sábado, 30 de agosto de 2014

Adeus às danças

Fechamento da escola de alto nível no Open Mall gera clima de amargura entre muitos moradores da Península

Os altos custos do Open Mall fizeram mais uma vítima: a Ecòle de Danse encerrou suas atividades, após 15 meses. "Não foi apenas a academia que fechou! Fecharam as portas de sonhos, projetos, de uma linda apresentação de final de ano que as crianças já estavam ensaiando" – escreveu no "Reais Amigos da Península"  Rafinha Horsth, mãe de uma menina que praticava "aulas de danças diariamente, com excelente trabalho, com investimento nos alunos em festivais".
Último dia. Suzana Pequeno e Esther Soares 
comas pequenas alunas que foram se  despedir.
A notícia, objeto de uma emocionada carta de despedida de sua proprietária, Esther Soares, causou grande frustração entre dezenas de moradores que frequentavam ou tinham filhos na escola, mas pegou em cheio também seus colaboradores.  "Trabalhar ali era um prazer. Aliás, era impossível não se envolver e não se apaixonar: éramos uma família! Coordenação, funcionários, pais e alunos... Todos juntos, trabalhando e torcendo pelo êxito coletivo" postou Suzana Pequena, professora de teatro.

Na terça-feira, dia 26 de agosto, em carta emocionada, Esther comunicou oficialmente aos pais, alunos e professores o encerramento das atividades, apesar de sua luta para  chegar a um acordo que a mantivesse, nem que fosse em parte das 6 salas que usava.

"Como medida desesperadora fiz uma proposta ao empreendedor, à devolução de parte do espaço físico que objetivava a diminuição dos custos fixos que estavam muito acima da receita, apesar do constante e progressivo crescimento de alunos. Esta era a única saída para continuação, no entanto à proposta não foi aceita, justificada em decorrência da inviabilidade de futura locação, já que fiz inúmeras modificações no projeto original para adequação da escola de dança" – esclareceu em sua carta.

Fazia tempo que Esther tentava manter a escola de danças através de negociações com a Carvalho Hosken. No entanto, além dos custos de R$ 16.000,00 com aluguel (que a proprietária do shopping admitia suspender até o final do ano) e dos R$ 20.000,00 com condomínio, outras despesas também crescentes inviabilizavam a escola, apesar do aumento do número de alunos.
"Saibam de coração que meu maior prejuízo não foi os investimentos financeiros aplicados, mas sem dúvida nenhuma, a dissolução de um sonho de construir uma escola de ótima qualidade e estrutura capaz de transformar vidas e pessoas através da arte e, o convívio diário com tantas pessoas que muito me ensinam e motivam; alunos, responsáveis, pais, professores, recepcionistas, limpeza, instrutoras de pilates, todos sem nenhuma exceção".
A Ecòle de Danse não é a primeira a fechar no Open Mall, em seus dois anos de existência. No segundo andar há várias lojas fechadas, entre elas o Club Circus, proposta também de alto nível, cujo fechamento deixou muitas crianças desapontadas. Mesmo na praça de alimentação há um restaurante anunciando a transferência do ponto nos classificados de O GLOBO.

Nos comentários do grupo Reais Amigos da Península no Facebook há um clima de amargura, traduzido por Mônica Curto: "Indignação, revolta é de fato o sentimento que estamos sentindo. Minha filha assim como a da Rafinha Horsth esta arrasada ... A proposta da École era de fato um trabalho sério, dedicado, com profissionais capazes e ousados , tanto assim que elas respondiam a altura com talentos peculiares, esforços diários ; incansáveis !! De fato um sonho frustado, para os(as) alunos, mães , profissionais, e sem dúvida para nossa amiga Esther Glaucia Mendonça Soares. Muito triste".

Já entre os lojistas, ao lado da solidariedade a preocupação:

"Todos estamos tristes e chocados. Falo como moradora, admiradora da pessoa que é a Esther, e por ser dona do Spoleto Península que anda sofrendo como todos os outros e além dos custos altos nos faltam mais mobília, pois perco clientes diariamente por conta dessa questão que todos no térreo reclamamos a quase 1 ano" – comentou Verbena Coelho.

"Sei bem o que está acontecendo no Mall, sou proprietária do Mundo Verde, e infelizmente não consigo enxergar uma luz no fundo do túnel para essa situação......quando decidimos nos reunir para uma solução junto a administração (METHA ) e Carvalho Hosken, alguns proprietários nem compareceram e outros reclamam e na hora, tiram o corpo fora!!" desabafou Tânia Martorello.  

14 comentários:

  1. O que ocorre é que o dono maior que é a Carvalho Hosken é insensível com os comerciantes que são considerados pela Carvalho como possuidores de Capital para suportar a ganância de quem é o poderoso do capital (CARVALHO HOSKEN).

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  2. FICO BASTANTE ENTRISTECIDA COM O FECHAMENTO DA ESCOLA DE DANÇA. APESAR DE NÃO SER ALUNA, CREIO QUE TAL PROJETO ERA BASTANTE BENÉFICO A TODOS. CREIO QUE DEVERÍAMOS NOS UNIR, QUEM SABE APOIADOS POR UMA INICIATIVA DESSE BLOG, QUE, ALIÁS, É MUITO BEM ELABORADO, E TENTAR REVERTER ESSA SITUAÇÃO. CASO CONTRÁRIO, PODEREMOS COMEÇAR A TER PROBLLEMAS SEMELHANTES COM OUTROS ESTABELECIMENTOS QUE SE INSTALARAM NO MALL, E QUE TANTO NOS BENEFICIAM. PORFÍRIO, ESTÁ LANÇADO O DESAFIO!!!

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    1. Vou voltar ao assunto. Realmente, precisamos dar força para quem acreditou no Open Mall.

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