sábado, 27 de setembro de 2014

Motoqueiros não chegaram a abordar moradora na Portaria 2, sustenta a Assape

Relógio das câmeras estava adiantado e o rastreamento não viu nem carro, nem moto, na primeira busca
               
                IMAGENS CEDIDAS PELA ASSAPE


Os motoqueiros que passaram pela cancela junto com o C3 prata da moradora do Smart na tarde do dia 22 não chegaram a  abordá-la.  É o que sustenta a Assape, com base em algumas imagens pinçadas das câmeras da Portaria 2. Essas imagens foram mostradas ao CORREIO DA PENÍNSULA pelo diretor-adjunto, Eduardo Brito, depois de encontradas registrando um adiantamento em seu relógio de quase duas horas.

O vídeo que vimos havia sido extraído depois de uma demorada busca e repassado para um arquivo menor. Um dia após o incidente, a Assape não havia achado imagem nenhuma, porque fizera o rastreamento na faixa de 4 a 5 da tarde, conforme relato da moradora, publicado aqui. O diretor-adjunto chegou a nos informar da busca infrutífera.

Passamos a informação para a moradora e seu marido e estes se mostraram indignados e ofendidos. Efetivamente ela passara pela cancela por volta das 4 e 15 da tarde e esta comentou por e-mail

"Na boa, eu não vou me desgastar com isso, meu intuito era alertar os moradores, acho o fim da picada falarem que eu nem passei por lá. Isto mostra o quão efetiva é a câmera de segurança".

Já à noite, o diretor-adjunto comunicou ter encontrado as imagens, mas com registro das 18h03m.  Disse que isso aconteceu porque o relógio do sistema de monitoração estava adiantado.

Fomos até a Assape no dia 24 e vimos dois arquivos. Num deles, o motoqueiro da frente olhava fixamente para a sua direita, onde devia estar passando o carro conduzido pela moradora. Não prestamos atenção no indicativo da hora e não podemos fazer qualquer suposição se as imagens fora editadas, suprimindo algum lance.

Pedimos que aquela sequência nos fosse enviada, especialmente a foto em que o motoqueiro olha para a direta e está mais próximo da passagem de moradores.  Recebemos duas fotos, em que não há sinais de abordagem.

Cobramos a tal foto com o motoqueiro olhando para a direita, mas o diretor-adjunto da Assape disse que foi aconselhado a pedir orientação ao Jurídico, a fim de evitar problema pela identificação dos motoqueiros. No caso de não serem assaltantes, eles poderiam entrar com processo contra a Assape.

Das duas fotos disponibilizadas, que publicamos aqui, uma mostra a placa traseira da moto, quando acionavam a catraca de visitantes, mas a resolução é baixa e não permite identificá-la. A outra, 13 segundos depois, mostra a moto a uns 20 metros do carro. Na primeira, ambos estavam parados diante de cancelas ainda fechadas.

Ainda bastante chocada, a moradora que denunciou o que teria sofrido uma tentativa de assalto não quis mais se manifestar. E a Assape mantém a posição de que a possível abordagem em que um dos motoqueiros teria mostrado a arma não aparece nas imagens, portanto, não existiu.

Relógio das câmeras estava adiantado. Pode?

Independente do fato em si, não dá para entender como o relógio das câmeras estava adiantado quase duas horas. Mostra um desleixo por parte de quem cuida desse monitoramento ou uma baixa qualidade dos equipamentos.  Por outro lado, também não se entende que quase 6 meses depois de instaladas as novas cancelas, a um custo de R$ 250.000,00, elas continuem falhando rotineiramente.

Depois da quase tentativa de assalto, estivemos duas vezes em horários diferentes na Portaria 2. Em ambas as oportunidades, encontramos cancelas com problemas operacionais. 

Alguns moradores já se habituaram a conviver com a abertura manual das cancelas através de um botão na cabine da Segurança, já que elas quase nunca funcionam.

Nesse caso, é admissível considerar que qualquer informação passada pelo sistema de segurança das portarias não é confiável.


E parece claro que se depender dessas cancelas e dessas câmeras nossa segurança é meramente decorativa.

15 comentários:

  1. Sr. Porfírio, você assistiu ao video? Porque a moradora havia alegado que o garupa abriu a jaqueta e lhe mostrou a arma. Nessas fotos só aparece o motorista olhando para o carro. Existe algum indício de que o garupa poderia ter exibido a arma para a moradora?

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  2. Pelo contrário, a moradora informou que quem estava de casaco que mostrou a arma, portanto foi mesmo o piloto e não o garupa, que estava preocupado em abrir a cancela para continuar a perseguição. Nossa, é tanto disse-me-disse...

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    1. No relato original do caso (consulte o post anterior) o autor deste blog disse especificamente que foi o carona que abriu o casaco e mostrou a arma...

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  3. Não consigo acreditar que depois de tantas provas, ainda existem associados que acreditam nessa ONG!!!

    ACORDA PENÍNSULA!!!!!!!

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  4. Sinceramente, temos vários problemas a resolver e ações de moradores que inventam situações pra chamar a atenção não ajudam. Já não é o primeiro caso de falsas denuncias de moradores que acham que farão a ASSAPE mudar atitude com polêmicas...

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    1. Concordo com você "anônimo", pois a ONG ASSAPE só mudará suas atitudes quando o dinheiro arrecadado dos seus associados obrigatórios (R$1.500.000,00 mensais) for realmente administrado por MORADORES!!!!!!

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  5. Me solidarizo com a moradora que sofreu a tentativa de assalto. Entendo sua frustração. Por que duvidar dela? Para não assumir a ineficácia do controle de entrada, do sistema de segurança decorativo e das câmeras decorativas. Hora adiantada? Isso é piada. É duro admitir uma despesa de R$ 250.000,00 para absolutamente nada!!!!! A PIOR INSEGURANÇA É A FALSA SENSAÇÃO DE SEGURANÇA, haja vista o roubo ocorrido em um dos apartamentos do Quintas. Isa

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