terça-feira, 7 de janeiro de 2014

O caos nosso de cada dia

Moradores temem estação no Jardim Oceânico. CCBT pede extensão da linha 4 do metrô e critica BRT
A Prefeitura está bancando o BRT para a estação do Jardim Oceânico, a
um custo de R$ 92 milhões, com a construção de uma viaduto e despesas
que poderão ir para a lata do lixo com a expansão do metrô.
Uma catástrofe iminente - assim os moradores do Jardim Oceânico imaginam o início das operações da Linha 4 do Metrô, em 2016, com ponto final ali. Se não levarem a linha até o Terminal Alvorada será o caos e todas as ruas se transformarão num grande estacionamento - acentuam.
Essa opinião, expressa pelo presidente da Associação de Moradores da Tijucamar e do Jardim Oceânico (AMAR), Luiz Igrejas, encontra eco na unanimidade dos técnicos da Secretaria de Transportes, segundo o vereador Carlos Caiado, que recebeu documento com essa posição do secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes. O relatório nesse sentido é assinado por Newton Leão Duarte, coordenador da equipe de revisão do Plano Diretor de Transportes Urbanos (PDTU), que orientar as políticas públicas da área em todo o estado.

A Câmara Comunitária da Barra da Tijuca está liderando um movimento pela extensão da linha 4 do Metrô até o Terminal Alvorada no contexto de outras medidas urgentes, como ressaltou seu presidente, Delair Dumbrosck.

“Nossa reivindicação é para trazer o metrô até ao Terminal Alvorada. Não tem sentido a Prefeitura estar fazendo uma licitação de uma nova obra do BRT ligando o Terminal ao Jardim Oceânico e ainda construir um novo terminal.  Queremos a extensão do metrô”, afirmou ao portal G1.

Dumbrosck reivindica da Prefeitura a conclusão as obras da Via Parque, que passa pelo Shopping até a Vila do Pan.

“Questionamos ainda da prefeitura a construção dos dois mergulhões já prometidos, no Barra Shopping e no Km 1, e também o disciplinamento das dezenas de linhas intermunicipais que deveriam ficar no Terminal Alvorada e estranhamente circulam pala Avenida das Américas até ao Downtown, complicando ainda mais o transito da Barra”.

Nesse movimento, a Câmara Comunitária espalhou faixas ao longo da Avenida das Américas com a assinatura de 400 condomínios da área. E marcou para esta quinta-feira, dia 9, em seu auditório no Parque das Rosas, um debate com o vice-governador Pezão e o chefe da Casa Civil da Prefeitura, Pedro Paulo.

O problema é que ambos não são da área dos transportes. Pezão, que procura ganhar visibilidade como pré-candidato de Sérgio Cabral ao governo do Estado, nunca tratou desse assunto e alguns moradores temem que as boas intenções da Câmara Comunitária acabem servindo para facilitar a sua pré-campanha na Barra, pois não há nenhuma decisão oficial no sentido de refazer o projeto atual da Linha 4, enquanto a Prefeitura já licitou o trecho do "Lote Zero" do BRT Transoeste, ligando o terminal ao Jardim Oceânico, num investimento de R$ 92 milhões, o que dificultará ainda mais a implantação no metrô no trecho reivindicado, segundo o vereador Carlos Caiado.

De fato, com essa "obra" de orçamento superior  ao custo previsto para recuperar o Elevado do Joá (R$ 66  milhões), não teria sentido imaginar a extensão do metrô, a menos que se considere normal jogar quase R$ 100 milhões do contribuinte em algo de duração efêmera.

O monotrilho fabricado no Brasil começa
a funcionar em nova linha do
 metrô na Zona Leste de São Pulo
Há vários estudos para a extensão do Metrô pela Avenida das Américas, inclusive a um custo muito mais baixo, usando a fórmula do de Miami, onde é aéreo.  E há o exemplo de São Paulo, que estará iniciando nas próximas semanas a Linha 15-prata, com o uso de monotrilhos com capacidade para 1000 passageiros por composição, o equivalente a 15 ônibus.

A melhoria viária entre São Conrado e Barra está a passos de tartaruga.  Por enquanto, os trabalhos se limitam a um reforço estrutural do Elevado do Joá, iniciado em maio, visando a garantir a estabilidade dos seus dois viadutos. Os serviços incluem a instalação de 128 novas vigas metálicas. Segundo a Secretaria de Obras, a reforma custa R$ 66,5 milhões.

Já o pacote de intervenções voltadas para ampliar em 35% a capacidade de tráfego na ligação entre São Conrado e Barra tem o custo estimado em R$ 489 milhões. Este prevê o alargamento de um trecho da Autoestrada Lagoa-Barra e a revisão do traçado do retorno para São Conrado. O novo Joá terá duas novas pistas, paralelas às existentes.

Outro destaque do projeto é a construção de uma ciclovia contígua às faixas do elevado, do lado do mar. A ideia é que essa ciclovia seja interligada com outra, orçada em R$ 35,3 milhões, a ser implantada ao longo da Avenida Niemeyer.

A nosso ver, devemos nos incorporar ao movimento pela extensão da linha 4 do Metrô ao Alvorada, junto com as outras providências reclamadas pela Câmara Comunitária da Barra. Mas  temos que estar alertas para não sermos usados como massa de manobra por políticos que nunca se preocuparam com o caos nosso de cada dia.

7 comentários:

  1. Se depemdesse do prefeito Eduardo Paes só haveria espaço oa ôbius no Rio de Janeiro. E essa não é ua decisão técnica.

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  2. José Roberto Pires8 de janeiro de 2014 10:38

    É óbvio que o ideal é a extensão do metrô até o terminal Alvorada. Mas não sabemos se isso será viável, seja por falta de vontade política ou falta de verba.

    Mas, olhando para o nosso umbigo e pensando do ponto de vista da Península, o projeto mais relevante a merecer nossa atenção é a implantação do transporte lagunar que interligaria, entre outras coisas, a Península (e outros pontos do complexo lagunar) a um atracadouro próximo à estação Jardim Oceânico. Esse projeto de sonhos, se implantado, resolveria, se não todos, a maior parte dos problemas de mobilidade da Península.

    Até onde soube, o projeto estaria inserido na despoluição da lagoa, visto que depende da dragagem da mesma. Só que esse projeto foi paralisado por irregularidades na licitação.

    Gostaria de saber se alguém tem notícia. E gostaria que a Assape ficasse atenta a isso.

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  3. Lembram dos "chifrudos" ditos ônibus elétricos? Pois é, funcionavam sobre trilhos como é em Santa Tereza nos dias atuais entretanto, poderiam usar o Monotrilho ligando as praças sem a necessidade de se parar ponto por ponto ou seja; o monotrilho, sairia do Jardim Oceãnico, indo diretamente até a Península na principal praça atrás do Barrashoping depois seguiria até o Via Parque mas indo por detrás dele com mais uma parada e dali em diante, seguiria diretamente até a praça do Anil mais um ponto depois, ao Largo da Freguesia mais um ponto seguindo pela Geremário Dantas até a praça do Pechincha mais um ponto no sentido da Tindiba segueria até a praça da Taquara que teria mais um ponto seguria pela Godofredo Viana até o Largo do Tanque com mais um ponto depois, seguiria pelo Mato Alto até a Praça Seca e depois, fecharia no Largo do Campinho como terminal> O monotrilho, seria bem funcional e barato pois, só precisaria de uma elevatória para percorrer acima do chão com 5 metros de altura de forma bem simples!

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