segunda-feira, 21 de julho de 2014

Assalto no retorno

Via sob a ponte estaiada entra na rota dos assaltantes, que se aproveitam da escuridão


Dois moradores da Península foram bloqueados e pilhados às oito da noite
Não era tarde: oito da noite da quinta-feira, 17 de julho, e o trânsito fluía melhor à saída da Airton Senna para o retorno da Avenida Engenheiro Hermano Jordão Freire. Sob a ponte estaiada, dois homens numa moto ultrapassaram um carro que reduzira a velocidade pela curva e o bloquearam. Em segundos, desceram e cercaram o veículo, rendendo os seus dois ocupantes, moradores da Península. Com uma arma apontada para o motorista, um deles, voz agressiva, ordenou: – Passa tudo. Rápido. Os dois.

Não queriam o carro. Mas fizeram uma limpa geral, em menos de 2 minutos.  Com o bloqueio, os outros carros ficaram atrás, sem entender o que estava acontecendo. Consumava-se um assalto que, naturalmente, não deveria ter sido o primeiro desde a inauguração da ponte "Dom Eugênio Salles", no dia 24 de dezembro, véspera do natal passado.

Fazia uma temperatura agradável e, até serem abordados, os dois passageiros do veículo, que já estavam acostumados com o percurso,  conversavam tranquilamente, sem imaginar aquele tipo de assalto, com aquela audácia, como se ensaiado, através de um bloqueio de trânsito.

"Os dois caras na moto adentraram a nova via, escolheram nosso carro (ou já estávamos sendo seguidos antes da ponte, não sei), ultrapassaram-nos velozmente e, adiante, armaram uma emboscada na curva, tudo feito com muita rapidez (!). Em seguida, obrigaram-nos a parar e realizaram a pilhagem, fugindo após isso em direção às muitas saídas existentes depois do cruzamento do semáforo do Via Parque".  – descreveu o morador do Península Way, que estava como "carona" do vizinho do San Martin, acrescentando: "Este trecho da via se encontrava às escuras, pois, segundo soube, há no local frequentes furtos de cabos de energia, o que certamente facilitou este tipo de ação delituosa. Fomos obrigados a parar, diante de ameaça a mão armada e, em seguida, pilhados!".

Desde a abertura da via, muitos moradores, que festejavam o atalho, não escondiam os temores pela falta de iluminação.  Os motoqueiros assaltantes agiam com as mesmas características dos que se aproveitam dos engarrafamentos na Av. João Cabral de Melo Neto. Estavam de olho nas carteiras, eventuais objetos de valor, como laptops, e celulares. A diferença é que naquele trecho tiveram de bloquear o trânsito, fugindo em seguida, enquanto as vítimas se refaziam do ataque de surpresa. "Após nos termos refeito do susto e continuado o percurso, ao entrarmos no trecho reto da pista, já nem mais vimos sinal dos meliantes" – completou sua narrativa o nosso vizinho, que nos escreveu preocupado com os demais que usam esse novo caminho: "Espero que a divulgação dessa notícia sirva como um  alerta para todos".

Os dois fizeram o registro do assalto na 16ª DP e comunicaram à Assape.  Configurava-se a extensão da área de perigo para além da Avenida João Cabral de Melo Neto.

Tentativa com bloqueio no mesmo lugar, às 4 da tarde

Outra vizinha, moradora do Fit, passou por  situação semelhante, só que à tarde, em plena luz do dia. Retornando cedo por conta do jogo do Brasil com a Alemanha,  ela fazia o retorno quando uma moto tentou bloqueá-la na mesma curva da Av. Engenheiro Hermano Jordão Freire. Passava das quatro e havia um certo movimento. A tentativa ocorreu bem embaixo da ponte estaiada, onde a pista se estreita. Quando ela viu, um dos bandidos, que desceu da garupa, apontou a arma mandando que parasse.

Como o seu carro é blindado, partiu para cima do bloqueio e os bandidos, surpresos com a reação, só tiveram tempo de correr para o acostamento.  Foi tal a determinação da moradora que os eles sequer abriram fogo contra seu veículo. Mesmo tendo se livrado do assalto, ela e sua irmã estão aconselhando as pessoas a evitarem esse retorno, principalmente quando escurece. "Tenho percebido, quando saio do Via Parque, carros vindo em altíssima velocidade após a curva. Imagino que ou fugiam de assalto ou é uma aceleração preventiva" – disse a irmã.

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