quarta-feira, 16 de julho de 2014

O evento é gratuito, não se avexe

A que ponto chegamos: ao publicar convite para um painel sobre "caminhos alternativos para a Barra da Tijuca e Recreio", a OAB da área fez questão de destacar no título que se trata de um EVENTO GRATUITO.

É provável que para a maioria das pessoas essa ressalva não tenha chamado atenção. Não é o meu caso. Pelos assuntos em pauta, imagino que não precisava avisar da gratuidade, até por que não consta que a Ordem dos Advogados do Brasil cobre pela participação de qualquer cidadão nos debates que promove.

No entanto, esse "chamariz" pode ter a ver com um clima de desinteresse e desconfiança de toda a cidadania, alimentado sobretudo pelo caráter folclórico e inconsequente de outras reuniões. E pela renúncia coletiva ao direito cidadão. O momento hoje está mais para que cada um resolva-se e aos problemas comuns.

Não sei onde vamos chegar, mas tenho certeza que a bom destino não é. A sociedade parece desinteressada a tal ponto que só é tocada quando alcançada por uma baita campanha de mídia em torno daquilo que está na moda, que mexe com sua vesícula  biliar.

Dessa inércia se servem os espertos, os que sabem tirar proveito de qualquer situação, em qualquer quadrante, no trato com a caixa forte da contribuição coletiva, seja no âmbito condominial, nas gestões comunitárias ou  na administração dos órgãos de Estado. 

Espertos que jogam com sutilezas e conseguem o prodígio de lançar cada cidadão contra seus próprios interesses, valendo-se de sua acomodação na superfície e nas redondezas dos fatos essenciais.

Não sei se me fiz entender. Mas que a coisa tá feia, isso tá.

Do Blog do Porfírio

Para que mude o jogo


O que será do amanhã não há cigana que possa pressentir.  Como no futebol, temos que jogar um novo jogo, olhar para frente, sem retroceder num só passo. Não podemos esquecer que o mundo dá muitas voltas. É contando com a diferença em cada volta que não perdemos a esperança, jamais.



Dos caros colegas 

(Jornal EXTRA)


Cadeiras viram leitos na emergência 
do Hospital do Andaraí


Aqui, na enfermaria da neurocirurgia, há duas camas desocupadas. Na emergência, numa sala pequena, nove pessoas estão espremidas em cadeiras. Não há macas nem material para os médicos trabalharem. Desde que cheguei aqui, eles dizem que não têm condições de me atender. Não conseguem descobrir por que estou sem sensibilidade nas pernas.

Com esse quadro, as empresas de planos de saúde faturam hoje mais do que todo o orçamento do Ministério  da Saúde (Pedro Porfírio).

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