, para matar um rato, toca fogo na casa. Chamar o batalhão para dar flagrante em menores pode não ser a melhor solução. Valeria muito mais a pena realizar uma campanha educativa e colocar os "come e dorme" da segurança para fazer esse procedimento, parando os menores, identificando-os e levando-os a Assape para aplicar advertência e em caso de reincidência, multar os responsáveis, conforme previsto no regimento".

Saulo quer evitar situações desconfortáveis, mas a verdade é que os seguranças privados da Península não têm poderes legais para levar ninguém à Assape, muito menos para multar.

Moradores que viram mais de uma vez as incursões dos jovens querem que se recorra ao poder público, antes que elas causem um acidente.  Na sua mensagem à Assape, o morador do Aquarela foi muito claro, depois de falar dos três motoqueiros em alta velocidade:

"Um pouco mais a frente cruzei com um segurança do condomínio, parei o carro e relatei a situação. Ele me informou que a cena é recorrente, e que eles (os seguranças) já alertaram essa garotada diversas vezes, mas em vão. Nem culpo os seguranças que não tem poder de policia para tomar as medidas cabíveis.

Ainda essas semanas presenciei situação semelhante enquanto caminhava pela mesma via por volta das 19:00h, desta vez uma motocicleta com dois ocupantes, visivelmente menores de idade, sem capacete, dirigindo em alta velocidade.

Pelo visto essa garotada se reúne a noite em frente ao centro comercial com suas motocicletas e quadriciclos.

Mais me choca a irresponsabilidade dos pais desses menores, por colocarem esses veículos que são verdadeiras armas na mao da garotada. Imagine um deles perder o controle e atropelar alguém que, como eu, faz exercícios nas ruas do nosso bairro, ou pior, uma criança ou até mesmo um bebê.

Busco na Península um lugar tranquilo e seguro para viver. Pelo visto isso tem sido uma utopia. Assaltos já ocorrem dentro do nosso bairro (como ocorreu recentemente a uma idosa) e agora "tranquilas" ruas da Península têm  servindo de pista de corrida para formar a futura geração de monstros do asfalto.

Não podemos permitir a falta de ordem dento do nosso bairro. Esse mal tem que ser sanado antes que ocorra um acidente. Espero da ASSAPE as medidas necessárias para combater essa situação, seja através de comunicados, campanhas e ate mesmo contando com a ajuda da policia militar – afinal nossas ruas sao de domínio publico, e não terras sem lei".


O problema está posto e o que esperamos é seja enfrentado com serenidade, num clima construtivo e de boa vizinhança.

14 comentários:

  1. Maloqueiros de papai Rico!

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  2. Já presenciei, em outra data, adolescentes na mesma situação, dirigindo motos em alta velocidade, sem nenhum tipo de fiscalização interna. Lamentável... Espero providências, antes que vidas sejam prejudicadas.

    Mara

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  3. Ricardo (por e-mail)23 de janeiro de 2014 00:23

    Bom dia Pedro,

    Fico feliz em ver que você continua firme e forte após o procedimento cirúrgico que você passou.

    Com relação ao seu artigo abaixo, você tem o meu total apoio neste assunto. Já sofri na pele a irresponsabilidade de certos pais em deixar os seus "filhinhos" usarem quadriciclos de 400 cc à
    mais de 50 Km/h dentro do nosso condomínio. Na época, a direção da ASSAPE fez vista grossa e me falou que nada poderia fazer...

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