quarta-feira, 30 de julho de 2014

Cartões clonados

Podem ter copiado cartão de morador da Península no posto de gasolina atrás do Barra shopping

Um susto levou um vizinho a nos escrever para alertar aos demais sobre a possibilidade de  clonagem de cartões de crédito em um posto de combustíveis próximo.  Morador da Península, Carlos teve sorte: os bandidos que clonaram o seu cartão tentaram usá-los em compras vultosas, o que acionou o sistema de segurança do Banco Santander.

Era domingo, dia 20, finalzinho da tarde, quando tentavam finalizar uma compra de R$ 9.300,00 com um cartão clonado, justo na hora em que ele e a esposa estavam a caminho de um evento religioso:

"Domingo, 20/07, às 17h04, recebi uma ligação da Segurança do Santander Cartões.
Por estar ao volante, minha esposa atendeu e informou que eu ligaria quando parasse o carro.
Às 18h05, por SMS, o banco comunicou-me a compra (despesa) de R$ 9.300,00 pelo meu cartão.
Ao ligar, entre 18h07 e 18h21, fui informado da tentativa dessa compra, que não fora autorizada e que o cartão fora bloqueado.
Perguntaram-me se eu reconhecia a transação, informei que não e, ainda, que no momento dela, encontrava-me a caminho de um batizado. Solicitei novo cartão, confirmado, às 18h32, por SMS".

Na segunda-feira, em contato com a sua gerente, ficou sabendo que houve tentativas de uso do cartão, no dia anterior, em quatro compras e num saque em caixa eletrônico, somando cerca de R$ 27.000,00. Em todas elas, felizmente, o sistema de segurança do banco evitou sua consumação.

Carlos teve ainda mais sorte para identificar onde poderia ter ocorrido a clonagem. É que até aquele domingo, ele estava de posse do cartão há apenas 8 dias e só o havia utilizado em dois lugares, nos dias 15 e 17 de julho, em um restaurante e no posto de gasolina Ipiranga, que fica atrás do Barrashopping. "Ao comunicar ao meu filho, disse-me ele que também desconfiava do mesmo posto, pois, após ter reabastecido nele, teve várias despesas, em seu cartão, não reconhecidas por ele".

Com a convicção de que foi no posto que clonaram seu cartão, o nosso vizinho decidiu  fazer um alerta: "por precaução, desejo alertá-los para as compras com cartão no Posto Ipiranga Ventura, atrás do Barra Shopping, próximo ao Fórum. Sabemos que minúsculos equipamentos eletrônicos podem ser introduzidos nessas máquinas de cartões para cloná-los, sem que possamos identificá-los".

Frentistas presos em outro posto por clonagem de cartões


Por coincidência, em março passado, policiais da Delegacia da Gávea (15ª DP) prenderam oito integrantes de uma quadrilha de estelionatários que arrecadavam R$ 2.500 com golpes em um posto de gasolina Ipiranga na praça Santos Dumont, na Gávea.

Segundo as investigações, o bando cometeu o crime durante dois meses. Frentistas estornavam cartões automáticos de débito e repassavam os valores aos líderes do bando, Marcelo Maximino Ferreira, de 31 anos, e Alex Ramos de Lima, de 34, que foram autuados em flagrante por organização criminosa e formação de quadrilha.

Além dos dois cabeças, foram presos os frentistas Thiago da Silva Mota, 25 anos, Rodrigo Toledo, 32 anos, Francisco de Assis da Silva Cunha, 32 anos, Jairo Diego Fonseca da Siciliana, 33 anos, Luís Antônio da Conceição Santos, 35 anos, e Orlando de Souza Filho, 32 anos. Todos vão responder por estelionato e formação de quadrilha.

No momento da prisão, os suspeitos estavam com R$ 6 mil, cartões, máquinas de débito e boletos fraudulentos.

Fique de olho no seu cartão. Clonagens acontecem mais onde maior é a rotatividade


O uso criminoso do cartão de crédito é um fenômeno comum: normalmente envolve pequenas quantias, evitando os sistemas de controle e segurança dos bancos. Esse tipo de crime tem sido destacado em vários sites de segurança, como o Monitor das Fraudes.

Não existe um esquema único e por isso não se pode dar uma descrição exata do "modus operandi". A base desta fraude é dispor de um cartão clonado ou do número do cartão de crédito de uma vítima e de quantos mais outros dados sobre esta pessoa seja possível (RG, CPF, endereço, telefones, dados pessoais e possivelmente até um xerox do cartão e/ou do RG).

Na internet está em franco crescimento o número de fraudes do tipo "phishing" envolvendo cartões de crédito e suas senhas, que são roubadas por sites ou programas maliciosos (trojans) e depois usadas para fazer pagamentos que serão debitados no cartão.

Em muitos casos os golpistas obtêm os dados da vítima graças à colaboração de algum funcionário desonesto de um estabelecimento comercial que, na ocasião de uma compra legítima, faz uma cópia dos dados do cliente.

 Parecendo um rádio, o cartão era passado na 
fenda ao lado direito e o dados estocados no
 "rádio", que na realidade  não funcionava
 como tal. empregado cúmplice dos golpistas
 não desperta suspeita por ter um rádio 
pendurado na cintura.
É bem conhecida a existência de máquinas que clonam os dados dos cartões de crédito simplesmente passando o cartão, como se fosse uma maquina eletrônica de autenticação do pagamento (os ditos "chupa-cabras", ou "skimmers" em inglês). Esta é uma das modalidades de clonagem mais na moda hoje em dia.

Aconselha-se a sempre ficar com os olhos no cartão e ver como e onde o mesmo é utilizado. A clonagem de cartões é um fenômeno em crescimento no mundo inteiro e muitas vezes uma maior atenção por parte do titular do cartão seria suficiente a evitar problemas futuros.

Se alguém ligar se dizendo funcionário da administradora do Cartão de Crédito peça para deixar o nome e ligue para ele de volta usando o número oficial da administradora que você pode encontrar no verso do próprio cartão.

Existem organizações  criminosas, tanto nacionais quanto internacionais, que vendem cartões de crédito clonados e, em alguns casos, até cartões de créditos falsificados completamente (ou seja não clonados de verdadeiros, e vendidos em lotes até com design sob medida) mas que podem funcionar e passar os controles.

Um truque relatado por várias pessoas, e usado por golpistas e seus cúmplices, consiste em passar o terminal para digitar a senha do cartão de débito sem ter digitado o valor a ser pago. Desta maneira a vítima, sem perceber, irá digitar e deixar visível a própria senha (pois será digitada no lugar do valor, que é visível). Depois disso é só clonar o cartão com um chupa cabra, dizer que deu erro a operação e repetir tudo, desta vez de forma correta, para efetivar o pagamento.

7 comentários:

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  2. Às vezes algumas postagens deste blog chamam minha atenção, mas sempre acho o autor um tanto tendencioso e sensacionalista. Moro no Península há anos, diariamente me desloco até o Via Parque para pegar ônibus para o Centro e quando volto para casa. Muitas vezes, quando o trânsito está especialmente ruim, faço o trajeto Via Parque-Península a pé. NUNCA presenciei uma situação de violência. Uso frequentemente também o retorno por baixo da ponte nova, mesmo tarde da noite, e mesmo assim nunca tive problemas, assim como ninguém que conheço.
    Não estou dizendo que nunca houve um assalto naquela região, mas nem de longe a situação é tão crítica como o autor desse blog quer nos levar a acreditar.
    Quanto ao posto de gasolina em questão, eu só abasteço neste posto, sempre uso cartão de crédito. Nunca, em mais de quatro anos que abasteço ali, tive qualquer problema. É leviana e irresponsável essa acusação. A vítima de golpe não sabe onde o cartão foi clonado e agora quer acusar qualquer um. Fique ele sabendo que existem muitas outras formas de ter um cartão fraudado. O único caso que aconteceu em minha família foi em um cartão do Unibanco que na época sequer tinha sido solicitado ou desbloqueado para uso. Ou seja, nem o próprio banco está isento de fraudes internas. Um pouco mais de seriedade nessas "reportagens" seria bom...

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