quinta-feira, 5 de junho de 2014

Só faltam as dragas

Governador dá por iniciadas as obras de despoluição das lagoas e Câmara aprova Lei do transporte lagunar
Movidos a energia solar e motores elétricos, ecológicos e silenciosos,  os barcos suíços  já operam em Lyon, Marselha, Berlim, Lausanne, Genebra, Veneza, Zaragoza e Dubai. Foi a primeira proposta apresentada para as lagoas da Barra da Tijuca e JacarepaguÁ. (Montagem do CORREIO)
Mesmo sem as dragas para serem acionadas, o governador Pezão e o prefeito Eduardo Paes festejaram o Dia Mundial do Meio Ambiente com o início simbólico das obras de despoluição das lagoas da Barra e Jacarepaguá, o que permitirá a implantação de transportes aquaviários regulares ligando vários pontos das lagoas, inclusive a Península, à estação do Metrô do Jardim Oceânico, o grande sonho de Marília Cavalcanti, uma das mais entusiastas defensoras da viabilização do modal.

Marília Cavalcanti, que sempre lutou
pelo transporte lagunar,
está otimista com a despoluição
Para Marília,  conselheira da Assape e integrante da Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, finalmente foi dado o primeiro passo.  A conclusão da limpeza deverá acontecer no prazo de 30 meses, mas ela acredita que será possível antecipá-lo. "Nós vamos ficar nos calcanhares das empreiteiras" - garante, otimista também depois da aprovação na Câmara Municipal de um projeto que "regula a implantação do transporte marítimo de passageiros no sistema lagunar de Jacarepaguá, de modo a disponibilizar à população carioca um transporte de qualidade e integrado com os demais modais de transporte". 

"Penso que haverá grandes oportunidades de criação de empregos para a região. Transporte público ligando as lagoas entre si e ao metrô e Brts. Transporte de lazer e contemplação, desenvolvimento de transporte aquáticos e a revitalização dos catadores e pescadores, que se organizaram em uma associação e são muito atuantes. Todos os resíduos retirados serão convertidos para uma ilha artificial, em frente ao San Martin que será um museu e área cultural" - observa Marília, que também é  do Sub-Comitê Lagunar da Barra e Jacarepaguá. 

Para viabilizar o sistema de transporte aquaviário, Marília Cavalcanti conta com um projeto já elaborado por uma empresa suíça que há 20 anos projeta e constrói embarcações eletrossolares e hibridas. "Esse é um dos primeiros projetos que chegaram. Achei a sugestão do traçado apresentado nesse projeto muito interessante. Mas tudo dependerá da Prefeitura que já está elaborando um estudo definitivo". 
Pelo projeto, vários pontos das lagoas serão interligados pelos barcos 
À espera das máquinas

Com um custo previsto inicialmente em R$ 673.621.941,17, a despoluição será paga com recursos de empréstimo do Banco do Brasil e do Fundo Estadual de Conservação Ambiental. Era para ter sido iniciada desde o ano passado, mas denúncias de cartas marcadas na licitação levaram o ex-secretário do Ambiente, Carlos Minc, a anulá-la. Com a mudança de comando na Secretaria, a licitação foi homologada. Agora, existe uma pendência por que o Tribunal de Contas do Estado também questionou a escolha da empresa que fiscalizará a obra. 

— Isso é normal. O TCE devolveu com algumas recomendações. Optamos, então, por parar a licitação do gerenciamento para que sejam atendidas as recomendações dos órgãos de controle. Mas o Inea e a secretaria têm uma equipe de gerenciamento e vamos montar as comissões, inclusive, envolvendo a sociedade civil — esclareceu o secretário do Ambiente, Carlos Portinho. 

Apesar do entusiasmo de Marília Cavalcanti, as dragas só começarão a operar no fim do ano, como admitiu Portinho no site da Secretaria:  
“As obras começam pela limpeza de um perímetro de 15 quilômetros de manguezais, que tem uma importância fundamental para a recuperação do sistema lagunar. A estimativa é que em cinco meses as máquinas de dragagem já estejam prontas para operação. No início de 2015 a população do Rio, e da Barra em especial, poderá evidenciar o início das melhoras, com a melhor oxigenação das lagoas". 
Na região, segundo o governo do estado, já foram investidos R$ 600 milhões do Fundo de Conservação Ambiental em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e em 15 elevatórias para o bombeamento de esgoto, além de um emissário submarino de cinco quilômetros de extensão, que lança esgoto tratado em alto mar. No Recreio, 70% do esgoto já recebe tratamento adequado e, em Jacarepaguá, o índice de esgoto tratado pela ETE Barra já ultrapassa 50%, segundo o governo. Outros R$ 600 milhões, também do Fecam, já estão garantidos para a conclusão, até o fim 2014, das obras de saneamento da região a cargo da Cedae. Essas intervenções abrangem, entre outras iniciativas, a continuação da implantação de redes de esgotamento sanitário e de troncos coletores e a construção de novas elevatórias de esgoto. 

Como há uma compreensão em toda a Barra na Tijuca da importância da despoluição das lagoas de Marapendi, Tijuca, Camorim e Jacarepaguá, e como o transporte lagunar é uma das alternativas mais visíveis para os moradores, Marília Cavalcanti não é a única a se empolgar com a notícia.  Todo mundo torce para que finalmente estejamos começando alguma  coisa de concreto nessa área.

Isto, apesar do início dos trabalhos sem aquele costumeiro acionamento de uma máquina. É ficar nos calcanhares dos governantes e dar apoio nessa empreitada a quem aposta na sua realização em prazo até menor do que os 30 meses contratuais.

12 comentários:

  1. Srs.

    O debate principal é:

    Quando os Poderes Públicos responsáveis PELA COLETA E TRATAMENTO DO ESGOTO no Rio de Janeiro irão construir e colocar em funcionamento a infraestrutura necessária para que RESIDÊNCIAS, HOSPITAIS, INDÚSTRIAS E COMÉRCIOS de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes parem em definitivo de poluir os rios e lagoas desses bairros?

    As dragagens não irão resolver o maior problema da nossa cidade que é a POLUIÇÃO pelo despejo noite e dia nos rios e lagos DE ESGOTO, RESÍDUOS INDUSTRIAIS, COMERCIAIS E HOSPITALARES.

    O grande negócio nesses investimentos de dragagens será usar os milhões de reais destinados para beneficiar politica e financeiramente meia dúzia de administradores públicos e empresas privadas.

    Um passarinho me disse que é carta marcada a empresa que irá explorar todo o transporte lagunar na Barra - (de propriedade da família de um poderoso acionista das empresas de ônibus no Rio de Janeiro).

    Continuam MENTINDO PARA O POVO!

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  2. Muito interessante a matéria! Não sabia nada sobre o assunto...fiquei empolgada!

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  3. Celso (por e-mail)7 de junho de 2014 10:47

    Porfirio,
    É uma gde notícia, mas com políticos não se pode acreditar em tudo, e principalmente em ano de eleição, e políticos q já começam a comemorar uma inauguração sem existir na prática, é um absurdo, e uma falta de seriedade mais uma vez, pq quem quer faz ao invés de falar q vai fazer e só no ano q vem, é muito cômodo prometer, e é p.i., que se elegem, pq enganam o povo.
    Conheço essa área bem, pois a acompanho a muito tempo, desde os primeiras construções na Península até hoje, a estação do Arroio Fundo, que ficou incompleta e só depois de anos de descasos é que voltaram com as obras. Desde esse tempo todo pra cá pouco se fez, e a quantidade de esgoto lançada com o aumento das construções irregulares, associada a falta de fiscalização e mais a falta de educação do povo, fez com q este complexo lagunar ficasse tão assoreado q qdo a maré está baixa pode se ver a qdade de ilhas de sedimentos q se formaram.
    Tenho um jetski, ando neste canal da Barra constantemente, e muitas das vezes nem desço com o jet para o mar de tão sujo q fica. Há 15 dias atrás com meu grupo de amigos de jet, tentamos ir ao Recreio por dentro, ou seja, por trás dos condomínios Nova Ipanema etc.... , nem chegamos no meio do caminho e tivemos q voltar, pois tinha até cachorro morto boiando, e se vê de tudo. Da ilha da gigoia para a península ninguém passa, porque pode ficar encalhado. Só pequenas embarcações, jets, nem pensar, e nem com a maré mais alta q tiver, não passa.
    É um crime, e tinham q ser punidos, pois o lugar é lindo e não é aproveitado, o jeito é sair em direção ao mar, afim de pegar águas limpas.
    Adoraria ver isso ser corrigido e o mais rápido possível, pq todo fim de semana uso essa área e adoraria ir para o meu prédio San Martin de jet, mas fica aqui um sonho meu.
    Abs e vamos rezar, pq só Deus pra dar jeito.

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  4. Prezados(as),

    Concordo plenamente com o anônimo, pois enquanto os Poderes Públicos responsáveis, não implantarem a infraestrutura CORRETA E DEFINITIVA, de coleta e tratamento de esgoto e resíduos tóxicos nas residências, hospitais, comércio e indústria dos bairros de Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes, esses milhões de reais que deveriam ser investidos na dragagen e limpeza dos rios e lagoas, servirão apenas para enriquecimento ilícito de pessoas jurídicas e físicas envolvidas no processo de dragagen.

    Paulo.

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