quinta-feira, 4 de junho de 2015

Cobrança à mão armada

Empresa de segurança bloqueia condomínio na Península, depois de afastada, por querer receber mais

A Souza Lima estacionou seus veículos à saída do condomínio


"Eu, muito inocente, quando vi a cena, achei que era a segurança particular de um mega VIP" - o
comentário de Natascha Natsc expressa o clima de perplexidade que tomou conta dos moradores do Saint Barth nesta tarde amena de 3 de junho. E não era pra menos: homens armados e com o uniforme da Souza Lima, uma empresa de vigilância que se jacta em anúncio de ser a que mais cresce no momento, postaram-se diante das 3 portarias desse condomínio de 330 apartamentos aqui na Península, numa cena impensável para os dias de hoje, quando se supõe respirar a plenitude do regime de direito.

Aline Costal Barreira, que postou a primeira informação no grupo do Saint Barth no Facebook não escondia sua indignação: "As 3 portarias estavam fechadas por guardas ARMADOS de fuzil de uma empresa particular (não tenho certeza se era da Assap)".

"Quando eu perguntei pro chefe deles (que estava completamente civil e não se identificou) o que estava acontecendo, ele simplesmente disse que era uma "operação sigilosa". O que??? Eles nem eram da polícia!!!! Dissemos que íamos chamar a polícia".

Aquela altura, crianças começavam a voltar da escola e também pareciam amedrontadas. Provavelmente, não haviam se deparado antes com aqueles fuzis à porta de casa. Pela internet e pelo telefone, os moradores passaram a se comunicar diretamente com o síndico, Jorge Biasio, pedindo esclarecimentos:

Os homens da empresa de segurança bloquearam
as 3 portarias por algum tempo.
Ele respondeu mais de uma vez na página do condomínio: "No mês de abril, começamos o processo de transição da nossa segurança contratada para interna. Demos o aviso para a empresa Souza Lima, que nesse mês negligenciou o atendimento no condomínio e abandonou o serviço dois dias antes do término do contrato. Agora em maio, teríamos que pagar a empresa. Pegamos o contrato e descontamos do valor do contrato aquilo que nesse mês eles deixaram de nos atender. A empresa se recusava a receber valor menor que o do contrato e nos ameaçava de resolver o assunto na justiça.

Antes de eles irem para a justiça, resolveram trazer 6 carros com seguranças armados e fecharam nossas entradas e saídas com o intuito de nos intimidar. Eu estava do lado de fora do prédio discutindo com o encarregado da Souza Lima, quando chegou a segurança da ASSAPE. A partir daí mudou o tom da conversa e eles desbloquearam as entradas do condomínio. Estamos tomando as medidas legais cabíveis para esse caso."

Veículos estacionados bloqueando os portões e homens armados de vistosos fuzis só  serviram para gerar um clima de revolta e de solidariedade ao síndico, que se colocou à frente de uma das portarias para exigir o imediato desbloqueio. Foi como descreveu a moradora Marina Mendonça: "Um absurdo o que eu vi  a antiga empresa fazendo na portaria 3! Uma coisa ostensiva, intimidadora! Quero registrar também, que nosso síndico, mesmo em uma situação bem tensa, foi lá fora e enfrentou todos que estavam lá visivelmente alterados".

A primeira consequência desse fato gravíssimo foi registrada por Cleo Moreira:  "Sensação de insegurança!!! Abuso de poder! Violação de propriedade alheia, ameaça a vida dos moradores. Absurdo total! Precisamos de imprensa".

Ao longo de mais de meio século como jornalista não havia me deparado com uma situação tão bizarra. Na minha família, houve até quem duvidasse que uma empresa de vigilância, fiscalizada pela Polícia Federal, chegasse a esse extremo. Mas os relatos de quem vivenciou os fatos e algumas fotos e vídeos não deixam dúvida: a tal operação sigilosa com a exibição de material bélico foi a forma que a empresa contrariada encontrou para intimidar a administração do Condomínio Saint Barth e disseminar uma sensação de medo generalizado entre todos os moradores. Isso usando como pretexto a divergência que pode e deve ser dirimida na esfera do Judiciário.

Há uma avalanche de manifestações no Facebook, inclusive no grupo Reais Amigos da Península. A expectativa é de que essa ação despropositada seja levada às autoridades de segurança em todas as esferas.  Abriu-se um perigoso precedente e é plausível imaginar que essa forma de "cobrança" produza filhotes em outros condomínios.

4 comentários:

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