domingo, 16 de março de 2014

Uma noite para não esquecer jamais

Um vídeo que fiz em junho de 2012 mostra o resgate do um jovem num desses apagões  que já se tornaram parte da nossa rotina
Três meses depois que nos mudamos para o Saint Barth testemunhamos o que passou um jovem, preso durante mais de uma hora no elevador do bloco 3, num desses apagões inesperados que já se tornaram parte da nossa rotina. Ainda bem que era um jovem e que a presença da família e dos vizinhos, como nós, não tirou sua serena tranquilidade.

Além de prestar ajuda com nossas lanternas chinesas, tive a iniciativa de filmar o resgate, mesmo  quase sem luz, isso depois de haver ligado para meio mundo a fim de obter socorro. Nessa noite, fiquei tão revoltado com a ineficiência do condomínio que fui para a varanda do quarto com um aparelho de som e pedi ajuda aos vizinhos, no que, aliás, fui criticado por alguns.

Era 29 de junho de 2012. Tínhamos chegado no dia 7  março e já estávamos às voltas com outro problema grave: o sistema de ar condicionada do bloco praticamente não funcionava. Na mesma semana da chegada, no dia 11 de março, fizemos uma reunião em nosso apartamento com cerca de 25 vizinhos do bloco para exigir uma providência da Cyrela e do condomínio em face do sufoco que passávamos.

O apagão com gente nos elevadores foi, portanto, nosso segundo batismo de fogo nesse que imaginávamos viesse a ser o nosso eldorado. Eu já tinha criado o nosso blog CORREIO DA PENÍNSULA, cuja primeira bandeira foi a luta contra a cobrança de laudêmio na compra dos nossos imóveis, movimento que liderei e que ainda está na nossa agenda, embora tivéssemos descoberto, em 2013, que a Carvalho Hosken já havia assinado no sapatinho um documento em que reconhecia toda a Península como uma "área foreira", isto é, propriedade da União.

Desde aquela cena de junho de 2012 que venho lutando no âmbito do Saint Barth por uma solução para que nos garanta o sistema de geradores, como existe no San Martin. 

Preste atenção ao que declara Selma, moradora do Saint Barth: quando lhe venderam o apartamento garantiam que o elevador era dotado de sistema de emergência que, mesmo sem energia, desceria até o térreo e  abriria as portas.

Naquele momento, alguns conselheiros mais atuantes estavam mais preocupados em introduzir no condomínio a Promenade, empresa que prometia mundos e fundos, dizendo que constatava uma gordura nos custos, o que sugeria uma redução de 20%.

Em julho a Promenade assumiu com todo apoio do Conselho e a chancela de uma Assembleia Geral Extraordinária. Acumulou todos os poderes, mediante uma remuneração total R$ 29 mil.

E como sequer era suplente do Conselho, função que me permitiram há um ano, o meu pleito sobre os geradores foi para as calendas. Eles tinham outras prioridades, isto é, na prática, não tinham prioridade nenhuma, a não ser de emitir os boletos de cobranças da cota condominial.

Agora que as pessoas estão vendo melhor a realidade, voltamos a mobilizar não apenas o Saint Barth, mas outros condomínios da Península, para conquistar esse item fundamental de segurança e bem estar.

Um comentário:

  1. Porfirio, os moradores do Saint Barth, não foram os únicos a serem enganados pelas Construtoras, pois tenha certeza que a maioria dos moradores que adquiriram de boa fé unidades em TODOS os prédios construídos na Península, também foram enganados quanto a qualidade, segurança e funcionamento das partes comuns dos seus respectivos prédios.
    ACORDA PENÍNSULA!!!!!!!!!

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